Estranhezas em Manaus sustentam suspeita radical, por Gustavo Gollo

As publicações sobre covid-19 vêm sofrendo distorções absurdas tendentes a maximizar o terror sobre a doença, analisemos brevemente um caso ilustrativo publicado na Science, uma revista que costuma revisar suas publicações impedindo, assim, a divulgação de erros grosseiros.

Medidas muito precisas geraram estimativa de que EM OUTUBRO, 76% da população de Manaus já havia contraído covid-19.

https://science.sciencemag.org/content/371/6526/288?ijkey=1f9ca80c44c6e041daa48c9f52f8529704c743c5&keytype2=tf_ipsecsha

Novo artigo, absurdamente fantasioso, baseado em tal aferição, considera, sem explicitá-lo, que a porcentagem de pessoas já infectadas permanece a mesma até hoje, apesar do número de notificações de novos casos ter mais que dobrado, desde então.

https://science.sciencemag.org/content/371/6526/230

Ora, se 76% dos manauaras já haviam contraído covid-19 em outubro, teria que haver algo errado na duplicação das notificações, a menos que as novas mutações alardeadas por lá se comportassem como uma nova doença, algo que merecesse a designação covid-21. A hipótese indicaria a inutilidade da vacinação que se inicia no mundo inteiro, inconveniência suficiente para evitar ser mencionada.

Desconsiderando-se tal possibilidade e pressupondo-se a veracidade dos 76% infectados em outubro, segue como corolário que os óbitos que estão a ocorrer em Manaus não decorrem de covid-19.

Note que a conclusão é óbvia a ponto de ter compelido os autores a desconsiderar o lapso de tempo entre outubro e janeiro.

Baseados em tais fantasmagorias, os autores tecem conclusões aterrorizantes que sustentam as informações veiculadas nos meios de comunicação, fingindo não verem as nítidas contradições entre as informações.

Se 76% da população tinha sido infectada até outubro e o número de notificações mais que duplicou, desde então, desembocando na explosão atual de óbitos, conclui-se que as mortes se devem a outra doença.

Terá, então, surgido uma nova doença aterrorizante e letal, em Manaus? Ou estarão morrendo das gripes e resfriados tradicionais, amplificados pelo terror gerado pelos meios de comunicação? E quanto à profusão de óbitos alardeados pelo mundo todo, serão, do mesmo modo, decorrentes do pandemônio, mais que da doença?

O caso de Manaus tem que ser esclarecido, ele lança dúvidas muito claras sobre tudo o que está acontecendo no mundo. Esclareceria, também, a letalidade da doença muito menor na África e na Índia, onde chutaram o pau da barraca, que nos países ricos, onde talvez lhe estejam a dar trela excessiva.

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