
Do blog Jornaliskra
Por Maíra Vasconcelos
Os principais partidos políticos do Uruguai promoveram ontem os atos de encerramento de campanha, à espera do primeiro turno das eleições, que acontecerá neste domingo. O candidato Tabaré Vázquez, do partido do governo, Frente Amplio (FA), com 44% nas últimas pesquisas de intenção de voto, discursou ontem para um público de aproximadamente 350 mil pessoas, segundo o jornal “La Diaria”; o “La Republica” falou em 300 mil pessoas. O ato de Vázquez ocorreu próximo a um campo de golfe, em zona nobre de Montevideo. As poucas bandeiras frenteamplistas que apareciam na varanda dos edifícios próximos ao evento, alentavam os militantes e eleitores de Tabaré.
Caminhando entre as bandeiras do FA e dos partidos da coalisão, como o Partido Comunista do Uruguai, um senhor chamou-me a atenção para a raridade do apoio a Tabaré vindo dos edifícios próximos: “vão aumentar o valor do condomínio desses moradores”. Havia muita criança e senhoras de idade, algumas com suas bengalas passavam dificultosas entre todos. Muitas faixas e cartazes diziam “No a la baja”, que siginifica um não à proposta dos partidos de centro-direta, Partido Colorado (PC) e Partido Nacional (PN), de redução da maioridade penal no país, de 18 anos para 16 anos. O candidato do PN, Lacalle Pou, sgundo colocado, com 32% das intenções de voto, também finalizou campanha ontem, em um ato com a presença de aproximadamente 4 mil pessoas, segundo informou o jornal “El Observador”, um dos principais do país, alinhado politicamente com a centro-direta.
Também durante o ato do Frente Amplio, ontem à noite, não se via a figura do então presidente Pepe Mujica, em nenhum lado, e ao perguntar para um militante frenteamplista sobre a não-aparição do presidente para um discurso, ou por que não há nenhum panfleto político que contenha sua imagem ao lado de Tabaré, que sempre aparece com o vice Raúl Sendic, o militante da centro-esquerda responde usando uma comparação que soa estranhíssima àqueles que veem Mujica pela representação que o mesmo ganhou internacionalmente, de inquestionável estadista: “Tabaré não usa a imagem do Mujica, e Mujica também não usou da imagem de Tabaré (nas eleições de 2009)”. Vázquez governou o país entre 2005-2010, nas eleições seguintes veio José Mujica 2010-2015, que ganhou no segundo turno de Lacalle Pou (PN), o mesmo que agora enfrenta Vázquez como seu principal adversário, e o Frente Amplio volta este ano com Tabaré para tentar o terceiro governo consecutivo da centro-esquerda no país.
altamiro souza
25 de outubro de 2014 2:02 pmespero que vásquez ganhe…
espero que vásquez ganhe…
Jaide
25 de outubro de 2014 2:26 pmAo ler este post, lembrei de
Ao ler este post, lembrei de um relato do Nassif em 2010, em plena campanha. A sua irmã tinha voltado do Uruguai e comentado sobre o quanto gostara daquele país, dizendo: “é um bom lugar pra gente ir dependendo do resultado da eleição”. Na ocasião, pensei com meus botões: o perigo é ter que encarar a mesma situação dos anos de chumbo, quando muitos brasileiros se abrigaram no Chile de Allende e, pouco depois, toparam com o Chile de Pinochet.
Maria Luisa
25 de outubro de 2014 2:43 pmMujica,tornou-se um mito! O
Mujica,tornou-se um mito! O estilo do velho socialista vai deixar saudades. Boa sorte ao Frente Amplio e ao povo uruguaio!