13 de junho de 2026

Desmatamento na Amazônia bate recorde pelo terceiro mês consecutivo

Destruição da floresta aumentou 41% em relação ao mesmo mês de 2020, segundo dados divulgados pelo Inpe
Queimadas na Amazônia - Foto: Arquivo/ José Cruz - Agência Brasil

Jornal GGN – O desmatamento na região da Amazônia Legal em maio atingiu seu maior patamar desde o início da série histórica, em 2016, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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Em 28 dias, uma área de 1.180 km2 foi desmatada, o que representa um aumento de 41% em relação ao mesmo mês de 2020 e o terceiro mês consecutivo de recorde no desmatamento apenas em 2021.

Em abril, o desmatamento cresceu 42% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram 581 km² até o dia 29, contra 407 km² em abril de 2020. Na prática, perdeu-se 58 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 58 mil campos de futebol, no período de um mês.

O Inpe ressalta que, no acumulado anual, a diferença entre o recorde de alertas do ano passado e deste ano vem caindo rapidamente: o desmatamento em janeiro de 2021 era 21% menor que em 2020. Agora a diferença é de 8%, e ainda pode cair mais.

Segundo o Observatório do Clima, o dado preocupa uma vez que o mês de maio marca o início da estação seca, quando a devastação avança em boa parte da região amazônica. “A permanecer a tendência nos próximos dois meses, a taxa oficial de desmatamento de 2021 (medida de agosto a julho) poderá terminar com uma inédita quarta alta consecutiva. O comportamento da curva dependerá exclusivamente de quem hoje dá as cartas na região: o crime ambiental”, diz a entidade.

O observatório afirma que “o regime Bolsonaro se dedica há dois anos e meio a desmontar as políticas de controle de desmatamento, enterrando o único plano que conseguiu reduzir a destruição, o PPCDAm (Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia). A fiscalização do Ibama foi manietada; como mostraram neste ano documentos produzidos pelos próprios agentes, a gestão do antiministro Ricardo Salles virtualmente parou as operações do órgão — cuja cúpula acaba de ser afastada por suspeita de operar para madeireiros”.

(com O Estado de S.Paulo)

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Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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