Ana Gabriela Sales
Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.
Camila Bezerra
Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...
Carla Castanho
Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN
jns
17 de maio de 2015 11:42 amMelody Gardot
“Eu sou uma cigana que vai onde a música apela à brisa.” – Melody Gardot
“Eu não vivo com medo. O medo é uma emoção inútil. Ele impede que tudo aconteça.” – Melody Gardot
Melody Gardot no palco em Paris em 2011 | Foto: Getty Images
“Melody fez com que o nome dela, sem esforço, evoque o espírito de Judy Garland e Ella Fitzgerald” – Craig McLean, The Telegraph
Melody Gardot, 30 anos (nasceu em Nova Jersey e cresceu na Filadélfia) é, muitas vezes, comparada com Norah Jones e Madeleine Peyroux, e tem desfrutado de elogios nos mesmos níveis delas.
Fortemente influenciada pelo flamenco, o samba e o fado, o seu tercerio álbum, The Absence, produzido no Brasil, Portugal, Marrocos e Havaí, foi gravado sob a direção e arranjos do compositor brasileiro Heitor Pereira, sugerindo que um álbum itinerante foi um empreendimento louco, para uma mulher com a sua precária condição física, enfrentar a idéia de distância.
Durante suas viagens, ela passou um tempo nas favelas do Rio de Janeiro, e está ajudando a construir uma escola de música na favela – sempre que possível, ela quer “doar de volta” às culturas cuja música a inspirou. “Eu conheci pessoas que vivem na rua e eles são tão felizes. No Havaí, há pessoas que vivem nas praias, e eles estão muito satisfeitos. A vida é simples, mas a maneira que nós trabalhamos é tão intensa que ter uma casa só é proposital quando eu tenho tempo para estar lá. Meus requisitos e os meus desejos são relativamente pequenos – coisas como ter uma cama, um chuveiro… A banheira é geralmente no topo da lista – eu amo banhos de espuma”.
“Eu sou”, ela faz uma pausa, “uma cigana. Eu vou onde a música apela à brisa. Eu não sou única, porque eu nunca estou sozinha. Eu estou, o tempo todo, cercada por pessoas que eu amo. Eu vou para a cama para dormir e há uma guitarra ao meu lado; esse é o momento mais feliz. Não importa quem esteja na cama comigo, por sinal, a guitarra está sempre lá”.
Na idade de 19, Gardot, então uma estudante de moda na Faculdade da Comunidade da Filadélfia, foi atropelada por um jipe que avançou um sinal vermelho e sobre a sua bicicleta. Sua pelve foi quebrada, a sua coluna foi afetada tanto na base quanto no topo, e seus ferimentos na cabeça foram tão graves que ela quase morreu.
A recuperação foi longa e árdua. Confinada à cama por 11 meses, ela teve que aprender a andar de novo, com a ajuda de terapeutas e yoga. As seqüelas do grave acidente permanecem com ela até hoje. A bengala é usada sem afetação – ela precisa dela para se locomover. Nem são os óculos de sol são para construir um estilo- o dano neural deixou Melody sensível à luz.
Extremamente alerta para as demandas de seu corpo danificado, ela come uma cuidadosa dieta macrobiótica, e tem que seguir um regime diário de tratamentos e manter controladas variadas condições (ela é sensível à pressão barométrica e ao frio) para manter sua saúde. Mesmo um desempenho tão breve quanto as cinco músicas de um showcase podem deixá-la tomada pela dor.
Quando viajava para as suas apresentações, Gardot, muitas vezes usava dezenas de cintas, do tipo usado por mulheres grávidas perto do trabalho de parto. Os impulsos elétricos estimulam os nervos e ajudam a controlar a dor. “Mas eles deixaram de funcionar e eu encontrei outros métodos. Eu não acredito que seja bom, ser dependente de qualquer coisa…” Ela temia estar se tornando viciada em RTE.
O acidente também deixou o seu sofrimento com a afasia – perda da fala. Ela teve que reaprender a falar e realizar coisas simples, como limpar os dentes.
“Em momentos muito graves’, ela continua, referindo-se a suas batalhas em curso contra a dor, “(apelo para o) ultra-som, shiatsu, acupuntura, liberação miofascial, craniossacral, manipulações osteopáticas. Qualquer um deles, posso usá-los de forma equilibrada para me trazer de volta à forma momentaneamente”.
[video:https://youtu.be/iCptD3F-acE width:600]
“Eu não vivo com medo”, diz ela. “O medo é uma emoção inútil. Ele impede que tudo aconteça. É como fechar todas as portas e todas as janelas para a oportunidade de superar qualquer coisa na existência.”
As informações foram recolhidas da matéria de Craig McLean publicada pelo The Telegraph em 2012.
Anna Dutra
17 de maio de 2015 3:04 pmAmigo, Pura Vida!
Mais do que a beleza estonteante e o desejo de desfrutar – e, quem sabe, refugar como o corcel negro que recusa o afeto e a peia porque aprisionam -, agradecer. À montanha, ao lago, à Criação o privilégio. Não exagera na poesia nem na viola, a menos que queiras ticas no visgo… Volta!
Gardot. Esta cigana vence tudo para cantar e, sábia, nos diz candidamente: o medo impede a realização para a superação. Ciganas “operam” com as mãos e o pensamento. Criaturas livres ao gosto dos bardos, menestréis e viajeiros. A minha sombra milenar estende as mãos e espera.
Saúde. Bezerra. Compaixão. Precisando, peça para quem esteja precisando. Posso fazer chegar o pedido pela benesse.
O príncipe e os ritos. Ritos são o conforto, a certeza, a espera sem dor. Obrigada por passar por aqui.
Belíssimo trabalho!
Que a tua semana seja de Paz e Luz!
Anna Dutra
17 de maio de 2015 1:10 pmCachos e Safo – O essencial é invisível
Aos diletos Amigos que são ou serão!!
O pequeno príncipe e a regrinha de ouro: o “cativar” ou como transformar o outro em “único no mundo”. Alguma recordação, reminiscência, lembrança?
“….
– Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
– É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto.
No dia seguinte o principezinho voltou.
– Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, sentarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade ! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… é preciso ritos.
[…]
Assim, o principezinho cativou a raposa.
[…]
Foi o principezinho rever as rosas:
– Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. era igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela uma amigo. Ela é agora única no mundo.
[…]
E voltou, então, à raposa:
– Adeus, disse ele…
– Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. é muito simples: só se vêm bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
– O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
– Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
– Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa … repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
– Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa…
– Eu sou responsável pela minha rosa … repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.”
Este trecho é uma contribuição da Odonir.
(Livraria Agir Editora, 18ª edição, p.67)
Odonir Oliveira
17 de maio de 2015 1:25 pmAnna, Anna vamos editar um livro?
Sugestão de título “AS CARIOCAS”.
Sintonia finíssima em gênero, número e até em grau musical.
Não é?
Anna Dutra
17 de maio de 2015 2:27 pmTotal !!!!
Total !!!!
Eu tenho um livro nos meus planos. Quem sabe não criamos coletivamente algo que traduza esta visão compartilhada?
jns
17 de maio de 2015 3:25 pmRelíquia
A paixão do Paixão
Estava curtindo, há pouco, uma belezura, idêntica a da foto, do meu parça Paixão.
Aproveitei pra fazer um videozinho, ao ouví-lo contar causos sobre ela.
Se ficar legal vou postar aquí.
jns
17 de maio de 2015 5:05 pmA paixão do Paixão
[video:https://youtu.be/cz34qxwnqyA width:600]
Anna Dutra
17 de maio de 2015 7:50 pmCarros
Priscilla, a rainha das alterosas ? Linda! Está inteiraça!!
Sou fã dos seus vídeos. A maior qualidade deles é a total ausência de pretensão. Muito bacana.
Adoro carros. E dirigir.
Seu Parça, que certamente também gosta, deve ter ficado todo bobo com o afago que recebeu.
jns
17 de maio de 2015 8:23 pmA Priscilla e o Paixão
Estava de saída pra outra cidade, para uma confraternização com um compadre.
No entanto, como mostra o vídeo, ele foi super atencioso e, como sempre, muito gentil.
[video:https://youtu.be/0DJC-ECU8IE width:500]
Cobinamos de fazer outro vídeo viajando na Priscilla, que ele não conhece (desconfio que ele não vai gostar do meu batizado jocoso).
A Rainha do Deserto tava carregada de latas de Bohemia, atrás do banco traseiro, no compartimento de cargas.
A Rural do próximo vídeo será batizada de Celestina Esotérica (o seu dono evangélico também vai querer me capar).
[video:https://youtu.be/V1wbO72OAGc width:500]
Anna Dutra
18 de maio de 2015 11:38 amFico no aguardo !!
Fico no aguardo !!
Ivan de Union
17 de maio de 2015 8:53 pmNossa, Anna, ate que ele nao
Nossa, Anna, ate que ele nao fez burrada nenhuma, e foi ate, gasp, bom! Tinha uma musiquinha muito bonitinha -mas nada demais- chamada “Holding Back the Years” nos anos 80 e eu ate gostava. So que um dia eu vi o video e achei que ele tinha cortado o cabelo daquela maneira so pra me agredir pessoalmente… nunca mais consegui sequer olhar pra ele, fiquei ofendidissimo.
Como as coisas mudam, ne? Minha filha ta falando ha meses que vai raspar um lado do cabelo quando fizer 15 anos.
Tenho certeza que eh so pra me agredir tambem (coff coff).
Anna Dutra
18 de maio de 2015 11:34 amCabelo
Ivan, minha relação com música em geral é sensorial não é técnica. Tem uma música que ele canta – Stars – que não tem nada demais também, mas o clip (visual) é maravilhoso – deserto, areia, céu, noite e a letra fala de estrelas ! Ou seja, eu adoro!
Neste caso, se aplica também.
Este cabelo dele até que está bonzinho. Dreads e meia cabeça raspada definitivamente não faz meu estilo, bem mais “careta”. Ai, acho que essa palavra nem existe mais. rs.
Foi bom você ter passado por aqui.