Por Mahabatara
Beethoven? Bach? Rossini? Fauré? Mendelssohn? Villa Lobos? Mozart? Que nada. Desta vêz o glorioso coral da USP foi de Valesca Popozuda e o seu “Beijinho no ombro”, o que gerou um grande bate-boca nas redes socisis desde a semana passada, inclusive com alguns uspianos pedindo para que o maestro e o coro da instituição não os envergonhe, entre outras coisas. É mesmo tão ruím assim botar um funkezinho no repertório de vêz enquanto? É elitismo musical?
http://www.youtube.com/watch?v=k8RCHFvTqz4&hd=1
Klaus BF
25 de fevereiro de 2014 10:44 pmArranjo!
O arranjo puxado no afoxé ficou muito bom! Música é música. É manifestação cultural.
hugo1
25 de fevereiro de 2014 10:57 pmÉ manifestação mesmo, é tudo
É manifestação mesmo, é tudo black bloc.
hugo1
25 de fevereiro de 2014 10:56 pmCinco clássicos da MPB por
Cinco clássicos da MPB por Valesca Popozuda.[video:http://www.youtube.com/watch?v=evfE-hDtszc%5D
Leonardo M. G.
25 de fevereiro de 2014 11:34 pmNão proíbo…
Nem faço escândalo, mas detesto! Detesto como detesto pé de porco, rabo e orelha na feijoada. Quem gosta, que coma! Eu tô fora…
<modo xarope cricri birrento ON>
P.S.: e isso daí NÃO É FUNK! Não importa que todo mundo chama essa coisa copiada do 2 Live Crew de Funk, Não é!
Sou mais esse Funk, mesmo que seja datado:
[video:http://www.youtube.com/watch?v=OTQASg8oc9M&feature=kp align:left]
[video:http://www.youtube.com/watch?v=q-ipH9Ws-zs align:right]
[video:http://www.youtube.com/watch?v=tPBDMihPRJA align:left]
[video:http://www.youtube.com/watch?v=slldMEPvUqA align:right]
<modo xarope cricri birrento OFF>
hugo1
25 de fevereiro de 2014 11:40 pmMúsica simples:
Música simples:
[video:http://www.youtube.com/watch?v=HmkVBf01XhQ%5D
Flávio Faria
25 de fevereiro de 2014 11:46 pmCoral XI de Agosto
Num arranjo se pode usar QUALQUER material, depende só da habilidade de quem escreve. A única crítica que faço é que a percussão se sobrepôs ao coral, pelo menos na gravação.
O Eduardo Fernandes, o regente, é um cara muito competente, há anos ele faz um ótimo trabalho com o Coral XI de Agosto da USP, de tal forma que chega a ser ridícula a postura desses uspianos mencionada no post. Esse pessoal não tem senso de humor. Beijinho no ombro pra eles.
No mais, os calouros gostaram. Música é feita para o público.
Lucinei
26 de fevereiro de 2014 3:59 amTudo bem, mas por que não
Tudo bem, mas por que não rearranjaram o “chora bananeira”, então? Tem que ficar dando cartaz para um pessoal que faz o que faz sem querer saber o que os outros fazem? Que comunicação é essa?
É condescendência do tipo “fiz algo superior” (hahaha)? Pior: “vou pegar carona no sucesso pra aparecer fingindo que sou superior”?
Flávio Faria
26 de fevereiro de 2014 6:03 amEntrevista do regente Eduardo Fernandes
Nassif e amigos:
Pesquisei um pouco e achei essa entrevista do Eduardo Fernandes sobre o assunto. A título de informação estou colocando aqui.
Nassif, que tal agregá-la ao post?
Entrevista, na íntegra, do regente Eduardo Fernandes ao G1. O texto foi publicado no perfil do maestro no Facebook:
“Oi, pessoal. Na sexta, a Fabiana, repórter do G1, me entrevistou e a partir das respostas que eu dei fez um texto bacana para o site. No entanto, achei que as respostas na íntegra talvez elucidem algumas questões.
De quem foi a ideia de incluir a música na apresentação? E por que ela foi a escolhida?
No início do ano passado, na semana de recepção aos calouros, eu e o Gabriel (então diretor da bateria) conversamos sobre a possibilidade de fazermos uma apresentação unindo o Coral (CoralUSP XI de Agosto) e a Bateria da São Francisco.
Durante o ano de 2013, toda vez que nos encontrávamos nos corredores da São Francisco a gente falava sobre esta possibilidade. No começo deste ano, o pessoal da bateria fez o convite para cantarmos junto com eles.
Passei o convite para o coro, que aceitou imediatamente.
A ideia inicial era eles acompanharem o coral nos ‘rocks’ que cantamos. Além dos rocks, o Marcus (atual diretor da bateria) deu a ideia da gente cantar um samba enredo da Rosas de Ouro que fala da Faculdade e também de cantar um funk com eles.
Achei a ideia bem divertida e também muito apropriada para a semana de recepção aos calouros, que é um momento de grande festa na São Francisco.
Um cantor do coro (Daniel Nanô), que é aluno de música na ECA/USP, se dispôs a fazer o arranjo para dali a dois dias. Conversamos que seria legal ele fazer uma introdução com um caráter mais sóbrio (erudito) antes do funk, para que a surpresa fosse maior. No sábado, ele trouxe o arranjo, sob o pseudônimo de Karen Invejosa, dentro do espírito irreverente que estava sendo proposto.
No vídeo, é possível perceber que a plateia foi surpreendida. Vocês mantiveram segredo durante os ensaios?
Os ensaios para este evento começaram duas semanas atrás, num momento de férias escolares da São Francisco, portanto não havia muita gente para ouvir os ensaios. Naturalmente, o pessoal do coro e da bateria deve ter comentado com amigos, mas a plateia era predominantemente de calouros da São Francisco, ou seja, de pessoas desconhecidas de todos nós.
O repertório do coral costuma incluir rock e outros ritmos, mas, e quanto ao funk? Esta foi a primeira vez que vocês cantaram algo do gênero?
Os [11] grupos do CoralUSP trabalham com projetos/repertórios anuais ou bienais. Neste momento, estamos fazendo um repertório sobre o gênero Rock. No entanto, no início do ano passado, fizemos a Missa de Alcaçus, do compositor brasileiro Danilo Guanais para: coro, orquestra de cordas, percussão, violão e solistas.
Alguns anos atrás fizemos ‘A Vanguarda Paulistana dos anos 80’, com músicas de Arrigo Barnabé, Itamar Assumpção, Premeditando o Breque, Língua de Trapo, entre outros.
No caso específico do CoralUSP XI de Agosto, o repertório é decidido de forma democrática pelo grupo.
É a primeira vez que fazemos um funk. Já tínhamos cantado um rap: Negro Drama, dos Racionais MC’s, num arranjo a cappella.
Houve alguma reação negativa? A universidade se manifestou sobre o assunto de alguma forma?
Nenhuma reação negativa que eu saiba. Confesso que estou um pouco surpreso com a repercussão desta apresentação, não tinha ideia disto.
Estamos dentro da Universidade de São Paulo, um espaço democrático por excelência e de livre circulação de ideias.
Sou regente do CoralUSP XI de Agosto desde 1986 e posso afirmar, sem medo de errar, que a São Francisco abriga desde as ideias mais conservadoras até as mais revolucionárias.
Além disto, o CoralUSP sempre fez da união entre popular e o erudito uma de suas principais bandeiras.
O maestro Benito Juarez (fundador e diretor artístico do CoralUSP por mais de 40 anos) comentava que a inclusão de arranjos de Música Popular Brasileira em programas de concerto no final da década de 60 e início de 70 sempre gerava muita controvérsia. Segundo ele, numa apresentação do CoralUSP no Theatro Municipal (onde foram incluídas algumas peças de música popular), parte do público foi vestida de preto, simbolizando a morte da música de concerto.
Outro ponto importante a destacar é que os cantores que cantaram os rocks e o funk ontem à noite são os mesmos que cantaram, em dezembro de 2013, a ópera Candide, de Leonard Bernstein, na Sala São Paulo com a Orquestra Sinfônica da USP (OSUSP).
Portanto não vejo motivo para qualquer tipo de reação negativa por parte da Universidade, uma vez que oferecemos aos nossos cantores (e público) a oportunidade de experimentar um vasto repertório coral.
A própria Valesca Popozuda postou o link do YouTube em seu perfil no Twitter e elogiou o coral. Vocês imaginavam que isso chegaria até ela?
Não tinha a menor ideia e confesso que não conhecia a música antes do Marcus fazer a sugestão.
A nossa ideia foi fazer uma apresentação que mostrasse para os calouros a qualidade do trabalho do coro e uma certa irreverência que é uma das características do grupo e também dos alunos da São Francisco.
Vocês pretendem voltar a cantar a música ou incluir outros funks no repertório do coral?
Cantar funks não é o projeto deste ano do coro e também não é a nossa opção estética.
O projeto deste ano é dar sequência ao repertório de Rock, com a inclusão da linguagem cênica.
Certamente se fizermos mais alguma apresentação com a bateria da São Francisco este semestre existe a possibilidade de cantarmos o Beijinho no Ombro. No entanto, a plateia provavelmente já vai estar esperando isto, e é sempre bom não fazer o que a plateia espera. Caso contrário, fica tudo muito previsível e sem graça.
Fabiana, acho que respondi todas as suas perguntas. Foi uma grande curtição cantar em coro o Beijinho no Ombro. As meninas se divertiram à beça dançando, os roqueiros mais radicais torceram o nariz para o funk, mas cantaram (este é o espírito), e acho que a plateia se divertiu a valer, num momento de grande importância e felicidade para eles (calouros), que é o da entrada na faculdade, um verdadeiro rito de passagem.
De forma geral, as pessoas veem o coro exclusivamente como um meio de expressão da música erudita, em geral, ópera ou música sacra. No entanto, na sua essência, cantar em coro nada mais é do que cantar junto! Um exercício coletivo poderoso e acima de tudo muito prazeroso!
Eu recomendo.
Estou à disposição, se você precisar de mais alguma informação ou quiser conversar.
Abraço, Eduardo Fernandes”.
Flávio Faria
26 de fevereiro de 2014 9:59 am“Chora bananeira”???? rsrsrs
Oi Lucinei, tudo bem? Nunca ouvi falar em “chora bananeira”, o que é isso? rsrs De repente você pode mandar essa sugestão para o regente lá. rsrs
Olha, o que posso te dizer é que o trabalho do Eduardo Fernandes é sério, se ele tiver de preparar uma missa solene ele vai fazer e muito bem. Acontece que no repertório eles colocam também coisas de música popular, inclusive já fizeram temas de séries de TV, tipo Flintstones e tal. Arranjos do Damiano Cozzella, muito bem feitos por sinal. Acho que o Eduardo montou essa apresentação com “funk” simplesmente porque é um material musical que está aí. Acho que ele quis cutucar também, e pelo visto conseguiu.
Há algum tempo a Orquestra de Heliópolis apresentou um arranjo acompanhando aquele cantor Naldo, com aquela música chiclete que serve pra fazer propaganda de qualquer coisa. rsrs A música do cara é bem simples, mas nesse arranjo com a orquestra até que ficou legal.
jc.pompeu
26 de fevereiro de 2014 2:20 amtá tudo dominado!
tá tudo dominado!
[sem chance…]
é nóis!
Dulce (Madame X)
26 de fevereiro de 2014 11:41 amAchei delicioso.
Pronto
Achei delicioso.
Pronto falei!
Adoro os clássicos, mas está na cara que foi uma grande brincadeira. E uma surpresa muiiiiito engraçada.
A platéia foi receptiva, não estavam com uniforme do coral e nem na Sala São Paulo.
Curtiram até a “coreografia” 🙂
Mais HUMOR…a vida fica mais leve com um sorriso 🙂
E quem não gostou: “beijinho no ombro” ahahahah
Athos
26 de fevereiro de 2014 1:25 pmAí é um pouco demais.
Espero
Aí é um pouco demais.
Espero que as sinfênicas do Brasil SÓ TOQUEM MÚSICA CLÁSSICA!
Jair Fonseca
26 de fevereiro de 2014 2:40 pmÓtima ideia e execução. Bom
Ótima ideia e execução. Bom humor de verdade faz bem, e respeito às manifestações culturais também.
Marcio Leandro
27 de fevereiro de 2014 12:26 amNão sou fã de funk, mas achei
Não sou fã de funk, mas achei a idéia genial e o mais importante é que tanto o pessoal do coral quanto a platéia parecem ter se divertido muito.
Chaves
25 de dezembro de 2016 9:22 pm(Mozart, música simples?
(Mozart, música simples? Deus!) Gosto culinário em comparação com música!? Ha! Logo nossa feijoada. Não tem jeito, é aquele ranço detestável do burguês pelo viço da cultura subalterna. Aos poucos filtrado em formas lights de consumo, apesar de não ser o que ocorre aqui, se torna degustável pros finos paladares. Desgosto do pop de Valesca, apesar da temática engajada da canção. Não há nojo por funk, mas por pobre.