Navio russo: baixou o General Heleno no Estadão, por Fernando Brito

O Estadão tem como manchete, neste momento, uma delirante matéria sobre um “Navio russo suspeito de espionagem [que] coloca Marinha brasileira em alerta“.

do Tijolaço

Navio russo: baixou o General Heleno no Estadão

por Fernando Brito

Estadão tem como manchete, neste momento, uma delirante matéria sobre um “Navio russo suspeito de espionagem [que] coloca Marinha brasileira em alerta“.

Trata-se do navio de pesquisa Yantar, que governos dos EUA e do Reino Unido tratam como um espião que “abduziria” o conteúdo das mensagens de internet que circulam por cabos submarinos.

Não se sabe, é claro, como fazer isso sem grampear e romper os cabos, para lá de isolados contra a corrosão marinha, mas vá lá.

Diz a matéria que “o sinal de alerta foi aceso no último dia 10, quando o Centro Integrado de Segurança Marítima do Rio de Janeiro detectou o Yantar, uma embarcação de tecnologia avançada de sensores, dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) do Brasil. Logo após um primeiro contato, o navio sumiu do monitoramento, levantando a hipótese de que o equipamento AIS, que permite a sua localização, tenha sido desligado”.

Só que no dia 10, o Yantar estava atracado no porto de Montevidéu, de onde só saiu no dia seguinte. Portanto, estava fora de águas brasileiras, nas quais deve ter entrado nas primeiras horas do dia 12.

E com destino declarado ao Rio de Janeiro, onde aportou dia 18, ainda de manhã (o horário da imagem é UTC, menos 3 horas aqui).

E onde ainda está, pacificamente “estacionado” no pier da Avenida Rodrigues Alves, na Praça Mauá, centro do Rio de Janeiro.

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No texto, diz-se que, consultada, “a Marinha brasileira, por sua vez, informou que não levanta suspeitas e que não há nada de ilegal na presença do navio em nossas águas”.

Depois do navio grego Bouboulina que derramou-mas-não-derramou – o assunto sumiu, não é – agora arranjam o “araponga submarino” russo, como se espionar-nos fosse uma prioridade para os russos, cheios de conflitos com as forças da Otan e com seus vizinhos do Oriente.

Já a Quarta Frota norte-americana e os gringos da Base de Alcântara, estes podem ficar à vontade.

O espírito do General Heleno baixou na mídia brasileira.

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8 comentários

  1. Esse barco é espião, sim. Estão coletando amostras do DNA dos brasileiros, pra tentar entender como colocamos um debiloide na presidência…

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    • E ai, de posse deste DNA, irão criar e espalhar um virus debiloide pelo mundo, idiotizando-o e permitindo um controle absoluto das nações.

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  2. Como sempre o Estadão apenas sendo… o Estadão: na manchete diz que a Marinha do Brasil está alerta; no texto, que está tranquila.

    Essa firma, OESP, é uma firma privada do ramo da comunicação social. Se produzisse comida, seus consumidores estariam todos no hospital, com intoxicação alimentar. A intoxicação da inteligência não faz a vítima ir para o hospital mas faz pior: transforma-a em zumbi, bolsominion raivoso e angustiado, desinformado alienado.

    Eu acho incrível como ainda tem gente que compra e pior, consome esse produto.

  3. Segue a matéria da sputnik que esclarece o assunto:

    https://br.sputniknews.com/brasil/2020022115242879-caca-a-espioes-embarcacao-russa-na-costa-do-rio-poe-marinha-do-brasil-em-alerta/

    O navio russo Yantar, suspeito de espionagem, sumiu dos radares depois das autoridades brasileiras terem entrado em contato, fazendo com que a Marinha do Brasil ficasse em alerta.

    A Marinha russa está muito orgulhosa de seu “navio espião” Yantar, a embarcação foi projetada como um navio de pesquisa oceanográfica e tem a sua disposição vários veículos de submersão profunda, bem como submarinos não tripulados para realizar pesquisas cientificas e missões de busca.

    Durante uma semana, a Marinha do Brasil monitorou a embarcação de inteligência russa suspeita de realizar missões de espionagem na Europa e nos EUA. O sinal de alerta foi dado no dia 10 de fevereiro, quando o Centro Integrado de Segurança Marítima do Rio de Janeiro detectou Yantar dentro da Zona Econômica Exclusiva do Brasil (ZEE).

    Depois do primeiro contato, a embarcação sumiu dos radares, sugerindo que o sistema de monitoramento (AIS, na sigla em inglês), que permite localizá-la, tinha sido desligado. Imediatamente, foi iniciada uma operação de patrulha. No domingo (16), um helicóptero da Marinha e um avião da Força Aérea do Brasil (FAB) encontraram o Yantar a 80 quilômetros da costa do Rio.
    Na primeira tentativa de estabelecer o contato, a tripulação russa não respondeu. No entanto, mais tarde respondeu à pergunta sobre as tarefas que realizava e, de acordo com o Estadão, o barco atracou na terça-feira (18) no porto do Rio.

    Beluga fugitiva ‘militar’ russa
    Pouco tempo atrás, uma beluga que estava brincando com uma bola com um grupo de torcedores sul-africanos de rúgbi no Ártico foi classificada por especialistas britânicos como sendo uma “espiã russa”.

    Alguns pesquisadores decidiram que a beluga é “uma baleia especialmente treinada por militares russos” e foi considerada muita parecida com Hvaldimir, outra beluga que também foi tida como “espiã russa”.

    De acordo com o jornalista Ferris Jabr que, pelo visto também é especialista em baleias e belugas, Hvaldimir pode ter fugido de programa militar russo.


    O vídeo viral de uma beluga “selvagem” brincado de pega-pega não é o que parece. Essa é como Hvaldimir, uma baleia que vivia em cativeiro e que pode ter conseguido fugir de programa militar russo. Sozinha, desnutrida e ferida, Hvaldimir vagueia pelos mares em busca de comida e atenção das pessoas.

    De olho em submarinos russos
    Um caso ainda mais incrível e curioso ocorreu na Suécia, quando um sinal codificado de rádio foi interceptado por um submarino sueco, desencadeando uma megaoperação de busca por submarino estrangeiro no sul do arquipélago de Estocolmo, em outubro de 2014.

    Na verdade, o sinal recebido pelos suecos era de uma boia meteorológica defeituosa, revelaram jornalistas da edição Svenska Dagbladet.

    No âmbito da megaoperação de busca, a imprensa internacional sugeriu se tratar de um minissubmarino russo. Por sua vez, o Ministério de Defesa russo salientou que um minissubmarino russo não poderia estar nas águas da Suécia por não existir na Marinha russa. As buscas duraram aproximadamente uma semana, o país nórdico gastou cerca de 1,8 milhão de euros (R$ 8,5 milhões).
    Em 2018, a mesma embarcação russa de pesquisa oceanográfica Yantar passou pelo Canal da Mancha e provocou uma forte reação da Marinha Real Britânica. O Reino Unido enviou o destróier HMS Diamond e um helicóptero Wildcat para acompanhar a passagem do que foi rotulado como um “navio espião da Marinha russa”.

    • A tripulação esteve acompanhando o bloco Bola Preta aqui no RJ.
      Espiões perigosos estavam observando as milhares de belas mulheres que dançavam ao som do Bola. Justificado então porque sumiram do radar, assim como um monte de casados ou casadas fazem no carnaval.

  4. Bom se tem ou não o que espionar, eu não sei, mas levaria em conta duas ponderações: se EUA e GBR estão desconfiados? Algum motivo há; se estão rondando por aqui e próximo a cabos de internet? Não sei não…

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