4 de junho de 2026

O centenário de Frank Sinatra

Sinatra, Liza Minelli e Samy Davis Jr.

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Por Mara L. Baraúna

Francis Albert Sinatra (Hoboken, Nova Jersey, 12 de dezembro de 1915 – Los Angeles, Califórnia, 14 de maio de 1998)

Antonino Martino Sinatra (Lercara Friddi, província de Palermo, Sicília, Itália – 4 de maio de 1892 – Houston, Texas, Estados Unidos , 24 de janeiro de 1969) desembarcou na ilha Ellis, Nova Iorque, em 21 de dezembro de 1903 com a mãe, Rosa Saglimbeni Sinatra, e as irmãs mais novas Angela e Dorotea para se encontrar com o pai, Francesco Sinatra, que chegara aos Estados Unidos três anos antes para se estabelecer, como era comum na época. Ele já estava trabalhando em uma fábrica de lápis ganhando onze dólares por semana em companhia dos filhos mais velhos, Isidor e Salvatore. Rosa abriu um pequeno armazém. O casal trocou Nova Iorque pela cidade de Hoboken, conhecida como Little Italy. Antonino era aprendiz de sapateiro, até que começou a lutar boxe, mudando seu nome para Marty O’Brien, porque os italianos não eram bem-vindos no boxe. Baixinho, com os braços cobertos de tatuagem para parecer durão, asmático e analfabeto, frequentemente desempregado, fazia bicos como motorista para sobreviver.

Natalina Maria Vitoria Garaventa (Rossi, Lumarzo, Itália, 26 de dezembro de 1896 – Los Angeles, Estados Unidos, 6 de janeiro de 1977) emigrou com apenas dois anos de idade para os Estados Unidos. Apelidada de Dolly pela sua beleza, tinha olhos azuis e pele clara e, com menos de um metro e meio de altura, era uma jovem espalhafatosa, de boca suja, inteligente, com uma facilidade natural para línguas, e extremamente ambiciosa. Também sabia cantar, um talento herdado de seu pai. Cantava canções populares e árias de ópera em casamentos e festas de família e também no Hoboken’s Clam Broth House – em cima de uma mesa. Mulheres não tinham permissão para assistir a lutas, mas Dolly costumava se disfarçar de menino, com seus cabelos avermelhados enfiados num boné de jornaleiro e um charuto enfiado na boca. Ali conheceu e se enamorou de Marty. Ele também sabia cantar e fazia serenatas para ela. Os pais de Dolly não aprovavam esse relacionamento, de modo que Dolly e Marty fugiram para Jersey City e se casaram na Prefeitura no Dia dos Namorados, 14 de fevereiro de 1913, apenas um ano depois de se conhecerem. Eles fizeram as pazes com os pais de Dolly, voltaram para casa e mais tarde casaram de novo na igreja e foram morar num apartamento sem água quente na Monroe Street, 415.

Ali, aos dezenove anos, Dolly deu à luz Francis Albert Sinatra em 12 de dezembro de 1915. Seu nascimento foi traumático, ele quase morreu no dia em que nasceu. O médico teve que usar fórceps para tirar o imenso bebê de seis quilos do ventre da mãe e, com a violência, ele teve o lado esquerdo do rosto, do pescoço e da orelha rasgados, além de um tímpano perfurado. Depois de ter o cordão umbilical cortado, ele, aparentemente morto, foi largado numa pia enquanto o médico se voltava para tentar salvar a mãe, quase inconsciente. O bebê não estava respirando, então sua avó Rosa segurou-o sob a água fria corrente até que ele engasgou, respirou e gritou. Frank foi uma enorme decepção para a mãe, que queria uma menina. Ela comprou coisas para seu esperado bebê todos na cor rosa. Dolly tornou-se parteira e aborteira ocasional e, por essa última atividade, ganhou o apelido de Dolly Agulha e uma ficha criminal.

Na infância, uma operação de mastóide deixou grande cicatriz no pescoço do menino e durante a adolescência uma acne cística agravou sua sensação de deformação. Aos onze anos, depois que alguns amigos começaram a chamá-lo de Scarface, ele procurou o médico que fez seu parto para dar uma surra no doutor, mas o médico não estava em casa.

Dolly e Marty compraram um bar, o Marty O’Brien’s, e ficavam tão consumidos com o trabalho que seu único filho passou muito de seu tempo aos cuidados de seus avós ou uma tia ou uma vizinha. O menino cresceu solitário porque sua mãe estava sempre fora fazendo outra coisa. Ele também ficava no bar fazendo seus deveres escolares e ocasionalmente subia numa pianola para cantar a pedido dos clientes de seus pais, conseguindo algumas moedas. A ideia de cantar para viver veio daí. A música estava em seu sangue, pois ele vinha de uma família musical.

Para compensar sua ausência, Dolly comprava roupas modernas para seu filho, o que alimentava a inveja e o deboche de outras crianças por ele. Aos 10 anos, ele usava um chapéu Fedora. Aos 12, foi fotografado, extravagantemente, em calças de equitação. Na época em que foi para o colegial, Frank tinha mais de uma dúzia de jaquetas de esporte e tantas calças que seus amigos o chamavam de Slacksey (Folgado) O’Brien. Aos quinze anos, Dolly gastou trinta e cinco dólares para lhe comprar um carro − um Chrysler conversível de segunda mão. Isso fez dele o príncipe da vizinhança. Porém, na escola David E. Rue Junior High School, o príncipe vivia sempre encrencado e seus boletins eram ruins. Ele tinha um certificado atestando que havia completado o Ensino Fundamental, mas aquela foi sua última graduação.

Dolly tinha fortes laços políticos com o Partido Democrata em Hoboken e conseguiu para o marido um emprego no Departamento de Bombeiros, já que ele não podia mais boxear por ter quebrado os dois punhos no ringue. Os Sinatras tinham acumulado dinheiro suficiente para mudar de vida e, em 1927, foram para uma casa espaçosa, onde o jovem Sinatra ouvia o rádio, um armário mágico, com avidez e paixão. O ídolo era Bing Crosby e Sinatra, como todo o resto do país, ficou encantado, queria ser como ele. Depois de não fazer nada bem nos seus muitos empregos esporádicos, música, agora estava claro, era o que importava para ele. A determinação de Sinatra para se tornar cantor ficou evidente no pior momento da Depressão, quando treze milhões de americanos estavam sem trabalho. Seus pais entraram em desespero. O pai perdeu a paciência quando o filho  devia ter acordado para procurar um emprego, e disse a ele que devia sair logo de casa e ir morar sozinho. Sinatra deixou a casa de seus pais e foi para Nova Iorque. Agora, aos dezessete anos, começava a sair para o Roseland Ballroom para ouvir as big bands. Mais importante do que tudo, ele provou a cena musical dos clubes. A primeira vez que ele ouviu Billie Holiday cantar em alguma casa de jazz da 52nd Street, ficou impressionado com ela. Sinatra tinha profunda admiração pela cantora. Ela tinha 20 anos e o menino magricela de Hoboken, apenas oito meses menos do que aquela mulher que parecia de outro planeta e desejou poder cantar como ela. Ele passou a ir a todos os shows da sofrida rainha do jazz. Ele ajudou muito Billie nos últimos dias, foi extremamente generoso, inclusive financeiramente, pagando contas de hospital. Ele a admirava intensamente e dizia que Billie Holiday foi sua maior influência musical. Foi com ela que aprendeu nuances, fraseado, notas tristes, notas alegres e notas dobradas. Logo a admiração se tornou mútua. Holiday, um dia, diria que queria ter sido como uma Sinatra fêmea, e em seu último álbum ela prestou um tributo a ele cantando I’m a Fool To Want You, música que o fez famoso.

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Tempos depois, ele gravaria a canção Lady Day

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Em Nova Iorque, ele tinha um quarto para pagar e precisava comer. Na noite de Natal, voltou para a casa dos pais e fizeram as pazes. No verão de 1934, o menino solitário passava os finais de semana numa casa de veraneio perto do mar em Long Branch, quando conheceu Nancy que estava passando férias com a família. Nancy fazia as unhas na varanda quando Sinatra veio com seu ukulele e começou a fazer uma serenata para ela. Pouco tempo depois de começarem a sair juntos, ele a levou para ver seu ídolo Bing Crosby. E depois de Crosby sair do palco, Sinatra disse: Eu vou ser cantor. No final do verão cada um voltou para suas casas, mas o romance continuou. 

Sua primeira chance musical foi com o grupo local The Hoboken Four, em 1935, vencendo um popular concurso de rádio, o Major Bowes Amateur Hour. O grupo percorreu o país durante vários meses. Toda vez que Sinatra se apresentava, levava o público ao delírio. Estava claro que ele era a estrela. Este fato gerou brigas entre os companheiros do conjunto e acabaram se separando.

Sinatra seguiu carreira solo, cantando em clubes de Hoboken, até que ele conseguiu um contrato no Rustic Cabin como garçom e cantor. Sinatra era um paquerador incorrigível. Depois de anos de relacionamento com Nancy, o mundo dele estava de repente repleto de oportunidades sexuais. Na primavera de 1938, Sinatra dançou no Rustic Cabin com uma ítalo-americana de 27 anos, Toni Della Penta e namoraram por meses. Della Penta disse que tinha engravidado. Por algum tempo, a despeito das objeções de Dolly, Sinatra continuou a dizer que se casaria com ela. Então, ela diz que abortou, ele não apareceu mais e se sentindo abandonada e amargurada, atacou Nancy, rasgando seu vestido. Della Penta deu queixa e, em 26 de novembro de 1938, Frank foi preso durante o trabalho. Ele se viu enfrentando uma acusação por sedução e levado para a cadeia A queixa foi retirada quando veio à tona que Della Penta ainda estava legalmente casada. Quando ela, por sua vez, foi presa depois de uma confusão com Dolly na casa dos Sinatras, respondeu com uma segunda queixa. A multa desta vez foi por outra ofensa obscura dentro do código civil daquela época – Adultério. Pouco antes do Natal, ele foi preso mais uma vez e novamente pagou fiança. A insensatez teve fim apenas quando Della Penta retirou a segunda queixa. A imagem de bad boy de Sinatra começou com seu retrato feito quando foi preso.  

Nancy estava arrasada. Ela ficava muito nervosa por causa das mulheres que ele poderia encontrar. No começo de janeiro de 1939, convites foram enviados à família e aos amigos para o casamento de Nancy Rose Barbato e Mr. Francis A. Sinatra. Dentro de dezoito meses, Sinatra se deu conta de que não deveria, de maneira nenhuma, ter se casado.

Foi no Rustic Cabin que o bandleader Harry James, alertado do talento de Sinatra pela sua mulher, a jovem cantora Louise Tobin, ouviu o garçom-cantor e ofereceu-lhe uma oportunidade de vocalista, em junho de 1939, assinando um contrato de 2 anos. Os discos vendidos estavam longe de ser um sucesso e eles estavam sem dinheiro.

Seis meses depois, tocando no Chicago’s Hotel Sherman, o grande Tommy Dorsey também estava lá e enviou um bilhete dizendo que queria vê-lo. Dorsey precisava de um vocal e pagava bem. Harry James rasgou o contrato, liberando o cantor. Sinatra precisava de dinheiro, Nancy estava grávida. Em janeiro de 1940, ele deixou Harry James se juntou à banda de Tommy Dorsey, a mais famosa orquestra do país. Em janeiro de 1941 eles gravaram Stardust e Oh Look At Me Now. O primeiro verdadeiro sucesso de Sinatra com Tommy Dorsey foi I’ll never smile again. Esta versão ficou em primeiro lugar por 12 semanas na revista Billboard. A canção fez parte do fime Las Vegas Nights.

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Em 1942 a revista Billboard citou-o como o vocalista masculino n° 1; a Down Beat elegeu-o melhor crooner, desbancando, inclusive, Bing Crosby, e a revista Metronome apontou-o como o melhor vocalista do ano. Sinatra tornou-se muito mais popular. Sua audiência era formada por uma quantidade opressiva de garotas adolescentes e pré-adolescentes, tipicamente vestidas com suéteres, saias na altura do joelho, e meias brancas – eram as bobbysoxer. As meninas eram loucas por ele e as pessoas estavam agora indo ver Frank Sinatra. Ele não era apenas um vocal de Tommy Dorsey, ele era Frank Sinatra. Era o fim de Sinatra como crooner e o início de Sinatra como fenômeno.

As relações de Dorsey com Sinatra estavam se deteriorando. As birras e o temperamento do cantor tinham se tornado um aborrecimento para Dorsey, que já tinha o pavio curto. Tommy não gostava de Frank roubando a cena – e ele não gostava de gente temperamental como ele próprio. Em 10 de setembro de 1942, deixou a orquestra Tommy Dorsey para seguir como cantor independente. Espero que você tropece no seu próprio rabo! Tommy Dorsey disse a Sinatra quando a disputa entre os dois teve fim. Ele não acreditava que o cantor duraria muito sozinho.

Sinatra seguiu para Hollywood. Fez uma pequena ponta cantando em um filme B chamado Alvorada da Alegria (Reveille with Beverly). No final de 1942, no entanto, estava de volta a Nova Jersey, atuando em teatros provincianos. Sua sorte mudou em dezembro ao recebeu uma ligação de Bob Weitman, o diretor do famoso Paramount Theater, em Nova Iorque, convidando-o a cantar na véspera do Ano Novo abrindo para Benny Goodman. Um menino magrelo que parece mais estar passando fome está cantando e as garotas estão gritando e desmaiando por todo lado. As pessoas ficavam como loucas, parecia que o prédio ia ceder. Nunca se viu tal comoção. Aquela noite foi tão boa que o Paramount Theater estendeu seu primeiro show para um mês, depois para dois meses. Um sábado, Sinatra fez onze shows, a partir de 08h10 e terminando às 2h30 dia seguinte. Com a ajuda de seu agente de imprensa George Evans, The Voice nasceu.

Tornou-se um artista solo em 1943, assinando com a Columbia Records.  Após o fim da paralisação da indústria da gravação, os executivos da Columbia apressaram-no para ir a um estúdio para a primeira de uma série de sessões de gravação, em 1944. Em 1946, lança seu primeiro álbum: The Voice of Frank Sinatra.

Em 1943, foi convidado para a Casa Branca pela primeira vez por Franklin D. Roosevelt. Sinatra era um grande admirador do presidente e manteve o convite emoldurado em sua casa em Nova Jersey. No mesmo ano, fez sua estreia no cinema no musical Higher and Higher

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Em fevereiro de 1944, Sinatra assinou um contrato de longo prazo com a MGM e decidiu se mudar para a Califórnia. Ele estava novamente em Hollywood dando início a sua nova carreira no cinema, atuando em Marujos do Amor (Anchors Aweigh) com Gene Kelly. O primeiro beijo de Frank Sinatra na tela foi com a loira Gloria DeHaven, em Vivendo de brisa (Step Lively).

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Ganhou seu primeiro Oscar com The house I live (1945). Ele estava ganhando tanto dinheiro que investiu em uma gravadora, a Barton Music Corporation, e dentro de três anos estaria ordenando a construção do edifício de escritórios Sinatra em Hollywood. Mas os escândalos e sua falta de disciplina levaram a paciência dos executivos da MGM ao limite. Em março de 1946, é lançado o álbum de 78 rpm The Voice.

Em 1945 e 1946, abertamente apoiou causas que eram suspeitas ao olhar da direita. Das mais de mil páginas do dossiê do FBI sobre Sinatra, quase um quarto se relaciona com suas conexões com a esquerda. Sinatra entrou em contato com comunistas durante suas campanhas contra o ódio racial. Sammy Davis Jr., que Frank conheceu ainda adolescente e tirou da obscuridade, dizia a quem quisesse ouvir: Todo artista negro tinha um grande respeito por esse homem. Ele se apresentara em um hotel de luxo em Las Vegas no qual não lhe era permitido se hospedar ou chamar um táxi na entrada; um hotel em que a piscina era esvaziada se uma pessoa negra houvesse entrado n’água. Sinatra não punha os pés em qualquer lugar em Vegas se Sammy não fosse aceito da mesma maneira que ele era. Em Hollywood, os sindicatos de músicos já eram segregados há muito tempo, Sinatra combatia isso e quando tinha uma gravação, ele fazia o possível para encontrar músicos negros que pudessem tocar. Na década de 1960, aliou-se à cruzada de Martin Luther King, levantando enormes quantias, cantando em eventos beneficentes. Nesses dois anos, cantou em cento e sessenta shows de rádio, fez trinta e seis sessões de gravação e quatro filmes. Além disso, em 1946 chegou a assumir o palco quarenta e cinco vezes por semana, cantando até cem canções por dia.

Em 1947, No Waldorf-Astoria, em Nova Iorque, recebeu o Prêmio Thomas Jefferson por seu trabalho na luta contra a intolerância. Dia 30 de outubro de 1947 foi declarado o Sinatra Day em Hoboken. O prefeito, que Dolly tinha ajudado a eleger,  homenageou o filho mais famoso, entregando-lhe a chave da cidade

Co-estrelou com Kathryn Grayson, Jimmy Durante e Peter Lawford Aconteceu assim (It Happened in Brooklyn) e ganhou elogios da crítica por sua performance como um ex-soldado de volta para casa após a Segunda Guerra Mundial. Ele cantou sete músicas, entre elas Time After Time e La ci darem la mano

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Em 1947, viaja para Havana, Cuba, e foi fotografado com Rocco e Joe Fischetti, figuras da máfia, antigos conhecidos de infância de Hoboken, juntamente com Lucky Luciano, o ex-chefe da Cosa Nostra. Foi uma busca da polícia, dois anos depois dessa viagem que resultou nas primeiras evidências da contínua conexão com Sinatra, porém ele sempre negou intimidades com a máfia. As ligações de Frank Sinatra com mafiosos foram por muito tempo objeto de especulações do grande público e quase uma obsessão para o FBI. Em diversos momentos de sua vida o cantor se viu forçado a dar explicações sobre seu envolvimento com o crime organizado, ora para a imprensa, ora para a polícia.

Sinatra e Nancy ainda pareciam ser o casal ideal, desfrutando da companhia dos filhos e da sua bela casa, mas, Nancy estava cada vez mais infeliz. Sinatra não tinha mais tempo para a pequeneza das questões domésticas. Reconhecidamente mulherengo, teve caso com várias atrizes. O FBI começou a colher informações sobre as relações de Sinatra com prostitutas.

Em 27 março de 1948, Sinatra estrelou seu primeiro papel dramático como Padre Paul em O Milagre dos Sinos (The Miracle of the Bells). Ele fez um trabalho de ator profissional, mas o público e a crítica tinham dificuldades de acreditar em Sinatra como um sacerdote.

No começo de 1950, Frank começou a ser visto com Ava Gardner, o mais belo animal do cinema, segundo o poeta e cineasta Jean Cocteau. Flagrados em um jantar por um fotógrafo insistente, Sinatra explodiu e o caso foi parar nos jornais. Nancy, humilhada, anunciou a separação e Ava foi descrita como destruidora de lares. Em 1951, divorciou-se de Nancy, com quem teve os filhos Nancy (8 de junho de 1940),   Frank Sinatra Jr. (10 de janeiro de 1944) e Cristina (20 de junho de 1948).

A fase Columbia termina calamitosamente, com Sinatra no fundo do poço e vivendo o tortuoso romance com Ava. Sua carreira desandou. Emagreceu, bebia e fumava muito, quase perdeu a voz e seus filmes não faziam sucesso. O cantor, que antes enlouquecia as garotas, se sentia acabado, abatido, consumido. Os fãs-clubes de Sinatra estavam se desfazendo, acima de tudo por conta do tratamento insensível dele com Nancy e do ruidoso cortejo com Ava, casados desde 7 de novembro de 1951. 

Não era apenas a sua separação da família que o estava deixando para baixo. As coisas não estavam muito boas com Ava. Ambos eram inseguros e o ciúme os consumia. Aos 34 anos, ele era uma estrela decadente. Aos 27, Ava estava no caminho para o estrelato. Sinatra consegue dar a volta por cima desempenhando no cinema o papel de um soldado beberrão fiel a um amigo. Um coadjuvante. Ganhou seu segundo Oscar de melhor ator, em 1953, pelo papel do soldado Angelo Maggio em A um passo da eternidade (From Here To Eternity), de Fred Zinnemann. De repente, era alguém que agradava às multidões novamente, perseguido na rua por seus admiradores.

Em 17 setembro de 1952, em Nova Iorque, Sinatra gravou Why Try to Change Me Now com Percy Faith. Esta foi a última canção que ele cantava para a Columbia Records antes de terminar seu relacionamento de 10 anos com a empresa. Em abril de 1953, assinou com a Capitol Records e lançou vários álbuns com aclamação da crítica. Um novo Sinatra surgiu com confiança, maturidade, arrogância e um renovado orgulho em sua voz. O público via a aparência mudada, a imagem fresca, nas capas cuidadosamente confeccionadas dos novos álbuns. Em dezembro de 1953, a gravação de Young at Heart subiu para o topo da parada de sucessos. Foi a primeira vez que ele estava de volta nas paradas em vários anos.

Em 27 de outubro de 1953, reconhecendo o inevitável, 11 meses depois de seu casamento, Sinatra e Ava anunciaram que diferenças irreconciliáveis os forçaram a se separar. Quando ele se recuperou de uma exaustão física, grave perda de peso e uma enorme tensão emocional, fretou um avião de Londres para visitar Ava em Madrid, onde filmava A condessa descalça (The Barefoot Contessa), em uma tentativa final para a reconciliação, mas ela já estava ocupada com uma nova conquista, o toureiro Luis Dominguin. Ao longo dos anos eles mantiveram uma ligação angustiada, os encontros eram raivosos, arruinados pelo ciúme.

No início de 1954, com amigos como Dean Martin, Sammy Davis Jr., Joey Bishop e Peter Lawford, formou uma lendária turma de amigos, a Rat Pack. Logo viria também Shirley MacLaine, de apenas 24 anos e já uma atriz e dançarina talentosa. Esses eram os cinco membros do bando de Sinatra. Essa turma surgiu em torno de Humphrey Bogart, e para se qualificar, de acordo com Lauren Bacall, a pessoa tinha que ser viciada em inconformismo, ficar acordada até tarde, bebendo, rindo, e não se importando com o que alguém pensar ou disser sobre nós. Após a morte de Bogart, Sinatra se tornou o líder. Em apenas quatro semanas, aproximadamente trinta e quatro mil pessoas foram aos shows do Rat Pack. O modo com que o Rat Pack se apresentava em público no início de 1960, elevou a turma à estatura de ícones nacionais quase que da noite para o dia. Durante o dia, os cinco homens trabalhavam nas tomadas externas de Onze Homens e Um Segredo (Ocean’s 11). Foi o primeiro de quatro filmes em que eles estrelaram juntos.

Dando possivelmente o seu melhor desempenho, Sinatra interpretou um viciado em heroína atormentado, ao lado de Kim Novak, em O Homem do Braço de Ouro (The Man with the Golden Arm), de Otto Preminger, para a United Artists. Ele ganhou uma indicação de Melhor Ator. Em 1956, de volta à MGM, estrelou com Bing Crosby, a comédia musical High Society, com canções de Cole Porter. Em 1961 deixou a Capitol Records e formou sua própria gravadora, a Reprise Records.

Ele vinha se apresentando em eventos beneficentes desde os anos 1940, levantando imensas somas de dinheiro para várias caridades relacionadas à saúde. Em 1962, realizou uma Turnê Mundial para Crianças, que foi levada a dez países e arrecadou, em dólares atuais, quase seis milhões. Ele próprio pagou as despesas, que somaram aproximadamente a metade da verba arrecadada.

Em 1960, entrou na campanha eleitoral de John Kennedy. Eleito presidente, Kennedy deu a Sinatra a honra de organizar o baile de sua posse. O objetivo não era somente celebrar a vitória, mas também trabalhar pela recuperação dos cofres do Partido Democrata que terminara a campanha eleitoral com um déficit de US$ 4 milhões.

Quando chegou aos cinquenta anos, Sinatra apresentou um programa de uma hora na NBC, para celebrar a ocasião. Ele também concordou em ser filmado para Sinatra: An American Original, um documentário da CBS News, embora temesse que a rede tentaria expô-lo com relação à Máfia. Seu cabelo estava tão ralo que ele tinha agora em sua comitiva uma mulher cuja função era cuidar de suas sessenta perucas. Logo, procuraria um cirurgião para um transplante de cabelo.

Enquanto estava em Los Angeles filmando cenas de interiores para O Expresso de Von Ryan (Von Ryan’s Express), Sinatra começou a sair com uma garota de dezenove. Era a atriz Mia Farrow. Quando ela tinha 11 anos, foi apresentada a Frank enquanto jantava fora com seu pai, ator John Farrow. Quando Frank disse: Que garotinha bonita!, o pai respondeu: Você fique longe dela. A segunda vez em que ela encontrou Frank foi em 1964, na Twenty Century-Fox, quando ela fazia A Caldeira do Diabo (Peyton Place). Ele a convidou para uma exibição privada de um de seus filmes e ela chegou pontualmente à casa dele – com seu gato. Embora houvesse fotografias de Ava por todo o lugar, ela não demonstrou se abalar. Durante quase um ano, Frank manteve Mia muito mais para ele próprio. Ele não a apresentou para seus filhos, e ela também não esteve na sua festa de cinquenta anos. Ela se irritava quando as pessoas faziam piadas sobre a diferença de idade entre eles – a tirada de Dean Martin foi que ele tinha uma garrafa de Scotch mais velha do que Mia. A atriz Mia Farrow e Sinatra casaram-se em 19 de julho de 1966. Frank não tinha avisado sua família do que estava prestes a fazer, mas logo antes da cerimônia instruiu seu agente a ligar para a senhorita G., para evitar que ela não ouvisse as novidades primeiramente de outra pessoa. Mia tinha apenas 21 anos e Frank 50. Divorciaram-se dois anos depois, porque Mia recusou-se participar num filme com Sinatra para fazer O Bebê de Rosemary.

Sobre os hábitos de Sinatra com a bebida é consistente com um quadro de alcoolismo. Frank estava à deriva. Seu último casamento tinha falido, ele vivia uma desordem emocional. Observando-o em um estúdio de gravação em 1967, o crítico musical Gene Lees refletiu sobre o quanto Frank parecia solitário.

Strangers in the night se tornou o primeiro single número um de Sinatra em onze anos, e ficou naquela posição por quinze semanas. Ganhou quatro Grammy Awards, incluindo o Álbum do Ano e Melhor Performance de Vocalista Masculino (Michelle, dos Beatles, levou o Grammy de Melhor Canção do Ano). Houve muita experimentação nos dez álbuns de Sinatra lançados entre 1967 e 1971. Duas coleções do trabalho feito com o músico brasileiro Antônio Carlos Jobim, autor de Garota de Ipanema, incluíam algumas performances brilhantes, mas não eram para os ouvintes tradicionais de Frank. Em dezembro de 1966, Jobim tomava uma cerveja em um bar no Rio quando o garçom o chamou. Ao telefone, estava Frank Sinatra. Ali começou a negociação para que os dois viessem a gravar juntos. Em três sessões organizadas por Claus Ogerman e produzido por Sonny Burke, o tão sonhado álbum Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim tornou-se uma realidade.

Em maio de 1969, milhões de pessoas no mundo todo assistiram aos astronautas da Apollo 10 circundarem a Lua e viram uma fita cassete rodando em um gravador. Era a voz de Sinatra cantando Fly me too the moon. Mesmo assim, quando os anos 1960 acabavam, Frank era um homem sozinho.

Como músico profissional, Frank Jr. foi capturado pela aura de seu pai. A filha Nancy tinha se tornado uma cantora popular. These Boots Are Made For Walkin e Somethin’ Stupid, um dueto com seu pai, tinham sido sucessos imensos. Duas décadas depois do divórcio dos dois, Nancy, a primeira esposa de Frank, continuava uma silenciosa presença na vida do cantor e era evidente que nunca havia considerado seriamente se casar outra vez. Frank ainda estava perseguindo mulheres, mas sem tanto ímpeto.

Sinatra insistia que sua carreira estava acabada. Estava estupendamente rico e carregado de homenagens. No começo de 1971, tinha recebido um Oscar especial, seu terceiro, em reconhecimento pelo seu trabalho de caridade. Mesmo assim, ele era o homem mais solitário do mundo e achando mais difícil do que nunca sustentar uma relação com uma mulher.

Em 1976, dezesseis anos depois do primeiro encontro dos dois, Frank pediu a Barbara Marx que se casasse com ele. Ele chegou inesperadamente em uma reunião de família com sua pretendente no braço, usando um anel com um diamante do tamanho de um ovo de codorna. Ele não tinha dito às suas filhas que estava ou ia ficar noivo. O casamento, em 11 de julho, foi um evento grandioso. Ele tivera suas dúvidas sobre se casar com Barbara, da mesma maneira que tivera anteriormente ao se casar com Mia. Estar casado dava a ele um tipo de tranquilidade maravilhosa. Ninguém falava mais de Frank ter casos extraconjugais. Falava-se que Frank tinha moderado seus hábitos de beber, que dormia melhor, que tinha se acalmado. Finalmente, lá estava uma mulher capaz de desafiar a autoridade de Frank e, em grande parte do tempo, acabar com ela. Blue Eyes desapontou ainda mais a família quando obteve a anulação de seu casamento católico com Nancy. A família ficou sabendo desta notícia primeiramente pelos jornais. Nancy se sentiu traída, tanto pelo homem que ela amava quanto pela igreja na qual ela acreditava. Barbara, neste ínterim, tinha se convertido ao catolicismo, tornando possível seu casamento com Sinatra na igreja. Para o resto da família, aquela cerimônia foi mais um insulto.

Parecia também que ele tinha renovado seu apetite pelo trabalho. Ele fez noventa e duas apresentações naqueles nove meses em que ficou sozinho. Agora, haveria mais de mil performances ao vivo entre 1970 e 1990.

Em 26 de Janeiro de 1980, fez um show histórico no Rio de Janeiro, em um Maracanã lotado, onde cantou para impressionantes 175 mil ansiosas pessoas, entrando para o Guiness Book. Desde os anos 40 era esperada a visita de Sinatra. Reza a lenda que uma cartomante teria dito a The Voice que, se ele viesse ao país, morreria num desastre aéreo

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Em junho de 1980, os nova-iorquinos se aglomeraram para ouvir Sinatra no Carnegie Hall. Ele fez a última longa etapa da carreira como a tinha começado, no palco. Houve apresentações internacionais que fizeram notícia: diante da realeza e outras celebridades no Royal Albert Hall de Londres.

Em 1981, Dolly  morreu em um acidente de avião, quando viajava para Las Vegas, para assistir a um show do filho, o que o deixou bastante abalado. A garganta de Sinatra tinha lhe dado trabalho nos últimos anos. Sua audição e visão estavam falhando. Ele estava lutando com um aparelho auditivo e estava mesmo lendo as letras em teleprompters. Ele estava usando um ou dois monitores no começo de 1984, na década de 1990, havia cinco ou seis monitores. A cada ano que se passava, o  tamanho da letra ficava maior e maior, e mesmo assim ele se confundia. Uma operação para catarata ajudou, mas não resolveu o problema. Um crítico tinha observado, já em 1978, que ele esquecia as letras de algumas músicas. Isso tinha acontecido novamente em 26 de janeiro de 1980, no Maracanã,  no Brasil. Em 1992, saiu em uma turnê que o levou à Inglaterra, Espanha, Portugal e Grécia.

No verão de 1986, pólipos foram retirados de seu cólon. Ele retomou uma agenda frenética dentro de dez dias do procedimento. Um abscesso no intestino grosso exigiu uma cirurgia mais complicada e uma colostomia temporária. Mesmo assim, ele estava de volta à estrada e fez sessenta e oito concertos em 1987. Uma semana antes do Natal, Sinatra, Dean Martin, e Sammy Davis Jr. anunciaram que em março de 1988, embarcariam em uma turnê por vinte e nove cidades, chamada Together Again. Depois do quarto show, em Chicago, Martin foi substituído por Liza Minnelli, e a turnê continuou.

Em 1991, aos 75 anos, embarcou em uma turnê mundial. Haveria oitenta concertos naquele ano, oitenta e sete no seguinte, noventa e sete no outro, e sessenta em 1994. No Albert Hall de Londres, ele precisou de ajuda para entrar no palco. Em 1993, o produtor musical Phil Ramone estava pressionando Sinatra a voltar ao estúdio de gravação para fazer duetos com toda uma constelação de grandes nomes – Barbra Streisand, Bono, Aretha Franklin, Carly Simon, Tony Bennett, Julio Iglesias, Luther Vandross e outros –, e sem se encontrar com nenhum deles. Os parceiros de Frank fariam suas gravações apenas depois de ele ter feito as suas, e seus trabalhos seriam transmitidos entre cidades distantes por um sistema de fibra óptica, por linhas telefônicas, para serem então mixados nos discos finais. Ele achou a ideia bizarra, mas se convenceu. Duets alcançou o segundo lugar nas paradas da Billboard e vendeu dois milhões de cópias em duas semanas, chegando a três milhões. Tornou-se o álbum de Sinatra de maior vendagem em toda sua carreira. Contudo, ele tinha que confrontar uma dura realidade. Ele se perdeu completamente em várias ocasiões e onde quer que fosse se apresentar, assistentes ficavam em alerta com um tanque de oxigênio. Sinatra deixaria o palco, desgraçadamente triste por sua perda de memória, gritando que a plateia deveria receber seu dinheiro de volta. Enquanto cantava My Way em um concerto em Richmond, na Virgínia, desmaiou. Ele estava encharcado de suor, foi colocado em uma cadeira de rodas e acenou debilmente, enquanto era levado do palco. A plateia aplaudiu. Médicos de um hospital local concluíram que Frank estava desidratado.

Sua vida privada agora era ler jornais, com crescente dificuldade, ouvir música clássica e assistir televisão. Com a saúde debilitada, Sinatra parou de fazer shows com 80 anos, em 1995. Em 1996, o Hoboken Historical Museum instalou uma placa de bronze na calçada comemorando local de nascimento de Sinatra. Em novembro do mesmo ano, Sinatra deu entrada no Cedars-Sinai Hospital. Ele tinha sofrido um ataque cardíaco, agravado por uma pneumonia e um câncer na uretra. O câncer não era maligno. Já o coração e o problema pulmonar eram muito sérios. Tomografias do cérebro agora tinham definitivamente identificado estado de demência.

No dia 14 de maio de 1998, com 82 anos, morreu de um ataque cardíaco em Los Angeles, Califórnia. Assim que a notícia se espalhou, editores dos jornais interromperam as impressões, mudaram as capas, começaram a preparar edições especiais. Em Las Vegas, na noite seguinte, os cassinos desligaram suas luzes por alguns minutos. O trânsito parou e milhares de pessoas se aglomeraram na calçada segurando velas acesas. Quando as luzes do Caesars Palace voltaram a acender, revelaram um imenso retrato luminoso de Sinatra. Seis dias depois de sua morte,  no dia 20 de maio de 1998, o funeral de Frank Sinatra teve lugar na Church of the Good Shepherd, em Beverly Hills. Encontra-se sepultado no Desert Memorial Park, Cathedral City, Condado de Riverside, Califórnia, nos Estados Unidos.

Ao longo de sua carreira de sete décadas, Frank Sinatra participou de mais de 1.400 gravações e foi premiado pela Recording Industry Association of America com 31 discos de ouro, nove de platina, três de platina duplo e um triplo. Recebeu nove prêmios Grammy, incluindo três para o prestigiado Álbum do Ano e um Oscar. Sua arte ainda influencia muitos dos superstars da música de hoje. Ele também apareceu em mais de 60 filmes e produziu oito. Possui duas estrelas na Calçada da Fama, uma por seu trabalho na música e outra por seu trabalho na TV americana. É considerado um dos maiores intérpretes da música na década de 1950. Teve seu próprio show de TV durante vários anos e nos anos 90 continuou na ativa em concertos e gravações. 

Em 2000, Clint Eastwood prestou-lhe belíssima homenagem em Cowboys do Espaço. O filme encerrava-se com um dos caubóis morrendo na Lua e olhando a Terra de longe. Na trilha, Fly Me To the Moon, na voz de Sinatra.

[video:https://www.youtube.com/watch?v=H7AWQT4jwBQ

 Para comemorar o 100º aniversário de Frank Sinatra, livros são escritos, músicas são remasterizadas e vários eventos estão sendo preparados para homenagear o grande artista, também conhecido como The Voice e Blue Eyes.

Fontes:

Frank Sinatra 

Frank Sinatra 

Sinatra Family Forum 

Frank Sinatra  

Frank Sinatra 100 anos, por Julio Maria 

Frank Sinatra – A voz do século XX, na Rádio Batuta, por João Máximo 

Capítulo 1 – Na era das big bands 

Capítulo 2 – Os anos Columbia – Início 

Capítulo 3 – Os anos Columbia – Final 

Capítulo 4 – A um passo da eternidade 

Capítulo 5 – O cinema nos anos Capitol 

Capítulo 6 – Bossas, fossas e obras primas  

Capítulo 7 – O dono do negócio – Os anos Reprise 

Capítulo 8 – Os velhos olhos azuis estão de volta 

Frank Sinatra no IMDB

Frank Sinatra (1915 – 1998

Sinatra

Sinatra Forever 

Ava Gardner & Frank Sinatra 

Frank: a voz, por James Kaplan 

Sinatra, por Anthony Summers e Robbyn Swan  

Sinatra: behind the legend art, por J. Randy Taraborelli 

Sinatra! The song is you: a Singer art, por Will Friedwald 

Os amores de Sinatra, por Rafael Nardini e Rafael Kato  

Marilyn Monroe perdeu hábito de andar nua em casa com Frank Sinatra 

The House I live in, um filme anti-racista com Frank Sinatra, por Almeida 

Rat Pack 

 

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Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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  1. Paulo Gurgel Carlos da Silva

    13 de dezembro de 2015 11:56 am

    O desafio da peruca

    Um dia, em abril de 1976,  o colunista Mike Royko, do Chicago Daily News, decidiu concentrar suas críticas em Frank Sinatra que chegara à cidade para dar um show. Em sua coluna, Royko descreveu a presença constante de policiais de Chicago, em torno do hotel em que Sinatra estava hospedado, como sendo um “desperdício”, ridicularizou a sua suposta “comitiva de lacaios”, e comentou sobre o que parecia ser – para Royko, pelo menos – uma peruca na cabeça do cantor.
    Sinatra leu a coluna e escreveu para Royko uma carta desaforada que terminava assim:
    Finalmente, e certamente não menos importante, se você é um homem de apostas: 
    a) Você prova, sem sombra de dúvida, que eu já esmurrei um bêbado idoso ou alguém idoso, e ganha US $ 100.000. 
    b) Eu permitirei você puxar minha “peruca”; se ela se mover, eu lhe darei mais US $ 100.000; se isso não acontecer, eu lhe dou um soco na boca.
    Que tal? 

    a) Sinatra

    Royko recusou o desafio. 

    http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/01/o-desafio-da-peruca.html
      

     

  2. altamiro souza

    13 de dezembro de 2015 3:04 pm

    sinatra é a voz, maior quando

    sinatra é a voz, maior quando canta bossa nova, claro.

    valeu

    a busca…

  3. NICKNAME

    13 de dezembro de 2015 3:48 pm

    MA-RA-VI-LHO-SO, Mara!!!

    parabéns!

    E ao GGN por elevar a postagem-título

    (nunca ficaria sabendo porque nunca acessei nem acesso blogs do pessoal participante do GGN, nem de participantes com quem me afino, ou tenho curiosidade

    (cada um com suas suscetibilidades, e há visitantes, como este nickname humberto que têm as suas, mesmo eu ou outros sabendo que podemos perder muita coisa, contribuições ótimas ).

    1. Mara L. Baraúna

      13 de dezembro de 2015 6:25 pm

      Visite os blogs!!

      Nickname

      Que bom que você gostou. Deu um trabalhão, usei muitas fontes, mas foi muito prazeroso fazer o post. Sou fã de Sinatra.

      Convido você a visitar meu blog. Como você disse, não toma conhecimento do que não é elevado e pode perder contribuições boas.

      http://www.jornalggn.com.br/usuario/mara-l-barauna

      Abraços

      1. NICKNAME

        13 de dezembro de 2015 6:36 pm

        vou ver, Mara, e te convido:

        não visito os blogs por preguiça, por tempo, por não percorrer o GGN (passo por cima e não leio os títulos, só alguns, nem os comentários, comentaristas, um ou outro de início, claro que aas vezes percorro um pouco mais) ,vou ver. Grato. 

        Convido a uns passeios lentos (e em leeeentíssima construção – de lá, há links pra 2 outros filhos meus, que não refaço, são filhos, né?!) . Hà imagem de uma moça que não retirei ainda, deve ser a autora do modelo prepronto da versão gratuita do Wix )  http://humbertopcavalcanti.wix.com/cotidiano    , http://humbertopcavalcanti.wix.com/cotidiano#!sobre/cjg9

        http://bobmartins.blogspot.com.br/2015/12/uma-foto-de-humberto-cavalcanti.html

         

  4. GalileoGalilei

    13 de dezembro de 2015 6:28 pm

    Redundância

    Dizer que os posts da Mara são excelentes já está virando redundância.

    Mara Baraúna acerta no alvo mais uma vez com belo post sobre uma das maiores e controversas personalidades da música popular norte-americana.

    Franck Sinatra tem os seus admiradores e os seus detratores. Personalidade polêmica não só no mundo da música como também em sua vida privada.

    É um prato cheio para grandes debates… musicais, políticos, policiais, hollywoodianos; sem contar, para quem gosta, as fofocas sobre quem comeu ou deixou de comer.

    Na minha opinião, a referência ao filme “Alta Sociedade” poderia ter sido mais aprofundada. O filme é um belo musical da epoca estrelado por Grace Kelly, então no seu esplendor, com a qual dizem que Sinatra teria tido um extenso caso de amor.

    Alta Sociedade

    O suposto caso de Franck Sinatra com Grace Kelly foi revelado por Wendy Leigh em seu livro “True Grace: The Life And Times Of An American Princess”.

    Livro

    Nele ficamos sabendo que a bela Princesa, tal como Sinatra, também teve uma extensa lista de casos amorosos.

    http://www.mirror.co.uk/news/uk-news/grace-kelly-exposed-466617

    Neste divertido filme, embora bobinho, Louis Armstrong dá um show com o calypso “High Society”.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=FtfxSAnOgoU align:center]

    Mas, certamente, esta é apenas uma pequena preferência da minha parte que em hipótese alguma prejudica o belo trabalho da Mara.

    Parabéns, Mara. Acertou na mosca mais uma vez.

     

    1. Mara L. Baraúna

      14 de dezembro de 2015 5:41 am

      Alta Sociedade

      Olha aí, Galileo

      Alta Sociedade, último filme de Grace Kelly antes de se tornar princesa de Mônaco 

      Aproveito para agradecer a Gunter, Laura, Gregório, Altamiro e Paulo

  5. Jair Fonseca

    13 de dezembro de 2015 7:35 pm

    Grande Frank Sinatra, A Voz.

    Grande Frank Sinatra, A Voz. Seguem duas canções de seu ótimo e fracassado álbum de 1970: Watertown. E pra quem gostar, seguem todas as canções, por fim. Aconselho ouvi-lo inteiro porque é um álbum conceitual: todas as canções são sobre um dito loser do interior dos Estados Unidos, abandonado pela mulher, com os filhos pequenos. A razão do fracasso do disco é óbvia: americanos não gostam de “perdedores”, mesmo cantados por um “vencedor” como Sinatra, embora estes sejam a maioria. Talvez por isso mesmo.

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=Z-TGVajURwA%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=fLddFvtA6Do%5D

    [video:https://www.youtube.com/watch?v=3OwIRmlJJWs%5D

     

    1. Mara L. Baraúna

      14 de dezembro de 2015 12:48 am

      Obrigada

      Jair

      Obrigada pela colaboração. Aproveitei que parei para ouvir o Watertown, substituí  um vídeo que já havia “caído” (do filme Alta Sociedade) e acrescentei alguns outros álbuns.

      Abraços

  6. Gregório Macedo

    13 de dezembro de 2015 9:37 pm

    Belíssimo trabalho, Mara.

    Belíssimo trabalho, Mara. Parabéns.

    E palmas para Mr. Sinatra!

  7. Laura Macedo

    13 de dezembro de 2015 11:21 pm

    Assino embaixo com Gregório

    Mara,

    Parabéns pela pesquisa de fôlego!! Post completíssimo para guardar no coração.

    Beijos.

  8. Galileia

    14 de dezembro de 2015 12:18 am

    Faço minhas as palavras de

    Faço minhas as palavras de GalileoGalilei.

    Parabéns, Mara!

  9. Gunter Zibell - pró-Rede

    14 de dezembro de 2015 12:59 am

    Muito bom!

    Palmas para o belo levantamento! E para Sinatra também.

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