A presidenta da Câmara dos Representantes – a câmara baixa do Congresso dos Estados Unidos – Nancy Pelosi cumpriu nesta terça-feira (2/8) sua promessa de incluir Taiwan, ilha que pertence politicamente à China, em sua viagem à Ásia.
Antes mesmo da sua chegada a Taipé, capital de Taiwan, a visita de Pelosi já era tema de forte polêmica, devido às especulações de que este seria o marco de uma nova postura dos Estados Unidos em defesa da independência da ilha.
Vale lembrar que, atualmente, os Estados Unidos não reconhecem Taiwan como um país independente, mas o atual presidente do Joe Biden tem realizado fortes declarações a respeito de um possível conflito na ilha: em maio passado, o mandatário disse que as forças armadas norte-americanas estão prontas para “defender militarmente os taiwaneses de possíveis ataques da China”.
Reação de Pequim
A visita de Nancy Pelosi a Taiwan não é vista com bons olhos pelo governo chinês, que realizou ao menos duas declarações que deixaram essa situação bastante clara.
Uma delas foi feita pelo próprio presidente Xi Jinping. Segundo a mídia chinesa, o mandatário teria enviado uma mensagem a Biden através do Ministério das Relações Exteriores, com a seguinte frase: “quem brinca com fogo só se queima, espero que o lado americano veja isso claramente”.
A outra declaração foi dada no fim de semana pelo Ministério de Relações Exteriores da China, dizendo que a viagem de Pelosi seria interpretada como um gesto de provocação.
E foi justamente essa a primeira reação da diplomacia chinesa nesta terça-feira, ao saber da chegada da congressista estadunidense: “sua presença na região infringe a soberania e a integridade territorial do país, além e representar uma séria violação do princípio de uma só China”.
A história recente de Taiwan
A ilha de Taiwan pertence à China há muitos anos, mas sua autonomia é tema de controvérsia desde a Revolução de 1949, quando o Partido Comunista toma o poder no país e o território insular se transforma em refúgio dos setores da direita chinesa e dos grupos ultranacionalistas derrotados naquele conflito.
Desde então, Taiwan sempre foi reivindicada por muitos movimentos e organizações como um bastião do capitalismo na Ásia. No entanto, são poucos os países que reconhecem oficialmente a ilha como um território independente da China – entre eles estão o Paraguai, o Haiti, Honduras e pequenos países também insulares do Caribe e da Oceania.
Na Europa, apenas o Vaticano reconhece Taiwan como um país independente e mantém relações diplomáticas com Taipé.
Já o Brasil é um dos 47 países que mantêm representações não diplomáticas na ilha, grupo este que não conta com a presença dos Estados Unidos – ou seja, o governo norte-americano, ao menos por enquanto, também não reconhece de forma mais clara a independência da ilha, apesar do seu discurso em favor da sua autonomia.
AMBAR
2 de agosto de 2022 2:07 pmA senhorinha é destemida e saliente. USA está procurando pelo em ovo e, com perdão da má palavra, pode acabar encontrando pelo nos ovos do Xi Jinping. Pelosi que se cuide.
Paulo Dantas
2 de agosto de 2022 6:23 pmAproveita e dá um pulo no Tibet , encontra o Dalai Lama ….