4 de junho de 2026

MPF do Rio pede informações do ONS sobre a Cesp

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Jornal GGN – O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro quer informações sobre recomendação feitas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) à Companhia Energética de São Paulo (Cesp) para que elevasse a vazão da represa do Rio Jaguari, de maneira a não comprometer o sistema de água da Bacia do Rio Paraíba do Sul. A Cesp reduziu a vazão da Bacia Paraíba do Sul, comprometendo o abastecimento de água em 41 municípios, sendo 15 em São Paulo e 26 no Rio. O pedido foi feito via ofício.

O Operador tem prazo até amanhã, sexta-feira (15) para responder ao Ministério Público. A assessoria de comunicação do ONS confirmou que o ofício foi recebido e que o Operador enviará as informações solicitadas ainda hoje, dia 14.

Segundo o Ministério Público, um inquérito civil público foi aberto na Procuradoria da República no Rio de Janeiro para apurar os impactos ambientais do projeto do governo de São Paulo para transposição do Rio Paraíba do Sul na região metropolitana do Rio de Janeiro, o Sistema Guandu. A bacia hidrográfica do Paraíba do Sul é atualmente a principal fonte de abastecimento fluminense.

Desdobramentos

A Fecomércio do Rio de Janeiro se posicionou com relação aos desdobramentos das ações da Cesp. Para a entidade o estdo não pode ser penalizado pela disputa, sendo que o problema pede solução imediata e que só será resolvido com a participação dos envolvidos, principalmente dos órgãos técnicos. Leia a nota na íntegra:

Nota da Fecomércio RJ

A Fecomércio RJ acompanha os desdobramentos da decisão da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) de reduzir a vazão do Rio Jaguari, que causará “o colapso do abastecimento de água” em 26 cidades do estado do Rio de Janeiro, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

Por representar os interesses do setor no Rio de Janeiro, a Fecomércio RJ entende que o estado não pode ser penalizado pela disputa em torno de um problema que exige solução imediata. Considera, também, que uma decisão unilateral não é a melhor medida para uma questão que envolve a população fluminense e as atividades econômicas do Rio de Janeiro. A questão só será resolvida com a participação de todos os envolvidos, principalmente os órgãos técnicos como o Operador Nacional do Sistema Elétrico e a Agência Nacional de Águas.

Com informações da Agência Brasil e Fecomércio RJ

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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5 Comentários
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  1. paulo cesar monteiro

    15 de agosto de 2014 1:00 am

    Os Cariocas que não abram o

    Os Cariocas que não abram o olho com esses lunáticos maçônicos de sampa.  Se bobear represam as águas do Paraíba, deixam o Rio sem água, secam as represas das usinas hidroelétricas e ainda colocam a culpa na Dilma!!!

  2. Juan Ponce

    15 de agosto de 2014 3:27 am

    Está faltando expor alguns

    Está faltando expor alguns dados para o público. Levantei alguns na internet, mas muito superficialmente.

    Não dá pra imaginar que o afluente Jaguari faça tanta diferença assim na vazão do Paraíba do Sul, o qual chega à foz em Campos-RJ com vazão de mais de 1000 m3 por segundo, e capta mais ou menos a metade no estado de SP.

    Está em questão a retenção pela CESP de 30 m3 por segundo da represa do Jaguari, que fica lá na rodovia D. Pedro I.

    A vazão do rio Paraíba do Sul em Queluz-SP, na divisa SP-RJ chega a 700 m3/s (não sei a quantas anda hoje).

    Encontrei notícia da época das chuvas na qual Furnas chegou a liberar 200 m3/s da represa do Funil, causando transtornos (inundação) em Barra Mansa, Volta Redonda e outras localidades.

    Está me parecendo briga irresponsável por uns míseros MWh. Essa água não vai fazer falta ao RJ. Energia pode esperar.

    SP está certo em não liberar essa água. Afinal a crise hídrica está mais grave nessa região do que rio abaixo.

    Quem está deixando a desejar é a ANA.

    Desculpem a análise simplista e sem dados mais concretos. Os comentários (e as fotos desse post e do outro relacionado) estão tendenciosos, de um lado, e a Fecomércio-RJ (viajando na maionese), de outro.

    O debate parece estar deixando a racionalidade de lado.

     

  3. Gerson Pompeu

    15 de agosto de 2014 10:28 am

    Deboche.

    Além de serem péssimos administradores, praticam terrorismo.

  4. Athos

    15 de agosto de 2014 5:09 pm

    Eu digo aqui que o problema

    Eu digo aqui que o problema do Brasil é SP e a OAB.

     

    Só sou negativado. 

    Nada como o tempo…

    1. aliancaliberal

      15 de agosto de 2014 7:05 pm

      1/3 dos impostos federais são

      1/3 dos impostos federais são gerados em São Paulo e de retorno apenas 10% do que é enviado para União e SP é o problema do Brasil?

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