Jornal GGN – Os eleitores chilenos voltam às urnas neste domingo (15) para votar em propostas completamente diferentes das candidatas Evelyn Matthei, da governista Alianza, e Michelle Bachelet, da frente opositora Nueva Mayoria.
No entanto, a maior preocupação de ambas – o que ficou bastante claro no último discurso de campanha, na quinta-feira à noite (12) – era, curiosamente, estarem unidas pela preocupação com o índice de abstenção neste segundo turno do pleito presidencial ao Palácio de la Moneda.
No primeiro turno, no mês passado, cerca de 50% dos eleitores preferiram não comparecer às urnas. Na ocasião, Bachelet obteve 46,6% dos votos, e Matthei, 25,01%. Credita-se, inclusive, a existência de um segundo turno por conta da altíssima abstenção de eleitores.
Essa é a primeira eleição presidencial com o voto não obrigatório no país. E o desespero dos candidatos tem chegado a níveis estratosféricos: Bachelet, que lidera as pesquisas de opinião, percorreu o Chile no chamado “bachemóvel” – um caminhão aberto – e fez um apelo pelas ruas do país: “Votem, exerçam seu direito democrático”.
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Especialistas e cientistas políticos locais afirmam que muitos já consideram que Bachelet já venceu as eleições – e por esta razão, não precisam votar. As novas gerações, por sua vez, não estão interessadas na política chilena – para eles, nada mudará com o voto em sua vida. Muitos, inclusive, preferiam nem se inscrever na Justiça Eleitoral para não serem obrigados a votar, antes do ato tornar-se facultativo.
Quase amigas. Quase.
Filhas de generais que estiveram em lados opostos na ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), Matthei e Bachelet se conhecem desde a infância, mas tiveram trajetórias diferentes. As duas estudaram no exterior e militaram em política, mas em calçadas diferentes. Na quarta-feira (11), no último debate da campanha presidencial, transmitido por um pool de televisões do país, elas confirmaram as diferenças nas propostas e nas atitudes.
Matthei quis sugerir que Bachelet não é uma líder forte que impõe sua autoridade. Ela acusou a adversária de não ter agido rápido quando ainda era presidente em fevereiro de 2010, mês em que um terremoto seguido de tsunami atingiu o país, provocando alto número de vítimas saques.
A ex-presidente defendeu as medidas que tomou na época, entre elas a de enviar o exército imediatamente aos locais afetados.As disputas e as diferenças entre elas continuaram até o último dia de campanha, em comícios e encontros. O argumento da rival de Bachelet é o de que a ex-presidente quer transformar o Chile “numa nova Venezuela, onde faltam até alimentos”.
De acordo com a BBC Brasil, a expectativa é a de que Bachelet vença as eleições e tenha “relação mais intensa com o Brasil” – num dos últimos discursos, ela agradeceu o apoio do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve em Santiago antes do segundo turno do pleito.
Ainda segundo o portal de notícias, Bachelet teria apoio parlamentar e inclusive de setores das Forças Armadas para questões como a redução do orçamento dos militares – uma das heranças da era Pinochet.
Assis Ribeiro
15 de dezembro de 2013 2:52 pmPor favor o blog não repita a manada
o post “ Chile: a vitória de Pirro de Michelle Bachelet “
Os comentários disseram tudo desse post acima.
Marco Santo
15 de dezembro de 2013 3:01 pmPara variar a escola da
Para variar a escola da manipulação está criando os seus discipulos. Concordo contigo, Assis. Aguardaremos o resultado das eleições, afinal logo mais saberemos.
gvalenca
15 de dezembro de 2013 4:01 pmObrigado
Obrigado, Assis. Esse GGN…
C. Acácio
15 de dezembro de 2013 4:27 pmO voto facultativo obriga os
O voto facultativo obriga os políticos a se esforçarem mais , a seduzirem os eleitores com propostas que lhes toquem o coração e estimulem seus cérebros. O nome dessa abstenção , temida pelas candidatas chilenas , chama-se democracia e respeito ao povo , cuja única obrigação deve ser a fiscalização sem trégua dos políticos que elege e cujas promessas nem sempre cumprem …