Do Valor
SÃO PAULO – A presidente Dilma Rousseff está em uma “saia justa”, embora prefira usar “terninho”, de acordo com a revista britânica “The Economist”. “Normalmente nesse período do ciclo político, como foi nas eleições de 2006 e 2010, o governo estaria aumentando gastos”, diz a publicação. Mas, no discurso no último Fórum Econômico de Davos, quando o mercado de ações e o real desabavam junto com outras economia emergentes, ela teve de se mostrar um pouco mais conservadora.
O crescimento econômico do Brasil chega a uma média de 1,8% ao ano desde que Dilma assumiu o comando, em janeiro de 2011. A inflação está em torno de 6% e o déficit em conta corrente atingiu 3,7% do Produto Interno Bruto. A “The Economist” diz que o governo da presidente tem “boas desculpas” para esses resultados, embora reconheça que também houve acertos.
Tudo o que o Brasil precisa para equilibrar as contas externas e impulsionar a indústria do país é um real mais fraco. Por outro lado, tal movimento implicaria riscos inflacionários, fator que, junto dos problemas nos transportes públicos, geraram protestos em massa no ano passado.
A tensão de 2013 fez com que houvesse uma “mudança de mentalidade”, que permitiu ao presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, elevar o juro básico (de 7,25% para 10,5%). Em Davos, pela primeira vez, Dilma di sse que tinha como meta trazer a inflação para 4,5%. Um economista declarou à revista que provavelmente Lula disse que a elevação do juro não prejudicaria a campanha eleitoral. “Mas a inflação, sim”.
Fernando ( não logado )
6 de fevereiro de 2014 11:23 pmPutz
Agora o Lula ” provavelmente disse …”
Não força!
IVan de Union
7 de fevereiro de 2014 12:01 amQUAL dos merdas de
QUAL dos merdas de presidentes norte americanos teve ou tem “espaco pra manobras” em ano de reeleicao, de acordo com essa merda de revista?
Eles se importaram em esclarecer?
Motta Araujo
7 de fevereiro de 2014 11:25 amOs EUA são o Pais do mundo
Os EUA são o Pais do mundo mais analisado pela The Economist, eles ja disseram tudo sobre os EUA, não tem mais nada a esclarecer, esgotaram o assunto, conhecem mais politica americana que os jornais de Washington.
Nick
7 de fevereiro de 2014 4:33 amThe Economist é uma revista
The Economist é uma revista que já perdeu seu prestigío e importância, principalmente nos dias de hoje, eu lembro-me há 3 ou 4 anos atrás eles publicando o mesmo e nada aconteceu, a econômia brasileira manteve-se estavél e sólida nestes 3 anos. Também no auge da crise européia em 2010/2011 eles alegaram um monte de estrondosos cenários da qual o Euro e a UE não iria mais durar um mês e nada aconteceu, o Euro ainda existe, como também a própria UE. Sem contar com centenas de artigos contra a Russia, China, Venezuela etc.. No mais essa revista já é uma piada. Eu não entendo como ainda existe pessoas levando eles a sério.. Fala sério!
Jossimar
7 de fevereiro de 2014 11:04 amÉ a veja da Inglaterra.
Penso
É a veja da Inglaterra.
Penso que um grande erro do governo brasileiro é esta lorota de meta de inflação.
O certo era deixar o dólar valorizar para algo entre R$ 2,80 e R$ 3,00 e suportar um período de inflação um pouco mais alta.
Seria o preço a pagar por tentar segurar a inflação com o câmbio.
Se a Dilma for reeleita, deveria providenciar isto logo de cara no novo mandato.
Motta Araujo
7 de fevereiro de 2014 11:23 amThe Economist NÃO tem a mais
The Economist NÃO tem a mais remota semelhança com a Veja, a começar que a Veja circula só no Brasil e The Economist circula em todo o planeta. O texto é COMPLETAMENTE diferente, as analises são com uma otica nada sensacionalista, o estilo de The Economist é inimitavel, como disse certa vez o finado Roberto Civita no Roda Viva.
Motta Araujo
7 de fevereiro de 2014 11:19 amThe Economist não é e nunca
The Economist não é e nunca foi uma piada, é a revista de economia mais influente do planeta há mais de um século mas para le-la é preciso ter a exata compreensão do texto. Eles nunca fizeram previsões, fazem analises. Jamais disseram que o Euro iria acabar . não é a forma deles abordarem temas, não fazem apostas de curto prazo, o texto é sempre sutil, leve e ironico, não há afirmações peremptorias, pão, pão, queijo, queijo, as analises são geralmente um distilado de bom senso e ponderação. Se fosse uma piada não teria um século e meio de prestigio mas não é decidiamente uma revista para leituras aligeiradas. Dizer que The Economist é uma piada e a mesma coisa que dizer que a London School of Economics é uma escolinha.
RONALD
7 de fevereiro de 2014 4:11 pmEM OFF
O informação de qualidade sô:
“Um economista declarou à revista que provavelmente Lula disse que a elevação do juro não prejudicaria a campanha eleitoral. “Mas a inflação, sim”.”
Parece em tudo com a nossa mídia com as declarações em off.