O Hezbollah prometeu retaliação contra Israel após culpar o território pela detonação de pagers ocorrida nesta terça-feira, que matou pelo menos oito pessoas e feriu outras 2.750, incluindo combatentes do grupo e o enviado do Irã a Beirute.
Todos os comunicadores foram detonados em redutos do grupo armado libanês: no sul do Líbano, nos subúrbios ao sul de Beirute, conhecidos como Dahiyeh, e no vale oriental de Bekaa.
Segundo o ministro da Saúde libanês, Firass Abiad, 200 das 2.750 pessoas feridas estão em estado crítico, e entre eles estão combatentes do Hezbollah que são filhos de altos funcionários do grupo armado.
Ao mesmo tempo, um dos combatentes mortos era filho de um membro do Hezbollah no parlamento libanês, Ali Ammar. Já o embaixador do Irã no Líbano, Mojtaba Amani, sofreu um “ferimento superficial” e está atualmente sob observação, segundo a agência oficial de notícias do Irã.
Segundo o site Al Arabiya, a detonação dos pagers foi condenada pelo Ministro da Informação libanês, Ziad Makary como uma “agressão israelense”, enquanto o Hezbollah – que adotou os pagers como dispositivo de comunicação desde os ataques israelenses de 07 de outubro – afirmou que Israel receberia “sua justa punição”.
O exército israelense não se manifestou a respeito das explosões registradas, enquanto o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, destacou que os acontecimentos são extremamente preocupantes, principalmente diante do contexto “extremamente volátil” na região.
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