De Reuters
BCs estão prontos para tempestade após Grécia
Por Stella Dawson e Lesley Wroughton
WASHINGTON, 14 Jun (Reuters) – Bancos Centrais das principais economias estão prontos para adotar ações para estabilizar os mercados financeiros e prevenir um aperto do crédito caso o resultado das eleições na Grécia no domingo cause tumulto nas operações, afirmaram fontes do G20 à Reuters.
Uma autoridade sênior dos Estados Unidos advertiu que a eleição grega não dará “o sinal definitivo sobre o que vai ocorrer a seguir” na crise da dívida da zona do euro.
Mas, se uma piora severa no mercado vier depois uma confluência incomum das três eleições deste fim de semana -haverá importantes pleitos no Egito e na França também-, os bancos centrais estão se preparando para garantir capital suficiente para o sistema financeiro.
“Os bancos centrais estão se preparando para uma ação coordenada para prover liquidez”, afirmou um assessor familiarizado com as discussões entre diplomatas financeiros internacionais. A declaração foi confirmada por várias outras autoridades do G20.
Uma ação para aumentar a liquidez poderia marcar um cenário dramático para a cúpula do G20 que será realizada em Los Cabos, México, na segunda e na terça-feira da próxima semana, com a escalada da crise na Europa à frente na agenda.
Líderes políticos dos países envolvidos terão a companhia de ministros das Finanças como consultores. Os ministros, que habitualmente se mantêm discretos nessas cúpulas, têm previsto um jantar de trabalho na segunda-feira e almoço na terça-feira.
Dependendo da gravidade da resposta dos mercados, um encontro emergencial de ministros do G7 -grupo que reúne os sete países mais desenvolvidos- poderia ser realizada na segunda ou na terça-feira em Los Cabos, com chefes de bancos centrais participando por telefone, afirmou uma segunda autoridade do G20.
A primeira linha de defesa deles provavelmente seria uma declaração de que as autoridades estão prontas para adotar os passos que forem necessários para assegurar a estabilidade do mercado.
Isso normalmente representa um sinal de ações técnicas para manter o dinheiro fluindo no mercado financeiro. Linhas de swaps de câmbio que já estão em vigor podem ser retiradas para garantir que existem dólares suficientes se investidores globais correrem para a segurança de ativos norte-americanos.
Bancos centrais também podem realizar leilões extras para prover liquidez a bancos no curto prazo, por meio de acordos de recompra.
Intervenção no câmbio também é possível, embora menos provável ser sancionado pelo G7. Japão e Suíça podem intervir para enfraquecer suas moedas se uma corrida para ativos seguros pressionarem suas cotações.
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