Sempre lia o Tinhorão, embora não concordando com ele em muitas questões, não deixava de reconhecer o seu valor como historiador da nossa música. Há anos não leio mais nada a seu respeito. Me agrada saber que está vivo. Desejo aoTinhorão muita Paz e Saúde.
Nesse dia teremos a presença de vários sambistas, que só tocarão Ismael Silva. Querendo relembrar os tempos em que você era o “foca” do Tinhorão, na Veja, nos honre com a sua presença ( e o seu bandolim).
Que pena! Já não se faz mais polemistas como antigamente.
Grande Tinhorão!
Imagine-se uma mesa quadrada para discutir, “Bossa Nova, o viralatismo e a inveja do sucesso, no Brasil”, composta por: Tinhorão, Tom Jobim, Darci Ribeiro, Caetano Veloso, Capilé do FE, Paulo Francis, Brizola, Glauber Rocha, Tomzé, Maria Conceição Tavares e Angela Ro Ro, tendo por mediador, Paullinho da Viola ou João Gilberto.
ou os limites da crítica musical na hegemonia de uma memória de esquerda no Brasil
Luisa Quarti Lamarão
Resumo: O artigo pretende fazer uma breve apresentação da trajetória profissional do crítico musical José Ramos Tinhorão e as polêmicas suscitadas por sua produção e suas declarações, relacionando-as com a imagem hoje existente do jornalista. Dessa forma, busca problematizar os limites que sua atuação como crítico alcançou devido a hegemonia de determinada memória de esquerda brasileira no pós-redemocratização.
***
O ano de 1982 representou a saída de José Ramos Tinhorão do cenário jornalístico. Após deixar de ter uma coluna regular em um grande jornal, tendo despertado inúmeras polêmicas com artistas da MPB, o jornalista prosseguiu sua carreira dedicando-se aos estudos sobre música popular, ingressando, em 1998, no programa de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). Nesse espaço, teve a oportunidade de aprofundar suas pesquisas sobre música popular e lançar posteriormente sua dissertação de mestrado A imprensa carnavalesca do Brasil. Desde então, publicou cerca de 14 livros resultantes de suas pesquisas e sua trajetória ainda é motivo de polêmica na mídia brasileira. Seguem trechos ilustrativos dessa visão ambígua que Tinhorão despertou como crítico musical e pesquisador.
Quando Tinhorão escrevia sua coluna de música diariamente – inicialmente no extinto “Diário Carioca” (a partir de 1959), depois no JB – mas passando, também, por outras publicações, seus comentários profundamente lúcidos e documentados irritavam quem via apenas o lado glamourizado de nossos compositores e intérpretes. Então, falar mal do crítico se tornou moda, prosseguindo mesmo depois que deixou o dia a dia da imprensa – e passando por pessoas que nunca tiveram capacidade de entender (e ler) seus textos. Em compensação, os mais lúcidos – mesmo quando criticados, como era o caso do grande Vinícius de Moraes (1913-1980) – jamais negaram seus méritos de historiador e pesquisador.(MILLARCHI, 1990, p. 2)
[Hoje] o jornalista parece ter recuperado o humor antigo, época em que cunhava frases célebres como a que soltou, nos anos 70, ao ver de perto a líder americana Betty Friedan em sua cruzada pela liberação da mulher. Espantado com o que chama de feiúra feminista, disparou à queima-roupa. “Por mim, essa já está liberada!” É o “legendário” Tinhorão. (CHAGAS, 2000)
“Sua leitura marxista da música o impede de ver além da luta de classes e do imperialismo”, acredita o produtor, compositor e escritor Nelson Motta. (PESSOA, 2000)
“Quem tem medo de J. Ramos Tinhorão?” – Parodiando o título da mais famosa peça do norte-americano Edward Albee, esta pergunta já encimou muitas apresentações daquele que é, sem dúvida, o mais polêmico, odiado, mas também admirado por muitos dos jornalistas que se dedicam à música popular brasileira. (MILLARCH, 1987, p.1)
GLOBO DISCUTE CULTURA BRASILEIRA – A estratégia é conhecida: organiza-se um seminário para discutir a “cultura brasileira”; convida-se uma personalidade, só uma, de pensamento discordante (e já folclorizado) e, ao mesmo tempo, engrossa-se o coro dos entreguistas, oportunistas e contentes. Aí, o discordante passa por “radical”, “maniqueísta”, “retrógrado”, “tinhorão”. Então, pronto! Traçam-se, à luz do mercado, os rumos de uma cultura brasileira imaginária. Sem ouvir os verdadeiros produtores da rica, diversificada e real cultura brasileira.(LOPES, 2004)
Não sou um radical como José Ramos Tinhorão, que para mim é o melhor pesquisador brasileiro e o que melhor escreve. Mas não chego a ser radical como ele que prefere, por exemplo, Tonico e Tinoco a Tom Jobim. Eu não chego a isso.(VIVÁCQUA, 2002)
Gente maravilhosa passou por elas [páginas do Caderno B]. Quando adentrei no B, quem mais se alegrou foi José Ramos Tinhorão, que, não sendo ainda essa sumidade da MPB, era redator. Cabia a ele, até então, por falta de mulher na redação, fazer as matérias femininas. Com a minha chegada, nunca mais teve que se preocupar com a altura das bainhas.(COLASANTI, 2005, p. 2)
Minha geração década de 70, entrando atualmente na casa dos 50 anos, assistiu ao melancólico ostracismo [de Tinhorão] arredado das páginas dos periódicos como crítico de música popular, sendo talvez delas banido por obra e graça dos imperialismos fonográficos, de determinados intelectuais cosmopolitas e compositores enredados na trama da dominação tecnológica e cultural.(VASCONCELLOS, 2001)
Tinhorão ocupa hoje o panteão da crítica musical no Brasil, ao lado de nomes como Zuza Homem de Mello, Sérgio Cabral e Tárik de Souza, com uma singular diferença: é odiado por nove dentre dez poetastros da MPB.(LIMA, 2003)
Como diria José Ramos Tinhorão – a bête noire da bossa nova –, não existe cultura senão a popular…(BORGES, 2005)
José Ramos Tinhorão poderia ser chamado de ‘o boca maldita’ do século XX. Amado e odiado na mesma intensidade, o crítico musical ganhou fama, principalmente, por atacar ‘quase unanimidades’ do cenário brasileiro, como Tom Jobim e Chico Buarque e ser implacável com a bossa nova. Chegou mesmo a escrever que ‘Águas de Março’, de Jobim, não passaria de mero plágio. Mesmo despertando sentimentos
apaixonados, Tinhorão, certamente, é um dos grandes nomes da crítica musical brasileira. (SALOMÃO, 2006)
Era preciso odiar com mais veemência as sandices de José Ramos Tinhorão. Como é que as revistas brasileiras dão espaço àquele bobão? (VELOSO, 2005, p.41)
Era preciso odiar com mais veemência as sandices de José Ramos Tinhorão. Como é que as revistas brasileiras dão espaço àquele bobão? (VELOSO, 2005, p.41)
José Ramos Tinhorão. Ah, esse nunca pode ser chamado de um “bom” José. Quando descobriu que suas críticas à bossa nova deixavam Tom Jobim fora de esquadro, aí que ele bateu mais. Contam que Tom, todo sensível, campeão da metáfora, percebendo que não tinha estrutura emocional para enfrentar a fera ao vivo (física teria, se quisesse), comprou um jarro com o tinhorão (a planta) e, toda noite, ao chegar em casa, executava a mais solitária das vinganças: fazia xixi no vaso antes de entrar! (BARBOZA, 2001, p.5)
O crítico teve a capacidade de atacar as pessoas erradas na hora errada. Houvesse calado, como tantos o fazem por conveniência, hoje seria reconhecido por todos os músicos como o maior pesquisador da MPB deste século. O fato é um: mesmo tendo abandonado a crítica no início da década de 80 e mesmo tendo descoberto fatos inéditos no âmbito da história da cultura brasileira e portuguesa ao longo dos últimos 20 anos, todos odeiam, mas pouquíssimos lêem Tinhorão. É um traço da cultura tupinambá repudiar qualquer ameaça aos rituais de consenso.(GIRON, 1997, p. 2)
Luisa Quarti Lamarão é doutoranda em História Social pela Universidade Federal Fluminense.
* “O que é um crítico de música popular brasileira? O que ele tem para oferecer de vida, de existência, a não ser analisar a obra alheia? O crítico é um rabo de cometa: está sempre agarrado a um corpo de luz.” Nelson Ned. In: ARAÚJO, Paulo César de. Eu não sou cachorro, não. Música Popular Cafona e Ditadura Militar. Rio de Janeiro: Record, 2005, pg. 182.
Salve, Tinhorão, grande pesquisador da música popular do Brasil.
Também discordo de várias de suas posições dogmáticas e puristas sobre algo que é tão flexível e misturado quanto a nossa música popular. Mas sem dúvida é um erudito do popular e mesmo suas posições políticas são compreensíveis, embora questionáveis em vários pontos, por sua inflexibilidade paralisante. Li vários de seus trabalhos historiográficos sobre as relações entre literatura e música popular que são brilhantes.
João Bosco Rocha
31 de janeiro de 2014 6:45 pmParabéns Pelo Aniversário
Sempre lia o Tinhorão, embora não concordando com ele em muitas questões, não deixava de reconhecer o seu valor como historiador da nossa música. Há anos não leio mais nada a seu respeito. Me agrada saber que está vivo. Desejo aoTinhorão muita Paz e Saúde.
Fernando J.
31 de janeiro de 2014 7:38 pmSeu Nassif
Seu Nassif,
Nesse dia teremos a presença de vários sambistas, que só tocarão Ismael Silva. Querendo relembrar os tempos em que você era o “foca” do Tinhorão, na Veja, nos honre com a sua presença ( e o seu bandolim).
Fernando J.
31 de janeiro de 2014 8:05 pmTinhorão, 86 carnavais
[video:http://www.youtube.com/watch?v=ODhS6OP7a8A%5D
Antonio C.
31 de janeiro de 2014 8:37 pmComentário.
É preciso ter muita coragem para ser Tinhorão!
Fr@ncisco
31 de janeiro de 2014 8:41 pmQue pena! Já não se faz mais polemistas como antigamente.
Grande Tinhorão!
Imagine-se uma mesa quadrada para discutir, “Bossa Nova, o viralatismo e a inveja do sucesso, no Brasil”, composta por: Tinhorão, Tom Jobim, Darci Ribeiro, Caetano Veloso, Capilé do FE, Paulo Francis, Brizola, Glauber Rocha, Tomzé, Maria Conceição Tavares e Angela Ro Ro, tendo por mediador, Paullinho da Viola ou João Gilberto.
Sérgio Lamarca
31 de janeiro de 2014 10:07 pmTinhorão.
Vida longa a Tinhorão.
jns
31 de janeiro de 2014 10:48 pmSobre rabos de cometa
ou os limites da crítica musical na hegemonia de uma memória de esquerda no Brasil
Luisa Quarti Lamarão
Resumo: O artigo pretende fazer uma breve apresentação da trajetória profissional do crítico musical José Ramos Tinhorão e as polêmicas suscitadas por sua produção e suas declarações, relacionando-as com a imagem hoje existente do jornalista. Dessa forma, busca problematizar os limites que sua atuação como crítico alcançou devido a hegemonia de determinada memória de esquerda brasileira no pós-redemocratização.
***
O ano de 1982 representou a saída de José Ramos Tinhorão do cenário jornalístico. Após deixar de ter uma coluna regular em um grande jornal, tendo despertado inúmeras polêmicas com artistas da MPB, o jornalista prosseguiu sua carreira dedicando-se aos estudos sobre música popular, ingressando, em 1998, no programa de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP). Nesse espaço, teve a oportunidade de aprofundar suas pesquisas sobre música popular e lançar posteriormente sua dissertação de mestrado A imprensa carnavalesca do Brasil. Desde então, publicou cerca de 14 livros resultantes de suas pesquisas e sua trajetória ainda é motivo de polêmica na mídia brasileira. Seguem trechos ilustrativos dessa visão ambígua que Tinhorão despertou como crítico musical e pesquisador.
Quando Tinhorão escrevia sua coluna de música diariamente – inicialmente no extinto “Diário Carioca” (a partir de 1959), depois no JB – mas passando, também, por outras publicações, seus comentários profundamente lúcidos e documentados irritavam quem via apenas o lado glamourizado de nossos compositores e intérpretes. Então, falar mal do crítico se tornou moda, prosseguindo mesmo depois que deixou o dia a dia da imprensa – e passando por pessoas que nunca tiveram capacidade de entender (e ler) seus textos. Em compensação, os mais lúcidos – mesmo quando criticados, como era o caso do grande Vinícius de Moraes (1913-1980) – jamais negaram seus méritos de historiador e pesquisador.(MILLARCHI, 1990, p. 2)
[Hoje] o jornalista parece ter recuperado o humor antigo, época em que cunhava frases célebres como a que soltou, nos anos 70, ao ver de perto a líder americana Betty Friedan em sua cruzada pela liberação da mulher. Espantado com o que chama de feiúra feminista, disparou à queima-roupa. “Por mim, essa já está liberada!” É o “legendário” Tinhorão. (CHAGAS, 2000)
“Sua leitura marxista da música o impede de ver além da luta de classes e do imperialismo”, acredita o produtor, compositor e escritor Nelson Motta. (PESSOA, 2000)
“Quem tem medo de J. Ramos Tinhorão?” – Parodiando o título da mais famosa peça do norte-americano Edward Albee, esta pergunta já encimou muitas apresentações daquele que é, sem dúvida, o mais polêmico, odiado, mas também admirado por muitos dos jornalistas que se dedicam à música popular brasileira. (MILLARCH, 1987, p.1)
GLOBO DISCUTE CULTURA BRASILEIRA – A estratégia é conhecida: organiza-se um seminário para discutir a “cultura brasileira”; convida-se uma personalidade, só uma, de pensamento discordante (e já folclorizado) e, ao mesmo tempo, engrossa-se o coro dos entreguistas, oportunistas e contentes. Aí, o discordante passa por “radical”, “maniqueísta”, “retrógrado”, “tinhorão”. Então, pronto! Traçam-se, à luz do mercado, os rumos de uma cultura brasileira imaginária. Sem ouvir os verdadeiros produtores da rica, diversificada e real cultura brasileira.(LOPES, 2004)
Não sou um radical como José Ramos Tinhorão, que para mim é o melhor pesquisador brasileiro e o que melhor escreve. Mas não chego a ser radical como ele que prefere, por exemplo, Tonico e Tinoco a Tom Jobim. Eu não chego a isso.(VIVÁCQUA, 2002)
Gente maravilhosa passou por elas [páginas do Caderno B]. Quando adentrei no B, quem mais se alegrou foi José Ramos Tinhorão, que, não sendo ainda essa sumidade da MPB, era redator. Cabia a ele, até então, por falta de mulher na redação, fazer as matérias femininas. Com a minha chegada, nunca mais teve que se preocupar com a altura das bainhas.(COLASANTI, 2005, p. 2)
Minha geração década de 70, entrando atualmente na casa dos 50 anos, assistiu ao melancólico ostracismo [de Tinhorão] arredado das páginas dos periódicos como crítico de música popular, sendo talvez delas banido por obra e graça dos imperialismos fonográficos, de determinados intelectuais cosmopolitas e compositores enredados na trama da dominação tecnológica e cultural.(VASCONCELLOS, 2001)
Tinhorão ocupa hoje o panteão da crítica musical no Brasil, ao lado de nomes como Zuza Homem de Mello, Sérgio Cabral e Tárik de Souza, com uma singular diferença: é odiado por nove dentre dez poetastros da MPB.(LIMA, 2003)
Como diria José Ramos Tinhorão – a bête noire da bossa nova –, não existe cultura senão a popular…(BORGES, 2005)
José Ramos Tinhorão poderia ser chamado de ‘o boca maldita’ do século XX. Amado e odiado na mesma intensidade, o crítico musical ganhou fama, principalmente, por atacar ‘quase unanimidades’ do cenário brasileiro, como Tom Jobim e Chico Buarque e ser implacável com a bossa nova. Chegou mesmo a escrever que ‘Águas de Março’, de Jobim, não passaria de mero plágio. Mesmo despertando sentimentos
apaixonados, Tinhorão, certamente, é um dos grandes nomes da crítica musical brasileira. (SALOMÃO, 2006)
Era preciso odiar com mais veemência as sandices de José Ramos Tinhorão. Como é que as revistas brasileiras dão espaço àquele bobão? (VELOSO, 2005, p.41)
Era preciso odiar com mais veemência as sandices de José Ramos Tinhorão. Como é que as revistas brasileiras dão espaço àquele bobão? (VELOSO, 2005, p.41)
José Ramos Tinhorão. Ah, esse nunca pode ser chamado de um “bom” José. Quando descobriu que suas críticas à bossa nova deixavam Tom Jobim fora de esquadro, aí que ele bateu mais. Contam que Tom, todo sensível, campeão da metáfora, percebendo que não tinha estrutura emocional para enfrentar a fera ao vivo (física teria, se quisesse), comprou um jarro com o tinhorão (a planta) e, toda noite, ao chegar em casa, executava a mais solitária das vinganças: fazia xixi no vaso antes de entrar! (BARBOZA, 2001, p.5)
O crítico teve a capacidade de atacar as pessoas erradas na hora errada. Houvesse calado, como tantos o fazem por conveniência, hoje seria reconhecido por todos os músicos como o maior pesquisador da MPB deste século. O fato é um: mesmo tendo abandonado a crítica no início da década de 80 e mesmo tendo descoberto fatos inéditos no âmbito da história da cultura brasileira e portuguesa ao longo dos últimos 20 anos, todos odeiam, mas pouquíssimos lêem Tinhorão. É um traço da cultura tupinambá repudiar qualquer ameaça aos rituais de consenso.(GIRON, 1997, p. 2)
Luisa Quarti Lamarão é doutoranda em História Social pela Universidade Federal Fluminense.
* “O que é um crítico de música popular brasileira? O que ele tem para oferecer de vida, de existência, a não ser analisar a obra alheia? O crítico é um rabo de cometa: está sempre agarrado a um corpo de luz.” Nelson Ned. In: ARAÚJO, Paulo César de. Eu não sou cachorro, não. Música Popular Cafona e Ditadura Militar. Rio de Janeiro: Record, 2005, pg. 182.
Fonte: http://www.historia.uff.br/nec/wp-content/uploads/Sobre_rabos_de_cometa.pdf
Jair Fonseca
1 de fevereiro de 2014 4:47 amSalve, Tinhorão, grande pesquisador da música popular do Brasil.
Também discordo de várias de suas posições dogmáticas e puristas sobre algo que é tão flexível e misturado quanto a nossa música popular. Mas sem dúvida é um erudito do popular e mesmo suas posições políticas são compreensíveis, embora questionáveis em vários pontos, por sua inflexibilidade paralisante. Li vários de seus trabalhos historiográficos sobre as relações entre literatura e música popular que são brilhantes.