
O brasileiro Miguel de Oliveira Castro, integrante da Flotilha de Liberdade, gravou um depoimento para denunciar os constantes ataques que os ativistas sofreram nos últimos dias.
Composto por 50 embarcações, o grupo partiu da Europa rumo à Faixa de Gaza, a fim de romper o bloqueio imposto por Israel e entregar ajuda humanitária.
A iniciativa almeja ainda denunciar o genocídio praticado contra os palestinos e pedir a criação de um corredor de ajuda humanitária para garantir a entrega de alimentos e itens de primeira necessidade à população de Gaza, que já amarga fome crítica.
Mas assim como a primeira empreitada, atingida e interceptada por Israel em junho, os ativistas desta nova Flotilha temem pela própria segurança.
Segundo Castro, os ataques estão se tornando mais frequentes e violentos. “Quando estávamos em Prinés, foram dois artefatos incendiários lançados por drones em dois dos barcos. Há duas noites, foram mais de 10 bombas lançadas também por drones e produtos químicos, que a gente não sabe exatamente o quê”, comentou o ativista, que acrescentou que a arma química cheirava mal e causou ardência na pele.
A embarcação em que Castro e outros ativistas se encontram, a Catalina, foi uma das atingidas pelas bombas.
Tratou-se de um explosivo de efeito moral, que não provoca estilhaço, mas capaz de danificar os cabos de aço que sustentam o mastro, graças à bola de fogo de um metro de diâmetro que se formou após a explosão.
Miguel Castro ressalta que teme uma escalada de violência, mas que o grupo de 50 embarcações não deve abortar a missão.
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