A Deusa Mani e a Seita da Macaxeira Benta

Por Luciano Hortencio
 
 

“Há muito tempo, na Amazônia, em uma Tribo Indígena Tupi,
aconteceu que a mais bela “cunhatã”, filha do cacique, apareceu grávida, misteriosamente.
O pai, muito contrariado por sua filha trair os costumes do seu povo,
afinal não estava prometida a nenhum jovem guerreiro,
quis sacrificá-la a “Tupã”, mas logo foi detido de seu intento, após um sonho-comunicação:
Um desconhecido homem branco  anunciou-lhe que a sua neta, moça-virgem, foi escolhida para uma grande e importante missão,
que muito em breve seria revelada.
Passadas 09 luas, a mãe deu à luz uma linda menina, muito alva,
a quem deu o nome de ” Maní “.
De início, todos da tribo acharam muito estranho a cor diferente de sua pele, mas com o tempo foram se acostumando, e encantados,  viram graça e beleza   naquela criança por quem aprenderam a nutrir grande amor e respeito.
Um dia, misteriosamente, “ Maní” morreu sem ter adoecido.
A comunidade inteira ficou desolada; a mãe e o avô ficaram muito, muito tristes.
O Conselho das Mulheres Sábias  orientou e cuidou de enterrá-la
no centro da maloca do avô.
Dia e noite a mãe chorava sobre o espaço-templo  de “ Maní” .
Depois de certo tempo, para surpresa de todos, do chão brotou uma pequena e desconhecida planta.
E o mais espantoso foi mesmo quando a terra se abriu e apareceram grandes e belas raízes.
Um a um foi chegando para ver a grande novidade. Com grande apreensão e respeito colheram as raízes, percebendo que, por dentro, elas eram “tão branquinhas”!
Imediatamente fizeram a conexão da nova planta com  o corpo de “ Maní” e
acreditaram ser uma nova manifestação de sua vida.
E então, nomearam a planta de ” Maní-Oca “ –  Corpo ou Casa de  Maní, na língua tupi.
Conta a lenda que, a partir de então, nunca mais a população daquela aldeia indígena 
passou fome, tornando-se a “ Maní-Oca”, ou mandioca, seu principal e sagrado alimento.”

Leia também:  O jazz com influência mineira de Antonio Loureiro no Sesc Belenzinho, em São Paulo

http://www.eletricat.com/blog/deusa-man

Posticulo dedicado aos integrantes da Sagrada Seita da Macaxeira Benta.

 

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41 comentários

  1. Senhor maestro-mor,

    no que tange a mim, saiba de antemão que das lendas todas de nossa gente, sempre foi desta , desde criança, que mais gostava.

    Como não existem acasos- talvez só ocasos- quis a natureza que eu,, vagante que estava pelas “amazônias desses todos brasis”, me encontrasse com a referida seita por ti iniciada., num ocaso primeiro. 

    São muitos os seguidores da seita, podemos crer, há os que leem e ouvem apenas, há os que puxam cadeiras e se sentam, há os que se deliciam até lamber os beiços, e há ainda os que estão em processo de iniciação, esperando a hora de um Kuarup desses que fará tremer esses mesmos brasis.

    “Pois só quem ama é capaz de ouvir e de entender estrelas”, rabiscou o poeta Casimiro. 

  2. A Lenda da Mandioca

     

                       Nos versos do poeta Lindolfo Xavier

                      

                       Mani, loura criança que nascera

                       De uma virgem, por todos admirada,

                      

                       Foi cedo numa cova sepultada,

                       E a mãe saudosa o pranto ali vertera.

                       Ao rebentar o ardor da primavera,

                       Surgiu da cova uma árvore encantada,

                       De tão longa raiz, que triturada,

                       Toda uma tribo a carne lhe comera.

                        Da túbera uma tão maravilhosa

                        Bebida dentro em pouco se inventara,

                        Que a tribo toda se embriagou radiosa.

                        A lenda se espalhou festiva e clara

                        E a mandioca tornou-se a milagrosa

                        Fênix americana excelsa e rara!

                       

                        As ilustrações dos selos da série Mitos e Lendas são de Márcio Guimarães

    Dois selos que retratam lendas de origem típicas da cultura indígena brasileira – as lendas do guaraná e da mandioca -, foram colocados em circulação pelos Correios, no dia 22 de agosto de 2012. Ambas estão ligadas a costumes alimentares indígenas e descrevem uma situação de sofrimento, tratando da relação entre morte e renascimento, que tem como símbolo o surgimento de uma planta.

    Os selos fazem parte da emissão especial Série América: Mitos e Lendas e têm em comum o grafismo marajoara característico da região Norte do Brasil. Produzidos com técnica de computação gráfica, com arte de Márcio Guimarães e impressão em cuchê gomado, os selos têm valor facial de R$ 1,85 cada. A tiragem é de 360 mil selos, sendo 180 mil de cada um.

    Os selos podem ser adquiridos pela loja virtual dos Correios,  pela Agência de Vendas à Distância (centralvendas@correios.com.br) ou nas agências dos Correios.

    Créditos: O poema foi publicado no site da Prefeitura de Salvador – Bahia e as informações sobre os selos são do site Cultura Digital

  3. O criador da Seita da Macaxeira Benta

    foi, é e será ad perpetuam nosso Mestre Mor, Dom JNS, também conhecido como “O Descadastrado” e  “O Despererecado”, sendo esse último aposto a ele consignado por ter perdido, ébrio de amor e da “marvada”, sua perereca suposta.

    É certo que eu sou como ele, brincalhão, irreverente e iconoclasta, porém jamais pegarei na dureza que ele pegou para fundar e comandar a Sagrada Seita da Macaxeira Benta.

    Tendo em vista que o tema é amazônico, te mandarei as catiras de José Siqueira, na voz de Alice Ribeiro.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=SyTypdTIRYE%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=sbGi5Ue0TVU%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=nCTaH_-xm5k%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=KCv-uDCuXRw%5D

  4. O Cantor das Matas

                       O que mais no fenômeno me espanta

                       É ainda existir um pássaro no mundo

                       Que fica a escutar quando outro canta

                            

    O uirapuru é o cantor das florestas amazônicas. É um pássaro que tem um canto tão lindo, tão melodiosos que os outros pássaros ficam quietos e silenciosos, só para ouví- lo.

                      

    O uirapuru tem a cor verde-oliva e a cauda avermelhada. Quando começa a cantar, toda a mata parece emudecer para ouvir seus gorjeios maravilhosos. Por isso, os sertanejos acham que esse pássaro é um ser sobrenatural. Aliás, uirapuru quer dizer pássaro que não é pássaro. Depois de morto, seu corpo é considerado um talismã, que dá felicidade a quem o possui.

                      

    A lenda do uirapuru é interessante. Dizem que, no sul do Brasil, havia uma tribo de índios, cujo cacique era amado por duas moças muito bonitas. Não sabendo qual escolher, o jovem cacique prometeu casar-se com aquela que tivesse melhor pontaria. Aceita a prova, as duas índias atiraram as flechas, mas só uma acertou o alvo. Essa, casou-se com o chefe da tribo.

                       

    A outra, chamada Oribici chorou tanto que suas lágrimas formaram uma fonte e um córrego. Pediu ela a Tupã que a transformasse num passarinho para poder visitar o cacique sem ser reconhecida.Tupã fez-lhe a vontade. Mas, verificando que o cacique amava a sua esposa, Oribici resolveu abandonar aqueles lugares. E voou para o Norte do Brasil, indo parar nas matas da Amazônia. Para consolá-la, Tupã deu-lhe um canto melodioso. Por isso, ela vive a cantar para esquecer suas mágoas. E os outros pássaros, quando encontram o uirapuru, ficam calados, para ouvir suas notas maviosas.

                      

    [ Um poeta brasileiro exprimiu sua admiração pelo canto do uirapuru nos versos de abertura do post ]

    [video:https://youtu.be/rdF9zfVZ5Rg width:600]

    Créditos: Texto publicado no site da Prefeitura de Salvador – que nomeia o pássaro extraordinário como “a irapuru” – com imagens da Internet

  5. Leminski assassino

                        o meu destino
                        eu não faço
                        o que vier
                        eu traço

                       

                        não discuto
                        com o destino
                        o que pintar
                        eu assino

  6. Cara de pau

                        Lulu pensa que é o tal

                        Ele acredita que é bacana

                        Se acha esperto, mas paga pau

                        Eu penso que ele é um banana

                        O bicho mais bobo que o Urutau

    [video:https://youtu.be/EjAroMDLmNU width:600]

    [video:https://youtu.be/nEoU1dcrPuw width:600]

    [video:https://youtu.be/ylPiq-7W5Iw width:600]

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