Aos 82 anos, morre o músico e compositor Expedito Baracho

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Foto: Jorge Clésio/Divulgação
 
Jornal GGN – No último sábado, faleceu o músico Expedito Baracho, aos 82 anos, em Olinda (PE). De acordo com seus familiares, o cantor passou mal ao acordar, foi levado ao hospital e teve duas paradas cardíacas. 
 
Baracho nasceu em 1935, em Jurucutu, no Rio Grande do Norte, mas se radicou em Pernambuco. Conhecido como o maior seresteiro do país, o músico iniciou sua carreira em 1949, acompanhando programas no rádio. 
 

 
Por meio de nota, o governador pernambucano Paulo Câmara lamentou a morte do músico: “”Perdemos uma das maiores vozes da música popular brasileira”, afirmando também que Baracho foi referência para diversas gerações de músicos em Pernambuco.
 
Leia mais abaixo: 
 
Do Jornal do Commercio
 

Conhecido como o maior seresteiro do Brasil, o músico potiguar radicado em Pernambuco Expedito Baracho faleceu, na manhã deste sábado (27), aos 82 anos, em Olinda. Segundo sua neta Maíra Baracho, o cantor se sentiu mal ao acordar e foi levado ao hospital, onde teve duas paradas cardíacas.

Em 1949, ainda adolescente, Expedito Baracho começou a carreira acompanhando programas de calouros de rádio e foi convidado a integrar a Jazz Band Acadêmica, a orquestra fundada por Capiba , formada exclusivamente por estudantes. Em 1954 passou a integrar o grupo Os Cancioneiros, com o qual gravou diversos discos, e foi contratado pela Rádio Jornal do Commercio.

FREVOS

Sua vida foi marcada por sucessos precoces. Em 1957, gravou de Capiba o frevo-canção “Modelos de verão”. Em 1958, gravou de Genival Macedo o frevo-canção “Casado não pode”, e de Capiba o frevo-canção “A procura de alguém”. Em 1960, gravou os frevos-canções “A própria natureza”, de Capiba e “Você”, de Fernando Castelão, os ´primeiros de vários clássicos. Em 1980, gravou de Capiba o frevo-canção “E eu durmo?” no LP “Capital do frevo 80”. Em 1982, participou do LP “Capiba ontem, hoje e sempre”, interpretando de Capiba e Carlos Pena Filho o samba-canção “A mesma rosa amarela”, a canção “A uma dama transitória”, de Capiba e Assenso Ferreira, o samba “Cais do porto” e a valsa “Campina cidade rainha”.

Em 1999, a Polydisc, dentro da série “Histórias do carnaval”, Baracho lançaria dois CDs com coletâneas das composições “Sonhei que estava em Pernambuco”, “Touradas em Madri”, “Mamãe, eu quero”, “Soldado de Israel”, “Já fui bom nisso” e “Morena da Sapucaia”. Um de seus maiores sucessos foi o frevo “Trombone de prata”, de Capiba.

Nos anos 1990 passou a morar na cidade de Olinda, onde passaria a cantar na noite e a acompanhar as serestas da cidade.

Em nota, o governador Paulo Câmara lamentou a morte de Expedito:

“Perdemos uma das maiores vozes da música popular brasileira com a morte de Expedito Baracho. Pernambucano por adoção, o potiguar teve uma longa e produtiva produção artística, seja interpretando clássicos do frevo ou músicas românticas. Baracho foi referência para várias gerações de músicos pernambucanos. Meus sinceros sentimentos solidariedade aos seus familiares e amigos”.

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