Sugerido por Webster Franklin
Do Tijolaço
Nunca deixem a Folha fazer uma obra
Por: Fernando Brito
Se a elite brasileira tivesse um tiquinho, um tiquinho só, de lucidez e humanidade, estaria aplaudindo obras que permitissem ao povo nordestino não ser de seguir a sina do “Asa Branca”.
Mas ela prefere se dedicar ao exercício da babaquice.
Diante de uma obra imensa, a Folha publica uma matéria com chamada de capa no site dizendo que um viaduto que cruza o canal de transposição do São Francisco, passa “sobre o nada”.
Nas próprias fotos vê-se que o canal está pronto até alguns metros antes do viaduto e também concluído alguns metros depois.
Sob o viaduto, está escavado, mas não concretado.
Se o repórter e o jornal não fossem idiotas – e odiotas, de ódio – fariam uma simples pergunta: como é que a estrada ia passar se o canal fosse feito primeiro?
Como os carros passariam pelo canal, de pinguela? De galochas? De pernas-de-pau?
É lógico que se faz o viaduto e, depois, escava-se o pedacinho que falta para ligar as duas pontas do canal (como já foi feito) e concreta-se.
Não precisa engenheiro para dizer isso, talvez nem mestre de obras. Um pedreiro experiente já saberia.
Pelo amor de Deus, não contratem a Folha de S. Paulo para fazer uma obra.
Vai ser um quebra-quebra que deus me livre!
A burrice, realmente, é algo que não encontra limites.
Só perde, de pouquinho, para o ódio e a arrogância.

Cesar Monatti
14 de maio de 2014 1:29 pmSeguindo o modelo
É a “grande” imprensa seguindo o modelo delirante, irresponsável e tragicamente ‘consequente’ das chamadas “redes sociais”, que de “sociais” têm sido convertidas por alguns em “tribais”…
Francy Lisboa
14 de maio de 2014 2:17 pmque de “sociais” têm sido
que de “sociais” têm sido convertidas por alguns em “tribais”…
BElo ponto para reflexao Cesar. Isso ocorre e fato, e as pagigas pedindo a morte dos petistas e de Lula e Dilma, podem ser chamadas de Ilha do Medo.
Mário Mendonça
14 de maio de 2014 1:31 pmNassifNão é burrice, é
Nassif
Não é burrice, é pauta….
“Pasquins, são assim´s”
E a ironia:
No Nordeste vai ter Água, enquanto em SAMPA….!!!….
Dancinha da Chuva….
Tum..Tum…Tum…Tum..Tum…Tum…Tum..Tum…Tum…Tum..Tum…Tum…
carlos afonso quintela da silva
14 de maio de 2014 1:32 pmTenho uma grande dúvida o que
Tenho uma grande dúvida o que nasceu primeiro: A idiotice ou a Folha de SP. Mas estou certo de que são fihas da mesma barriga.
CB
14 de maio de 2014 1:37 pmPor mais que folha e o resto
Por mais que folha e o resto do pig tentem, não tem jeito, o eleitor vai recitar a quadrinha:
“PSDB, partido que nos seduz.
Com Alckmin falta água,
Com FHC faltou luz!”
Esta reporcagem da falha é tão tosca que dá vergonha até em editor do mais furreca dos jornais de bairro.
Fr@ncisco
14 de maio de 2014 2:05 pmO BOIMATE NÃO RESISTE A 2014
Tô falando! O clássico “boimate”, da semanal de consultórios, perde o trono em 2014.
A mídia ensandecida termina o ano chamando urubu de meu tucano.
PS: Vale a pena dar passada no Tijolaço, para apreciar a “Gambiarra Quatro Bocas” do Cantareira, obra do Chuchu, agora também conhecido como “Volume Morto”.
Franklin Caetano de Freitas
14 de maio de 2014 2:11 pmTá feio.
O nível da imprensa está igual o da Cantareira.
josé adailton
14 de maio de 2014 2:11 pmCusto benefício
A depender da prioridade a água bem que poderia passar primeiro.Construindo-se as colunas da ponte com o terreno ainda seco, para o restante não haveria maiores problemas para a engenharia.Com a palavra o nordestino das tórridas terras e sedento de água para sua sobrevivência.
ruyacquaviva
14 de maio de 2014 2:19 pmE enquanto a ponte não
E enquanto a ponte não ficasse pronta, mas o canal já estivesse pronto, como os carros passariam pelo canal, de pinguela? De galochas? De pernas-de-pau?
Está no texto. Você não leu?
Jorge Luis
14 de maio de 2014 3:50 pmSem contar que é muito mais
Sem contar que é muito mais fácil contruir o viaduto e mover máquinas e operários de um lado para o outro sem um fosso de vários metros de profundidade bem no meio de onde o viaduto está sendo construído.
Esse “engenheiro” da Folha deve ter conseguido o diploma no mesmo lugar do Serra.
ruyacquaviva
14 de maio de 2014 2:25 pmImpressionante que ao
Impressionante que ao esquadrinhar toda essa enorme obra, com tanta má fé e nenhum escrúpulo, a Folha (especialista em mentiras e insídia) só encontrou essa questão ridícula para criticar. Uma crítica tão flagrantemente mentirosa.
Normalmente obras tem problemas pontuais, por mais bem administradas que sejam, ainda mais uma obra inédita e dessa magnitude. Mas se a Folha teve que forçar a barra com essa mentira ridícula, é porque não achou nada mais para falar mal.
Impressionante.
wendel
14 de maio de 2014 2:26 pmFolha ou falha…………..
Bom, como h´amuito tempo não perco meu tempo comentando o que a Folha divulga, quero apenas lembrar aos amigos que a dita cuja, foi coadjuvante da ditadura, e emprestava seus carros para transportar os presos politicos!
Dizer mais o quê!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Álvaro Noites
14 de maio de 2014 2:30 pmEh a mesma agência noticiosa
Eh a mesma agência noticiosa tucana que, como outras, deu destaque em 2010 para a inauguração de maquete feita pelo Serra.
Jurandir Paulo
14 de maio de 2014 2:45 pmA secura da mídia e seus amore$
O nível desta mídia, nada técnica, está abaixo do “volume morto”. Explicável, a cada dia com menos caixa, devorada pelo monstro Google, não dá para pagar criatividade inteligente. Daí, fico aqui matutando como entra fundamentais recursos dos tucanos nas caixas quase vazias destes moribundos. Vcs não acham que é por amor ou ideologia, esta coisa velha e ultrapassada (ironia mode on). Quero dizer, rola um caixa 2 nestas eleições, na certa. Quando vai aparecer uma prova? Veremos alguém das famiglie parar na Papuda?
josé adailton
14 de maio de 2014 2:47 pmÉ verdade?
Abaixo, números, curiosidades e um infográfico sobre a obra de transposição de parte das águas do rio São Francisco:
http://brasil.blogfolha.uol.com.br/2014/05/13/veja-como-sera-desviada-a-agua-do-rio-sao-francisco/
R$ 4,6 bilhões
era a previsão inicial de custo para a obra, em 2007
R$ 8,2 bilhões
é o orçamento atual previsto para a transposição
Quais são os dois canais da transposição?
Eixo Norte (PE/CE/PB/RN)
Extensão: 260 km
Previsão inicial de conclusão: dezembro de 2012
Previsão atual de conclusão: dezembro de 2015
Eixo Leste (PE/PB)
Extensão: 217 km
Previsão inicial de conclusão: junho de 2010
Previsão atual de conclusão: dezembro de 2015
Todos nós acreditamos que a obra será entregue em 2015 e sem nova alteração no orçamento.Amém?
ruyacquaviva
14 de maio de 2014 3:20 pmE o Rodoanel paulistano,
E o Rodoanel paulistano, prometido na campanha de Covas em 1994 e iniciado em 1998, ainda não ficou pronto.
16 anos depois.
quando vai ser terminado ninguém sabe…
Dulce (Madame X)
14 de maio de 2014 4:05 pmQUALQUER ATRASO NESTAS
QUALQUER ATRASO NESTAS OBRAS…É MELHOR QUE OS 500 ANOS QUE MANTIVERAM O POVO NORDESTINO “NO COURO E NO OSSO”, NAS ALGIBEIRAS DOS CORONÉIS.
SIM, SOU NORDESTINA E CONHEÇO BEM A CALAMIDADE QUE PRODUZIA “ANJINHOS”…mas estaa obra não parece IMPORTANTE para você.
Mírdius congnatus
14 de maio de 2014 2:49 pmMíRdia (ignorante) é só assessoria de imprensa da oposição
É a mesma míRdia a que pertence a Veja, que há algum tempo mandou seus profissionais à Pernambuco para “flagrar” o lançamento ao mar de um navio que ainda não estava pronto e publicar o “engôdo”.
Na sua inaceitável ignorância (e má fé) jornalística, não sabem que qualquer navio em construção é lançado às águas já na fase casco, terminando-se sua construção após.
É a mesma míRdia que publica como sérias pegadinhas de 1o. de abril pelo mundo.
Ou do “estou por fora”, do “não são de minha confiança” e tantas outras.
Sempre tristemente medíocre, como a oposição de que faz parte.
MíRdia e sua zelite: “vergonha de ser brasileira”.
Tanto dela como por ela…
Ivan de Union
14 de maio de 2014 4:57 pmSite lindo, simplificado, da
Site lindo, simplificado, da obra:
http://integracaosaofrancisco.gov.br/
Para subir o mapa, aperte a tecla de descer no teclado.
PauloBR
14 de maio de 2014 5:04 pmTá ficando repetitivo
Um belo dia, Dilma caminha sobre as águas do Rio São Francisco.
Aí, a Folha noticia: “Dilma não sabe nadar”.
Luciano Prado
14 de maio de 2014 5:54 pmVamos ser justos…
Não concordo que na Folha só tenha idiotas e babacas.
O justo seria especificar: 99,9999%
Antônio Sérgio
14 de maio de 2014 8:17 pmA batalha da mídia
A batalha da mídia
Lula defende Lei de Meios e ataca os “bonecos de ventríloquo” da imprensa
publicada quarta-feira, 14/05/2014 às 11:21 e atualizada quarta-feira, 14/05/2014 às 13:15: Blog Escrivinhador, jornalista Rodrigo Vianna.
O ex-presidente Lula entrou pra valer no debate sobre a Reforma das Comunicações no Brasil. A fase do “controle remoto” e do omelete com Ana Maria Braga parece ter ficado pra trás.
Já não se trata de emitir sinais em conversas fechadas. Lula falou sobre o tema de forma direta, e dura, durante o Congresso dos Jornais do Interior – realizado em Brasília. Atacou a subserviência da mídia brasileira ao modelo neoliberal dos anos 90:
“Dizem que perdemos o rumo e devemos seguir o exemplo de países obedientes à cartilha deles. Mas esquecem que desde 2008, enquanto o mundo destruiu 62 milhões de postos de trabalho, o Brasil criou mais de 10 milhões de novos empregos. O que eu lamento é que alguns jornalistas brasileiros fiquem repetindo notícias erradas que vêm de fora, como bonecos de ventríloquo.”
E defendeu, claramente, uma Lei de Meios:
Aprimorar a democracia significa também garantir ao cidadão o direito à informação correta e ao conhecimento da diversidade de ideias, numa sociedade plural. Esse tema passa pela construção do marco regulatório da comunicação eletrônica.
É pena que essa postura ofensiva tenha vindo tão tarde. Mas não tarde demais. Lula, em seu segundo mandato, já havia adotado medidas importantes: convocou a Confecom (Conferência de Comunicação), distribuiu verbas oficias de publicidade de forma mais ampla (antes de Lula, apenas 249 rádios e jornais recebiam anúncios; em 2009, o governo federal já estava anunciando em 4.692 rádios e jornais de todo o país), deu entrevista a blogueiros dentro do Palácio em 2010, e ainda pediu que Franklin Martins preparasse um projeto de Regulação da Mídia.
No governo Dilma, o projeto não andou. Não houve outra Confecom. A Secretaria de Comunicação foi entregue a Helena Chagas e ao atucanado Roberto Messias (que, aliás, segue na Secom).
Dilma preferiu se concentrar na batalha dos juros. Sem perceber que, ao evitar a batalha da comunicação, perderia também a luta para reduzir os juros. Justamennte, porque a velha mídia brasileira é associada aos bancos e ao sistema financeiro, é associada ao rentismo – que precisa de juros como o vampiro precisa de sangue.
Lula e o PT demoraram pra perceber que a Comunicação deve estar no centro do debate. Mas esse agora é um debate sem volta. Na próxima sexta, Lula estará no IV Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais, em São Paulo.
A velha mídia vai cair de pau. As posições ficam cada vez mais claras: Globo/Abril/Folha/PSDB/DEM/banqueiros formam um bloco sólido, que tenta reocupar o governo central. A velha mídia é o núcleo duro do campo inimigo.
Não chega a ser novidade: o líder da oposição a Vargas era Lacerda – dono do principal jornal de oposição, secundado por Robert Marinho. “O Globo” e a “Tribuna da Imprensa” foram queimados pela massa enfurecida quando levaram Vargas ao suicídio em 1954.
Os lacerdinhas de hoje são os jabores, sherazades, mervais e outros que tais – como o Sardemberg, único locutor gago do rádio brasileiro. O Brasil evoluiu. Não é preciso queimar a Globo. Basta aprovar uma lei de comunicação para quebrar o oligopólio da família Marinho.
É preciso travar essa batalha. Não há escolha. Lula e o PT evitaram o cnfronto direto durante anos. Mas o confronto veio até eles.
A seguir, o discurso de Lula, na íntegra.
DISCURSO DE LULA NO 2º CONGRESSO DOS DIÁRIOS DO INTERIOR
É sempre um prazer dialogar com os jornalistas e empresários da imprensa regional brasileira. Por isso agradeço o convite da Associação dos Diários do Interior do Brasil para participar desse Congresso.
Vocês acompanharam as transformações que ocorreram no Brasil nesses 11 anos e que beneficiaram o conjunto do país, não apenas os privilegiados de sempre ou as grandes capitais.
Sabem exatamente como essa mudança chegou às cidades médias e aos mais distantes municípios.
O Brasil antigo, até 2002, era um país governado para apenas um terço dos brasileiros, que viviam principalmente nas capitais. A grande maioria da população estava condenada a ficar com as migalhas; excluída do processo econômico e dos serviços públicos, sofrendo com o desemprego, a pobreza e a fome.
Os que governavam antes de nós diziam que era preciso esperar o país crescer, para só depois distribuir a riqueza. Mas nem o país crescia o necessário nem se distribuía a riqueza.
Nós invertemos essa lógica perversa, adotando um modelo de desenvolvimento com inclusão social. Criamos o Fome Zero e o Bolsa Família, que hoje é um exemplo de combate à pobreza em muito países.
Adotamos uma política de valorização permanente do salário e de expansão do crédito, que despertaram a força do mercado interno, e ao mesmo tempo garantimos a estabilidade, controlando a inflação e reduzindo a dívida pública.
O resultado vocês conhecem: 36 milhões de pessoas saíram da extrema pobreza, 42 milhões alcançaram a classe média e mais de 20 milhões de empregos foram criados.
O Brasil não é mais um país acanhado e vulnerável. Não é mais o país que seguia como um cordeirinho a política externa ditada de fora. Não é só o país do futebol e do carnaval, embora tenhamos orgulho da alegria e do talento do nosso povo.
O Brasil tornou-se um competidor global – e isso incomoda muita gente, contraria interesses poderosos.
A imprensa cumpre o importante papel de traduzir essa nova realidade para a população. E isso não se faz sem uma imprensa regional fortalecida, voltada para aquela grande parcela do país que não aparece nas redes de TV.
Todo governo democrático tem a obrigação de prestar contas de seus atos à sociedade. E tem obrigação de divulgar os serviços públicos à disposição da população.
A publicidade oficial é o instrumento dessa divulgação, que se faz em parceria com os veículos de imprensa – desde a maior rede nacional até os jornais do interior profundo do país.
Uma das mudanças mais importantes que fizemos nestes 11 anos foi democratizar o critério de programação da publicidade oficial.
Quero recordar que esta medida encontrou muito mais resistências do que poderíamos imaginar, embora ela tenha sido muito importante para aumentar a eficiência da comunicação de governo.
Essa medida foi também uma questão de justiça, para reconhecer a importância do interior no desenvolvimento do Brasil.
Quando o companheiro Luiz Gushiken, que era o ministro da Secom em meu primeiro mandato, começou a democratizar a publicidade oficial, muita gente foi contra.
As agências de publicidade, os programadores de mídia e os representantes dos grandes veículos achavam que era uma mudança desnecessária.
Reclamaram quando o Luiz Dulci incluiu a imprensa regional na programação de publicidade do governo federal.
E reclamaram ainda mais quando o Franklin Martins aprofundou a política de democratização da publicidade, abrangendo as empresas estatais.
Diziam que para falar com o Brasil bastava anunciar nos jornais de circulação nacional e nas redes de rádio e TV.
Hoje é fácil ver como estavam errados, pois a imprensa regional está cada vez mais forte. São 380 diários que circulam 4 milhões de exemplares por dia, de acordo com os dados da ADI-Brasil.
Isso ocorre porque temos políticas que levam progresso e inclusão social ao interior do país.
De cada 3 empregos criados no ano passado, 2 se encontram em cidades do interior e apenas 1 nas regiões metropolitanas.
Nunca antes o governo federal investiu tanto no desenvolvimento regional, para combater desequilíbrios injustos e injustificáveis.
Nunca antes a relação entre o governo federal, os Estados e as prefeituras foi tão republicana quanto nestes 11 anos.
E são jornais do interior – e não os veículos nacionais – que traduzem essa realidade.
Quando chegamos ao governo, a publicidade oficial era veiculada em anunciava em 249 rádios e jornais. Em 2009, o governo federal já estava anunciando em 4.692 rádios e jornais de todo o país.
Meus amigos, minhas amigas
Pediram-me para contar aqui uma experiência com a imprensa regional no período em que fui presidente da República. Vou contar o que aprendi comparando a cobertura da imprensa regional com a que fazem os grandes jornais.
Quando o Luz Pra Todos chega numa localidade rural ou numa periferia pobre, está melhorando a vida daquelas pessoas e gerando empregos. Isso é uma notícia importante para os jornais da região.
Os grandes jornais nunca deram valor ao Luz Pra Todos, mas quando o programa superou todas as expectativas e alcançou 15 milhões de brasileiros, um desse jornais deu na primeira página: “1 milhão de brasileiros ainda vivem sem luz”. Está publicado, não é invenção.
Onde é que estava esse grande jornal quando 16 milhões de brasileiros não tinham luz?
Quando chega o momento de plantar a próxima safra, são os jornais regionais que informam sobre as datas, os prazos, os juros e as condições de financiamento nas agências bancárias locais.
Mas na hora de informar à sociedade que em 11 anos o crédito agrícola passou de R$ 30 bilhões para R$ 157 bilhões, o que a gente lê num grande jornal é que a inflação pode aumentar porque o governo está expandindo o crédito.
Quando uma agência bancária da sua cidade recebe uma linha do BNDES pra financiar a compra de tratores e veículos pelo Mais Alimentos, vocês sabem que isso aumenta a produtividade e aquece o comércio local. É uma boa notícia.
Mas quando o programa bate o recorde de 60 mil tratores e 50 mil veículos financiados, a notícia em alguns jornais é que o governo “está pressionando a dívida interna bruta”.
Quando nasce um novo bairro na cidade, construído pelo Minha Casa Minha Vida, essa é uma notícia local muito importante.
Mas um programa que contratou 3 milhões de unidades, e já entregou mais da metade, só aparece na TV e nos grandes jornais se eles encontram uma casa com goteira ou um caso qualquer de desvio.
Quando o governo federal inaugura um hospital regional, isso é manchete nos jornais de todas as cidades daquela região. O mesmo acontece quando chega o SAMU ou um posto do Brasil Sorridente.
Mas lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo das quase 300 UPAs, 3 mil ambulâncias do SAMU e mais de mil consultórios odontológicos que foram abertos por todo o país nestes 11 anos.
A maior cobertura de políticas públicas que os grandes jornais fizeram, nesse período, foi para apoiar o fim da CPMF, que tirou R$ 50 bilhões anuais do orçamento da Saúde.
Quando sua cidade recebe profissionais do Mais Médicos, vocês sabem o que isso representa para os que estavam desatendidos. Vão entrevistar os médicos, apresentá-los à população.
Mas quando 15 mil profissionais vão atender 50 milhões de pessoas no interior do país, a imprensa nacional só fala daquela senhora que abandonou o programa por razões políticas, ou daquele médico que foi falsamente acusado de errar numa receita.
Quando um novo câmpus universitário é aberto numa cidade, os jornais da região dão matérias sobre os novos cursos, as vagas abertas, debatem o currículo, acompanham o vestibular.
Lendo os grandes jornais é difícil ficar sabendo que nestes 11 anos foram criadas18 novas universidades e abertos 146 novos campi pelo interior do país.
É nos jornais do interior que se percebe a mudança na vida de milhões de jovens, porque eles não precisam mais sair de casa, deixar para trás a família e os valores, para cursar a universidade.
O número de universitários no Brasil dobrou para 7 milhões, graças ao Prouni, ao Reuni e ao FIES. Os grandes jornais não costumam falar disso, mas são capazes de fazer um escândalo quando uma prova do ENEM é roubada de dentro da gráfica – que por sinal era de um dos maiores jornais do país.
Quando uma escola técnica é aberta numa cidade do interior, essa é uma notícia muito importante para os jovens e para os seus pais, e vai sair com destaque em todos os jornais da região.
Quando eu informo que nesses 11 anos já abrimos 365 escolas técnicas, duas vezes e meia o que foi feito em século neste país, os grandes jornais dizem apenas que o Lula “exaltou o governo do PT e voltou a atacar a oposição”.
Quando chega na sua cidade um ônibus, um barco ou um lote de bicicletas para transportar os estudantes da zona rural, essa é uma boa notícia.
O programa Caminho da Escola já entregou 17 mil ônibus, 200 mil bicicletas e 700 embarcações, para transportar 2 milhões de alunos em todo o país. Mas só aparece na TV se faltar combustível ou se o motorista do ônibus não tiver habilitação.
Eu costumo dizer que os grandes jornais me tratam muito bem. Mas eu gostaria mesmo é que mostrassem as mudanças que ocorrem todos os dias em todos os cantos do Brasil.
Meus amigos, minhas amigas,
Quanto mais distante estiver da realidade, mais vai errar um veículo de comunicação. Basta ver o que anda publicando sobre o Brasil a imprensa econômica e financeira do Reino Unido.
O país deles tem uma dívida de mais de 90% do PIB, com índice recorde de desemprego, mas eles escrevem que o Brasil, com uma dívida líquida de 33%, é uma economia frágil.
Não conheço economia frágil com reservas de US$ 377 bilhões, inflação controlada, investimento crescente e vivendo no pleno emprego.
Escrevem que os investidores não confiam no Brasil, mas omitem que somos um dos cinco maiores destinos globais de investimento externo direto, à frente de qualquer país europeu.
Dizem que perdemos o rumo e devemos seguir o exemplo de países obedientes à cartilha deles. Mas esquecem que desde 2008, enquanto o mundo destruiu 62 milhões de postos de trabalho, o Brasil criou mais de 10 milhões de novos empregos.
O que eu lamento é que alguns jornalistas brasileiros fiquem repetindo notícias erradas que vêm de fora, como bonecos de ventríloquo. Isso é ruim para a imprensa, porque o público sabe distinguir o que é realidade do que não é.
Alguns jornalistas dos grandes veículos passaram o ano de 2013 dizendo que a inflação ia estourar, mas ela caiu. Passaram o ano dizendo que a inadimplência ia explodir, mas ela também caiu.
Diziam que o desemprego ia crescer, e nós terminamos o ano com a menor taxa da história. Chegaram a dizer que o Brasil entraria em recessão, mas a economia cresceu 2,3%, numa conjuntura internacional muito difícil.
Eu gostaria que esses jornalistas viajassem pelo interior do país, conhecessem melhor a nossa realidade, estudassem um pouco mais de economia, antes de repetir previsões pessimistas que não se confirmam.
E vou continuar defendendo a liberdade de imprensa e o direito de opinião, porque sei que, mesmo quando erra, a imprensa livre é protagonista essencial de uma sociedade democrática.
Meus amigos, minhas amigas,
A democracia é o único sistema que permite transformar um país para melhor. E ela não existe sem que as pessoas participem diretamente da vida política. Por isso digo sempre aos jovens: se querem mudar a política, façam política. E façam de um jeito melhor, diferente. Negar a política é o caminho mais curto para abolir a democracia.
Aprimorar a democracia significa também garantir ao cidadão o direito à informação correta e ao conhecimento da diversidade de ideias, numa sociedade plural. Esse tema passa pela construção do marco regulatório da comunicação eletrônica, conforme previsto na Constituição de 1988.
O Código Brasileiro de Telecomunicações é de 1962, quando no país inteiro havia apenas 2 milhões de aparelhos de TV. Como diz o Franklin Martins, havia mais televizinhos do que televisores.
É de um tempo em que não havia rádio FM, não havia computadores, não havia internet. De um tempo em que era preciso marcar hora para fazer interurbano.
No Brasil de hoje é preciso garantir a complementariedade de emissoras privadas, públicas e estatais. Promover a competição e evitar a contaminação do espectro por interesses políticos. Estimular a produção independente e respeitar a diversidade regional do país.
Uma regulação democrática vai incentivar os meios de comunicação de caráter comunitário e social, fortalecer a imprensa regional, ampliar o acesso à internet de banda larga. Por isso foi tão importante aprovar o Marco Civil da Internet.
Este é o desafio que se apresenta aos meios de comunicação, seus dirigentes e seus profissionais, nesse novo Brasil: o desafio de ser relevante num país com uma população cada vez mais educada, com um nível de renda que favorece a independência de opinião e com acesso cada vez mais amplo a outras fontes de informação.
Quero cumprimentar a ADI-Brasil, mais uma vez, pela realização desse Congresso, e dar os parabéns aos seus associados, que levam notícias para a população do interior desse imenso país.
Muito obrigado.
==
Matéria completa está no site do Instituto Lula: http://www.institutolula.org/ao-vivo-lula-no-2o-congresso-dos-diarios-do-interior-do-brasil/#.U3NTnGpdVqU
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Lucinei
14 de maio de 2014 9:54 pm“Odiotas”. Perfeito.
E ainda
“Odiotas”. Perfeito.
E ainda fazem pose de quem tem autoridade moral e intelectual para dar lição e desqualificar qualquer um….
Antonio C.
15 de maio de 2014 2:37 amTenho uma hipótese…
… a minha hipótese é que se trata de um misto de má-fé e estupidez. A pessoa estuda jornalismo, não se aprofunda em nada e escreve artigo de opinião (isso até eu faço). Por isso é que tem jornalista indo pra publicidade (que também vai mal das pernas). É muita pose pra pouco conteúdo. Depois contratam um especialista pra fazer uma matéria sobre um assunto que os jornalistas não dominam…
Raí
15 de maio de 2014 1:06 pmNem precisa ser um especialista, para…
Os conhecimentos técnicos do Fernando Brito, sobre engenharia, ultrapassam em muito, os poucos ou nenhum conhecimento de engenharia civil, do repórter da Folha, que é mais do que um idiota, é realmente um “odiota” que desrespeita os leitores, e rí da inteligencia destes, ao fazer uma matéria, sem sequer consultar alguem do ramo, que fosse um simples pedreiro, para só então escrever sobre a obra em questão.
Foi-se o tempo, em que os grandes jornais e revistas, mandavam seus profissionais que conhecessem um mínimo da pauta sugerida, ou mandavam junto destes, profissionais que pudessem enriquecer com detalhes técnicos, sobre o assunto a ser escrito e reportado. Agora não, vale o compromisso do repórter, em garantir o sensacionalismo a qualquer preço, e a certeza, de que a matéria conseguirá o objetivo político, o de desconstruir o que é fato, e não dar visiblidade, à situação.
Balbino
15 de maio de 2014 7:30 pmNào sei se você entendeu
Nào sei se você entendeu direito a matéria, mas o foco principal da matéria é o atraso nas obras e consequentemente o maior custo da mesma, e não o fato do viaduto passar sobre o canal inacabado, pois a própria materia cita que era necessário construir a ponte antes do canal. Infelizmente isto é comum no Brasil nunca vi uma obra entregue no prazo programado como ocorrem em outros países. o que infelizmente demonstra o quão desorganizado é o governo e quanto as coisas são mal planejadas no Brasil. Exemplo maior são as obras da copa do mundo, das olimpídas, das refinarias construídas pela petrobrás. Enquanto o povo aceitar isto como normal nada vai mudar.