4 de junho de 2026

Folha vai ao Washington Post ouvir que jornalismo não vive de frases feitas

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Jornal GGN – A Folha de S. Paulo foi até a sede do Washington Post ouvir do editor Martin Baron uma defesa apaixonada do jornalismo sério, sem “frases feitas” ou apegado a pautas rasas apenas para manter alto índice de cliques nos portais. “O que eu gosto é do jornalismo que explica o mundo, que explica assuntos com nuances, mais profundos. Tudo que puder para fugir de slogans de políticos, de comentaristas com frases feitas”, disse Baron, em entrevista publicada pelo jornal neste domingo (3).

Baron, de acordo com a Folha, é um dos editores “mais invejados” do mundo por estar na contramão do que vive, por exemplo, os jornais impressos brasileiros hoje. Enquanto aqui as redações demitem repórteres a cada dia e o jornalismo investigativo dá espaço ao jornalismo declaratório, no Washington Post a redação ganhou 100 jornalistas sob gestão de Baron, fora os inúmeros técnicos digitais que ajudam a dar contornos multimídia às notícias, uma forma de tornar a versão online mais atrativa.

“(…) a minha paixão, o que me mantém nesse negócio é o jornalismo e a reportagem, e temos muito do que nos orgulhar nesses últimos tempos. O Pulitzer [o principal prêmio do jornalismo] deste ano foi para uma reportagem nossa sobre as falhas do Serviço Secreto e, como o nome diz, é secreto, e nossa repórter conseguiu desvendá-lo. As revelações do Snowden sobre a NSA foram revolucionárias. Temos feito reportagens sobre pobreza e dependência de drogas, de saúde mental, temas ainda evitados na mídia e na sociedade. No Boston Globe, conseguimos mostrar como uma das organizações mais poderosas do mundo, a Igreja católica, encobria e protegia padres acusados de pedofilia”, gabou-se Baron.

Receita

O editor, porém, disse que os jornais impressos – que garantem a receita dos veículos com os anúncios – ainda sofrem com a queda gradativa de leitores. “A receita do impresso é dominante ainda, mas é declinante, o número de leitores declina, não será uma queda gradual, será uma queda acelerada, até cair de vez. Fazer o impresso e o digital ao mesmo tempo é um desafio”, comentou. “Ainda não sabemos se a receita será suficiente para pagar as contas. Também não sabemos o tipo de publicidade de hoje será o tipo que será no futuro. A publicidade está mudando também. Também há um esforço em inovar na arena publicitária digital”, acrescentou.

Leia a entrevista completa aqui.

 

Cintia Alves

Cintia Alves é jornalista especializada em Gestão de Mídias Digitais e editora do GGN.

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4 Comentários
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  1. Guilherme Campos

    4 de maio de 2015 7:13 pm

    Tiragem dos jornais brasileiros

    Nassif, não encontrei na ANJ levantamento com os dados da circulação dos jornais brasileiros. Você tem notícia? A última é de 2013.

    http://www.anj.org.br/maiores-jornais-do-brasil-2/

     

  2. joão adalberto

    5 de maio de 2015 12:43 am

    Valeu Folha

    “A Folha de S. Paulo foi até a sede do Washington Post ouvir do editor Martin Baron uma defesa apaixonada do jornalismo sério, sem “frases feitas” ou apegado a pautas rasas apenas para manter alto índice de cliques nos portais”

  3. joão adalberto

    5 de maio de 2015 12:52 am

    Da Folha:
    Receita identifica

    Da Folha:

    Receita identifica contas de mais de 7.000 brasileiros no HSBC da Suíça

    DE BRASÍLIA

     

    04/05/2015  12p7

    http://www1.folha.uol.com.br/poder/2015/05/1624391-receita-identifica-contas-de-mais-de-7000-brasileiros-no-hsbc-da-suica.shtml

    ………………………………………………………………………………………………………………………………………………………….

    A suspeita de crimes de sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e evasão de divisas por brasileiros no chamado caso SwissLeaks começou com a denúncia de um ex-funcionário do HSBC de Genebra, que compilou uma lista com nomes de correntistas. Nessa lista, há 8.667 brasileiros, que detinham cerca de US$ 7 bilhões entre 2006 e 2007.

  4. Eduardo de Paula Barreto

    6 de maio de 2015 12:44 pm

    Morte das Mídias tradicionais.
    . VELÓRIO Vejo pessoas alegresAo lado de um caixãoCom celulares e tabletsEm suas ágeis mãosE no interior do féretroVários mortos gélidosAtraindo os olharesDaqueles curiososQue fotografam o velórioCom os seus celulares. Entre os mortos encontroMuitos livros de papel E vinis bem redondosQue já tocaram GardelE várias máquinas de escreverQue morreram antes de nascerO avanço tecnológico E uma porção de canetasMortinhas com suas tintas secasBem como relógios analógicos. Morreram os jornaisQue eram impressosE as revistas semanaisMorreram sem sucessoA TV teve morte súbitaE apesar da músicaMorreram o rádio e a fita casseteE quando alguém perguntou:Quem foi que os matou?Um blogueiro disse: A Internet. Eduardo de Paula Barreto05/05/2015 .

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