O resultado do segundo turno das eleições presidenciais no Peru entre Keiko Fujimori e Roberto Sánchez só deve ser proclamado em meados de julho, por conta da recontagem de votos em seções que apresentem impugnações ou irregularidades nas atas de votação.
A informação foi divulgada pelo Jurado Nacional de Elecciones (JNE), responsável pela validação e proclamação dos resultados eleitorais. Segundo a porta-voz do tribunal eleitoral, Grecia Rentería, o novo mecanismo foi criado para ampliar as garantias de transparência e assegurar o pleno direito de contestação por parte dos participantes do processo eleitoral.
De acordo com a representante do órgão, o número de atas com observações aumentou mais de 50% em relação a eleições anteriores, o que tornou necessária uma etapa adicional de revisão antes da divulgação do resultado definitivo, conforme informações do jornal peruano La Republica.
Segundo o chefe interino da Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE), Bernardo Pachas, afirmou que espera um volume administrável de atas contestadas, mas ressaltou que cada caso deverá seguir os trâmites legais previstos.
Pachas ressaltou que, quando há recursos apresentados pelos representantes das candidaturas, os processos são encaminhados ao JNE para decisão final. A expectativa das autoridades é que a conclusão das análises ocorra ao longo das próximas semanas, permitindo a proclamação oficial do vencedor da eleição presidencial peruana na segunda quinzena de julho.
Enquanto o resultado final não é oficializado, a contagem realizada pela ONPE aponta uma disputa extremamente equilibrada: com 94,681% das atas processadas, Roberto Sánchez aparecia com 50,076% dos votos válidos, contra 49,924% obtidos por Keiko Fujimori.
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