4 de junho de 2026

A participação brasileira na Segunda Grande Guerra

Siga o Jornal GGN no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Seguir no Google

Jornal GGN – 72 anos atrás, depois que foram afundados cinco navios nas costas da Bahia e Sergipe, o Brasil declarava guerra à Alemanha e se tornava o 8º país da Aliança do Atlântico. O Brasil foi o único país da América Latina a enviar tropas para o conflito, uma divisão armada que teve participação ativa na batalha na Itália.

72 anos da declaração de guerra do Brasil à Alemanha

Por Motta Araujo

Em 22 de agosto de 1942 o Brasil declarava guerra à Alemanha tendo como “casus belli” o afundamento de navios cinco navios brasileiros nas costas da Bahia e Sergipe no dia 15 de agosto, pelo submarino alemão U-507, comandado pelo capitão Harro Schacht, com grande perda de vidas civis e militares, superior a 300.

A declaração foi entregue ao Embaixador alemão no Rio de Janeiro Karl Ritter, seguindo-se declarações semelhantes à Italia e Japão. Os acordos para o Brasil participar de guerra foi conduzidos pelo chanceler Oswaldo Aranha no ambito das conferencias de Havana e Rio de Janeiro, no mesmo ano, lideradas pelo Brasil. O ajuste especial do Brasil para participar da guerra foi tratado entre os Presidentes Vargas e Roosevelt. Os EUA deram enorme importancia à participação do Brasil, tanto que foi assunto tratado no nivel presidencial americano, trazendo inclusive Roosevelt ao Brasil.

A entrada do Brasil na Guerra tornou o Pais o 8º aliado da Aliança do Atlantico e o Brasil assumiu compromissos de preparar 100.000 homens para o teatro de guerra europeu. Ao fim foram preparadas duas divisões, das quais enviada uma, que teve participação ativa no cenario da Italia. O Brasil foi o unico Pais da America Latina que participou do conflito com tropas e saiu do conflito com grande capital diplomatico, tendo sido inclusive convidado a ser a potencia ocupante da Austria, convite declinado pelo Presidente Dutra por razões economicas.

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Assine a nossa Newsletter e fique atualizado!

Mais lidas

As mais comentadas

Colunistas

Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

17 Comentários
...

Faça login para comentar ou registre-se.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

  1. Ricardo Santos

    24 de agosto de 2014 12:16 am

    A elite financeira

    A elite financeira conservadora do Rio e São Paulo se invejam da foto acima…

    Quem morram de inveja….

    1. Zanchetta

      24 de agosto de 2014 12:20 am

      Percebe-se em pé que são

      Percebe-se em pé que são trabalhadores e excluídos que estão na foto!!!

  2. junior50

    24 de agosto de 2014 12:34 am

    FAEM e “Los braceros”

       Caro Motta,

        Vc. sabe que sou um chato, portanto é factualmente erronea a afirmação, que das nações latino-americanas, o unico país a enviar tropas para combater o EIXO, na II GM, foi o Brasil, uma “afirmação” valida, quando nos referimos a operações terrestres e ao teatro europeu, MAS:

        1. Em virtude de afundamentos, por submarinos alemães, de navios petroleiros de bandeira mexicana, que estavam singrando o Golfo do México, demandando refinarias americanas, em 22/05/1942, o México declarou guerra aos paises do EIXO.

        2. A contribuição mexicana, com tropas, realmente foi infima, mas existiu, com a criação da FAEM ( Fuerza Aerea Expedicionária Mexicana), o famoso Esquadrão de Caças 201, que equipados com o mesmo tipo de vetor que nosso 1oGaVCaça, os P-47D-30, combateu agregado ao 58o FG USAAF/5a Air Force, com suas cores nacionais, no Teatro do Pacifico, especificamente nas Filipinas e Okinawa, contra os japoneses, inclusive com 5 baixas fatais.

         3. “Los braceros”: Devido a falta de mão de obra básica, notadamente na area agricola, após a declaração de guerra, a Administração Roosevelt, recorreu ao governo do México, e “importou” milhares de trabalhadores mexicanos, que substituiram americanos convocados, japoneses internados e outros cidadãos do EIXO, em herdades rurais americanas ( California, Novo México, Texas ), e até em fábricas, alguns destes imigrantes, após a guerra, tornaram-se cidadãos americanos.

    1. Motta Araujo

      24 de agosto de 2014 12:59 am

      Meu caro Junior, vc realmente

      Meu caro Junior, vc realmente é uma enciclopedia em temas militares e agradeço seus comentarios MAS continuo afirmando que o Brasil foi o unico Pais que enviou uma Força Expedicionaria COMPLETA, com Estado Maior, Artilharia, Serviço Médico e Grupo Aereo de Combate para o teatro europeu. A contribuição mexicana foi meramente simbolica e nunca teve a envergadura da Força Expedicionaria Brasileira, portanto o peso politico e diplomatico da participação do Brasil foi UNICA entre as nações latino americanas.

      1. junior50

        24 de agosto de 2014 9:33 pm

        Dumbarton Oaks

         Tese apresentada em 2011, pelo Diplomata Eugenio Garcia, publicada na Revista Brasileira de Politica Internacional, em: http://www.scielo.br/scileo.php?pid=S0034-7329201000100010&scrit=sci_arttext

  3. Fernando Lopes

    24 de agosto de 2014 11:55 am

    Mais uma vergonha do exército nacional

    Hoje todo mundo sabe que quem afundou os navios foram os EUA somente para arrumar um pretexto para esta elite entreguista do Brasil ir servir de mascote na guerra. Como sempre o exército brasileiro esta instituição ridícula e vendida que somente pega em armar para alvejar o próprio povo de seu país a mando de um governo estrangeiro se prestou novamente ao papel ridículo de “pau mandado” do governo dos EUA. Trata-se de uma vergonha essa participação do Brasil na segunda guerra, nunca algo que possa se comemorar ou comentar com orgulho, pois o exército brasileiro não passa de um cachorrinho adestrado pelo EUA para promover ditadura, violência e discriminação contra o povo brasileiro. E vale lembrar que assim como na guerra do Paraguai que foi lá para a frente de batalha morrer pelo “orgulho do exécito ” foram somente negros e pobres, o generais branquelos de elite ficaram aqui tomando whisky com seus chefes americanos!! E ficam até hoje se vangloriam de ter mandado vários negros e pobres morrerem na guerra para defesa da “liberdade e democracia”, nos EUA.

    1. Motta Araujo

      24 de agosto de 2014 12:31 pm

      http://www.uboat.net/men/scha

      http://www.uboat.net/men/schacht.htm

      Os navios brasileiros foram afundados pelo submarino alemão U-507, comandado pelo capitão Harro Schacht.

      Os afundamentos estão COMPLETAMENTE REGISTRADOS nos arquivos alemães.

      Em 1942 não existiam submarino americanos no Atlantico Sul, os EUA foram atacados no fim de 1941 pelo Japão, que destruiu grande parte da Frota do Pacifico e TODO esforço naval americano estava no Pacifico, não teria o menor sentido mandarem submarinos para o Atlantico Sul quando estavam sendo atacados violentamente pelo Japão.

      1. junior50

        24 de agosto de 2014 9:22 pm

        Os arquivos

        http://www.u-boot-archiv-cuxhaven.de

    2. Vera Silva

      24 de agosto de 2014 6:58 pm

      A FEB

      Fernando, meu falecido pai e todos os pracinhas que lutaram na 2ª guerra não foram “uma vergonha do exército nacional”.

      Vergonhoso é você ligar a FEB ao papel vergonhoso que as forças armadas brasileiras desempenharam na ditadura. Mas os torturadores não foram as tropas brasileiras como um todo, você sabe muito bem disto.

      Muitos brasileiros perderam a vida na Itlália lutando pela liberdade como muitos perderam a vida lutando contra a ditadura. Todos estes foram heróis. Assim como os que lutaram na querra contra o Paraguai.

      Não misture as coisas. As guerras são decididas pelos dirigentes. Os italianos, como meu pai nos contou, sempre respeitaram os soldados brasileiros como libertadores. Respeite-os também.

    3. AlexRio

      24 de agosto de 2014 8:12 pm

      Q comentário mais ridiculo.

      Q comentário mais ridiculo.

  4. FVX

    24 de agosto de 2014 1:14 pm

    Eu queria saber mais dessa

    Eu queria saber mais dessa questão da Austria, ao que nos seriamos obrigados a fazer e os  custos…

  5. FVX

    24 de agosto de 2014 1:14 pm

    Eu queria saber mais dessa

    Eu queria saber mais dessa questão da Austria, ao que nos seriamos obrigados a fazer e os  custos…

    1. junior50

      24 de agosto de 2014 9:16 pm

      link

      internacional.estadao.com.br/noticias/geral,pais-foi-chamado-a-ocupar-a-austria,383584

  6. junior50

    24 de agosto de 2014 10:41 pm

    Os primeiros afundamentos

       Não foram em aguas do Atlantico Sul, mas no litoral norte americano e Caribe.

       Após a entrada dos Estados Unidos na 2aGM, e devido ao aumento das taxas de atrito dos U-Boots quando de ataques aos comboios em rota USA – UK, alem da piora das condições climaticas do Atlantico Norte Médio Setentrional, no inicio de 1942, o Almirante Doenitz, deslocou varias de suas “matilhas”, para caçarem nas costas dos Estados Unidos, onde a ausencia de um sistema de comboios, combinado a falta de medidas preventivas (apoio aereo, blackout da costa, acionamento criterioso dos faróis ) tornava estas areas ( costa leste até o Caribe e Golfo do México), locais de aguas relativamente calmas, abundante de alvos, um teatro perfeito para uma “guerra submarina ilimitada”.

        Os primerios navios brasileiros afundados por U-Boots, ocorreram nestas areas, o Cabedelo em 15/02/42, que demandava Filadéfia;dia 16/02/42 o Buarque, próximo a Norfolk – ambos abatidos pela “wolfpack” liderada pelo U-432, que tambem em 18/02/42, afundou o Olinda, demandando Nova York. Em 07/03/42 foi a vez do Arabutã, próximo ao Cabo Hatteras, pelo U-155, e no dia seguinte o Cairu, proximo a Nova York, pelo U-94, tambem uma “wolfpack” de U-Boots, liderada pelo U-94, deslocada em abril/42, para area Caribe – Golfo do México, afundou em 01/05/42, próximo a Trinidad, o Parnaiba.

          Atlantico Sul:

         Os primeiros ataques em aguas sul atlanticas, não foram conduzidos por U-boots alemães, e sim italianos ( os subs italianos eram divididos em classes Oceanicas e Mediterraneas – questão de deslocamento e alcance -, os de longo alcance, foram incorporados ao Comando de Doenitz e baseados em Bordeaux, na França Ocupada, e serviam para “cruzeiros solitários”, para pesquisar novas areas de ataque para as “wolfpacks” de U-boots), tanto que no espaço de março a Maio de 1942, 5 deles vieram a pesquisar nossas aguas ( especificamente entre o Cabo Orange e Cabo São Roque), o primeiro exito destes foi do “Pietro Calvi”, que abateu 3 anvios – 1 holandes, 1 inglês, e seu grande feito: o petroleiro americano Eugene Thayer – todos em abril de 1942.

           O primeiro navio brasileiro, atacado em aguas brasileiras, foi o “Comandante Lyra”, torpedeado pelo sub italiano Barbarigo, em 18/04/42, próximo ao Atol das Rocas, após suspender de Natal, logrou não ser afundado, sendo rebocado para Fortaleza pelo “Navio Tender ” (AVP-3) USS Thrush

             Quando os americanos chegaram na “Rampa” (Natal):  Qualquer militar com um pouco de conhecimento geopolitico e estratégico, sabe que a garantia de rotas do Atlantico Sul, tanto para o Norte, quanto para a Africa e/oi Europa, é a chamada “Cintura Natal – Dakar”, portanto em 12/12/1941 ( meses antes da entrada do Brasil na 2aGM), pousaram na “Rampa do Potengi”, e lá se basearam – claro que com anuência do governo brasileiro – 4 Hidroaviões PBY-5 (Catalinas), oriundos do Esquadrão VP-52 da US Navy ( Base original: Canal do Panamá), e neste mesmo periodo a US Navy, colocou em patrulha, nas aguas do NE brasileiro, a TF3 ( Alm Ingram), tanto que, logo depois da entrada do Brasil na 2aGM, no dia 15/09/42, TODOS os navios da MB, foram colocados sob o comando da TF3/por consequencia do Alm Ingram ( Comando Unificado Aliado do Atlantico Sul).

               Aos que se interessam pelo tema: A “Batalha do Atlantico” – setor Sul, é um assunto pouco comentado aqui, não nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Holanda, pois se no Norte ela foi essencialmente tática, no Sul ela teve dimensão estratégica, apesar de menos violenta, como comprova o documento escrito de “próprio punho”, pelo Gross Admiral Karl Doenitz, entregue ao jornalista Samuel Wainer, quando do julgamento de Nuremberg, em resposta sobre a importancia das bases do NE brasileiro, na “quebra” de um dos braços da guerra submarina estratégica – a declaração esta exposta no Museu da Marinha do Brasil – vão até lá e a leiam.

  7. Maurilio Gadelha

    25 de agosto de 2014 1:08 pm

    CONFLITO INUTIL – A segunda

    CONFLITO INUTIL – A segunda guerra, foi a continuidade da primeira guerra (1914-1917), cuja finalidade era obstruir o crescimento economico dos catolicos ALEMÃES que diminuia o crescimento economico do Reino Unido, berço protestante e judeu inimigo mortais e vingativo dos católicos. A Alemanha se alinhava a Italia que não participou do confronto, antes inexistia o fascismo e o nazismo apos a 1ª guerra disseminou-se por toda europa catolica. Além da derrota militar  impuseram a Alemanha o tratado de Versalhes que impos pesadas indenizações a Alemanha por culpa em uma guerra que não foi iniciada por ela. Soldados da FEB, foram herois ludibriados. Um dia quase fui agredido por um que se recusou a admitir que lutou a favor dos protestantes e judeus contra os católicos. Evidente que os reais interesses não foram revelados, mas a forma como a imprensa judia e protestante, defenderam a invasão a Alemanha é uma premissa insofismavel do desfecho do inutil confronto por fronteiras já pactuadas internacionalmente. Em tempo, não sou catolico, mas espiritualista. Sou ecumenista e universalista. e não considero nenhuma religião ou qualquer coisa superior ou inferior, tudo é obra de Deus.

     

  8. Maurilio Gadelha

    25 de agosto de 2014 1:11 pm

    1ª e 2ª Guerra Mundial – conflitos imuteis a humanidade

    CONFLITO INUTIL – A segunda guerra, foi a continuidade da primeira guerra (1914-1917), cuja finalidade era obstruir o crescimento economico dos catolicos ALEMÃES que diminuia o crescimento economico do Reino Unido, berço protestante e judeu inimigo mortais e vingativo dos católicos. A Alemanha se alinhava a Italia que não participou do confronto, antes inexistia o fascismo e o nazismo apos a 1ª guerra disseminou-se por toda europa catolica. Além da derrota militar  impuseram a Alemanha o tratado de Versalhes que impos pesadas indenizações a Alemanha por culpa em uma guerra que não foi iniciada por ela. Soldados da FEB, foram herois ludibriados. Um dia quase fui agredido por um que se recusou a admitir que lutou a favor dos protestantes e judeus contra os católicos. Evidente que os reais interesses não foram revelados, mas a forma como a imprensa judia e protestante, defenderam a invasão a Alemanha é uma premissa insofismavel do desfecho do inutil confronto por fronteiras já pactuadas internacionalmente. Em tempo, não sou catolico, mas espiritualista. Sou ecumenista e universalista. e não considero nenhuma religião ou qualquer coisa superior ou inferior, tudo é obra de Deus.

     

  9. Ibraim Sued

    3 de junho de 2019 8:52 pm

    Quanta bobagem , então a polonia catolica era aiada da Alemanha , sem conflito na prussia e a Russia e frança nao eram catolicas

Recomendados para você

Recomendados