Testemunhas dizem a Moro que Lula recusou imóvel da Odebrecht

Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Jornal GGN – O juiz Sergio Moro ouviu nesta sexta (30), de testemunhas convocadas pela defesa de Lula, que o ex-presidente jamais aceitou o imóvel da Odebrecht que a Lava Jato afirma ter sido comprodo como forma de pagamento de propina ao petista.

Segundo a denúncia, Marcelo Odebrecht mantinha uma conta virtual em nome de Lula e mandou descontar desse suposto fundo cerca de R$ 13 milhões que teriam sido investidos na compra de um imóvel para o Instituto Lula.

De acordo com delatores da Odebrecht, Lula visitou o espaço e o descartou, o que motivou a empresa a revender o espaço e creditar novamente o valor na conta virtual administrada apenas por Marcelo. Ainda segundo os delatores, outros imóveis foram procuradores para ajudar Lula a instaurar o Instituto. A defesa alega, contudo, que o petista jamais aceitou qualquer uma das ofertas.

As testemunhas “Paulo Okamoto, Paulo Vanucchi, Luiz Dulci e Clara Ant, respectivamente, presidente e diretores do Instituto Lula, evidenciaram hoje (…) o caráter irreal da acusação do Ministério Público Federal na ação penal n. 5063130-17.2016.4.04.7000”, diz a nota assinada por Zanin.

Lula “jamais solicitou ou recebeu a posse do imóvel da Rua Haberbeck Brandão, 178, em São Paulo, como faz crer a denúncia. Os testemunhos foram objetivos e contundentes, evidenciando que a diretoria do Instituto, acompanhada por Lula e D. Marisa Letícia, fez uma única visita ao local e, uma vez lá, observou que este não atendia o perfil definido para abrigar a nova sede do IL. Não houve recusa a posteriori, como diz a denúncia, mas imediato descarte do imóvel como alternativa para a sede da instituição. A propriedade foi apenas uma das dezenas visitadas e avaliadas para tal finalidade.”

Leia também:  A empresa de palestras de Rosângela Moro, por Alice Maciel

“A realidade mostra o caráter despropositado também dessa ação penal, pois Lula jamais recebeu a propriedade de um imóvel paInstituto Lula e, além disso, o ex-Presidente não é dono ou beneficiário de qualquer patrimônio da instituição”, acrescentou Zanin.

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8 comentários

  1. Acontece que, no caso de

    Acontece que, no caso de Aécio, apesar de inúmeras instituições bancárias, ele preferiu pedir empréstimmo a Joelsy. Não é fofo?

  2. Acordão em plena marcha. STF deu o sinal ontem. Eu avisei, Moro!

    ATENÇÃO: NÃO SEJA ENGANADO! MORO E DALLAGNOL – E A GLOBO! – FORAM DERROTADOS NO STF

    Ou:

    (título alternativo)

    “Tempos estranhíssimos: foi necessária a boca ~suja~ de Gilmar Mendes para lavar a alma do Estado democrático de Direito no STF”

    Por Romulus

    – Além da decisão do STF ser um NADA (“conteúdo”?)…

    – Esse NADA não se aplica a…

    – … NINGUÉM!

    – Sensacional, não?

    – Em resumo, o acórdão é uma…

    – … declaração de intenções (!)

    – Perfeitamente inócuo juridicamente, mas com uma mensagem “política” clara:

    (1) “Os Ministros do STF são um bando de frouxos”;

    (como bem disse Lula, grampeado por… Moro!)

    Que…

    (2) decidem… ~não~ decidir (!);

    E que…

    (3) enfrentarão o pepino das delações caso a caso (opa!), à la carte, sem definir uma regra geral ~clara~.

    Sabe qual a hashtag que isso tudo aí chama??

    #Acordão!!

     

    LEIA MAIS »

     

    http://www.romulusbr.com/2017/06/atencao-nao-seja-enganado-moro-e.html

    • Silêncio premiado

      Aécio não é do tipo de companheiro que se abandona ferido na estrada.

      Aécio fala fácil, fácil se pressionado pela justiça..

      Mas, dentro da sua eventual delação deve haver um enorme universo de interesses, até togados gordos envolvidos.

      Uma eventual delação do Aécio seria de enorme estrago nas filas golpistas das camadas de cima.

  3. A ironia é que alguns tem

    A ironia é que alguns tem processo por propinas com contas comprovadas, maletas e outras provas.

    O Lula é acusado por propina que poderia ou iria receber num futuro proximo que nao aconteceu ou num passado que poderia existir numa realidade paralela.

  4. O juíz, do alto de sua

    O juíz, do alto de sua cognição, decretará : “Prova inconteste de que o imóvel é do IL, a recusa confirma a aceitação. Sómente culpados não assumem a culpa. Vejam o exemplo de Aécio e Loures, deixam-se gravar em conversas e fotos com o fito de provar que são inocentes. A justiça em Curitiba e em Brasília, quiça no Brasil todo, não é cega não, enxerga muito bem quem são os 13 culpados e os 45 inocentes”.

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