4 de junho de 2026

Editora Abril deve demitir 300 funcionários, mas manterá Veja intacta


Foto: Midia Ninja
 
Jornal GGN – A editora Abril deve anunciar a demissão de 300 pessoas de seu quadro de funcionários. A informação foi divulgado pelo site Poder 360, que publicou, ainda, que editora preservará três revistas como exceção para os cortes: a Veja, Exame e Claudia.
 
O anúncio, segundo o Poder 360, partiu de um “rumor” que se tornou “bem forte” nesta semana. Por isso, a informação não é oficial, mas de acordo com o site, a concretização das demissões deve ocorrer neste mês de julho.
 
A medida seria consequência da crise que vem sofrendo a editora, que somente no ano passado teve o prejuízo de R$ 331,6 milhões, uma queda de mais 140% em comparação aos números negativos de 2016.
 
Em maio, Miguel Enriquez já havia divulgado em artigo no Diário do Centro do Mundo o prejuízo milionário da editora Abril. Se a companhia sofre uma queda, a própria revista Veja, carro chefe da editora, também apresentou cenários negativos, com queda de 300 mil a 500 mil no número de assinaturas nos últimos três anos.
 
 
 

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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9 Comentários
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  1. jofraj

    1 de julho de 2018 1:17 pm

    Bela Notícia

    Mesmo em época ruim, aparece alguma notícia boa! Só não é excelente porque restam ainda três pilares a serem derrubados! Acredito que ainda verei o desmoronamento total, ao menos, da Abril! 

  2. Rafael

    1 de julho de 2018 1:24 pm

    A Abril está em situação

    A Abril está em situação falimentar há alguns anos. O que surpreende é que nenhum dos credores solicite a falência da empresa. O demonstrativo financeiro da Abril Comunicações SA (Disponível em http://www.grupoabril.com.br/ABRILCOMUNI17_DEZ.pdf) mostra uma empresa que deveria ter fechado há algum tempo. 

    Costuma-se falar apenas do prejuízo de 331 milhões, mas é bom olhar outros números. Ela possui um passivo a descoberto (Patrimônio Líquido Negativo) de 715 milhões e que cresceu nos úlimos anos. Suas dívidas com Fornecedores tem aumentado ao mesmo tempo que suas receitas vem diminuindo. A única notícia boa é que diminuiram as dívidas de curto prazo, com aumento das dívidas de longo prazo, indicando uma renegociação (espero que não tenha sido feita com bancos públicos, seria um enorme escândalo).

    Considerando que o negócio de venda de revistas e assinaturas tende a se reduzir muito mais nos próximos anos, não há muito o que fazer. Se as revistas do grupo tivessem credibilidade, provavelmente encontrariam algum mecenas disposto a bancar o negócio por mais algum tempo, mas nem isso se verifica. O que deverá acontecer é a empresa se arrastar por mais um tempo, tentando abocanhar alguma verba pública ou alguma renegociação extra das dívidas, até que os credores se cansem e a empresa encerre suas atividades de vez.

    1. MarFig

      1 de julho de 2018 3:20 pm

      “A única notícia boa é que

      “A única notícia boa é que diminuiram as dívidas de curto prazo,”

      Corrija aí para “a única notícia ruim é que …”

  3. naldo

    1 de julho de 2018 1:54 pm

    Vão manter a revista porque é

    Vão manter a revista porque é arma da direita…….

     

    assim como determinados panfletos que estão em petição de miséria há tempos e permanecem em pé….é a midia walking dead………apodrecem mas não morrem…….

  4. antonio francisco

    1 de julho de 2018 2:03 pm

    Eu leria o contrário com menos desprazer

    Algo mais ou menos dito assim:

    Editora Abril deve fechar a revista Veja mas manterá os 300 funcionáros. 

  5. Renato Lazzari

    1 de julho de 2018 2:04 pm

    Essa falência generalizada é

    Essa falência generalizada é típica da “migração do capital produtivo para o financeiro”, eufemismo para disfaçar o desvínculo das firmas de suas atividades-fim. Mesmo um sapateiro de bairro que, acima de consertar sapatos, queira ganhar dinheiro, acaba estragando a firma, jogando seu nome no lixo.Não à toa o nome de uma firma é chamado de sua “razão social”. Ou a firma tem respeito pela sua razão social de ser ou vai para o buraco. O que não quer dizer que seus donos fiquem sem dinheiro. Aposto que os donos dessa firma, os irmãos Civita, continuam milionários, mesmo sem contabilizar paraísos fiscais. Só ex-funcionários ficam na saudade, chorando o que a firma poderia ter sido.

  6. MarFig

    1 de julho de 2018 3:23 pm

    Só não fecham a vesga porque

    Só não fecham a vesga porque é fonte segura de dinheiro de extorsão e mamatas governamentais.

  7. Rei

    1 de julho de 2018 6:28 pm

    A EDITORA QUE VIVIA DE POLÍTICA… E DESTRUIU A POLÍTICA

    A editora Abril ficou décadas alimentando a parceria PSDB/Veja… quando viu que Aécio perdeu a eleição criou o caos que levou o PSDB para o lixo da história…

    Tentou então se agarrar aos juízes e criar uma nova parceria LAVA-JATO/VEJA… mas essa é pouco lucrativa… não recebe verbas estatais diretamente… e arruma confusão com os velhos parceiros da política.

    Veja vai acabar seus dias como um panfleto partidário como IstoÉ.

    Espero que a editora Abril sobreviva até a eleição do próximo governo de esquerda… seria mais engraçado.

  8. aleminas

    3 de julho de 2018 5:13 am

    Mas e a Grande Porcaria…

    Esta sobreviverá. A grana para isso virá de um monte fontes, Aqui de dentro país e lá de fora. A Grande Porcaria precisa sobreviver. Matam-se todos os filhotes, para deixar a mãe viva … Funciona assim.

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