O presidente Jair Bolsonaro foi acionado judicialmente por funcionários da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a explicar ataques do mandatário contra eles e o desestímulo à vacinação infantil, aprovado pelo órgão.
Em declaração recente, Bolsonaro acusou servidores da agência de “interesses escusos” na liberação da vacina contra a Covid-19 em crianças e chamou-os de “tarados por vacinas”. “Qual é o interesse da Anvisa por trás disso aí? Qual é o interesse daquelas pessoas ‘taradas por vacina’?”, havia dito.
A interpelação judicial foi ingressada pela Associação dos Servidores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Univisa), com apoio da deputada federal Erika Kokay (PT-DF).
“Ora, se o presidente da República tem qualquer conhecimento quanto aos supostos interesses escusos na liberação da vacinação infantil, deve, então, expor de forma concreta e com provas as irregularidades que insinua”, afirmam.
Eles pedem a retratação sobre as ofensas e também sobre as falsas declarações de números de óbitos de crianças de 5 a 9 anos por Covid-19 no Brasil. “O mandatário macula a imagem da instituição e de todo seu corpo técnico de servidores”, afirmam.
“Em acordo com a pauta de reivindicações aprovada pelos servidores, a Univisa segue exigindo o devido respeito ao corpo técnico da Anvisa, sua autonomia técnica e independência funcional”, escreveu a Univisa, em nota.
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