10 de junho de 2026

Suprema Corte dos EUA quer barrar medicamento abortivo

Uso do mifepristona pode ser proibido inclusive em estados onde acesso ao aborto é autorizado; decisão pode sair até julho
Foto de Hal Gatewood na Unsplash

A Suprema Corte dos Estados Unidos vai considerar a possibilidade de restringir o acesso à mifepristona, um dos medicamentos mais usados para o procedimento abortivo no país.

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O efeito abortivo ocorre quando a medicação é combinada com outro medicamento, e a decisão pode afetar inclusive os estados onde o procedimento é permitido.

Segundo a CNN norte-americana, a decisão significa que o tribunal – de tendência conservadora – voltará a debater o acesso ao aborto seguro mesmo depois de anular uma lei que levou mais da metade dos estados norte-americanos a proibir ou restringir o procedimento de forma severa.

O governo Biden e um fabricante do medicamento estão pedindo à Corte que revertam uma decisão que, se entrar em vigor, iria restringir o acesso ao medicamento.

Ao mesmo tempo, grupos e médicos contrários ao aborto querem que os juízes avancem e sustentem que a aprovação inicial do medicamento, realizada no ano 2000, também era ilegal.

O caso deve ser decidido até julho de 2024, o que vai colocar a Suprema Corte em plena eleição presidencial, onde o acesso ao aborto é uma questão a ser abordada.

Por enquanto, o mifepristona segue disponível e não está sujeito a restrições que os tribunais inferiores disseram que deveriam ser impostas ao seu uso. Em abril, a Suprema Corte determinou que o acesso ao medicamento seguiria sem mudanças até o final do processo.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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  1. Paulo Dantas

    13 de dezembro de 2023 7:51 pm

    Viraram FDA !?

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