Entregadores de Apps fazem paralisação antifascista e por melhores condições

Milhares de entregadores de aplicativos se mobilizaram em diversas capitais do Brasil, na tarde desta quarta-feira (01), em uma grande greve nacional

Foto: Pedro Stropasolas/Brasil de Fato

Jornal GGN – Milhares de entregadores de aplicativos se mobilizaram em diversas capitais do Brasil, na tarde desta quarta-feira (01), em uma grande greve nacional, reivindicando melhores condições de trabalho e bandeiras antifascistas. Usando as hashtags #BrequeDosApps e #1DIASEMAPP, as mobilizações foram vistas em todo o país.

Em São Paulo, foram calculados a presença de 5 mil trabalhadores na paralisação na zona sul da capital paulista, fechando a Ponte Estaiada. Os primeiros grupos foram formados por volta das 14h da tarde de hoje, em 13 pontos da cidade, incluindo a Avenida Paulista, na altura do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), na avenida Consolação.

“Isso aqui é importante pra todo mundo, acabar com a escravidão dos aplicativos, as baixas taxas pelo motivo de termos CLT pra gente ter algum seguro, porque a gente depende disso, as nossas famílias, a gente leva o alimento pras casas”, disse o motoboy Cláudio Brandão, ao Brasil de Fato.

A algumas quadras dali, em frente ao shopping Center 3, outro grupo impediu a saída de pedidos dos restaurantes do local, conscientizando pela importância da paralisação. “A classe trabalhadora tem que se unir pro arrebento. Os caras estão com processo de rasgar a carteira de trabalho de todo mundo e não podemos deixar”, disse o entregador Paulo Lima, ao jornal.

Assim como São Paulo, outras capitais brasileiras foram palco de manifestações e paralisações dos entregadores de aplicativos. No Rio de Janeiro, os trabalhadores se concentraram no centro de Niterói; em Brasília, as mobilizações tiveram início logo pela manhã, em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo distrital; em Curitiba, os motoboys e ciclo entregadores estiveram nas ruas centrais, e em Fortaleza, também foram centenas de trabalhadores reivindicar direitos.

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Além das melhores condições -como entrega de equipamentos de proteção individual e apoio contra acidentes- para estes trabalhadores que, em tempos de pandemia, tornaram-se indispensáveis para levar alimentos e produtos às residências, os entregadores pedem reajuste de preços por quilômetro rodado, o fim dos bloqueios indevidos e pautas antifascistas.

“A proposta é empoderar o trabalhador. Se apropriar da ferramenta chamada política para transformar o mundo ao nosso redor. Um entregador antifascista é um político de rua”, resumiu Paulo Galo, um dos organizadores do movimento que gerou os atos desta quarta-feira, à Folha de S.Paulo.

O entregador sofreu o bloqueio do serviço de entrega, quando um pneu de sua moto furou e não conseguiu concluir o serviço para a empresa. Após criar um abaixo-assinado, que já conta com mais de 360 mil assinaturas, criou o movimento dos entregadores antifascistas em São Paulo, que vem ganhando adesão em outros estados.

 

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6 comentários

  1. É a hora de pedir para aquele cara, o Tarso Genro, explicar isso, já que ele mesmo declarou que o mundo do trabalho está mudando e que o PT tem que se adaptar.
    Mas seria pedir demais pra esse covarde intelectual não engasgar nas próprias palavras.

  2. Cinco mil em Sampa? Acho que estava mais para 500.
    E 170 mil entregadores, 175 mil cadastrados nos aplicativos à espera de chamado.
    Calcule a chance de sucesso da greve.

  3. Quase todos apoiaram o golpe de 2016 contra a Dilma. Quase todos votaram no Mito.
    Pois que se f*** e morram de tanto trabalhar.

  4. Infelizmente esse grupo continua analfabeto funcional. Vamos ver isso quando vir a eleição municipal, quando a direita fará maioria nas câmaras e nos majoritários.
    Os progressistas ainda não conseguiram controlar a narrativa.

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