Estou voltando de uma roda de choro na Tapiocaria, um boteco da Cardeal Arcoverde, onde uns jovens – muito jovens – amigos do Trio Sincopado estavam tocando. Música da melhor qualidade, com vários percussionistas de revezando na cozinha. Eles sempre são mais numerosos.
Além da qualidade da música e da juventude, talento e interesse dessa moçada de hoje pela melhor música brasileira de todos os ritmos – choro, frevo, maracatu, baião, samba – me chamaram a atenção na “noite”:
1. A degradação de Pinheiros, especialmente da Cardeal Arcoverde, ao mesmo tempo em que floresce uma intensa vida cultural noturna, como nos tempos do Lyra Paulistana, mas muito ampliada.
2. A quantidade de gente falando inglês nos botecos mais populares. Não eram homens de negócio, nem turistas, pareciam mais estudantes ou jovens imigrantes. Talvez por causa da proximidade de USP, sei lá. Ao contrário do Rio, Salvador ou Belém do Pará, São Paulo nunca teve muitos estangeiros misturados com a população em bares populares, só nos mais elegantes.
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