Enviado Por Tamára Baranov – Rio Claro/SP

Assis Valente (José de Assis Valente)
(Santo Amaro, Bahia, 19 de março de 1911 – Rio de Janeiro, 10 de março de 1958)
Mergulhado na solidão, cansado da vida, das injustiças e enjoado de tudo, após a fracassada tentativa de suicídio quando pulou do Corcovado, na tarde de 11 de março de 1958, o baiano Assis Valente, de 49 anos, decidiu por fim à vida sentado num banco em frente ao mar do Rio, na Praia do Russel, bebeu guaraná com formicida. Morreu minutos depois. Nos bolsos da calça que vestia foi encontrada uma carta de despedida e um pedido a Ary Barroso para que pagasse os aluguéis atrasados. Sua vida pessoal era caótica, e eram nas canções que Assis confessava os dissabores e a sua busca pela felicidade. Segundo seus biógrafos Francisco Duarte Silva e Dulcinéa Nunes Gomes, autores de ‘A Jovialidade Trágica de José Assis Valente’ e as pessoas que conviveram com ele, Assis era homossexual reprimido pelo moralismo do mundo boêmio. Era casado apenas para esconder a sua verdadeira orientação sexual.
Assis Valente era desenhista e protético, profissão que manteve até o fim da vida. Os seus desenhos chegaram a ser publicados em revistas famosas da época tão logo chegou ao Rio, em 1927. Entre próteses e desenhos descobriu-se compositor e sem formação musical chegava a compor quase uma canção por dia, muitas vendidas para outros por ninharia que então figuravam como autores. Compôs uma infinidade de gêneros e até canção junina, ‘Cai, Cai, Balão’. E a canção que se tornou o hino do natal brasileiro, ‘Boas Festas’: eu pensei que todo mundo fosse filho de Papai Noel… E o clássico do cancioneiro brasileiro, ‘Camisa Listrada’.
Suas composições foram gravadas por vários intérpretes, mas foi na voz de Carmen Miranda que suas canções ficaram conhecidas. Assis Valente deixou para a música brasileira aquela que viria ser uma de suas obras mais importantes, o samba exaltação ‘Brasil Pandeiro’, estilo criado por Ary Barroso para enaltecer as belezas do país e o valor do povo brasileiro. A música foi composta especialmente para a sua musa, Carmen Miranda que, inexplicavelmente, não gostou e se recusou a gravar, causando mais um grande abalo emocional na já conturbada vida do compositor. Foi gravada pelo grupo ‘Anjos do Inferno’ transformando-a em sucesso.
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Após sua morte, Assis Valente foi sendo esquecido, para ser finalmente redescoberto nos anos 1960, quando teve o reconhecimento nas vozes de grandes intérpretes da MPB. Os ‘Novos Baianos’ gravaram ‘Brasil Pandeiro’ em uma interpretação histórica.
http://www.youtube.com/watch?v=j3pY-6eoMhk align:center]
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Porém todo enaltecimento da alegria e da “gente bronzeada” deixam entrever uma poética do dilaceramento, como em Alegria: “vou cantando/ fingindo alegria/ para a humanidade não me ver chorar”. Muito já se falou da bissexualidade de Assis e da sua nebulosa origem familiar pra justificar o sujeito dividido que transparece em suas canções, mas o que importa aqui é demonstrar a pertinência estética da sua música, presente em canções menos conhecidas, mas tão boas quanto seus clássicos. (Por Paquito no Terra Magazine)
http://www.youtube.com/watch?v=PoqdZqybS4E align:center
Documentário sobre Assis Valente
[video:http://www.youtube.com/watch?v=HNpad8xYqbk align:center
CELSO ORRICO
10 de março de 2014 2:36 pmBárbara, excelente
ele foi a dica que João Gilberto deu aos Novos Baianos no “apertamento” onde moravam em comunidade no Rio de Janeiro: os meninos não sabiam muito por onde ir musicalmentee João baixou lá com seu violão e deu essa dica, daí saiu aquele dsico maravilhoso o Acabou Chorare..
Assis Valente é mais um expoente da Culura do Recôncavo Baiano..
Tamára Baranov
10 de março de 2014 3:04 pmO interessante é que João
O interessante é que João Gilberto sempre tocou nos shows a música de Assis, mas nunca gravou nada dele. Essa gravação dos ‘Novos Baianos é estupenda.
Meu nome não é Bárbara, é Tamára. E por uma incrível coincidência pelo gosto da minha mãe o meu nome deveria ser Bárbara, meu pai não quis.
Um abraço.
MarcoPOA
10 de março de 2014 4:25 pmPra não esquecer!
Barbara é um nome lindo, sempre gostei, mas Tamára além de bonito é diferente, eslavo no estilo, raro, não é qualquer uma que tem – acho que tivestes sorte!
Já Assis Valente….classico por definição
[video:http://www.youtube.com/watch?v=Mtyl-Jas4Qw%5D
Carioca
10 de março de 2014 6:25 pmParte da vida de Ismael é
Parte da vida de Ismael é mostrada no filme Noel Poeta da Vila.
Carioca
10 de março de 2014 7:56 pmPEÇO DESCULPAS A TODOS
PEÇO DESCULPAS A TODOS PELA BESTEIRA ESCRITA. TROQUEI OS NOMES. JÁ MARQUEI CONSULTA COM O PSIQUIATRA.
celso baiano
10 de março de 2014 7:35 pmTámara..
desculpe pela troca de seu nome, mas Bárbara tb é um nome muito bonito…na Bahia dia 4/12 é consagrado à Sta Bárbara que no Candomblé é Yansã..
o blog de Nassif está bloqueado pelo google, só consegui entrar pelo IE assim mesmo travando muito..
edna baker
10 de março de 2014 10:15 pmEu também só consegui pelo
Eu também só consegui pelo Internet Explorer.
Tamára Baranov
11 de março de 2014 12:35 amNão precisa se desculpar
Não precisa se desculpar Celso, eu também gosto do nome Bárbara…rs…Eu consigo entrar no blog pelo Chrome, mas por minha conta e risco…