10 de junho de 2026

Vladimir Putin na América Latina, com a bola no pé

Putin com Dilma no Maracanã

Frederico Füllgraf

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Na sexta-feira, 11, o presidente russo Vladimir Putin aterrissou em Havana, dando início a uma jornada de seis dias em visita aos que Moscou agora considera seus parceiros estratégicos na América Latina: Cuba, Argentina e Brasil. Com sua segunda escala em Buenos Aires, Putin reuniu-se com a presidente Cristina Kirchner, assinando com a Argentina tratados de cooperação nuclear, comunicação e extradição. No Maracanã, Putin recebeu da presidente Dilma a transferência simbólica da Copa do Mundo, que a Rússia sediará em 2018. Como coroação de sua jornada, o presidente russo co-assinará as atas de fundação e dotação, com capital inicial de 100,0 bilhões de dólares, do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos BRICS. Integrado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, a 6ª Cúpula do grupo ocorre de 14 a 16 de julho em Fortaleza.

O pit stop em Cuba não visava a dividendos econômicos. Muito pelo contrário, em Havana, Putin assinou um debt relief de 90% dos 35,2 bilhões de dólares devidos há trinta anos a Moscou pela ilha, e sugeriu investir os 10% restantes em projetos de infra-estrutura local – um generoso presente para a administração Raúl Castro.

Enquanto homenageavam com coroas de flores os soldados soviéticos em Havana, e José Martí, o herói nacional cubano, Raúl, vestindo terno escuro como seu par russo, suspirou sob o sol escaldante: “Temos que mudar o protocolo…Não usamos gravata neste país, só guayaberas e chapéus, shorts e sandálias… Este país não é para trabalhar, muito menos para guerrear. É um país para descansar. O que você acha?”.

Ao circunspecto Putin aquela frase deve ter soado como confissão de malandro, esquivo ao esforço, ou mau pagador. Foi uma frase de efeito, uma brincadeira do cubano com os russos abotoados e suando em bicas, mas Putin não estava ali para descansar.

Devolvendo o dedo no nariz

Se a opção por Cuba como primeira escala não tinha qualquer relevância econômica, é porque fora escolhida como cenário para uma demonstração que os ingleses chamam de to thumb one´s nose – enfiar o dedo no nariz de alguém. Se a atitude é própria de pirralhos mal-educados, foi, pois, o que fizeram em fevereiro do ano em curso, o governo Obama e a União Europeia, ao apoiarem descaradamente a derrubada do governo eleito de Viktor Yanukovich da Ucrânia e a instalação de um regime golpista, escoltado por hordas fascistas, nas barbas da vizinha Rússia.

Os rumores, segundo os quais, depois de 1962, Moscou voltaria a instalar uma base militar em Cuba, não passaram do que são: um hoax. Mas Putin deu seu recado: “se vocês chacoalharem a cerca da nossa casa, a gente vai criar encrenca na vizinhança de vocês! – e ostentou em sua comitiva ninguém menos que Igor Sechin, presidente da estatal de petróleo, Rosneft, e um dos executivos russos “castigados” pelo governo Obama com sanções, tais como a cassação de seu visto de entrada aos EUA. A medida seria uma retaliação à suposta ingerência russa na crise ucraniana, sobretudo a anexação da Crimeia. Ex-agente da KGB, como seu amigo e chefe, Vladimir Putin, em menos de quinze anos, Sechin fez da Rosneft a maior trader de petróleo do mundo. Contudo, muito antes da crise ucraniana, o executivo  já encabeçava a lista negra de Washington porque, em parte, a expansão da Rosneft se deveu à encampação do império Yukos, fraudulentamente erguido por Mikhail Khodorkovsky, magnata recentemente libertado da prisão na Sibéria, e homem de confiança dos EUA.

“Pivôs do norte ao sul das Américas”

A agenda de Putin é ambiciosa, ele granjeia simpatias mundo afora, mas não chega como o gladiador vitorioso. A co-optação da Crimeia e a oposição russa ao novo governo ucraniano exigiram seu custo. Nos meses de março e abril, o valor as ações de empresas russas chegou a ser depreciado em 10% nas bolsas e as agências notificadoras Fitch e Standard & Poor’s ameaçaram rebaixar a classificação de risco da Rússia. No segundo estágio, os EUA elaboraram uma lista negra com os nomes de 30 executivos e 19 empresas russas, e a União Europeia listou 61 indivíduos e duas empresas, mas o plano de represálias prevê endurecimento, caso a Rússia não “contenha” os rebeldes do leste ucraniano, com os quais tem conversado, mas que na verdade não controla.

Os danos sofridos pela Rússia podem ser definidos como colaterais, entre retaliações à meia boca e apoio chinês, que promete absorver parte das exportações de petróleo e gás sustadas por países do ocidente.

Porém, como já advertia o hexagrama wei-ji do milenar oráculo I Ching , uma crise pode abrir o caminho para novas oportunidades, e Vladimir Putin desembarca na América Latina para amealhar aliados, promover seu projeto de uma nova ordem mundial multi-polar e com ele inaugurar um redesenho da geopolítica ditada por Washington.

“A jornada tem por objetivo construir uma rede de pivôs, do norte ao sul das Américas”, prega Vladimir Orlov, diretor do PIR, um think-tank do governo em Moscou. Colocada à margem das políticas globais, agora “estamos nos voltando com mais atenção e deferência aos nossos parceiros naturais, que não aderiram às retaliações”. E segundo Orlov, apesar de sua avançada idade, Fidel Castro é “o último dos moicanos” cuja análise sobre a atual e a futura ordem global Putin sabe apreciar.

E por falar em BRICS, diz Orlov, a etapa final da jornada do presidente: “Representamos cinco civilizações-chave, que contam 43% da população mundial”.

Fundos abutres e sanções, Crimeia e Malvinas

Dois pleitos dramáticos na agenda russa e argentina, gerados por fontes ocidentais de interesses compartilhados, sinalizaram a Putin a conveniência de aterrissar em Buenos Aires antes de sua chegada ao Brasil: o ataque dos fundos abutres às reservas cambias argentinas e a luta do país sul-americano pela reintegração de posse soberana do arquipélago das Malvinas, usurpado pela Inglaterra em 1833, que encontram sua correspondência nas sanções impostas à Rússia e no questionamento de seu direito legítimo de reincorporação da península da Crimeia, apoiada pela esmagadora maioria de sua população russófona.

Durante o jantar de sábado, 12 de junho, em Buenos Aires, em homenagem a Putin, ao qual Kirchner teve a gentileza de convidar o presidente uruguaio, José Mujica, os três presidentes afinaram os instrumentos de navegação de suas diplomacias contra o que Cristina Kirchner denuncia como a “dupla moral” dos países centrais com relação aos princípios da Carta da ONU, em especial sobre o suposto plebiscito realizado nas Malvinas, mediante o qual os residentes trazidos da Inglaterra votaram a favor da soberania inglesa sobre as ilhas; procedimento viciado, mas apoiado pelos países centrais.

A Rússia apoia o pleito argentino sobre as ilhas e veio agradecer a abstenção argentina – idêntica à brasileira – durante votação na ONU contra a incorporação da Crimeia.

Durante a reunião foram assinados três acordos estratégicos entre Rússia e Argentina. O primeiro deles sobre cooperação nuclear, que prevê a construção de um terceiro bloco na usina de Atucha. Um interessante convênio, não detalhado, entre o Ministério das Comunicações argentino e “meios de comunicação” russos, indica formas de intercâmbio e retransmissão de conteúdos em ambos os países. Finalmente, o acordo sobre extradição deixa entrever forte interesse russo pela cooperação judicial na caça a magnatas e mafiosos foragidos.

Acordos comerciais e investimentos russos

Obviamente, Putin veio para encorajar a intensificação do comércio bi- e multilateral com os países do Mercosul, para compensar pelo menos parte das operações com a Europa colocadas no limbo. Entre as ofertas russas estão armamento, indústria aeronáutica, engenharia de grandes projetos e logística.

Mujica sugeriu que o Mercosul assine já acordos comerciais com a Rússia, pois o Uruguai busca investidores para seu mega-projeto de porto de águas profunda, mas também para a retomada e ampliação de sua malha ferroviária. Em contrapartida, Mujica oferece alimentos, gado em pé, da melhor qualidade. Putin acha interessante a proposta, mas o Uruguai terá que parar de vacinar seu gado exportado contra a febre aftosa, proibida pelas autoridades sanitárias da Rússia.

Com o voto de Cristina Kirchner, Putin chega à reunião dos BRICS para agilizar a agenda sobre a reforma do sistema financeiro global. Agenda da qual o governo Dilma Rousseff é credor.

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15 Comentários
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  1. Alessandre de Argolo

    14 de julho de 2014 3:56 pm

    Não entendi se na Rússia é

    Não entendi se na Rússia é proibido gado com febre aftosa ou se é proibido gado vacinado contra febre aftosa:

    “Em contrapartida, Mujica oferece alimentos, gado em pé, da melhor qualidade. Putin acha interessante a proposta, mas o Uruguai terá que parar de vacinar seu gado exportado contra a febre aftosa, proibida pelas autoridades sanitárias da Rússia.”

    Não entendi por que o Uruguai terá que parar de vacinar contra a febre aftosa. Esse trecho não faz qualquer sentido, é confuso.

    1. junior50

      14 de julho de 2014 8:22 pm

      Area livre sanitária

        Tanto a Russia como Estados Unidos, Comunidade Européia e Japão, somente aceitam importar cortes bovinos processados ou “in natura”, que procedam de areas nas quais a “febra aftosa” tenha sido erradicada  há alguns anos ( tip  3 a 5 anos sem qualquer ocorrencia de casos, após a cessação da vacinação).

         Pórtanto caso o país ou determinada região dele ( caso do Brasil, temos regiões com vacinação e outras não), ainda necessita de vacinação, significa que a moléstia ainda não foi erradicada, está “controlada/rastreada”, e a exportação bovina é vetada em alguns paises.

         As determinações sanitárias russas, são rigidas, iguais as da Comunidade Européia, não apenas referente a bovinos, mas a qualquer tipo de carne, tanto que há alguns anos inspetores sanitários russos estiveram por meses no Brasil, verificando toda a cadeia produtiva dos suinos ( do campo/matadouro/frigorifico/embarque), para liberar a exportação.

        

      1. junior50

        14 de julho de 2014 10:44 pm

        Um P.S. : Cota Hilton

           mesmo sendo um pais pequeno, o Uruguai exporta carne “in natura” para a Comunidade Européia, pois alguns de seus rebanhos estão em areas segregadas ( sem aftosa desde 2001 – e inspecionadas anualmente por veterinarios da Europa) e são rastreaveis ( brinco na orelha do bicho), do pasto ao embarque.

            São pertencentes a carne “em pé – in natura”, nominada no mercado como “cota Hilton” : gado de pasto, sem anabolizantes, sem vacinações, sem antibióticos, alimentados exclusivamente por pasto ou grãos e/ou farinhas derivadas de grãos ( soja, milho, trigo etc..) , são os cortes mais valorizados no mercado internacional.

            O problema, é que toda a “carne Hilton”, tanto a uruguaia como a argentina, são objetos de contratos longos, já comprometidos com os importadores tradicionais, não existindo excedente exportavel, tanto que este ano o Uruguai não consegiu cumprir a meta de “hilton” com os europeus.

             

        1. Frederico Füllgraf

          14 de julho de 2014 11:23 pm

          Obrigado, Junior50!

          Junior, grato pelas informações sobre a febre aftosa, muito oportunas, mas complexas demais para detalhaemento em  texto panorâmico.

          Abs.

      2. Alessandre de Argolo

        15 de julho de 2014 7:39 pm

        Eu pensei nisso, mas é uma política sem sentido

        Continua sendo uma política não muito interesante porque leva ao entendimento de que o simples ato da vacinação implica risco de contaminação. Ora, a vacinação me parece ser necessária mesmo quando a doença está “erradicada”, vide o caso da poliomielite no Brasil. Por “erradicada” entendo o não registro de casos. No entanto, isso não significa que o vírus deixa de estar no meio-ambiente e que, assim, é desnecessária a manutenção da vacinação.

        O exemplo claro é o da poliomielite no Brasil. Há muito se trabalha com a hipótese de erradicação, mas as campanhas de vacinação continuam sendo implementadas. Todas as crianças brasileiras continuam tendo que tomar a vacina contra a poliomielite. É uma política eficaz de prevenção adotada pelo Ministério da Saúde brasileiro, mesmo quando não há registros de casos de poliomielite no Brasil. Caso a vacinação seja cortada, certamente os casos voltarão, porque o vírus fica no meio-ambiente, inerte, esperando apenas uma oportunidade para infectar um hospedeiro não imunizado e, dessa forma, gerar a doença.

  2. NALDO

    14 de julho de 2014 4:41 pm

    Esse Putin, já repararam que

    Esse Putin, já repararam que nenhum jornalista saqui fala mal dele? Esculhambam o Fidel, o Chaves, entre outros mas esse, os jornalistas daqui fingem que nem existe.

  3. vera lucia venturini

    14 de julho de 2014 4:50 pm

    Se o Aécio ganhar o primeiro

    Se o Aécio ganhar a eleição o primeiro país a roer a corda dos Brics será o Brasil. Nossa imprensa e o Instituto Milllenium vão trabalhar muito pra isso.

  4. Heitor de Assis

    14 de julho de 2014 5:34 pm

    Não sei o que Putin veio fazer aqui, se a Rússia saiu da Copa…

    A grande ousadia de Putin, de Dilma e dos chineses, indianos e sul-africanos consiste em mudar a geopolítica do mundo sem disparar um só tiro e sem fazer ameaças a quem quer que seja. Logo logo, o acrônimo BRICS ficará pequeno para abrigar seus novos membros.

  5. Gunter Zibell - SP

    14 de julho de 2014 5:42 pm

    Mundos de fantasia

    “…com capital inicial de 100,0 bilhões de dólares, do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o banco dos BRICS. “

    O futuro dirá sobre a relevância desse banco.

    “o governo Obama e a União Europeia, ao apoiarem descaradamente a derrubada do governo eleito de Viktor Yanukovich da Ucrânia e a instalação de um regime golpista, escoltado por hordas fascistas, nas barbas da vizinha Rússia.”

    Prossegue a propaganda, mesmo depois da eleição de Poroshenko e de acordos com a U.E. 

    “Nos meses de março e abril, o valor as ações de empresas russas chegou a ser depreciado em 10% nas bolsas”

    Junto com a depreciação do câmbio chegou-se a quase 20% em dólar. Tudo já revertido depois que a Rússia, pelo menos oficialmente, abdicou de apoiar a secessão de Donetsk e Luhansk, o que dá uma boa ideia de para quem se governa: para a oligarquia não evadir divisas.

    “caso a Rússia não “contenha” os rebeldes do leste ucraniano, com os quais tem conversado, mas que na verdade não controla.”

    Claro, tanques, militantes e víveres surgiram do nada onde até fevereiro não havia nenhum movimento insurgente.

    “promover seu projeto de uma nova ordem mundial multi-polar e com ele inaugurar um redesenho da geopolítica ditada por Washington.”

    O que começa com os acordos da Ucrânia com a U.E., claro. E com a menor predisposição de outros países de formarem parte da Comunidade Eurasiana.

    https://jornalggn.com.br/blog/gunter-zibell-sp/a-russia-podera-seguir-os-passos-da-ucrania

    “A Rússia apoia o pleito argentino sobre as ilhas e veio agradecer a abstenção argentina – idêntica à brasileira – durante votação na ONU contra a incorporação da Crimeia.”

    Na verdade, em uma votação só dos 15 do C.S., o Chile e Argentina apoiaram a condenação à Rússia, a Argentina por ser justamente contra plebiscitos. O Brasil não faz parte do C.S. neste biênio. Quem se absteve foi a China.

    http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/34381/russia+veta+resolucao+na+onu+para+declarar+invalido+referendo+na+crimeia.shtml

    Enquanto isso, Brasil, Argentina e Rússia fingem que as respectivas economias não crescem pouco.

    1. Paulo F.

      14 de julho de 2014 9:07 pm

      Claro, tanques, militantes e

      Claro, tanques, militantes e víveres surgiram do nada onde até fevereiro não havia nenhum movimento insurgente.

      Eita mundo assimétrico: na Líbia, na Síria também, as armas e tudo mais  brotou do chão! Goste ou não, Putin, representa uma alternativa de possibildade multipolar, e de que existe vida além do “Consenso de Washington”.

      1. Gunter Zibell - SP

        15 de julho de 2014 12:32 am

        O que significa

        que a Rússia municiou esses movimentos de Donetsk e Luhansk (além do logo fracassado em Kharkiv), certo?

        Houve infiltração de armamento pesado e combatentes, de grupos que atemorizam pessoas pró-Kiev com sequestros, entre outras coisas. A Rússia negar para efeitos de propaganda em redes sociais no exterior não altera a realidade física.

        Não estou dizendo se é bom ou ruim, como não estou falando nada a respeito de Síria ou Líbia.

        Só estou apresentando uma avaliação de como se deram as coisas no leste ucraniano a partir de março.

        Que é diferente (por ser realista) da do post, que apenas apresenta um mundo de fantasia.

         

        1. Paulo F.

          15 de julho de 2014 2:43 pm

          Simetria

          Acorda Zibell

          Estou falando de simetria.  A tua opinião é formada pelas estatícas do Banco Mundial, pelo NYT, pela conversa da Dona Marocas ? Pois tudo que não se enquadra ao que desejas ver é classificado como fantasia.

          Acreditar que a Russia permanecesse imóvel aos movimentos  nas franjas de suas fronteiras seria ou demasiadamente ingênuo ou de má-fé.

          Comentei da Líbia e da Síria pois a questão é homóloga. Só não vê quem não quer. E não os reconhecer não altera o que chamas de realidade física.

          Quanto a dizer que é bom ou não, sua neutralidade se assemelha a da  grande mídia nacional.

          Caso fosse tão fantasioso o que esta sendo proposto, não existiriam comentarios como os abaixo:

          http://www.dw.de/em-berlim-figueiredo-refor%C3%A7a-neutralidade-brasileira-sobre-crimeia/a-17513404

          http://www.dw.de/opini%C3%A3o-nova-ordem-mundial-%C3%A0-moda-russa/a-17780164

          Sds

          Paulo

           

           

           

           

    2. Frederico Füllgraf

      14 de julho de 2014 11:32 pm

      Propagandista

      O único, notório, cansativo e chato propagandista neste Portal é o senhor, HERR ZIBELL, a quem acabo de corrigir 

      em outro post, pois é difusor de informações truncadas e afirmações hilariantes, tais como “a Argentina votou CONTRA”  a

      anexação da Crimea.

      Falta de óculos ou de ética?

      O fato é: A Argentina SE ABSTEVE NA CONDENAÇÃO DA RÚSSIA, assim como o Brasil.

      E a Argentina NÃO É contra plebiscitos e, sim, CONTRA O “REFERENDO” realizado pela Inglattera nas Malvinas, destituído de qualquer seriedade e aceitabilidade.

       

       

       

       

      1. Gunter Zibell - SP

        15 de julho de 2014 12:25 am

        Reclame com o CS da ONU

        A votação em que o Brasil e Argentina se abstiveram foi uma.

        Mas o que conta é do CS quando a Rússia exerceu seu poder de veto.

        Que Frederico Füllgraf faz questão de ignorar porque NÃO INTERESSA à propaganda dele.

        Em 15 de Março a Argentina e o Chile votaram JUNTO dos EUA e CONTRA Russia.

        Quem se absteve foi a China.

        E se Frederico Füllgraf não está satisfeito com a realidade, com a Argentina e o Chile terem votado contra a Rússia, que reclame no Conselho de Segurança da ONU, não comigo!

        Quanto a óculos, ética e informação quem precisa é você.

        Passar como desejar.

        http://www.dailykos.com/story/2014/03/15/1284991/-China-Abstains-on-Secu

        China has abstained from a UN Security Council Resolution invalidating the impending election results in Crimea in an attempt by that region to secede from Ukraine and annex itself to Russia. Russia, of course, vetoed the resolution. However, the other 13 members of the UN Security Council voted for the resolution.

        In its state-run press, China talked about the obligation to protect all minorities, including Russian minorities. However, it also said that the territorial integrity of Ukraine must be respected. This veto will serve to further isolate Putin in his attempts to wrest Crimea and possibly other parts of the east from Ukraine as his price for that country joining NATO.

        Other members of the UN Security Council include Argentina, Australia, Chile, Chad, Jordan, Lithuania, Luxembourg, Nigeria, South Korea, and Rwanda. Throughout this conflict, Russia has claimed to be merely acting in accordance with international law. However, this vote undermines the legitimacy of Putin’s actions. Russia has historically played the “Big Brother” role in protecting ethnic Russians as well as the Serbs; its attempt to protect Serbia from Austro-Hungarian aggression following the assassination of Austrian Archduke Franz Ferdinand was one of many factors which sparked World War I.

        Putin’s actions have also triggered massive instability in Russian markets recently. This means that his actions could be calculated to be political; there was simmering unrest in Czarist Russia prior to World War I and the outbreak of the war temporarily brought a halt to the unrest. However, given the turmoil in the Russian markets and the peace march today in which 50,000 were present, it could be that this move is backfiring on him.

  6. Durvaldisko

    14 de julho de 2014 6:49 pm

    BRICSA. A vogal acrescentada

    BRICSA. A vogal acrescentada  refere-se  a Argentina. Cristina K,tem investido  nisso.Os fundos  abutres com a simpatia  de Obama, estimulam a  ampliação da sigla. Argentinos de todos os matizes  apoiam  Cristina  na sua luta  contra  a especulação  descarada  dos abutres. Em futuro não muito distante  boa parte  do Mercosul  pleiteará e conseguirá  ampliar  o contingente dos BRICS.

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