4 de junho de 2026

CGU confirma negociações para acordo de leniência com Odebrecht

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Da Agência Brasil

Por Nielmar de Oliveira

A Controladoria-Geral da União (CGU) confirmou que está em negociações com a construtora Odebrecht para assinatura de um acordo de leniência. Em uma nota de poucas linhas, a CGU lembra que não costuma divulgar a relação das empresas com as quais negocia este tipo de acordo. No entanto, como a Odebrecht tornou a informação pública, a controladoria se limitou a confirmar a negociação.

“No caso da Odebrecht, após divulgação realizada pela empresa, a CGU confirma que está em fase de negociação do acordo de leniência”. A nota divulgada ontem (24) ressalta porém que, em razão do sigilo imposto pelo artigo que trata do tema (Lei n° 12.846/2013), “a Controladoria encontra-se impedida de comentar sobre detalhes da operação que ainda está em curso”.

Na última terça-feira (22), a Odebrecht informou que todos os executivos da empreiteira concordaram em fechar com a Controladoria a delação premiada – quando pessoas investigadas concordam em colaborar com as investigações informando o que sabem e, em contrapartida, obtêm benefício da redução da pena.

“As avaliações e reflexões levadas a efeito por nossos acionistas e executivos levaram a Odebrecht a decidir por uma colaboração definitiva com as investigações da Operação Lava Jato. A empresa, que identificou a necessidade de implantar melhorias em suas práticas, vem mantendo contato com as autoridades com o objetivo de colaborar com as investigações, além da iniciativa de leniência já adotada em dezembro junto à Controladoria Geral da União”, diz a nota.

Diferentemente da delação premiada, que é uma ação individual, o acordo de leniência é firmado entre uma empresa que decide colaborar com as investigações e a Justiça. Para o acrodo, é necessário que a empresa confesse participação nos atos ilícitos, pague pelos prejuízos causados e dê informações que ajudem nas investigações.

A decisão da construtora de fechar acordo de leniência com a CGU aconteceu logo após a deflagração da 26ª fase da Operação Lava Jato, quando os investigadores descobriram a existência dentro da empresa um “braço”, que atuava de forma profissional e articulada com o único objetivo de distribuir propinas a partidos e políticos. Na ocasião foi descoberta uma planilha com anotações de doações feitas ao longo dos últimos anos há cerca de 200 políticos de 24 partidos.

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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12 Comentários
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  1. junior50

    25 de março de 2016 8:22 pm

    MP 703/2015

       As negociações da CGU com a Odebrecht sobre o acordo de leniência começaram logo após a edição da MP 703, lá por dezembro passado.

        O problema mais sério para celebrar qualquer acordo encontra-se não em Brasilia (CGU), mas no Estado Juridico Paralelo de Curitiba, que insiste em meter o bedelho em todo e qualquer acordo, e o PGR até agora não fez nada para domesticar seus funcionarios curitibanos.

  2. Gilson AS

    25 de março de 2016 10:01 pm

    A Odebrecht está jogando com a mídia e MPF.

    Conheça a Tática Noboa: ou como Odebrecht enganou o MPF e a mídia

    https://br.noticias.yahoo.com/conhe%C3%A7a-a-t%C3%A1tica-noboa-ou-como-odebrecht-enganou-175342555.html

    //////////////////////////////////////////////////////

    A análise de dados armazenados em um iPhone de Marcelo Odebrecht, apreendido pela Polícia Federal (PF) na casa do executivo em 19 de junho, e feita pelo MPF, trouxe um equívoco da Procuradoria.

    Num grupo de anotações Marcelo pergunta se deve se expor e revela sua preocupação com a prisão: “tatica Noboa de eu me expor? Nosso risco eh a prisao”. Também chamou a atenção dos agentes federais uma citação, também sem data, que diz “trabalhar para para/anular (dissidentes PF)”. Os agentes escreveram, em seu relatório, que Marcelo teria a intenção de usar os “dissidentes” para de alguma forma atrapalhar o andamento das investigações. Não foi possível esclarecer a que se referia a tática “Novoa”.

    Os procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato acreditam que Marcelo Bahia Odebrecht, presidente da Odebrecht, tinha um plano para fugir do Brasil.

    Segundo os investigadores, a expressão “tática Noboa”, que consta nas mensagens de celular do executivo, era uma “evidente referência” a Gustavo Noboa, ex-presidente do Equador que, em 2003, fugiu de seu país ao ser acusado de malversação de fundos na renegociação da dívida externa.

    Entenderam errado.

    Vou explicar o que era a tática Noboa.

    Gustavo Noboa, ex-presidente do Equador, quando caiu nos grampos da justiça, bolou algo com sua assessoria: vazar o nome dele mesmo e de seus opositores, que também constavam duma lista de corrupção paga.

    Assim, Noboa colocou toda a sua oposição contra a operação que o acusou.

    O MPF leu errado o grampo em Marcelo Odebrecht.

    Pessoas ligadas a Marcelo bolaram a tática Noboa em três etapas, nesta semana santa:

    —Enganaram o Jornal Nacional, dando-lhes o “furo” de que haviam feito em massa delação premiada e acordo de leniência. Tudo mentira.

    —Meteram no dia seguinte ao JN aquele anúncio mentiroso em todos os jornais do Brasil.

    — Por fim vazaram o listão com o nomes dos políticos.

    Só para te lembrar: nas buscas que realizou na Odebrecht durante a 23ª fase da Operação Lava Jato, no dia 22 de fevereiro, a Polícia Federal apreendeu uma lista do que seriam repasses de propina da empreiteira a políticos. A relação traz mais de 200 nomes e os valores recebidos, atingindo governo e oposição.

    Estão presentes, por exemplo, os nomes do senador Aécio Neves (PSDB-MG), do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), dos senadores José Sarney (PMDB-AP), Romero Jucá (PMDB-RR) e Humberto Costa (PT-PE), do chefe de Gabinete da presidente Dilma Rousseff, Jaques Wagner, do PT, do ex-governador Eduardo Campos (PSB), morto em 2014, entre vários outros.

    A Tática Noboa foi: botar toda a oposição no saco da Lava Jato para poder, agora, contar com todo o Legislativo oposicionista ao PT para que ajudem a ferrar a Lava Jato.

    A Tática Noboa é: estamos todos no mesmo saco.

    O MPF não entendeu isso ainda: Noboa nunca significou fugir do Brasil: mas tão somente vazar os nomes de todo mundo para que todos se unam contra a Lava Jato.

     

    Foto: Reuters

     

    Claudio Tognolli – Yahoo Notícias25 de março de 2016

     

    1. joseph

      25 de março de 2016 10:20 pm

      Porra,

      Tognolli é foda não. Pelamor!

      1. Gilson AS

        25 de março de 2016 11:03 pm

        Independente do autor do

        Independente do autor do texto, o conteúdo parece verossímil.

        E tem mais, ele pode não ser o autor, apenas emprestou o nome.

        De qualquer forma vamos aguardar

        1. joseph

          25 de março de 2016 11:11 pm

          Esse cara é um

          ativista, não um jornalista. Um guerrilheiro da informação, como Noblat, Escostescú, Mainardi e tantos outros.

          Tá querendo salvar a pele da oposição.

          Tudo indica, mas tudo mesmo, que o vazamento foi do próprio Moro. A intenção fica visível quando cruzada com a estratégia da Globo de não divulgar. É como se ambos dissessem: “Tenho todos vocês no bolso. Mas posso também olhar para o outro lado. Basta fazer o que queremos. Ou seja, entregar/abandonar o PT”.

          A debandada do PMDB-RJ mostra que o recado foi recebido (deve inclusive ter sido dado com todas as letras por alguma figura de bastidor)

          Não foi o Odebrecht q vazou a lista. Ela estava há um mês com o Moro, esperando a hora certa para obter todos os seus efeitos.

  3. antonio francisco

    25 de março de 2016 11:44 pm

    O listão, segundo José Simão

    image

  4. Maria Dirce

    26 de março de 2016 12:33 am

    Quanta humilhação  o Marcelo

    Quanta humilhação  o Marcelo Odebrecht esta passando enqto  os políticos que  foram brindados  com a dinheirama   só festa e alegria, e ele fedendo na pocilga do Moro”!!!!!!Vcs tem certeza que existe  Constituição no Brasil??? e existe tb defensores que por ela  zelam???? 

  5. Jáder Barroso Neto

    26 de março de 2016 1:31 am

    Empreiteiros maldadosos!

    O super jornalista Claudio Tognolli descobriu que o MP, a PF e o Moro são ingênuas e puras vestais, assim como todos os políticos do PSDB envolvidos nestas calúnias!

    Agora a globo está difamando até FHC e Olavo Setubal. Só falta falarem que a Brasif vendeu a concessão pública de free-shops para a holandesa Duty Free. É uma “vergonha”. No tempo dos militares isso não acontecia. No bôa!

    1. Gilson AS

      26 de março de 2016 2:35 am

      Mas já tem boatos correndo

      Mas já tem boatos correndo que essa malhação de tucano peludo em praça pública, pode ser uma preparação de terremo para soltarem uma bomba contra o governo na semana que vem.

      Os coxinhas andam meio amuados depois da porrada que levaram do Teori, e do apoio maciço contra o golpe do meio jurídico.

      O Moro deve preparar algo pesado para levantar a moral da sua tropa.

      Vamos aguardar, a próxima semana vai ser tensa !!

      Os coxinhas estão dando como certo o impeachement da Dilma.

      1. Ana de Lacerda

        26 de março de 2016 3:06 am

        Figurões no pau de arara

        Imagino que, para despistar, eles peguem aí uns dois figurões só para satisfazer a população. Investigar só gente ligada ao governo e ao PT já está descarado demais.

  6. antonio francisco

    26 de março de 2016 9:56 am

    A Páscoa nestes tempos estranhos. Charge de Duke, jornal O Tempo

    Charge Super 26/03

  7. antonio francisco

    26 de março de 2016 9:58 am

    Estar na lista dá status, né?

    Charge O Tempo 25/03

    Chargista Duke, jornal O Tempo, MG

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