A chantagem contra Dilma no editorial da Folha, por Valter Pomar

Do blog de Valter Pomar

Última chance? (sobre o monstruoso editorial da Folha de S.Paulo)

Última chance?
 
Em editorial publicado na primeira página, o jornal Folha de S.Paulo fez neste domingo 13 de setembro uma chantagem explicita contra a presidenta Dilma Rousseff.
 
Segundo a Folha, a presidenta Dilma deve tomar “medidas extremas”, a saber: “cortes nos gastos terão de ser feitos com radicalidade sem precedentes”, concentrando-se em “benefícios perdulários da Previdência”, ” subsídios a setores específicos da economia” e “desembolsos para parte dos programas sociais”, “desobrigação parcial e temporária de gastos compulsórios em saúde e educação” e contenção nos “salários para o funcionalismo”.
 
Folha considera que –se Dilma tomar tais medidas extremas–  o governo então terá crédito para demandar “alguma elevação da já obscena carga tributária, um fardo a ser repartido do modo mais justo possível entre as diversas camadas da população”.
 
Folha reconhece que “serão imensas (…) as resistências da sociedade a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo”.
 
Folha mente. 
 
O país e a presidenta tem outra escolha. 

 
Esta outra escolha é simples:  cumprir o programa vencedor nas eleições de 2014. 
 
Resumidamente: reduzir a taxa de juros, alongar o pagamento da dívida pública, impor controle de câmbio, lançar mão das reservas internacionais, tributar as grandes fortunas e compreender que o caminho para superar a crise passa pelo crescimento e o crescimento exige ampliar –e não cortar– os investimentos públicos e sociais.
 
Além de mentiroso, o editorial da Folha omite as consequências da escolha que defende. 
 
O que a Folha defende é que a presidenta Dilma rasgue a Constituição de 1988 e promova um auto-golpe, no qual ela derruba a si mesma, em favor do programa derrotado nas eleições de 2014.
 
Este caminho levaria a uma ruptura entre a presidenta, seu Partido, sua real base de apoio e seu eleitorado. E a transformaria numa marionete do sistema financeiro, marionete que será descartada tão logo julguem necessário.
 
Numa palavra: o editorial da Folha é, mais que chantagista, golpista. O título é muito claro: “última chance”. Ou seja: caso Dilma não aceite destruir os direitos sociais, eles destruirão Dilma. 
 
Mais uma vez fica evidente que, para defender a democracia, o governo precisa mudar a política econômica. 
 
Cabe ao PT dizer à presidenta que conte conosco, caso decida responder ao ultimato implementando o programa e exercendo o mandato que as urnas lhe concederam em outubro de 2014.
 
 
— 
 
 
Às voltas com uma gravíssima crise político-econômica, que ajudou a criar e a que tem respondido de forma errática e descoordenada; vivendo a corrosão vertiginosa de seu apoio popular e parlamentar, a que se soma o desmantelamento ético do PT e dos partidos que lhe prestaram apoio, a administração Dilma Rousseff está por um fio.
 
A presidente abusou do direito de errar. Em menos de dez meses de segundo mandato, perdeu a credibilidade e esgotou as reservas de paciência que a sociedade lhe tinha a conferir. Precisa, agora, demonstrar que ainda tem capacidade política de apresentar rumos para o país no tempo que lhe resta de governo.
 
Trata-se de reconhecer as alarmantes dimensões da atual crise e, sem hesitação, responder às emergências produzidas acima de tudo pela irresponsabilidade generalizada que se verificou nos últimos anos.
 
Medidas extremas precisam ser tomadas. Impõe-se que a presidente as leve quanto antes ao Congresso -e a este, que abandone a provocação e a chantagem em prol da estabilidade econômica e social.
 
Também dos parlamentares depende o fim desta aflição; deputados e senadores não podem se eximir de suas responsabilidades, muito menos imaginar que serão preservados caso o país sucumba.
 
É imprescindível conter o aumento da dívida pública e a degradação econômica. Cortes nos gastos terão de ser feitos com radicalidade sem precedentes, sob pena de que se tornem realidade pesadelos ainda piores, como o fantasma da inflação descontrolada.
 
A contenção de despesas deve se concentrar em benefícios perdulários da Previdência, cujas regras estão em descompasso não só com a conjuntura mas também com a evolução demográfica nacional. Deve mirar ainda subsídios a setores específicos da economia e desembolsos para parte dos programas sociais.
 
As circunstâncias dramáticas também demandam uma desobrigação parcial e temporária de gastos compulsórios em saúde e educação, que se acompanharia de criteriosa revisão desses dispêndios no futuro.
 
Além de adotar iniciativas de fácil legibilidade, como a simbólica redução de ministérios e dos cargos comissionados, devem-se providenciar mecanismos legais que resultem em efetivo controle das despesas -incluindo salários para o funcionalismo-, condicionando sua expansão ao crescimento do PIB.
 
Embora drásticas, tais medidas serão insuficientes para tapar o rombo orçamentário cavado pela inépcia presidencial. Uma vez implementadas, porém, darão ao governo crédito para demandar outro sacrífico -a saber, alguma elevação da já obscena carga tributária, um fardo a ser repartido do modo mais justo possível entre as diversas camadas da população.
 
Não há, infelizmente, como fugir de um aumento de impostos, recorrendo-se a novas alíquotas sobre a renda dos mais privilegiados e à ampliação emergencial de taxas sobre combustíveis, por exemplo.
 
Serão imensas, escusado dizer, as resistências da sociedade a iniciativas desse tipo. O país, contudo, não tem escolha. A presidente Dilma Rousseff tampouco: não lhe restará, caso se dobre sob o peso da crise, senão abandonar suas responsabilidades presidenciais e, eventualmente, o cargo.

 

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41 comentários

  1. O sinal explícito da pressão

    o UOL , em coluna do destestável Fernando Rodrigues ( acho que é este o nome) , aquele jornalista autorizado a receber a lista do HSBC em nome da elite ladra, na semana retrasada , noticiou que o Levy, puxa saco dos banqueiros, teve um encontro de súplicas com três ases do PIB do Brasil e que ouviu três exigências da troica do mal: Manter o superavite em 0,7% , para manter o conceito de investimento ( tudo isto para pagar a dívida pública) e diminuir os programas sociais. Eles querem tirar a dilma exatamente para isto e contam com o preconceito e o medo da classe média para faze-lo. É um deja-vú de 1964, embora em circunstãncias distintas , a tática é a mesma. Compete ao povo mais consciente e os mais necessitados , intercederem em favor da presidente da república.  

  2. Estes editorial apenas

    Este editorial da Folha apenas conseguiu me sugerir duas perguntas:

     

    Cara

    Seu patrão pregou o golpe contra porque tem medo de ser preso em razão do dinheiro sujo dele no HSBC-Suiça?

     

    A acredita mesmo que alguem leu o editorial da contra e que a soberania popular será revogada sem sangue?

     

    Até o presente momento não recebi respostas. 

     

    • Aí está o “X” do problema…

      A mídia e os politicos que estão desesperados e querendo a saída de Dilma estão com medo… muito medo… O desespero escancarado não deixa mais dúvidas.

  3. O problema não é saber o que a folha,

    a globo ou os bancos exigem. Nosso grande problema é saber, pelo que tudo indica, que a Dilma cedeu, o que é inadmissível. Se é para a Dilma cair, que seja com dignidade e integridade, se vender e cumprir o jogo da direita é jogar sua história no lixo e dar um golpe muito baixo em todos nós que votamos nela. Se ela se segurar no poder nos impondo agenda Brasil e a volta da política do fhc, ela não merece ser perdoada.

  4. Carta-terrorista

    Na semana de posse do presidente Lula, em 2003, a Veja veio com um editorial assinado por Roberto Civita. Nele, o mesmo estilo de texto do editorial da Folha de 2015. Se Lula isso, vai acontecer aquilo, se Lula aquilo, vamos fazer isso e assim por diante. Lembro que fiquei indignada com o tom chantagista do editorial e ofensivo ao presidente recém-eleito. Não me lembro de ter visto nada parecido com aquela edição tão desqualificada da Veja (falava-se, entre muitas bobagens e baixaria, das “mãos gastas da primeira dama. Igual a de uma empregada, disse uma socialite”). Talvez somente Getulio e João Goulart tenham, então, vivenciado tal falta de escrupulos da midia. 

    O governo do PT pecou em inumeras coisas, como os outros também, mas não deveria ter se acovardado na luta pela regularização dos Meios de Comunicação. O que vamos ter agora é a amplificação, pelos outros veiculos, de editorial tão inescrupuloso, no qual a Folha defende nitidamente seus interesses (e demonstra suas dificuldades financeiras) e de sua casta. 

  5. Esse jornaleco safado que

    Esse jornaleco safado que  recebeu  a  visita  de  americanos  tao safado como ele,  esquece que  se o  Brasil estivesse  mesmo em crise  como eles dizem  estaria  de  cuia  nas maos   batendo  a porta do FMI. e é tudo  que   eles querem,So que  tem uma  coisa   esse  governo  fala  a verdade  nao fala  mentiras  como o  FHC  fez  para  tomar dinheiro emprestado que  nem no Brasil  chegava.  por  la   mesmo ficava para  pagar  juros  da divida.  

    Lula  e  Dilma  provaram  durante  esses  12  anos  que  podemos  viver  e conviver  sem  pedir  dinheiro  emprestado  a um banco  AGIOTA,  que  so faz  sangrar  a  economia de quem  bate a sua  porta.  exemplo. A  GRECIA   E O PROPRIO  BRASIL DE  FERNANDO HENRIQUE , 

    Cabe a  Dilma  pegar  as  medidas que  tanto Levi  como esse jornal  facista  pedem  e enfiar goela  abaixo  deles.  pois  estamos  vivendo muito bem  obrigado. 

    A unica coisa que  precisamos  é que  os EUA  retire  seus  agentes  secretos  especializados em golpes  financeiros  contra  governos,  que  nos  deixe  viver em paz,.  sem suas  interferencias, ou  na nossa economia,Somos  um  pais  rico que  ha  seculos  é  explorado  surrupiado,roubado  por  governo e empresas  nortes amercanas  e europeias. 

  6. Eu estou elaborando uma

    Eu estou elaborando uma espécie de cadernetinha virtual a respeito dos personagens que atuam contra o páis neste momento da história do Brasil. Espero que outros estejam fazendo o mesmo para que muitos canalhas não fiquem impunes. Sabe aquela historinha de “paz e amor”? Pois é, acabou.

  7. Humildemente, daqui das

    Humildemente, daqui das minhas Minas Gerais, conto procês o que tá acontecendo com a Folha. É grana, gente! Um editorial desses mais as matérias da farra das publicidades do Alkmin é igual 2+2. O desespero de caixa é terrível…..

  8. Chantgem.

    Lembro que há algum tempo o radialista Apolinho, maior crítico ce Romário no flamengo, foi chamado para ser seu treinador e assim por em prática suas idéias oara sakvar o time, sugiro agora a nomeação do editor da Folha, para ministro da fazenda.

  9. Bom… depois do poder se

    Bom… depois do poder se auto atribuido pelo Otavinho e o programa recessivo que defende  os veículos de comunicação do Grupo Folha  só vão ter uma meio de sustentação no futuro:  o ego do seu dono. 

     

     

  10. Desespero

    Sinal de que a água já está batendo da bunda da Foia.

    Após intensa pregação do apocalipse brasileiro, este folhetim colhe os frutos do que ajudou a semear.

    Os anúncios e a tiragem despencam diariamente.

    E a culpa é da Dilma………

    O seu parceiro de trambicagens, o Grobo, já está passando o facão desde o começo do ano.

    O editorial “esquece”, no ultimato, de elencar o corte radical nos anúcios governamentais nos meios de comunicação.

    Aliás, a chantagem pode estar ligada a uma possível prevenção quanto a redução das verbas dos anúcios governamentais.

     

     

     

  11. Quem não enfia nem ata, não pode fazer a rede .

    Quando Dilma e Lula iniciaram seus mandatos e tinham uma ampla maioria da população os apoiando, ele contemporizaram com a máfia midiática quando seria o momento ideal para estraçalharem  viboras .

    Agora…. Agora, “morreu odete” !

    A Presidenta de uma das dez potências do mundo, com o uniforme da rede Groubo, tomando café da manhã com a reacionária Ana Maria Brega .

    Abaixo, ela comemorando a existência do panfleto FSP 

    • ha muitos mais por aí

      os assessores então…

       

      temos o mercadante com o “SEO FRIAS É UM DEMOCRATA”.

       

      paulo bernardo na veja atacando a regulação da midia e o PT, o que lhe valeu o “honroso”  elogio da veja: “o bom petista”.

       

      paro por aqui para não chorar

    • Isto foi no começo do

      Isto foi no começo do primeiro mandato dela. Não a reprovo por tentar unir todas as frentes para que conseguisse governar, a Dilma foi propor paz e estava certa afinal ela é Presidente de todos os brasileiros. Não deu certo porque a imprensa desde o governo Lula já estava preparando o Golpe Paraguaio do qual nunca desistiu. Agora no segundo mandato não deram chance até agora dela governar e a menos que todos que querem preservar a Democracia se unam contra a imprensa golpista e digam um basta, a coisa não vai ficar bonita.

  12. Então se Dilma promover os

    Então se Dilma promover os cortes que serão anunciados hoje, o PT deixará de apoia-la ?

    Fogo amigo teve início, então até o PT quer derrubar Dilma para se fazer de vítima do desastre proporcionado pela política economica.

    Já vão queimar a Presidente com 9 meses oara salvar a pele do Luloa.

    Que coisa feia

    •  O PT é o maior partido de

       O PT é o maior partido de esquerda. O único capaz de enfrentar a direita  e a mídia brasileiras. Portanto toda a força a ele. Não pertenço ao partido mas luto com unhas e dentes por institições guerreiras.

  13. Golpista, chantagista e vagabunda

    A influência da Folha sobre a população é mais imaginária que real. Suas ameaças valem uma nota de R$ 3. Ou seja: bosta nenhuma.

    A banda podre da elite brasileira é uma cambada de vagabundos, que reclama de barriga cheia e quer mais privilégios que os que já tem. Tipo os executivos dos bancos americanos em 2008, que exigiram do governo Obama milhões em remuneração pessoal para tirar a economia do buraco que eles mesmo colocaram. A elite canalha de lá é igual a de cá.

    Impitimam é meu zovo!

  14. Tavinho Frias deseja

    Tavinho Frias deseja transformar o Brasil na Grécia de hoje, Quanta visão! Im-pres-sio-nan-te! O máximo que consegue é transformar seu jornaleco em alguma coisa com rabinho abanando. Passou a época  do marketing da FSP dizer que o jornal  não tem rabo preso. Será que algum dia isso foi verdade? Confesso que acreditei. Um dia.

  15. Mas se a própria Dilma…

    Mas se a própria Dilma afirmou:

     

    “Sem dinheiro, não se pode fazer nada”

     

    Como ela vai baixar os juros, alongar os prazos, aumentar os investimentos públicos e os gastos sociais?

    É óbvio que o programa vitorioso em 2014 era tudo mentira. Se não fosse, por que a própria autora do programa se negaria a implementá-lo? Depois vocês se queixam de que foram enganados. Mas é bom lembrar que àqueles que desenjam o impossível, apenas os mentirosos podem satisfazer.

  16. Espero que a Folha e demais

    Espero que a Folha e demais golpistas saibam que quem semeia vento colhe tempestade. 

    O que este pasquim de quinta deseja com seu ultimatum é aprofundar ainda mais a crise e quebrar de vez qualquer elo das massas com a democracia, produzindo convulsão social e justificativa para o golpe.

  17. A melhor forma de resposta

    A melhor forma de resposta que leitores, ouvintes e telespectadores podem dar aos veículos da mídia golpista é esta: não lhes dar audiência. Exceto aqueles que têm por dever de ofício a prática jornalística ou a análise de mídia, os outros brasileiros de boa índole possuem liberdade para dar ou não audiência ao PIG. Aos governos progressistas (sejam de prefeituras, de estados federados ou o federal) cabe tomar uma atitude muito simples e eficaz: suprimir qualquer publicidade oficial e também das estatais. Sem audiência e verbas públicas, o PIG definhará mais rápido. 

    O desmascaramento da manipulação pigal tem sido feito de forma muito competente pelos blogs e portais progressistas, como este GGN.

  18. Ameaça é trairagem

    Ponto importante que o Antonio Mello observou:

    Dilma publica artigo na Folha. Em seguida, Folha a humilha ela e a seus 54 milhões de eleitores em editorial na 1ª página

    Antônio Mello

    Semana passada, a presidenta resolveu publicar um artigo exclusivo na Folha. Aquele jornal que publicou uma ficha falsa de Dilma em plena campanha. Aquele jornal que teria emprestado veículos para a ditadura transportar presos. Aquele jornal que demitiu uma jornalista por abandono de emprego sabendo-a presa pela ditadura. Aquele jornal que chamou a ditadura de ditabranda.

    Bom, também é o jornal que a presidenta elogiou, logo depois de eleita. E que também foi super elogiado pelo ministro Mercadante, principal conselheiro de Dilma.

    A Folha não perdeu a oportunidade. Amparada pela credibilidade que a publicação do artigo de Dilma lhe emprestou, partiu para o ataque. Publicou em sua primeira página de domingo (dia de maior circulação do jornal) um ultimato dirigido à presidenta, com sugestivo título “Última chance”.

    Nele, o jornal passa um sabão, um carão, dá um esporro na presidenta, como quem lida autoritariamente com alguém que lhe é subalterno.

    (Continua…)

    http://blogdomello.blogspot.com.br/2015/09/dilma-publica-artigo-na-folha-em.html


     

     

  19. Desde quando numa grande

    Desde quando numa grande Democracia um editorial de um jornal é uma chantagem? É apenas a opinião do jornal.

    Roosevelt foi atacado de 1933 a 1945 pela grande imprensa americana e nunca se sentiu ameaçado.

    Sentir fraqueza perante a imprensa é acusar fraqueza, o Estado é muito mais poderoso do que  um jornal.

    • Também acho que opinião não é

      Também acho que opinião não é chantagem.

      Mas, o tom de esporro, gritando na 1ª capa, com ameaças de golpe, como se a presidente fosse uma serviçal desqualificada, é.

      (Não consigo imaginar os Moreira Salles dando esporros desse tipo. Já os Frias…)

  20. Se Dilma quiser realmente defender o programa vencedor de 2014..

    … pode contar com meu apoio.  Caso contrário, que caia sozinha.

    Sinceramente, se:

     – as instituições não conseguem garantir o término de um mandato presidencial;

     – um juíz politiqueiro consegue derrubar com picuinhas jurídicas uma presidenta eleita com 54 milhões;

     – uma rede de TV é abastecida com dinheiro público para dia e noite aplicar o golpe;

     – uma revista diz sem provas e na véspera da eleição que a presidenta sabia dos desvios da Petrobrás e nada acontece (a despeito da presidenta ter dito que iria aplicar o rigor da lei sobre a revista);

     – um ex-ministro é xingado e depois aceita as “desculpas” de quem o xingou e não vai com o processo até o fim;

     – o ministro da justiça é xingado em plena av. Paulista e é obrigado a se esconder na livraria e NADA acontece;

    como é que EU e o povo comum vão garantir o funcionamento das instituições?

    Agora, o pessoal ameaça até ENVENENAR a Dilma, e a PF não faz nada?

    O delegado do governo quer chamar o ex-presidente pra depor com base em NADA e NADA acontece pra coibir esse abuso?

    Vazamento atrás de vazamento e nada acontece?

    Delegado é pego praticando tiro ao alvo na caricatura da presidenta e dão uma semana de folga pro rapaz?

    Por Deus do céu, QUEM VAI DEFENDER UM GOVERNO DESSE? Quem vai arriscar apanhar ou tomar um tiro na rua por um governo desses?  O desgraçado vai morrer e NADA vai acontecer, porque esse governo não defende nem a si mesmo!

    Tem que ser muito idiota ou não ter nada pra perder!

    Desculpem a minha sinceridade.  Mas eu não vou defender um governo que não se defende e ainda FINANCIA quem o ataca dia e noite!

    Espero que os defensores entendam isso como crítica construtiva.

    Grande abraço!

    • boa

      Disse exatamente o que eu penso… Aiás acho um gasto de retórica totalmente inútil essa conversa eterna de que “agora Dilma tem que fazer uma guinada à esquerda pra conseguir apoio popular blá bllá…” como se de repente ela fosse fazer exatamente o oposto do que vem fazendo até agora..

  21. Dilma arrisca-se a acabar sozinha

    Mário Magalhães: Dilma arrisca-se a acabar sozinha, se aderir às ideias e modelo da direita rejeitados pela maioria dos brasileiros

    Ensaio de suicídio político: o 2º governo Dilma

    Mário Magalhães,em seu blog no UOL

    14/09/2015 10:40

    Os números do Datafolha reproduzidos acima são prenhes de lições sobre o que ocorre no Brasil no século 21. Ajudam a entender quem ganhou. E por que esperneiam certos segmentos sociais. Foram publicados ontem na “Folha”, em artigo de Mauro Paulino e Alessandro Janoni, a propósito do filme “Que horas ela volta?”.

    Nos dois governos Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) e na primeira administração Dilma Rousseff (2011-2014), despencou a presença de duas classes socioeconômicas mais pobres, classificadas como “excluídos” e “média baixa”. Em contraste, aumentou a de “média intermediária” e “média alta”. Noutras palavras, a despeito da persistência da desigualdade obscena, o Brasil ficou menos desigual.

    Uma das consequências é metade da “classe média intermediária” ser formada por jovens de 16 a 24 anos, que não passam de 35% do total da população. Em 2005, 8% desse jovens ostentavam escolaridade superior. Em 2015, o índice pulou para 17%, mais do que o dobro, numa ascensão que entusiasma ou incomoda, a depender do país desejado.

    Não é preciso ser cientista político ou marqueteiro esperto para compreender que tais conquistas sociais foram determinantes para a reeleição da presidente em outubro do ano passado.

    O mesmo Datafolha que constata o Brasil andando para frente apurou em agosto que míseros 8% dos brasileiros aprovam o desempenho de Dilma em seu novo mandato, menos de um ano depois do triunfo eleitoral.

    Ao contrário da sentença de Pelé, para quem o brasileiro não sabe votar, os cidadãos são muito mais conscientes do que costumam julgar alguns iluminados. Tinham seus motivos para reconduzir a petista, assim como têm outros, agora, para reprová-la.

    É certo que, renovando tradições intolerantes cujo paroxismo se conheceu em 1954 e 1964, grupos sobrepujados no pleito conspiram por um golpe contra a soberania do voto popular. É golpe porque, embora previsto na Constituição, o instituto do impeachment estabelece como requisito crimes e práticas presidenciais inexistentes _a roubalheira da autoria de correligionários e aliados não teve endosso de Dilma, confirmam policiais, procuradores e juízes.

    Dilma Rousseff fará muito mal, contudo, se identificar nos outros, e não nela, a responsabilidade maior pela crise econômica e política. Se mantiver o roteiro, reforçará as trincheiras dos que pretendem afastá-la em golpe envergonhado ou escancarado, desprezando a batalha constitucional via sufrágio.

    O maior engano da presidente foi desonrar os compromissos que fizeram com que a maioria dos cidadãos lhe confiasse mais quatro anos no Planalto. Ela prometeu que, em qualquer cenário, não seriam cobrados novos sacrifícios da população historicamente mais sacrificada. Faz o contrário. Estimula o desemprego, sufoca saúde e educação, corrói a renda e empreende castigos como dificultar a aquisição de imóveis por beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida. É extenso o inventário da regressão social, ferindo progressos obtidos nos últimos anos e ameaçando conquistas como as evidenciadas nos gráficos lá no alto. Dilma prejudica sua base social, enquanto prestigia o capital financeiro por meio da disparada dos juros. Toca um arrocho cruel, o mal denominado “ajuste”.

    Outro aspecto que não deve ser minimizado é a inépcia de gestão. Esqueça-se, por um momento, o elemento essencial da fragilidade política da presidente que é o abandono ou enfraquecimento de posturas favoráveis aos brasileiros mais pobres, sem os quais Aécio Neves a teria superado. Para implementar qualquer política é necessário um mínimo de eficiência administrativa, que parece escassa. Para que propor o regresso da CPMF sem ter em conta a grita _justa ou não_ que causaria? Por que provocar quem está quieto, como ocorreu em relação às Forças Armadas (novamente, não se trata de fazer juízo sobre as mudanças)? Nos dois casos, assim que chiaram, o governo estonteado recuou.

    Acumulam-se chantagens contra Dilma, que vai se rendendo a elas, na ilusão de ganhar tempo. É um engano, a experiência recente demonstra. Quanto mais a presidente cede, mas lhe exigem a renúncia _não apenas do mandato, mas sobretudo da plataforma que a impulsionou à vitória em outubro. O objetivo de quem mais a pressiona é impedir, com Dilma no cargo ou não, a manutenção de políticas de vasto respaldo popular.

    Como o governo age em relação às novas levas de desempregados? Oferece incentivos robustos para grandes empresas, mas encrenca com os trabalhadores que buscam o seguro desemprego. Em vez de exigir que os mais ricos paguem mais impostos, estuda levar a conta também aos que menos têm e são os que relativamente mais contribuem. “Remédio amargo”, na expressão de Dilma, pode ser de fato necessário. Mas ela assegurou que não seria ministrado aos mais desfavorecidos de uma das nações mais desiguais do planeta.

    A presidente se comporta como o time que se fecha na defesa, em tese para contra-atacar. Só que, o futebol ensina, os retrancados chamam o adversário para cima, e quase sempre vence quem encurrala o antagonista. Não é abrindo mão da agenda consagrada pelos eleitores que Dilma obterá trégua dos seus inimigos.

    Ainda no tempo em que muitos analistas apontavam no PSDB o maior perigo para Dilma, este modesto blog enfatizava que o comportamento do PMDB seria decisivo. Dito e feito.

    Assim como uma das principais diferenças de 2015 com 1964 é o empenho do grande empresariado em virar a mesa. Se isso acontecer agora, a situação de Dilma se tornará dramática, ou ainda mais dramática.

    Os movimentos de Michel Temer são relevantes, mas o desenlace da crise não depende exclusivamente das ambições do vice. A delação premiada do lobista Fernando Baiano na Operação Lava Jato pode ser fatal para muitos próceres peemedebistas. Até para quem não foi mencionado como suspeito até aqui.

    Ao contrário do que ecoa um discurso midiático quase único empurrando Dilma à ruptura definitiva com aqueles que a bancaram pelo voto em outubro, a presidente conserva a capacidade de reagir.

    Mas, se radicalizar na política à direita, pode caminhar para o suicídio político. Há muitas maneiras de se entregar. Uma delas é aceitando o inaceitável, a adesão do Executivo às ideias e ao modelo rejeitados democraticamente pela maioria dos brasileiros. Se não mudar, Dilma arrisca-se a acabar sozinha, atropelada por um retrocesso institucional catastrófico.

    Cadê a coragem que a vida quer da gente?

    http://www.viomundo.com.br/politica/mario-magalhaes-dilma-arrisca-se-a-acabar-sozinha-se-aceitar-o-inaceitavel-a-adesao-as-ideias-e-modelo-da-direita-rejeitados-pela-maioria-dos-brasileiros.html

  22.  
    Concordo com AA. Dilma tem

     

    Concordo com AA. Dilma tem que agir dura e corajosamente como fez o presidente Roosevelt. Aproveita o embalo, e parte pra ignorância, como se diz na baixa-renda. Parte para implementar um programa econômico corajoso que  contrarie todo esse esquema rentista obtuso e desonesto dos economistas de calculadora HP. Ótima figura da lavra do próprio AA.

    Se Dilma arregaçar a manga da camisa e partir pro pau em cima desses fdp, contará com todo apoio da população de volta. Vamos, com essa gente não dá acordo, eles são desonestos.

    Orlando

     

  23. E ela pode?

    Dilma tem pouco a fazer do alto de sua autoridade, O Congresso , a oposição, estão bagunçando o coreto.Dilma quer , mas Dilma  não pode. Ela definitivamente não tem força política para virar a mesa.Muito comovente querer jogar a culpa na imprensa.

  24. Golpista como sempre

    A Folha foi golpista desde a primeira hora ho governo democrático e progressista de Jango. Agora continua seu papel, continua golpista e contra governos progressistas. Vê-se que o mundo não muda.

  25. Dilma deveria atender à Folha

    Dilma deveria atender à Folha quando ela pede o fim de subsídios a setores específicos da economia e acabar com  a isenção que jornais e revistas têm na compra de tinta e papel.

  26. Folha X Brasil

    QUE ESTRATÉGIA DA DIREITA… A DILMA ASSUMIU TODO O ÔNUS. DAQUI A UM MÊS CAÇAM O MANDATO DELA, E DE QUE ADIANTARÁ ESSE PACOTE DE MALDADES. NÃO REPRESENTA MAIS A ESQUERDA.

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