A invasão da Rússia à Ucrânia chegou ao 14º dia, deixando intactos 5 cessar-fogos em corredores humanitários para a fuga de civis. Até agora, cerca de 5 mil pessoas fugiram da cidade de Sumy. Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia fala “400 mil reféns” em Mariupol e risco de vazamento nuclear em Chernobyl. O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pede zona de exclusão aérea à OTAN para impedir ataques russos.
Os corredores humanitários começaram às 7h da manhã, do horário local, nas cidades de Chernihiv, Sumy, Kharkiv e Mariupol, além da capital, Kiev. A proteção segura permitiu a saída de, ao menos, 5 mil pessoas da cidade de Sumy, ao nordeste da Ucrânia, nesta terça (08). Destes, 1.700 eram estudantes estrangeiros.
A vice-primeira-ministra Iryna Vereshchuk disse,em vídeo divulgado, que as forças armadas ucranianas concordaram em parar de atirar nessas áreas das 9h às 21h, horário local, e instou as forças russas a cumprir seu compromisso com o cessar-fogo local.
“Apelo à Russia que assumiu compromissos públicos oficiais de cessar-fogo das 9h às 21h. Tivemos experiências negativas quando os compromissos assumidos não funcionaram”, disse Vereshchuk.
Contudo, há uma contradição de informações sobre a cidade de Mariupol, onde autoridades ucranianas afirmam que os bombadeios continuaram mesmo com o acordo de cessar-fogo, e Moscou negou que as operações militares seguiram na região.
Ainda, o ministro de Relações Exteriores da Ucrânia, Dmytro Kuleba, afirmou que militares russos mantiveram 400 mil reféns em Mariupol, nesta quarta, e mantiveram os bombardeios na cidade.
O ministro falou ainda em “quase 3 mil recém-nascidos que carecem de remédios e alimentos” no país. A informação dos supostos reféns não foi confirmada.
Atualmente, a Ucrânia está sem controle sobre a sua capacidade energética, após a Rússia assumir a usina de Chernobyl. Autoridades ucranianas informaram ainda pela manhã que a usina havia sido “desconectada” da rede elétrica do país.
Cerca de 400 soldados russos cercam a usina de Chernobyl, a maior da Europa. A empresa de energia Energoatom afirma que ter desconectado a usina pode impedir o resfriamento do combustível nuclear, o que traz riscos de vazamentos radioativos.
Há pouco, o ministro Kuleba voltou a trazer informações sobre a usina, de que “está danificada” e exigiu um cessar-fogo na região, para impedir que a radiação vaze e permitir que operadores restaurem a energia. “A reserva dos geradores a diesel têm capacidade de 48 horas. Depois disso, os sistemas de resfriamento da instalação de armazenamento de combustível nuclear irão parar, tornando iminentes os vazamentos de radiação.”
Assim como tem feito desde o primeiro dia de confronto, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, fez um discurso com grande apelo emocional aos parlamentares do país, pedindo que a Europa promova a zona de exclusão aérea, que é a proibição de voos e de aeronaves pela OTAN para impedir ataques russos.
O pedido do presidente ucraniano foi seguido por protestos em diversos países para que “fechem” os céus da Ucrânia.
Também nessa linha, a primeira-dama ucraniana Olena Zelenska escreveu uma carta pública sobre a situação na Ucrânia, afirmando que “há várias dezenas de crianças que nunca conheceram a paz em suas vidas”. No balanço divulgado diariamente pela pasta, as autoridades falam em mais de 12 mil ucranianos mortos:
Robert
9 de março de 2022 4:24 pmQuais são as fontes utilizadas pela Patricia Faermann?
José de Almeida Bispo
9 de março de 2022 4:46 pmA banca está vindo com tudo em cima dos russos.
Não só os porretes do Departamento de Estado americano e da OTAN; nem mesmo com o circo do círculo midiático convencional.
Não há uma viv’alma desarmada que não esteja sendo armada contra o terrível bruxo Putin e a infeliz donzelinha Ucrânia.
São bons em demonização! Tiro o chapéu.