29 de outubro de 2026

MPT aciona Justiça para obrigar Meta a apagar postagens de assédio eleitoral

O pedido abrange Instagram, Facebook e Threads. O órgão também pede que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região fixe indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos
Imagens: Divulgação/ Arte GGN

MPT pede na Justiça que Meta retire em 24h publicações que incentivam assédio político contra funcionários.
Denúncias de assédio eleitoral cresceram 75% após o segundo turno, com 1.459 casos, principalmente em São Paulo.
MPT acusa Meta de ampliar alcance de conteúdos ilegais que estimulam demissões por voto diferente do patrão.

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Resumo gerado por Inteligência artificial

O Ministério Público do Trabalho (MPT) foi à Justiça nesta quinta-feira (29) para obrigar a Meta a retirar do ar, em até 24 horas, todas as publicações que estimulem empresários a vigiar, expor, deixar de contratar ou demitir funcionários por suas preferências políticas ou por seu voto. O pedido abrange Instagram, Facebook e Threads. O órgão também pede que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região fixe indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos, já que, na avaliação dos procuradores, a empresa é responsável pelo conteúdo publicado em suas plataformas.

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Apesar de os sete procuradores que assinam a ação apontarem a urgência da remoção, a primeira audiência foi marcada somente para 29 de março de 2027, na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Alta nas denúncias

Segundo a Agência Brasil, as denúncias de assédio eleitoral cresceram mais de 75% desde segunda-feira (26), dia seguinte ao segundo turno, e somam 1.459 casos no país. São Paulo lidera, com 620, seguido por Minas Gerais (351), Paraná (338), Rio de Janeiro (252), Rio Grande do Sul (223) e Santa Catarina (165).

Os números coincidem com a multiplicação de relatos de incentivo a boicotes e demissões de funcionários que votaram em candidato diferente do apoiado pelo patrão.

O que o MPT aponta

De acordo com o MPT, depois da reeleição do presidente Lula, perfis nas plataformas passaram a incentivar empregadores a vasculhar as redes sociais de seus funcionários para descobrir em quem votaram e, se a escolha for diferente da patronal, demiti-los. “Outras publicações expõem pessoas à ridicularização, com nome e imagem, ou comemoram demissões”, afirma o órgão, segundo o qual apenas quatro publicações analisadas em um único perfil, com 3,8 milhões de seguidores, somaram mais de 2 milhões de curtidas.

O MPT sustenta ainda que, além de permitir a circulação de conteúdos ilegais por dias, os sistemas de recomendação da Meta, como a aba “Explorar” e os “Reels” sugeridos, ampliam o alcance do que gera mais engajamento.

Procurada pela reportagem, a Meta informou que não comentaria o assunto.

*Com informações da Agência Brasil.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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