3 de junho de 2026

A festa de 86 anos de Tinhorão

Enviado por Fernando J.

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8 Comentários
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  1. João Bosco Rocha

    31 de janeiro de 2014 6:45 pm

    Parabéns Pelo Aniversário

    Sempre lia o Tinhorão, embora não concordando com ele em muitas questões, não deixava de reconhecer o seu valor como historiador da nossa música. Há anos não leio mais nada a seu respeito. Me agrada saber que está vivo. Desejo aoTinhorão muita Paz e Saúde.

  2. Fernando J.

    31 de janeiro de 2014 7:38 pm

    Seu Nassif

    Seu Nassif,

    Nesse dia teremos a presença de vários sambistas, que só tocarão Ismael Silva. Querendo relembrar os tempos em que você era o “foca” do Tinhorão, na Veja, nos honre com a sua presença ( e o seu bandolim). 

  3. Fernando J.

    31 de janeiro de 2014 8:05 pm

    Tinhorão, 86 carnavais

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=ODhS6OP7a8A%5D

  4. Antonio C.

    31 de janeiro de 2014 8:37 pm

    Comentário.

    É preciso ter muita coragem para ser Tinhorão!

  5. Fr@ncisco

    31 de janeiro de 2014 8:41 pm

    Que pena! Já não se faz mais polemistas como antigamente.

    Grande Tinhorão!

    Imagine-se uma mesa quadrada para discutir, “Bossa Nova, o viralatismo e a inveja do sucesso, no Brasil”,  composta por: Tinhorão, Tom Jobim, Darci Ribeiro, Caetano Veloso, Capilé do FE, Paulo Francis, Brizola, Glauber Rocha, Tomzé, Maria Conceição Tavares e Angela Ro Ro, tendo por mediador, Paullinho da Viola ou João Gilberto.  

  6. Sérgio Lamarca

    31 de janeiro de 2014 10:07 pm

    Tinhorão.

    Vida longa a Tinhorão.

  7. jns

    31 de janeiro de 2014 10:48 pm

    Sobre rabos de cometa

    ou os limites da crítica musical na hegemonia de uma memória de esquerda no Brasil

    Luisa Quarti Lamarão

    Resumo: O artigo pretende fazer uma breve apresentação da trajetória profissional do crítico musical José Ramos Tinhorão e as polêmicas suscitadas por sua produção e suas declarações, relacionando-as com a imagem hoje existente do jornalista. Dessa forma, busca problematizar os limites que sua atuação como crítico alcançou devido a hegemonia de determinada memória de esquerda brasileira no pós-redemocratização.

    ***

    O ano de 1982 representou a saída de José Ramos Tinhorão do cenário jornalístico. Após deixar de ter uma coluna regular em um grande jornal, tendo despertado inúmeras polêmicas com artistas da MPB, o jornalista prosseguiu sua carreira dedicando-se aos estudos sobre música popular, ingressando, em 1998, no programa de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). Nesse espaço, teve a oportunidade de aprofundar suas pesquisas sobre música popular e lançar posteriormente sua dissertação de mestrado A imprensa carnavalesca do Brasil. Desde então, publicou cerca de 14 livros resultantes de suas pesquisas e sua trajetória ainda é motivo de polêmica na mídia brasileira. Seguem trechos ilustrativos dessa visão ambígua que Tinhorão despertou como crítico musical e pesquisador.

    Quando Tinhorão escrevia sua coluna de música diariamente – inicialmente no extinto “Diário Carioca” (a partir de 1959), depois no JB – mas passando, também, por outras publicações, seus comentários profundamente lúcidos e documentados irritavam quem via apenas o lado glamourizado de nossos compositores e intérpretes. Então, falar mal do crítico se tornou moda, prosseguindo mesmo depois que deixou o dia a dia da imprensa – e passando por pessoas que nunca tiveram capacidade de entender (e ler) seus textos. Em compensação, os mais lúcidos – mesmo quando criticados, como era o caso do grande Vinícius de Moraes (1913-1980) – jamais negaram seus méritos de historiador e pesquisador.(MILLARCHI, 1990, p. 2)

    [Hoje] o jornalista parece ter recuperado o humor antigo, época em que cunhava frases célebres como a que soltou, nos anos 70, ao ver de perto a líder americana Betty Friedan em sua cruzada pela liberação da mulher. Espantado com o que chama de feiúra feminista, disparou à queima-roupa. “Por mim, essa já está liberada!” É o “legendário” Tinhorão. (CHAGAS, 2000)

    “Sua leitura marxista da música o impede de ver além da luta de classes e do imperialismo”, acredita o produtor, compositor e escritor Nelson Motta. (PESSOA, 2000)

    “Quem tem medo de J. Ramos Tinhorão?” – Parodiando o título da mais famosa peça do norte-americano Edward Albee, esta pergunta já encimou muitas apresentações daquele que é, sem dúvida, o mais polêmico, odiado, mas também admirado por muitos dos jornalistas que se dedicam à música popular brasileira. (MILLARCH, 1987, p.1)

    GLOBO DISCUTE CULTURA BRASILEIRA – A estratégia é conhecida: organiza-se um seminário para discutir a “cultura brasileira”; convida-se uma personalidade, só uma, de pensamento discordante (e já folclorizado) e, ao mesmo tempo, engrossa-se o coro dos entreguistas, oportunistas e contentes. Aí, o discordante passa por “radical”, “maniqueísta”, “retrógrado”, “tinhorão”. Então, pronto! Traçam-se, à luz do mercado, os rumos de uma cultura brasileira imaginária. Sem ouvir os verdadeiros produtores da rica, diversificada e real cultura brasileira.(LOPES, 2004)

    Não sou um radical como José Ramos Tinhorão, que para mim é o melhor pesquisador brasileiro e o que melhor escreve. Mas não chego a ser radical como ele que prefere, por exemplo, Tonico e Tinoco a Tom Jobim. Eu não chego a isso.(VIVÁCQUA, 2002)

    Gente maravilhosa passou por elas [páginas do Caderno B]. Quando adentrei no B, quem mais se alegrou foi José Ramos Tinhorão, que, não sendo ainda essa sumidade da MPB, era redator. Cabia a ele, até então, por falta de mulher na redação, fazer as matérias femininas. Com a minha chegada, nunca mais teve que se preocupar com a altura das bainhas.(COLASANTI, 2005, p. 2)

    Minha geração década de 70, entrando atualmente na casa dos 50 anos, assistiu ao melancólico ostracismo [de Tinhorão] arredado das páginas dos periódicos como crítico de música popular, sendo talvez delas banido por obra e graça dos imperialismos fonográficos, de determinados intelectuais cosmopolitas e compositores enredados na trama da dominação tecnológica e cultural.(VASCONCELLOS, 2001)

    Tinhorão ocupa hoje o panteão da crítica musical no Brasil, ao lado de nomes como Zuza Homem de Mello, Sérgio Cabral e Tárik de Souza, com uma singular diferença: é odiado por nove dentre dez poetastros da MPB.(LIMA, 2003)

    Como diria José Ramos Tinhorão – a bête noire da bossa nova –, não existe cultura senão a popular…(BORGES, 2005)

    José Ramos Tinhorão poderia ser chamado de ‘o boca maldita’ do século XX. Amado e odiado na mesma intensidade, o crítico musical ganhou fama, principalmente, por atacar ‘quase unanimidades’ do cenário brasileiro, como Tom Jobim e Chico Buarque e ser implacável com a bossa nova. Chegou mesmo a escrever que ‘Águas de Março’, de Jobim, não passaria de mero plágio. Mesmo despertando sentimentos

    apaixonados, Tinhorão, certamente, é um dos grandes nomes da crítica musical brasileira. (SALOMÃO, 2006)

    Era preciso odiar com mais veemência as sandices de José Ramos Tinhorão. Como é que as revistas brasileiras dão espaço àquele bobão? (VELOSO, 2005, p.41)

    Era preciso odiar com mais veemência as sandices de José Ramos Tinhorão. Como é que as revistas brasileiras dão espaço àquele bobão? (VELOSO, 2005, p.41)

    José Ramos Tinhorão. Ah, esse nunca pode ser chamado de um “bom” José. Quando descobriu que suas críticas à bossa nova deixavam Tom Jobim fora de esquadro, aí que ele bateu mais. Contam que Tom, todo sensível, campeão da metáfora, percebendo que não tinha estrutura emocional para enfrentar a fera ao vivo (física teria, se quisesse), comprou um jarro com o tinhorão (a planta) e, toda noite, ao chegar em casa, executava a mais solitária das vinganças: fazia xixi no vaso antes de entrar! (BARBOZA, 2001, p.5)

    O crítico teve a capacidade de atacar as pessoas erradas na hora errada. Houvesse calado, como tantos o fazem por conveniência, hoje seria reconhecido por todos os músicos como o maior pesquisador da MPB deste século. O fato é um: mesmo tendo abandonado a crítica no início da década de 80 e mesmo tendo descoberto fatos inéditos no âmbito da história da cultura brasileira e portuguesa ao longo dos últimos 20 anos, todos odeiam, mas pouquíssimos lêem Tinhorão. É um traço da cultura tupinambá repudiar qualquer ameaça aos rituais de consenso.(GIRON, 1997, p. 2)

    Luisa Quarti Lamarão é  doutoranda em História Social pela Universidade Federal Fluminense.

    * “O que é um crítico de música popular brasileira? O que ele tem para oferecer de vida, de existência, a não ser analisar a obra alheia? O crítico é um rabo de cometa: está sempre agarrado a um corpo de luz.” Nelson Ned. In: ARAÚJO, Paulo César de. Eu não sou cachorro, não. Música Popular Cafona e Ditadura Militar. Rio de Janeiro: Record, 2005, pg. 182.

    Fonte: http://www.historia.uff.br/nec/wp-content/uploads/Sobre_rabos_de_cometa.pdf

  8. Jair Fonseca

    1 de fevereiro de 2014 4:47 am

    Salve, Tinhorão, grande pesquisador da música popular do Brasil.

    Também discordo de várias de suas posições dogmáticas e puristas sobre algo que é tão flexível e misturado quanto a nossa música popular. Mas sem dúvida é um erudito do popular e mesmo suas posições políticas são compreensíveis, embora questionáveis em vários pontos, por sua inflexibilidade paralisante. Li vários de seus trabalhos historiográficos sobre as relações entre literatura e música popular que são brilhantes.

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