4 de junho de 2026

Polícia conclui inquérito de chacinas na Grande SP e indicia sete acusados

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A Polícia de São Paulo concluiu o inquérito sobre as chacinas nas cidades de Osasco, Itapevi e Barueri, em agosto deste ano. A confirmação foi anunciada hoje (18) pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. Sete pessoas, seis policiais militares e um guarda civil metropolitano, foram indiciadas. Uma delas foi presa ainda em agosto e os demais em outubro, por suspeita de participação no crime.

Segundo a secretaria, o inquérito elaborado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi concluído no dia 1º de dezembro e encaminhado à Justiça do estado. A secretaria informou ainda que uma oitava pessoa foi presa por ameaça às testemunhas do caso. Os nomes não foram revelados porque o processo se encontra em segredo de Justiça.

A motivação dos crimes pelos quais elas foram indiciadas não foi informada. De acordo com a secretaria, nas chacinas ocorridas em Itapevi, Osasco e Barueri 23 pessoas morreram e sete ficaram feridas.

A Corregedoria da Polícia Militar prossegue com as investigações, que estão em fase de instrução.

Presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Rildo Marques criticou o fato do inquérito, apesar de concluído, seguir sob segredo de Justiça. Para ele, a sociedade precisa saber quem matou e o motivo pelo qual as chacinas ocorreram.

“Não sabemos a conclusão [do inquérito] exatamente por conta dessa história do sigilo. A sociedade toda está querendo ter esclarecimentos e o inquérito tramita sob sigilo. Do ponto de vista da administração pública, o sigilo não é justificável”, acrescentou.

“Inicialmente se apontava a participação de mais de 18 pessoas [nos crimes]. E agora foi reduzido a sete? Consideramos que o fato dele tramitar sigilosamente não garante o sucesso da investigação, porque pode ter se chegado a uma conclusão parcial”, ressaltou.

“A condução do inquérito pode ter um sucesso parcial. Temos dúvida de que ele foi amplo o suficiente para apurar a autoria de todos os que participaram do evento. Em todo momento, houve blindagem das autoridades estaduais sobre o caso. Terminar com sete presos não é suficiente. Queremos entender o porque da chacina, a quem essas pessoas servem, quem é que dá a ordem, quem organiza, como se dá”, concluiu Marques.

 

Lourdes Nassif

Redatora-chefe no GGN

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3 Comentários
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  1. Mark Sandman & Morphine.

    19 de dezembro de 2015 12:17 pm

    Sempre os direitos humanos…mas quem são humanos?

    A fala do integrante dos direitos humanos é um “primor”…Inquéritos dessa natureza são sigilosos, em primeiro lugar para poupar testemunhas do assédio dos autores e seus cúmplices…

    Logo se vê que o pobre coitado (doido para ter algo para falar) não entende p*rra nenhuma de investigação e não sabe o custo de angariar uma testemunha indôena nessa fase pré-processual.

    Mas como a presunção é contrária, ou seja, que tudo se move para a impunidade (“sacanagem”), o integrante comete o supremo deslize: Sem conhecer uma linha sequer da investigação, quer mais e mais condenados ou indiciados, é pouco, diz ele, quer nomes e a execração pública…antes mesmo da sentença…quer o espetáculo…

    Uai, e os direitos humanos?

    Nessa questão, teremos mais do mesmo:

    1- A condenação dos imbecis policiais que se alimentam da violência, e imaginaram que poderiam dispor como queriam do que lhe foi entregue pela sociedade violenta e hiopócrita: O direito de matar pretos, pobres e favelados…já deviam saber que podiam continuar matando (como continuam seus colegas), desde que mantivessem as “aparências”, mantendo a violência em níveis endêmicos, e nunca aumentando a exposição com um surto epidêmico;

    2- A sociedade (hipócrita) que confere o “mandato” aos policiais para o uso da violência estatal sempre seletiva (“deus me livre uma chacica nos Jardins”, diriam as madames);

    3- Os gestores que brincam de guerra às drogas, guerra à isso, guerra àquilo, e depois fingem consternação quando os cães de guerra geram os efeitos colaterais (perdas civis são chamadas assim nas guerras)…Nossas polícias são equipadas com armamento de combate, e isso não é um mero acaso, é antes uma filosofia…Como abordar e garantir a sobreviência de suspeitos se você pode ter que atirar com um M-16, calibre 5.56 mm, alcance de fogo de 2km? Que realidade conflagrada é essa que opõe policiais e supostos bandidos com tal capacidade de enfrentamento? Como cobrar sanidade de alguém nesse ambiente? Quem ganha dinheiro com esse confronto?

    4- A mídia escrota que se alimenta e retroalimenta essa violência, com o apoio dos patrocinadores ávidos pela audiência dos espectadores vampiros-sádicos;

    Eu não tenho medo de arriscar: A polícia paulista, assim como a de outros estados, é bem menos violenta que poderia ser…Há saalvação, embora goevernantes, elite e mídia insistam em empurrar todos ao abismo.

  2. Francisco Andrade

    19 de dezembro de 2015 5:11 pm

    piada….

     

     

    escolheram meia dúzia de jagunços pra comer churrasco no Romão Gomes, e, quando ninguém estiver olhando, os caras vão poder dar um rolezinho no pedaço….

  3. PauloBR

    19 de dezembro de 2015 6:55 pm

    Faltou o oitavo…

    … um tal Geraldo (Picolé, para os íntimos)

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