O maior fake news foi a criação do fantasma do fake news, por Luis Nassif

O país tem imensa dificuldade em analisar fenômenos novos, de ruptura. Há uma emulação atrasada das discussões que ocorrem nos grandes centros, com pouca análise e enorme vontade de protagonismo por parte de autoridades.

É o que explica as manifestações virulentas do Ministro Luiz Fux – um penalista no sentido mais restrito do termo – ameaçando com o fogo do inferno os geradores de fake news, apresentado por ele como a última grande ameaça à democracia. Fux convocou Ministério Público Federal, Polícia Federal, Gabinete de Segurança Institucional para a grande frente destinada a fazer busca e apreensão nas casas dos geradores de boatos, antes que eles fossem divulgados. Ou seja, instituir a censura prévia.

Os jornais entraram na mesma onda. Por aqui mostramos que a campanha contra os fake news foi deflagrada por uma pesquisa fake propagada por blogs ligados à Atlantic Council – um escritório de lobby nos Estados Unidos – com a intenção de controlar o conteúdo nas redes sociais.

Veja, a propósito, o “Xadrez do jogo político dos fakenews”.

Nos últimos dias, duas manifestações relevantes mostraram o engodo por trás da dramatização do fenômeno.

A primeira delas foi em uma palestra exemplar do Procurador Geral Eleitoral Humberto Jacques de Medeiros.

Ele identificou dois fenômenos, um velhíssimo, outro recente. O fenômeno velho é o da mentira, tão antigo quanto a civilização. Lembrou ele que a proclamação da República foi acelerada pelo boato de que a sucessão da coroa seria para um príncipe francês, o Conde D’Eu, marido da princesa Isabel.

Leia também:  NSC extingue seus jornais e encolhe mais ainda o mercado, por Rogério Christofoletti

Quando surgem novas mídias há uma desorganização no mercado de informações. Mas nada que não possa ser combatido pelos mecanismos jurídicos tradicionais – crimes contra a honra, direito de resposta etc. Discursos de ódio são de outra natureza, que nada tem a ver com o direito à informação e à opinião. Ódio não é opinião, é expressão. E a liberdade de expressão tem seus limites, principalmente quando o ódio incita a condutas ilícitas.

O fenômeno novo, diz ele, é o discurso de ódio contra as opiniões divergentes, no qual a manobra mais ostensiva consiste em recorrer ao vocábulo fake news, por si só uma manifestação de ódio. Hoje em dia, pode-se desqualificar qualquer informação com o carimbo de fake news.

Entende ele que a campanha contra fakenews visa, no fundo, impor a censura às ideias e opiniões.

Uma coisa é o perfil falso em redes sociais e o discurso de ódio, que nada tem a ver com o mercado de notícias. Outra coisa são as opiniões e discussões que devem ser as mais abertas e plurais possíveis, porque este é um princípio da civilização. Esse termo, fakenews,  pode desqualificar o trabalho jornalístico sério. Basta impingir o carimbo de fake news.

A resposta às notícias falsas não pode ser uma resposta violenta. Mas com mais informação, mais empoderamento do eleitor, do destinatário das mensagens.

Entende ele que os discursos polarizadores mais tradicionais são os discursos de ódio. Faz com que toda a cidadania se concentre em certos assuntos, queira saber a opinião do candidato exclusivamente sobre aquele tema, deixando de lado a discussão de propostas.

Leia também:  O projeto nacional e as indústrias de bem estar, por Luis Nassif

A segunda manifestação foi de David McCraw, vice-presidente do The New York Times – jornal que na década de 1870 protagonizou uma das primeiras manipulações políticas nas eleições, em parceria com uma nova tecnologia que surgia, o telégrafo sem fio.

Sobre as leis contra os fake news: Acho que essas leis serão distorcidas e usadas contra a verdade. Na maioria dos países em que leis foram implementadas, elas foram pensadas para calar os oponentes”.

Sobre o controle a checagem de notícias falsas pelas redes sociais: Mas é importante que as plataformas sejam transparentes. Como eles tomaram essas decisões? Como identificaram essas contas falsas? Porque é muito fácil para eles exagerarem e começarem a silenciar vozes com as quais discordam. Esse não deve ser o objetivo, a meta tem que ser uma discussão honesta, com variedade de discursos. Fico preocupado porque as plataformas não têm sido sempre abertas a explicarem como tomaram essas decisões. E precisamos saber para que possamos decidir se elas estão trabalhando para o melhor interesse da sociedade ou se tem uma agenda oculta. 

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

21 comentários

  1. Liberdade de imprensa
     

    Dizem que o preço da liberdade é a eterna vigilância.

    Vivemos sob absoluta liberdade de imprensa, mídia e comunicações.

    Uma liberdade sem fronteiras onde, quem pode mais, chora menos.

    Liberdade para veja, globo, band,  record, google, youtube, folha, estadão, istoé, …etc…

    Liberdade maciça para os mesmos continuarem fazendo o que melhor sabem fazer: mentir, enganar, manipular.

    Liberdade de imprensa sob um golpe político é uma nova  experiência social em grande escala.

    O que antes  se controlava pela escassez(repressão),   agora se controla pelo excesso: o excesso de liberdade.

    Notícias falsas, manipulações, meias verdades, pós verdades, rebatizadas de fake news,  lindas, convincentes, influentes contra a verdade pura.

    Quem está com a verdade está nú ,  desprotegido e livre.

    Livre  para se calar ou ser massacrado.

    O mercado de más notícias não está e nem nunca esteve desorganizado ele está sim, incontrolavelmente empoderado.

    O ódio é uma consequência necessária, provocada, e a mesma imprensa que o provocou saberá como e quando aplacá-lo.

    É de se crer mais que  as plataformas não têm sido sempre abertas a explicarem como tomaram essas decisões,   por terem  uma agenda oculta.

     

     

     

      

    • Um pouco de Fake News e um pouco de FDP

       

      Sergio Ferreira (sábado, 11/08/2018 às 00:32),

      Já no título deste post “O maior fake news foi a criação do fantasma do fake news, por Luis Nassif” de sexta-feira, 10/08/2018 às 21:21, de Luis Nassif e aqui no blog dele, o poços-caldense demonstra querer aprimorar a qualidade dos posts dele.

      Ainda assim eu me encasquetei com o termo fantasma. Eu me pergunto se o fake news seria um fantasma. Avalio, entretanto, que Luis Nassif sabe tratar desse assunto com correção. Talvez qualificação melhor para “fake news” seja essa mesmo de fantasma em que não se sabe exatamente o sentido que se queira dar.

      Assim, passado o primeiro momento eu não me preocupei muito com o título porque nesse assunto do fake news, Luis Nassif tem amplo conhecimento o que permitiu que já lá atrás no post “Xadrez do jogo político dos fake news, por Luis Nassif” de segunda-feira, 18/06/2018, às 23:56, e para o qual ele deixou o link, ele já fizera uma correção de rumo quando se compara com os títulos e assuntos marotos para os quais ele e a equipe do Jornal GGN davam destaque.

      Foi no sentido de elogiar Luis Nassif pela qualidade do post e ao mesmo tempo no sentido de reduzir a importância do fake news que eu elaborei um comentário e enviei quinta-feira, 21/06/2018, às 00:49, para ele. Aproveitei para falar sobre a interferência russa na eleição americana e de notícia que circulou em outro post sobre esta interferência na política da Suécia. Não se pode esquecer que a todo momento Donald Trump, ao se referir a acusação de que a equipe deke estava em conluio com os russos para influenciar na eleição americana, diz tratar de fake news.

      Lembro ainda que dei ao comentário o seguinte título “Quem dá valor ao fakenews é o jornalismo que se acha”. Não pude dizer em um título curto toda a ideia que eu queria expressar. Enfim, queria dizer que todo o destaque do fake news é decorrente da egolatria com que o jornalismo se auto alimenta.

      Eles lançam a notícia que pode ser verdadeira ou não e tanto faz se a notícia ér verdadeira ou falsa que em nada altera a realidade. E então eles criam o mecanismo de dizer se a notícia que eles criaram tem validade. Luis Nassif, por interesse coorporativo, em geral fica do lado dos jornalistas, mas não foi o caso deste post dele “O maior fake news foi a criação do fantasma do fake news, por Luis Nassif” nem do anterior “Xadrez do jogo político dos fake news, por Luis Nassif” e por isso ele deve ser elogiado também.

      Por coincidência hoje havia no meu e-mail uma referência ao jornalista Seymour Hersh do qual há muito não tinha notícia. E então pesquisando sobre ele, li que uma das últimas dele foi a história da morte de Osama bin Laden.

      Sobre essa notícia pode-se ver vários links na imprensa brasileira e eu faço a indicação do seguinte artigo escolhido a esmo “Teorias conspiratórias rondam morte de Bin Laden” publicado na Folha de S. Paulo de segunda-feira, 11/04/2016 às 12:11 (Pelo horário da publicação ou a notícia só saiu na mídia on line ou foi publicada no jornal impresso no dia seguinte), e de autoria de Diogo Bercito e que pode ser visto no seguinte endereço:

      http://temas.folha.uol.com.br/as-fitas-de-bin-laden/morte-polemica/teorias-conspiratorias-rondam-morte-de-bin-laden.shtml

      E então, eu fiquei imaginado qual seria a fake news, a versão do governo americano ou a versão de Seymour Hersh. E claro que a versão do governo americano colou e deve ter tido o efeito pretendido de alavancar a candidatura de Barack Obama. Eu tendo a crer na versão do governo americano porque considero arriscado que uma história assim possa ser inventada havendo a possibilidade de alguém que participou da operação divulgue a versão verdadeira.

      Talvez seja relevante pesquisar os motivos para que a versão do governo tenha prevalecido. Qualquer governo do mundo tem interesse em saber os motivos que levam a versão que ele propaga se tornar a versão prevalecente na população.

      Agora, esta notícia da morte de Osama bin Laden serve para mostrar a desimportância da fake news  Que alteração produz na realidade se a notícia verdadeira é a do governo ou a de Seymour Hersh ou outra qualquer, incluindo uma notícia informando que Osama bin Laden ainda está vivo?

      Hoje quem mais usa o termo fake news é Donald Trump para acusar notícias plantadas na mídia pelas agências de inteligência americana. Ele deve saber se são fake news ou não. O próprio Donald Trump parece-me uma fake news que que deixou de ser falsa para se tornar na verdadeira fake news.

      Bem, mas não era sobre fake news que eu queria falar com você. Cabe entretanto uma explicação pois se escrevi tanto sobre assunto que não intencionava falar para você muito mais teria eu para escrever sobre assunto que eu tinha interesse de lhe dizer algumas palavras. A minha manifestação para você sobre o fake news era o que eu tinha a falar para Luis Nassif. Como você concordou com Luis Nassif eu podia também escrever para você.

      O que mais me chamou atenção no seu comentário foi a segunda frase em que você faz o seguinte questionamento a Luis Nassif:

      “Mas ainda queria saber a natureza daqueles posts mostrando “realizações” do governo Pimentel …”

      Eu não perguntaria isso a Luis Nassif porque com mais de trinta ano o acompanhando nas mídias, eu sei as razões destes posts. E acho que Luis Nassif tem um pouco de razão, ou talvez devesse dizer duas boas razões para dar mais oportunidade para quem é chamado pelo oposição de FDP que eu também vou utilizar, mas sem o ser. Uma razão seria exatamente essa de criar mais um ponto de contato com a população para um governo que não tem nem um pouco de todo o amparo que gozam outros governantes.

      Outra razão que explica a presença destes posts prende-se ao fato de Luis Nassif, tendo ideia da capacidade, conhecimento e experiência de FDP na administração Pública, imaginar que em uma situação de menos penúria o governo poderia fazer muito mais e assim cabe divulgar o pouco que foi feito.

      O PT sofre de um grande mal. O partido possui poucas lideranças políticas capazes de disputarem os grandes pleitos eleitorais. A maioria são técnicos que se dedicam a atividade política sem o devido desembaraço para os acordos, acertos, conchavos e barganhas que são inerentes ao que se chama de fisiologismo e que é o cerne do processo democrático e sem carisma para disputar eleições majoritárias.

      O FDP não chega a ser uma Dilma Rousseff em matéria de carisma, mas é pouco carismático. Ainda assim, se nenhum desses antigos políticos do PT não tivessem sofrido as acusações que contra eles surgiram, penso que somente Antônio Pallocci o suplantaria como candidato do PT à presidência da República.

      Ele possui uma experiência superlativa e vem disputando pleitos majoritários com relativo sucesso. Na verdade, só disputou dois e ganhou ambos. E assim mesmo na disputa para prefeito de Belo Horizonte em 2004 contra João Leite ele que fora vice de Célio de Castro na reeleição em 2000 e depois assumiu com a doença de Célio de Castro, teve que apelar para a santa para garantir o que seria para ele a reeleição.

      Então queria dizer que dentro da conjuntura financeira do estado de Minas Gerais, o governo de FDP conseguiu muito mais do estava disponível ao governo ou do que havia condições de se realizar.

      Clever Mendes de Oliveira

      BH, 110/08/2018

  2. Agenda oculta sempre !
    O mundo está sempre em guerra e a informação hoje é crucial. É claro que tudo nessa área está vinculado a interesses, que só podem ser minimizados pela vigilância permanente da sociedade.

  3. Pior do que as fake news são

    Pior do que as fake news são as ‘notícias’ dadas pelo JN, a maior fonte e desinformação do país, pois é o telejornal por onde dezenas de milhões de pessoas se informam. Um exemplo banal = houve crise cambial na Argentina e agora ontem na Turquia. O Brasil não tem esse risco por causa dos 300 bilhões de reservas de dólares – que o JN não fala e nunca falará que foi graças aos 13 anos do governo do PT, já que FHC entregou o país quase sem dólares. Se o PT tivesse acabado com as reservas, seria a primeira coisa a ser dita. Enfim, nunca foi tão atual o comercial de 1987 da folha de são paulo 

     

    https://www.youtube.com/watch?v=pY4FCKlQISA

  4. Tempo

    Poucos lembram hoje, mas o impacto que causou o aparecimento tanto do radio quanto da televisão na vida das pessos foi enorme e, como toda nova tecnologia e meio de comunicação, mudou a forma em que viviam as pessoas e suas relações. As redes sociais e os sites de informação também impactaram nossa época e estão mudando nossa forma de viver, ver o mundo e se relacionar. Talvez a diferença entre o radio, o cinema e a televisão, é que hoje tudo se passa em grande velocidade; uma nova ferramenta suplanta outra rapidamente e o efeito é global. 

    Vamos precisar de tempo para ajustar tudo isso, mas isso se fara de forma muito mais natural do que pensam juristas e legisladores. E as novas gerações saberão lidar muito bem com a questão da propagação de noticias falsas porque saberão detectar mais rapidamente o falso tanto do que lêem quanto do que vêem, e essa discussão sera algo superado. Por enquanto, as medidas que serão tomadas devem ser feitas com muito cuidado para não virar mais uma caça às bruxas macartista, tão ao gosto deste velhos-novos tempos. 

    •  
       
       Você citou o rádio e a

       

       

       Você citou o rádio e a televisão como fenômenos que casaram impacto no período em que sugiram. Mas não seria o caso de se pergntar se hoje, depois de décadas, aprendemos a lidar com essas invenções já um tantinho antigas? Todo esse monopólio midiático que temos hoje, cínico e deslavado, está aí para nos dizer, todos os dias, que não, não aprendemos a lidar com isso. Talvez as novas e futuras gerações saberão, naturalmente,  fazer um uso sensato das mídas recentes. Mas precisarão de rapidez, muita rapidez, e uma mudança brutal das formas de pensar.    

  5. BIPOLARIDADE. EFEITO DO FASCISMO DE ESQUERDA GERADO EM 1930

    Em primeiro lugar queria comentar sobre a noite de autógrafos de Fux. E seu desespero em mostrar suas abotoaduras de ouro (caríssimas). Só falou pendura-las nas orelhas como brincos. O STF é isto entre medíocres e farsantes? Mas quem colocou os Pavões na gaiola? E depois Bipolaridade Tupiniquim é o máximo. Rivotril e Gardenal viraram Balas Juquinha. Não servem para mais nada. Quem até ontem queria o Controle da Mídia? Então não era Pluralismo e Democracia? Era Controle? Aloprados derrapam na Liberdade de Imprensa e Liberdade de Expressão, assim como derrapam na negação de um Poder Judiciário Plural e Democrático. Não podem exigir isto para a parte contrária que está ganhando de 10 a 0 neste campo. Exatamente por que esta Justiça Liberal, Republicana, Democrática nunca foi o seu objetivo. Como nunca foram Eleições Livres e Facultativas. Como nunca foi a Democracia Liberal, Plebiscitos, Referenos. Como nunca foi do ‘Povo, pelo Povo, para o Povo’… Então Fanáticos Fundamentalistas se revoltam e esperneam. Xingam. Mas não conseguem mais encobriir a realidade que criaram e que o Povo Brasileiro enfim começa a enxergar. 88 ANOS DE FASCISMO DE ESQUERDA. E ainda tem Boris Fausto e eu não sabia? Parabéns pelo Projeto de Elite que criaram. Sabemos Elite são os outros. Não é mesmo Família Arraes? Ah! Também não são mais esquerda?!! O Brasil é de muito fácil explicação.   

      • IMPRESCINDÍVEL É UM VEÍCULO COMO GGN

        Daniel N : muito obrigado. Mas incalculável e insubstituível é termos Veículos de Imprensa, Mídia, Jornalismo como este, que nos dá a liberdade de expressarmos como compreendemos as notícias e pensamentos veiculados. Faz uma espécie de SAC direto, imediato, objetivo. É a Liberdade. E Liberdade, como o Ar ou a Vida, é insubstituível. Transfiro seu elogio a quem realmente possibilita (mesmo praticamente sozinho e com tamanhas dificuldades) que a Democracia tenha um farol. Parabéns a quem faz a sua parte. abs. 

  6. Um exemplo de fake news de

    Um exemplo de fake news de fonte acadêmica = acabo de ouvir Samuel Pessoa numa entrevista pro Jornal da Bandeirantes  Gente de hoje, sábado 11 de agosto. O começo é uma pérola = ele diz que Lula e FHC não mentiram sobre o que fariam na economia durante a disputa eleitoral. Meia verdade = Lula realmente foi o único presidente que desde a democratização se comportou de modo exemplar (fez o que disse que faria e não votou um terceiro mandato, coisa que facilmente conseguiria)  e por isso mesmo está agora na cadeia da fria Curitiba (rs) . Mas FHC mentiu deslavadamente sobre o câmbio durante a campanha da reeleição ( cuja aprovação foi feita no meio do mandato, coisa de presidente de república de banana, e que custou a chance de Covas ser presidente e por isso ele ‘amava’ FHC rs )   e quando a coisa estorou de vez em 99, pós eleição, o país quebrou, teve que ir ao FMI e se submeter as regras do fundo que levam normalmente o país ao fundo do poço. 

    Outro pérola = ele ‘elogia’ Dilma dizendo que o plano Levy-Dilma foi certo – ou seja, um acadêmico diz que é certo fazer um plano que dá um cavalo de pau na economia. Um plano que levou o país a segunda maior queda de PIB da história, so perdendo pra depressão americana. Isso um acadêmico da Getúlio Vargas – se Vargas voltasse, provavelmente lhe daria um chute nos fundilhos rs 

    Recomendo que ouçam. E o pior é que se Alkimin ganhar, é essa visão política que o xuxu vai implantar. 

     

  7. É isso mesmo, o objetivo

    É isso mesmo, o objetivo último do combate às fake news é a imposição da censura, o controle do fluxo de informações pelas corporações. Aceitar esse controle é o começo do fim da liberdade de expressão.

  8. É a parte do estado de

    É a parte do estado de exceção que está atrasada, Nassif. Ela, a censura não está acompanhando os outros ítens, como o abuso do poder, as prisões arbritárias e a exclusão de candidatos, por exemplo.

    E ela é condição sine qua non para o “bom funcionamento” de uma ditadura. Só que eles estão se adaptando aos novos tempo, como voce gosta de dizer. A censura em épcoa de redes sociais é muito mais complexa do que em época de jornais né?

    Mas eles chegam lá. O Fux está se esforçando bastante.

  9. Sun Tzu disse
    – Seja extremamente sutil, tão sutil que ninguém possa achar qualquer rastro.

    – Seja extremamente misterioso, tão misterioso que ninguém possa ouvir qualquer informação.

    – Toda campanha repousa na dissimulação. Finge desordem.
    Jamais deixes de oferecer um engodo ao inimigo, para ludibriá-lo.

  10. Informação plural (mídia

    Informação plural (mídia plural e equilibrada); identificação, publicidade e divulgação das correntes  partidárias, políticas e dogmáticas das mídias plurais e das fontes informativas.

    Seria já um bom início.

    Fux nunca foi – em termo jurídico e técnico – um penalista e, por isso, desconhecendo criminologia diz besteiras…

  11. Nassifão essa história de
    Nassifão essa história de censura aos produtores de fake news é tiro no pé pq os próprios responsáveis por essa fiscalização/denuncia são os propagadores dela,vão se desmoralizar mais ainda pq o q verdadeiramente unirá a mídia independente (progressista e direita)será a censura proposta pelo suposto combate ao Fake news e ficará claro ao povão quem são os verdadeiros REIS DA MANIPULAÇÃO/DIFAMAÇÃO ou o dito Fake News, isso acabará com a melhor arma da mídia tradicional,esse debate eles sabem q será prejudicial ao seu modus operando e enterrar área o q resta de suas credibilidade,FakeNews está morto e enterrado a não ser q PROSTITUTOS MORALISTAS E ÉTICOS QUEIRAM RESSUSCITAR ISSO,SÓ PRA MOSTRAR QUEM MANDA e com isso dará o tiro de misericórdia nesta gente imoral !!!

  12. O ano era 1998 acabara de me

    O ano era 1998 acabara de me formar e não havia emprego nem pra puxador de carroça

    Mas se fosse assistir o jornal nacional ou qualquer programa da rede Globo na época o país estava uma maravilha, com raríssimas exceções

    A prática continua até hoje com a defesa das políticas do corrupto temer pela rede Globo após o golpe

    Se isso não for fake news eu não sei mais o que é, aliás, a “pós-verdade” praticamente se tornou uma religião para a imprensa brasileira

     

     

  13. bom post.

    Permitem que dê o meu pitaco.

    A CULTURA é a melhor defesa contra a fake news.

    Só que um povo com CULTURA ( ou pelo menos tenha apreço pela mesma) não se faz quando se cortam as verbas ano após ano.  Sem falar que custa dinheiro, tempo e vontade de cada um dos cidadões conscientes!

    Logo, não se pode esperar grande coisa dessas intenções…Não é para valer.

     

  14. Desde sempre, o Brasil

    Desde sempre, o Brasil antropofágico engoliu ideias no campo do Direito mas, tão somente piorando a coisa nvezes….se a antropofagia deu certo no campo da música, das artes e da literatura, na área juridica foi um fracasso: deu indigestão e uma bela diarreia em figuras bizarras como Fux….amigo arranca essa tua peruca postiça, assume tua idade: pegaria bem em você as belas madeixas brancas de Maria Betânia e isso não é uma observação negativa à cantora e muito menos a sua masculinidade tóxica: até mesmo pq ela estã cada vez mais linda: já vc, cada vez mais podre…

    Gente, vejam só o quanto a Bebntania tá linda

    https://www.instagram.com/p/BmPJS88g3bY/?taken-by=bethanicos

     

    Acho que tropecei no teclado…..foi a emoção….eu quis dizer Maria….Mr Be5^..

    ai..ai…fui

  15. Nassif, vc redescobriu a

    Nassif, vc redescobriu a roda. E não é crítica, não.

    “Desde que o mundo é mundo” abundam os boatos, a calúnias, a ameaça do comunismo ao nosso mundo de vida de fome hipercalórica.

    Os usos de técnicas militares na indústria civil me fazem lembrar da indústria de comida enlatada e de psicólogos estudando a indústria do boato junto com serviços de contrainformação norte-americana na segunda Guerra Mundial.

    Mas são várias as ameaças. Os smartphones estão fazendo tanto ou mais estragos do que os aparelhos de televisão (você ainda podia estar com sua família e fazer um comentário… que fosse motivo de discussão). Diminuição de horas de sono e a colonização sistemática dos tempos vazios, de silêncio.

    Vender notícia é a vida de muita empresa. Mas vender ideias que deterninam a vida das pessoas e ainda lhes dizer que elas têm “direito e liberdade de opinião” (não passa de ponta de um iceberg) dá mais dindin. 

  16. Robôs e imaginação

    E o controle da informação. Ninguém vai verificar os algorítimos do feicebook que controla o que é exibido para as pessoas e com fakes. Ou como o discurso fake é uma reprodução  do conteúdo de “opinião” da mídiona, com direito a ameaça “bolivariana” e mais. Oque gera os fake news é o controle da informação fechado e cartelizado.

  17. + comentários

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome