10 de junho de 2026

Trump prefere “abordagem de ditador” e se encaixa como “fascista”

Ex-chefe de gabinete de Trump, general aposentado da Marinha diz que republicano queria “o tipo de generais que Hitler tinha”
Foto: RS via Fotos Públicas

O ex-presidente dos Estados Unidos se encaixa “na definição geral de fascista” e queria em seu governo “o tipo de generais que Hitler tinha”, segundo definição de John Kelly, general aposentado da Marinha e que foi chefe de gabinete da Casa Branca entre 2017 e 2019.

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“Olhando para a definição de fascismo: é uma ideologia política autoritária e ultranacionalista de extrema-direita, e um movimento caracterizado por um líder ditatorial, autocracia centralizada, militarismo, supressão forçada da oposição, crença em uma hierarquia social natural”, destacou Kelly em entrevista ao jornal The New York Times.

Ao destacar que tal análise descreve Trump “com precisão”, o militar aposentado destacou que Trump acredita que tais termos funcionariam em termos administrativos dos EUA.

“Certamente o ex-presidente está na área da extrema direita, ele é certamente um autoritário, admira pessoas que são ditadores — ele disse isso. Então ele certamente se enquadra na definição geral de fascista, com certeza”, pontuou o ex-chefe de gabinete.

Além de preferir a abordagem ditatorial, Kelly destacou que Trump “nunca aceitou o fato de que ele não era o homem mais poderoso do mundo – e por poder, quero dizer a habilidade de fazer qualquer coisa que quisesse, a qualquer hora que quisesse”.

Generais leais a Trump

Ao mesmo tempo, reportagem do site The Atlantic destaca a frustração de Trump com oficiais militares que ele considerava “desleais e desobedientes” – tanto que o republicano chegou a perguntar a Kelly se ele “não pode ser como os generais alemães”.

Em seu livro, The Divider: Trump in the White House, Peter Baker e Susan Glasser afirmam que, mesmo Kelly tendo explicado que os generais alemães “tentaram matar Hitler três vezes e quase conseguiram”, Trump não reconsiderou esse ponto de vista e instituiu que “eles (os militares” eram totalmente leais a ele”.

Baker e Glasser também relataram que Mark Milley, o ex-presidente do Estado-Maior Conjunto, temia que a “abraçada ‘Hitleriana’ de Trump à grande mentira sobre a eleição levaria o presidente a buscar um ‘momento Reichstag'”.

Tatiane Correia

Jornalista, MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Com passagens pela revista Executivos Financeiros e Agência Dinheiro Vivo. Repórter do GGN desde 2019.

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