27 de outubro de 2026

Justiça Trabalhista veta incentivo da deputada Índia Armelau a demissões de eleitores de Lula

Parlamentar do PL-RJ publicou que não vê sentido em manter na empresa “quem odeia empresários”; ela nega ter defendido demissões em massa
Crédito: Júlia Passos/Alerj/Divulgação

Justiça do Trabalho proíbe deputada Índia Armelau de incentivar demissão por voto em Lula no RJ.
Juiz determina que Armelau respeite a liberdade de expressão e aceite escolhas políticas diversas.
Deputada deve apagar publicações em 48h ou pagará multa diária de R$ 5 mil, conforme decisão judicial.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

A Justiça do Trabalho proibiu a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ) de estimular a demissão de eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A decisão acolhe, em parte, um pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ).

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Na sentença, o juiz Leonardo Saggese Fonseca afirmou que, por ocupar um cargo no Legislativo, a parlamentar tem o dever de zelar pela liberdade de expressão, desde que exercida com respeito. Segundo o magistrado, ela também deve aceitar as diferentes escolhas políticas de cidadãos e trabalhadores, sem recorrer a discursos que possam despertar ódio, perseguição ou discriminação.

O juiz também mandou a deputada apagar as publicações que motivaram a ação. Se não cumprir a ordem dentro de 48 horas, ela será multada em R$ 5 mil por dia, a contar do primeiro dia útil após o fim do prazo.

Entenda o caso

O processo teve origem em uma postagem da deputada nas redes sociais, na qual ela escreveu: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

Para o MPT, a mensagem incentiva o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política. O órgão pede ainda que a Justiça obrigue Índia Armelau a parar de estimular empregadores a discriminar, demitir ou perseguir pessoas.

Em suas redes sociais, a deputada afirmou que não se referia a uma “demissão em massa” e declarou apoio à campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresários”. Na visão dela, patrões conservadores devem dar preferência à contratação de empregados com o mesmo posicionamento político.

*Com informações da CNN.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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