E esse caminho Que eu mesmo escolhi é tão fácil seguir Por não ter onde ir Controlando A minha maluquez Misturada Com minha lucidez Eeeeeeeeuu! Controlando A minha maluquez Misturada Com minha lucidez
O velho sem conselhos De joelhos De partida Carrega com certeza Todo o peso Da sua vida Então eu lhe pergunto pelo amor A vida iteira, diz que se guardou Do carnaval, da brincadeira Que ele não brincou Me diga agora O que é que eu digo ao povo O que é que tem de novo Pra deixar Nada Só a caminhada Longa, pra nenhum lugar
O velho de partida Deixa a vida Sem saudades Sem dívida, sem saldo Sem rival Ou amizade Então eu lhe pergunto pelo amor Ele me diz que sempre se escondeu Não se comprometeu Nem nunca se entregou E diga agora O que é que eu digo ao povo O que é que tem de novo Pra deixar Nada E eu vejo a triste estrada Onde um dia eu vou parar
O velho vai-se agora Vai-se embora Sem bagagem Não sabe pra que veio Foi passeio Foi passagem Então eu lhe pergunto pelo amor Ele me é franco Mostra um verso manco De um caderno em branco Que já fechou Me diga agora O que é que eu digo ao povo O que é que tem de novo Pra deixar Não Foi tudo escrito em vão E eu lhe peço perdão Mas não vou lastimar
Você poderia ter me alertado na madrugada, não é mesmo? Teve tempo pra isso…
De todo modo, não vou alterar o post pois achei que a frase, apesar de sucinta, é muito interessante. Mostra um tremendo equívoco dos apaixonados, exatamente porque essa atitude – perdoar tudo ou nada – é muito pouco racional. Além dissso, a citação tem muito a ver com a letra da música. Não sei se você concorda, mas preste atenção na canção.
Li apenas dois livros do Balzac: “Eugènie Grandet” e “A mulher de trinta anos”. Você dá a entender que a frase (ou pelo menos o sentido da mesma) talvez esteja presente em alguma obra dele nas palavras de um personagem. Ou talvez nem isso. De quem seria então a autoria? Seria interessante que você esclarecesse aos ignorantes como eu 😉
Nunca li Balzac. Meu conhecimento sobre ele é apenas de ouvir falar. Sou menos culto do que possa dar a entender. Não sou o “gênio” que você já me classificou. Se pejorativamente, ou não, não vem ao caso.
No entanto sou curioso. Uso minha curiosidade para aprender um pouco mais.
Vi a citação. Não a entendi. Resolvi investigar.
Para surpresa minha, encontrei um monte de citações atribuídas a Balzac. Inclusive esta sobre Churchil.
Achei muito divertida e resolvi investigar mais.
Encontrei um trecho da obra na qual a frase citada por você aparece dita por uma personagem mulher. Não li a obra e não tenho certeza do que vou dizer em seguida. Me pareceu que saia da boca de uma pessoa um pouco fútil que não tinha nada de melhor a dizer na situação em que se encontrava. Mas, como disse, não posso afirmar baseado na leitura de apenas uma página e meia da obra.
De qualquer forma, a frase, embora escrita por Balzac, saiu da boca de uma personagem.
Também prestei atenção na letra da canção. Acho que não compartilho da mesma opinião. Mas isso é secundário. As obras de arte são como filhos. Uma vez postas no mundo, têm vida própria e cada um as interpreta como acha mais apropriado em função das próprias vivências.
Saiba que este meu comentário não foi uma provocação. Não pretendo mais fazê-las.
No fundo, Vânia, apesar de eu ter aprendido algumas coisitas a mais, eu fico muito triste. Não com você, mas, principalmente, comigo.
Se você diz que estava dormindo, só me resta dizer que acredito. Embora tenha a forte impressão de você é um membro cadastrado aqui do blog. Pessoa que, aliás, prezo muito e com a qual troco vários comentários. Ultimamente mais sobre músicas, mas em outros tempos também sobre política e demais temas sociais.
Te chamei de gênio brincando e também fazendo referência ao nick que você usa. Afinal, Galileo Galilei foi um gênio e você o escolheu como apelido.
Também sou curiosa e sempre fico insegura ao reproduzir algum texto ou citação sem me certificar que tem fundamento, No caso presente, acabei sendo displicente, apesar de ter procurado um pouco na internet para conferir se era mesmo uma frase de HB.
Sobre a letra da canção ter ou não a ver com a citação. Talvez eu tenha entendido que sim porque associei a música com o filme Kill Bill, já que a mesma faz parte da trilha sonora do filme. Não lembro exatamente o momento em que ela aparece na obra do Tarantino, mas acho que é um dos temas do próprio Bill, que é aquela “flor de pessoa”.
Como ele pode querer ser perdoado depois de tudo o que fez?
Ou seja, imagina o Bill “dizendo” que é apenas humano, não é um anjo, que é apenas uma alma com boas intenções? rs Para perdoá-lo, no caso, seria necessário perdoar TUDO.
Mas apesar de ser apenas um personagem e do exagero da carnificina, como é usual nos filmes do Tarantino, existem alguns homens (mulheres também, mas acho que em menor proporção) que poderiam usar a argumentação da letra da música, por mais mal que tenham feito. Não é?
Fica tranquilo. Não estou chateada com você. Aliás, não me aborreço à toa. Ou melhor, até posso ficar brava do nada, mas a bronca passa tão rápido quanto chega. Não precisa pisar em ovos comigo. Não que eu perdoe tudo, mas também não sou de não perdoar nada 😉
Por fim, agradeço de verdade pelos esclarecimentos. Ah… só gostaria de saber o nome do livro. Vou ler e depois te conto o contexto todo.
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 6:08 pm
Não sou cadastrado
Aliás já andei reclamando que o Seu Manoel fecha o boteco mais cedo botando alguns do lado de fora no sereno.
Mas é a regra da casa e já me conformei com ela.
Sobre a letra da música, de fato eu desconhecia o contexto. Não é à toa que a interpretei diferentemente de você. Não vi este filme do Tarantino. A tua explicação me convenceu. Ah… como nossas primeiras impressões podem ser falhas…
“(…)existem alguns homens (mulheres também, mas acho que em menor proporção) que poderiam usar a argumentação da letra da música, por mais mal que tenham feito. Não é?”
Concordo. E como existem! Discordo apenas das proporções. 😉
Sobre o nome do livro, vou ter que procurar outra vez. Encontrei naqueles sites do Google no qual apenas algumas páginas estão disponíveis. E não estava em português.
Assim que o re-encontrar complemento o comentário. Só não vou poder fazer isso agora.
Sobre o “genio”, eu até que procuro me esforçar. Quem sabe quando eu crescer?
É que junto com o “genio” vieram outros epitetos…. 🙁
Vânia
22 de fevereiro de 2016 6:34 pm
Socorro!
Ai ai!
Peço desculpas por algum mal-entendido. Acho que a melhor coisa que eu faço é não escrever mais palavra. São muitas suscetibilidades…
A obra não se encontra totalmente digitalizada o que explica minha dificuldade em saber o seu nome. Pesquisando no site a gente acaba encontrando lacunas que não nos permitem aprofundar a busca.
Procurando um pouco mais descobri que a citação vem do livro “Les Chouans” de 1829, conforme já nos foi exposto pelo Jair Fonseca, acima.
Não há dúvidas de que a frase foi escrita por Balzac. A dúvida é apenas se, quando uma frase é dita por uma personagem, ela reflete ou não a opinião do escritor e pode ser usada como uma citação do mesmo.
Imagino um romance escrito daqui a 20 anos sobre o atual momento político brasileiro. Nele, dois personagens trocam “elogios”. Um governista e outro oposicionista.
Citar uma frase dita por qualquer um dos personagens como fazendo parte do posicionamento político do suposto autor desta obra e como suporte/reforço a uma tese qualquer, não me pareceria adequado.
Peço um esclarecimento ao Jair, já que não consegui estabelecer a ligação, se efetivamente a citação faz parte do nome do livro. Foi isso o que eu entendi do comentário dele.
O que encontrei sobre o livro pode ser visto na Wikipedia:
O verbete em português é muito reduzido e muito pouco elucidativo. Há muito mais informações no verbete em francês ou em inglês.
Jair Fonseca
23 de fevereiro de 2016 2:52 am
Oi, Galileo, ótima questão.
Oi, Galileo, ótima questão. Realmente, não dá pra confundir a fala de uma personagem de ficção com a do autor da narrativa de ficção. Aliás, bem mais comum é a confusão entre o narrador (que é de ficção também) e o autor empírico, com carteira de identidade, etc. As pessoas confundem essas categorias narrativas com a instância autoral por ingenuidade, geralmente, ou por ignorância mesmo. Porque foi o autor quem escreveu aquilo tudo; e porque nas citações é preciso colocar o nome do autor, para dar o devido crédito. Claro que este pode colocar alguma ideia sua na boca de alguma personagem ou do narrador, mas não dá pra dizer que foi o autor que disse aquilo. Ou: ele disse, mas através de uma personagem que evidentemente não é ele. Posso escrever uma história em que um personagem nazista diz barbaridades, embora discorde do que ele fala. Se alguém pinçar a frase e tacar meu nome embaixo, vai ter gente pensando que sou nazista… Coisas das fronteiras fluidas entre ficção e realidade. É mais ou menos como as pessoas que agridem um ator na rua porque seu personagem na novela é um fdp.
GalileoGalilei
23 de fevereiro de 2016 1:00 pm
Valeu Jair
Minha pergunta era outra. Mas já consegui esclarecer.
É que no teu comentário eu tinha ficado em dúvida se o título do livro continha ou não a citada frase.
Já esclareci. O título, embora tenha mudado algumas vezes em sucessivas edições, em nenhuma delas conteve a frase.
Perguntei isso por que caso Balzac tivesse incluído a frase no título do livro, ele estaria de uma certa forma assumindo, como sua, a fala da personagem.
Uma outra curiosidade. Fiquei intrigado com o nome do livro. Não sabia o que queria dizer “Les Chouans”.
Lá fui eu pesquisar no nosso amigo Google.
Entendi que alguns anos após a revolução de 1789, persistiam, nas províncias, bolsões de Realistas que se opunham aos novos costumes provenientes dos Revolucionários de Paris. No caso, os “chouans” seriam os Realistas da região ocidental da França, a Bretanha, e que acabaram participando de uma guerra civil. Resolvi traduzir, por conta própria, como “Os coxinhas”. rsrsrs..
Que algum historiador traga mais luz sobre esses coxinhas-chouans. 😉
Jair Fonseca
23 de fevereiro de 2016 1:29 pm
Os chouans eram
Os chouans eram principalmente camponeses monarquistas e católicos que se rebelaram contra a República francesa, na Guerra da Vendeia. Apesar de seu conservadorismo, é inexato (e até injusto!) compará-los aos atuais coxinhas… Foram massacrados. Num artigo que comporia Os sertões, Euclides da Cunha se refere a Canudos como “a nossa Vendeia”, pelo fato de a revolta sertaneja na Guerra de Canudos ser também religiosa e monarquista.
GalileoGalilei
23 de fevereiro de 2016 2:01 pm
Vivendo e aprendendo
Aprendi mais um pouco.
Obrigado, Jair.
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 11:42 pm
off topic
Esqueça, se possível, a parte dos “epitetos”. Totalmente off topic.
Toda vez que sinto o preconceito e a injustiça prevalecer, escuto NINA SIMONE, principalmente essa música. É como se Nina tivesse, com sua voz, soltando meu grito de REVOLTA.
Me metendo na conversa… Vânia, estou na rua “abrindo os trabalhos” e vi o post enquanto espero um parça de copo…
Bom, não dá prá colocar música, mas a frase no topo me provocou a declarar que todo amor é indesculpavelmente necessário.
Abração!
Almeida
22 de fevereiro de 2016 2:19 amHonoré de Balzac e “A Mulher de Trinta Anos”
[video:https://www.youtube.com/watch?v=KqIpeJ4RbE0%5D
Mulher de Trinta
[video:https://www.youtube.com/watch?v=pX7e1Jzl1Ow%5D
Mulher de Quarenta
[video:https://www.youtube.com/watch?v=JS_5lqjUqUk%5D
Velha e Louca: Pode falar que eu não ligo…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=f7UBDGt8VK8%5D
Vânia
22 de fevereiro de 2016 3:03 am“Velha e louca”
Louca eu sempre fui.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=DGrrgDZHuTA%5D
Onça também.
Mas não precisa chamar o doutor. Muito menos o pastor.
Qualquer coisa, chamem o veterinário. Pode ser um veterinário pra onça na casa dos 40, mas tem que ser especialista. Senão quem morre é o homi.
Almeida
22 de fevereiro de 2016 4:19 amMas louco é quem me diz e não é feliz, não é feliz…
Sim sou muito louco, não vou me curar…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=GOtzof4FV-A%5D
Vânia
22 de fevereiro de 2016 5:07 amEnquanto você se esforça pra ser…
Um sujeito normal
E fazer tudo igual
Eu do meu lado
Aprendendo a ser louco
Um maluco total
Na loucura real
[video:https://www.youtube.com/watch?v=sP4mhUZoPyk%5D
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
[video:https://www.youtube.com/watch?v=1xATQFYfMZQ%5D
E esse caminho
Que eu mesmo escolhi
é tão fácil seguir
Por não ter onde ir
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
Eeeeeeeeuu!
Controlando
A minha maluquez
Misturada
Com minha lucidez
[video:https://www.youtube.com/watch?v=p5GBUvW0LP4%5D
Vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com certeza
Maluco beleza
Eu vou ficar
Ficar com toda certeza
Maluco, maluco beleza
***
Acredito que você não tem se esforçado o suficiente para ser um sujeito normal. Caso contrário, está tendo pouco êxito! hehehe
Beijos.
Almeida
22 de fevereiro de 2016 5:13 amSou somente O velho
[video:https://www.youtube.com/watch?v=tmX2znyx20k%5D
O velho Francisco
[video:https://www.youtube.com/watch?v=XKIRQOvqrlo][video:https://www.youtube.com/watch?v=yiPN1NANULE][video:https://www.youtube.com/watch?v=oPeDgZxN-a0]
Vânia
22 de fevereiro de 2016 5:23 amCabelos marcados pela neve do tempo também tem seu valor
[video:https://www.youtube.com/watch?v=Pq1qhw25TBo%5D
“O Velho”
O velho sem conselhos
De joelhos
De partida
Carrega com certeza
Todo o peso
Da sua vida
Então eu lhe pergunto pelo amor
A vida iteira, diz que se guardou
Do carnaval, da brincadeira
Que ele não brincou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
Só a caminhada
Longa, pra nenhum lugar
O velho de partida
Deixa a vida
Sem saudades
Sem dívida, sem saldo
Sem rival
Ou amizade
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me diz que sempre se escondeu
Não se comprometeu
Nem nunca se entregou
E diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Nada
E eu vejo a triste estrada
Onde um dia eu vou parar
O velho vai-se agora
Vai-se embora
Sem bagagem
Não sabe pra que veio
Foi passeio
Foi passagem
Então eu lhe pergunto pelo amor
Ele me é franco
Mostra um verso manco
De um caderno em branco
Que já fechou
Me diga agora
O que é que eu digo ao povo
O que é que tem de novo
Pra deixar
Não
Foi tudo escrito em vão
E eu lhe peço perdão
Mas não vou lastimar
Almeida
22 de fevereiro de 2016 6:16 amNo silêncio do segredo da noite
[video:https://www.youtube.com/watch?v=CQw5usOkC94%5D
As luzes dos quartos já se apagam
[video:https://www.youtube.com/watch?v=U-ObpPhivA%5D
Vânia
22 de fevereiro de 2016 6:31 amGosta de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões
[video:https://www.youtube.com/watch?v=jw-VUYgVvhc%5D
Nomes de nomes
Como Scarlet Moon de Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=tIPUdxK38jU%5D
Se você tem uma idéia incrível é melhor fazer uma canção
Está provado que só é possível filosofar em alemão
[video:https://www.youtube.com/watch?v=wszgKT2zS-c%5D
Livros, discos, vídeos à mancheia
E deixa que digam, que pensem, que falem!
[video:https://www.youtube.com/watch?v=pWi5FNeoLeo%5D
Vem chegando a madrugado, ô,
O sereno vem caindo,
Cai, cai, sereno devagar,
Meu amor está dormindo.
Deixa dormir em paz,
Que uma noite não é nada,
Não acorde meu amor,
Sereno, da madrugada !
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 12:21 pmCitações
“Lady Astor: Se você fosse meu marido, Winston, eu envenenaria o seu chá.
Winston Churchill: Se eu fosse o seu marido, Nancy, eu tomaria esse chá.”
― Honoré de Balzac (1799-1850) Fonte: http://kdfrases.com/autor/honor%C3%A9-de-balzac/5
Só por curiosidade: Winston Churchill viveu entre 1874 e 1965.
Sugestão: Vânia, apague aquela citação atribuída a Balzac. É quase como atribuir “Te amo, Julieta”, a Shakespeare.
Ah… e queime imediatamente este comentário após a sua leitura. 😉
Vânia
22 de fevereiro de 2016 2:47 pm*
Você poderia ter me alertado na madrugada, não é mesmo? Teve tempo pra isso…
De todo modo, não vou alterar o post pois achei que a frase, apesar de sucinta, é muito interessante. Mostra um tremendo equívoco dos apaixonados, exatamente porque essa atitude – perdoar tudo ou nada – é muito pouco racional. Além dissso, a citação tem muito a ver com a letra da música. Não sei se você concorda, mas preste atenção na canção.
Li apenas dois livros do Balzac: “Eugènie Grandet” e “A mulher de trinta anos”. Você dá a entender que a frase (ou pelo menos o sentido da mesma) talvez esteja presente em alguma obra dele nas palavras de um personagem. Ou talvez nem isso. De quem seria então a autoria? Seria interessante que você esclarecesse aos ignorantes como eu 😉
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 3:23 pmDe madrugada estava dormindo
Sinto muito, Vânia, se não a alertei antes.
Nunca li Balzac. Meu conhecimento sobre ele é apenas de ouvir falar. Sou menos culto do que possa dar a entender. Não sou o “gênio” que você já me classificou. Se pejorativamente, ou não, não vem ao caso.
No entanto sou curioso. Uso minha curiosidade para aprender um pouco mais.
Vi a citação. Não a entendi. Resolvi investigar.
Para surpresa minha, encontrei um monte de citações atribuídas a Balzac. Inclusive esta sobre Churchil.
Achei muito divertida e resolvi investigar mais.
Encontrei um trecho da obra na qual a frase citada por você aparece dita por uma personagem mulher. Não li a obra e não tenho certeza do que vou dizer em seguida. Me pareceu que saia da boca de uma pessoa um pouco fútil que não tinha nada de melhor a dizer na situação em que se encontrava. Mas, como disse, não posso afirmar baseado na leitura de apenas uma página e meia da obra.
De qualquer forma, a frase, embora escrita por Balzac, saiu da boca de uma personagem.
Também prestei atenção na letra da canção. Acho que não compartilho da mesma opinião. Mas isso é secundário. As obras de arte são como filhos. Uma vez postas no mundo, têm vida própria e cada um as interpreta como acha mais apropriado em função das próprias vivências.
Saiba que este meu comentário não foi uma provocação. Não pretendo mais fazê-las.
No fundo, Vânia, apesar de eu ter aprendido algumas coisitas a mais, eu fico muito triste. Não com você, mas, principalmente, comigo.
Abraços aqui de Jaçanã.
Vânia
22 de fevereiro de 2016 4:31 pmSe você diz que estava
Se você diz que estava dormindo, só me resta dizer que acredito. Embora tenha a forte impressão de você é um membro cadastrado aqui do blog. Pessoa que, aliás, prezo muito e com a qual troco vários comentários. Ultimamente mais sobre músicas, mas em outros tempos também sobre política e demais temas sociais.
Te chamei de gênio brincando e também fazendo referência ao nick que você usa. Afinal, Galileo Galilei foi um gênio e você o escolheu como apelido.
Também sou curiosa e sempre fico insegura ao reproduzir algum texto ou citação sem me certificar que tem fundamento, No caso presente, acabei sendo displicente, apesar de ter procurado um pouco na internet para conferir se era mesmo uma frase de HB.
Sobre a letra da canção ter ou não a ver com a citação. Talvez eu tenha entendido que sim porque associei a música com o filme Kill Bill, já que a mesma faz parte da trilha sonora do filme. Não lembro exatamente o momento em que ela aparece na obra do Tarantino, mas acho que é um dos temas do próprio Bill, que é aquela “flor de pessoa”.
Como ele pode querer ser perdoado depois de tudo o que fez?
[video:https://www.youtube.com/watch?v=-hwiCkU73NA%5D
Ou seja, imagina o Bill “dizendo” que é apenas humano, não é um anjo, que é apenas uma alma com boas intenções? rs Para perdoá-lo, no caso, seria necessário perdoar TUDO.
Mas apesar de ser apenas um personagem e do exagero da carnificina, como é usual nos filmes do Tarantino, existem alguns homens (mulheres também, mas acho que em menor proporção) que poderiam usar a argumentação da letra da música, por mais mal que tenham feito. Não é?
Fica tranquilo. Não estou chateada com você. Aliás, não me aborreço à toa. Ou melhor, até posso ficar brava do nada, mas a bronca passa tão rápido quanto chega. Não precisa pisar em ovos comigo. Não que eu perdoe tudo, mas também não sou de não perdoar nada 😉
Por fim, agradeço de verdade pelos esclarecimentos. Ah… só gostaria de saber o nome do livro. Vou ler e depois te conto o contexto todo.
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 6:08 pmNão sou cadastrado
Aliás já andei reclamando que o Seu Manoel fecha o boteco mais cedo botando alguns do lado de fora no sereno.
Mas é a regra da casa e já me conformei com ela.
Sobre a letra da música, de fato eu desconhecia o contexto. Não é à toa que a interpretei diferentemente de você. Não vi este filme do Tarantino. A tua explicação me convenceu. Ah… como nossas primeiras impressões podem ser falhas…
“(…)existem alguns homens (mulheres também, mas acho que em menor proporção) que poderiam usar a argumentação da letra da música, por mais mal que tenham feito. Não é?”
Concordo. E como existem! Discordo apenas das proporções. 😉
Sobre o nome do livro, vou ter que procurar outra vez. Encontrei naqueles sites do Google no qual apenas algumas páginas estão disponíveis. E não estava em português.
Assim que o re-encontrar complemento o comentário. Só não vou poder fazer isso agora.
Sobre o “genio”, eu até que procuro me esforçar. Quem sabe quando eu crescer?
É que junto com o “genio” vieram outros epitetos…. 🙁
Vânia
22 de fevereiro de 2016 6:34 pmSocorro!
Ai ai!
Peço desculpas por algum mal-entendido. Acho que a melhor coisa que eu faço é não escrever mais palavra. São muitas suscetibilidades…
Vou procurar só postar música daqui em diante.
[video:https://www.youtube.com/watch?v=WSLaRgFR5AU%5D
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 8:05 pmSobre o livro
O trecho da obra onde encontrei a citação está aqui:
https://fr.wikisource.org/wiki/Page:Balzac_-_%C5%92uvres_compl%C3%A8tes,_%C3%A9d._Houssiaux,_1874,_tome_13.djvu/228
A obra não se encontra totalmente digitalizada o que explica minha dificuldade em saber o seu nome. Pesquisando no site a gente acaba encontrando lacunas que não nos permitem aprofundar a busca.
Procurando um pouco mais descobri que a citação vem do livro “Les Chouans” de 1829, conforme já nos foi exposto pelo Jair Fonseca, acima.
http://www.mon-poeme.fr/les-plus-belles-phrases-damour/
Não há dúvidas de que a frase foi escrita por Balzac. A dúvida é apenas se, quando uma frase é dita por uma personagem, ela reflete ou não a opinião do escritor e pode ser usada como uma citação do mesmo.
Imagino um romance escrito daqui a 20 anos sobre o atual momento político brasileiro. Nele, dois personagens trocam “elogios”. Um governista e outro oposicionista.
Citar uma frase dita por qualquer um dos personagens como fazendo parte do posicionamento político do suposto autor desta obra e como suporte/reforço a uma tese qualquer, não me pareceria adequado.
Peço um esclarecimento ao Jair, já que não consegui estabelecer a ligação, se efetivamente a citação faz parte do nome do livro. Foi isso o que eu entendi do comentário dele.
O que encontrei sobre o livro pode ser visto na Wikipedia:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Les_Chouans
O verbete em português é muito reduzido e muito pouco elucidativo. Há muito mais informações no verbete em francês ou em inglês.
Jair Fonseca
23 de fevereiro de 2016 2:52 amOi, Galileo, ótima questão.
Oi, Galileo, ótima questão. Realmente, não dá pra confundir a fala de uma personagem de ficção com a do autor da narrativa de ficção. Aliás, bem mais comum é a confusão entre o narrador (que é de ficção também) e o autor empírico, com carteira de identidade, etc. As pessoas confundem essas categorias narrativas com a instância autoral por ingenuidade, geralmente, ou por ignorância mesmo. Porque foi o autor quem escreveu aquilo tudo; e porque nas citações é preciso colocar o nome do autor, para dar o devido crédito. Claro que este pode colocar alguma ideia sua na boca de alguma personagem ou do narrador, mas não dá pra dizer que foi o autor que disse aquilo. Ou: ele disse, mas através de uma personagem que evidentemente não é ele. Posso escrever uma história em que um personagem nazista diz barbaridades, embora discorde do que ele fala. Se alguém pinçar a frase e tacar meu nome embaixo, vai ter gente pensando que sou nazista… Coisas das fronteiras fluidas entre ficção e realidade. É mais ou menos como as pessoas que agridem um ator na rua porque seu personagem na novela é um fdp.
GalileoGalilei
23 de fevereiro de 2016 1:00 pmValeu Jair
Minha pergunta era outra. Mas já consegui esclarecer.
É que no teu comentário eu tinha ficado em dúvida se o título do livro continha ou não a citada frase.
Já esclareci. O título, embora tenha mudado algumas vezes em sucessivas edições, em nenhuma delas conteve a frase.
Perguntei isso por que caso Balzac tivesse incluído a frase no título do livro, ele estaria de uma certa forma assumindo, como sua, a fala da personagem.
Uma outra curiosidade. Fiquei intrigado com o nome do livro. Não sabia o que queria dizer “Les Chouans”.
Lá fui eu pesquisar no nosso amigo Google.
Entendi que alguns anos após a revolução de 1789, persistiam, nas províncias, bolsões de Realistas que se opunham aos novos costumes provenientes dos Revolucionários de Paris. No caso, os “chouans” seriam os Realistas da região ocidental da França, a Bretanha, e que acabaram participando de uma guerra civil. Resolvi traduzir, por conta própria, como “Os coxinhas”. rsrsrs..
Que algum historiador traga mais luz sobre esses coxinhas-chouans. 😉
Jair Fonseca
23 de fevereiro de 2016 1:29 pmOs chouans eram
Os chouans eram principalmente camponeses monarquistas e católicos que se rebelaram contra a República francesa, na Guerra da Vendeia. Apesar de seu conservadorismo, é inexato (e até injusto!) compará-los aos atuais coxinhas… Foram massacrados. Num artigo que comporia Os sertões, Euclides da Cunha se refere a Canudos como “a nossa Vendeia”, pelo fato de a revolta sertaneja na Guerra de Canudos ser também religiosa e monarquista.
GalileoGalilei
23 de fevereiro de 2016 2:01 pmVivendo e aprendendo
Aprendi mais um pouco.
Obrigado, Jair.
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 11:42 pmoff topic
Esqueça, se possível, a parte dos “epitetos”. Totalmente off topic.
Simplesmente saiu. Não tenho como apagar.
Jair Fonseca
22 de fevereiro de 2016 7:21 pmA citação está correta,
A citação está correta, e é de Balzac, do primeiro livro que assinou com seu nome, Les Chouans: “L’amour ne pardonne rien, ou pardonne tout”.
Existe mesmo muita atribuição errônea na internet (Clarice Lispector é uma grande vítima disso), mas nesse caso aí pode cravar que é de Balzac.
Vânia
22 de fevereiro de 2016 7:28 pmObrigada, Jair!
Pra não perder a viagem…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=TjTFU1jzuYw%5D
GalileoGalilei
22 de fevereiro de 2016 8:15 pmUma obra prima do Chico
Como sempre.
E, também como sempre, excelente lembrança da Vânia.
Serve para baixarmos a bola e a crista.
Da minha parte já as abaixei.
Neideg
22 de fevereiro de 2016 7:30 pmToda vez que sinto o
Toda vez que sinto o preconceito e a injustiça prevalecer, escuto NINA SIMONE, principalmente essa música. É como se Nina tivesse, com sua voz, soltando meu grito de REVOLTA.
Fabio SP
22 de fevereiro de 2016 8:50 pmMas, nesse ritmo, com a
Mas, nesse ritmo, com a guitarra espanhola ao fundo, é imbatível…
[video:https://www.youtube.com/watch?v=-hwiCkU73NA%5D
peregrino
22 de fevereiro de 2016 11:09 pmimbatível mesmo…
curti muito no tempo das discotecas
até levantar os braços e ficar batendo palmas de lado eu fazia
já fui muito bom nessas coisas…………………rs
Sérgio T.
22 de fevereiro de 2016 9:53 pmMe metendo na conversa…
Vânia, estou na rua “abrindo os trabalhos” e vi o post enquanto espero um parça de copo…
Bom, não dá prá colocar música, mas a frase no topo me provocou a declarar que todo amor é indesculpavelmente necessário.
Abração!
peregrino
22 de fevereiro de 2016 11:17 pmalgo ainda me bloqueia a percepção…
qual é a essência do tema, amor e perdão em tempo de delação? rs
peregrino
23 de fevereiro de 2016 1:03 amihhhhhhh…deu para perceber que não
foi por isso que apaguei o que escrevi a mais