5 de junho de 2026

EUA não podem taxar para coagir, intimidar ou interferir, diz China em apoio ao Brasil

Os Estados Unidos não podem aplicar taxas como "ferramenta de coerção, intimidação ou interferência", afirmou o governo da China
O presidente da China, Xi Jinping, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Os Estados Unidos não podem aplicar taxas como “ferramenta de coerção, intimidação ou interferência”, afirmou o governo da China, em comunicado nesta sexta-feira (11).

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A posição foi feita pelo Ministério das Relações Exteriores da China, em meio à repercussão do tarifaço de 50% dos Estados Unidos de importação dos produtos brasileiros, a mais alta já aplicada nas tarifas de Donald Trump entre todos os países.

“As tarifas não devem ser uma ferramenta de coerção, intimidação ou interferência”, afirmou a porta-voz das Relações Exteriores do governo chinês, Mao Ning, ao ser questionada por uma repórter sobre a recente decisão dos EUA.

“A igualdade soberana e a não interferência em assuntos internos são princípios importantes da Carta das Nações Unidas e normas básicas nas relações internacionais”, completou.

Ainda no começo desta semana, diante das expectativas de uma nova rodada de taxação e coerções por Trump, a representante havia afirmado que, para a China, “não há vencedores em uma guerra comercial ou tarifária” e que “o protecionismo prejudica os interesses de todos”.

A China é um importante aliado de relações comercial internacional e diplomáticas do Brasil. Desde a decisão de Trump, nesta quarta-feira, os ministros de Lula vêm buscando junto ao país estratégias de novas aproximações. Assim já havia se manifestado o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

“Estamos trabalhando juntos para ampliar as ações que já vínhamos realizando nestes dois anos e meio de governo do Presidente Lula: ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e gerar oportunidades de crescimento para a agricultura brasileira”, disse Carlos Fávaro.

“Neste momento, vou reforçar essas ações, buscando os mercados mais importantes do Oriente Médio, do Sul Asiático e do Sul Global, que têm grande potencial consumidor e podem ser uma alternativa para as exportações brasileiras”, completou.

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Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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  1. Radio-Ubuntu

    12 de julho de 2025 7:38 pm

    Um absurdo absoluto o posicionamento do presidente estadunidense. Os países tarifados e os que “ainda” não foram devem se unir e diminuir ao máximo as exportações para o tio San e mostrar/provar que eles precisam muito mais dos outros países do que o mundo deles.

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