Clã Bolsonaro deve influenciar na escolha do novo chefe do Ministério Público do Rio

O novo nome deverá ser o responsável pelas investigações contra os filhos do presidente, senador Flávio e o vereador Carlos Bolsonaro

Foto: Reprodução/Instagram

Jornal GGN – O clã de Jair Bolsonaro (sem partido) já se move para influenciar a escolha do novo procurador-geral de Justiça do Rio de Janeiro. O novo nome deverá ser o responsável pelas investigações contra o senador Flávio e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O novo membro que deve ocupar o cargo, até então sob comando do procurador-geral Eduardo Gussem, deve ser escolhido em dezembro. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, Flávio aposta que a escolha do novo chefe do Ministério Público estadual será feita pelo atual vice-governador Cláudio Castro (PSC), de quem tem se aproximado. 

De acordo com a Constituição fluminense, o novo nome deve ser escolhido a partir de uma lista tríplice eleita internamente. Há 15 anos, o mais votado é quem ocupa o cargo. Mas, caso a família Bolsonaro intervir na escolha, a tradição será quebrada. 

Segundo o jornal, “Flávio expôs a aliados que o perfil ideal seria um nome que distencione o que considera um clima político no órgão”, no entanto, “aliados dos Bolsonaro, contudo, buscam uma opção própria que consiga votos para entrar na lista”.

O preferido do grupo dos Bolsonaro seria o procurador Marcelo Rocha Monteiro, autodeclarado apoiador da família. Mas, dentro do MP-RJ são consideradas as pré-candidaturas da procuradora Leila Costa, e dos promotores Virgílio Stavridis e Luciano Mattos. 

Os filhos de Bolsonaro são investigados por suposto esquema de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos, mais conhecido como “rachadinha”.  

Como Flávio tem direito ao foro especial, após decisão do Tribunal de Justiça, é o próprio chefe do MP-RJ que deve conduzir as apurações e oferecer eventual denúncia contra o senador.

No entanto, o MP-RJ defende junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da decisão do Tribunal, tese que poderá ser reavaliada pelo novo PGJ.

Já Carlos perdeu foro especial, após decisão da Suprema Corte, que vetou o dispositivo para vereadores do Rio. Assim, o chefe do MP-RJ não tem poder para interferir nas investigações de promotores da primeira instância, “mas pode desfazer estruturas especializadas criada na atual gestão”, lembrou a reportagem.

 

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