A inflação ao consumidor na China registrou, em dezembro, o ritmo mais forte em quase três anos, sinalizando estabilização gradual da economia após a adoção de medidas de estímulo para fortalecer a demanda interna.
O índice de preços ao consumidor (CPI) subiu 0,8% na comparação anual, acima dos 0,7% registrados em novembro, alcançando o maior nível desde fevereiro de 2023, segundo dados divulgados pelo site China Daily, com base em dados oficiais divulgados pelo National Bureau of Statistics (NBS).
Analistas atribuem o avanço ao impacto das políticas de incentivo ao consumo e à antecipação de gastos antes do feriado do Ano Novo Lunar.
O núcleo da inflação — que exclui alimentos e energia — avançou 1,2%, mantendo-se acima de 1% pelo quarto mês consecutivo, o que indica melhora gradual dos fundamentos do consumo doméstico.
Apesar do avanço do CPI, a inflação segue considerada moderada, abrindo espaço para novos estímulos. Economistas avaliam que o governo chinês ainda pode lançar mão de cortes no compulsório bancário e nos juros, além de políticas direcionadas ao fortalecimento da demanda interna e à inovação tecnológica.
O desempenho mais positivo dos indicadores inflacionários ocorre em paralelo à revisão para cima das projeções de crescimento da China por organismos internacionais como o FMI, que estima expansão de 5% em 2025 e 4,5% em 2026. O mercado financeiro reagiu com alta das ações, e o índice Shanghai Composite atingiu o maior patamar em dez anos.
Já o índice de preços ao produtor (PPI) continuou em queda, com recuo anual de 1,9%, embora em desaceleração, o que, segundo analistas, indica recuperação gradual da atividade industrial.
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