Uma escola livre, gratuita, que faz formação com caráter profissionalizante.
“A Bituca é uma das coisas mais sérias criadas no Brasil nos últimos anos. Tem que se prestar atenção.” – Milton Nascimento
As paredes que abrigaram instalações de uma fábrica de seda no Campo das Vertentes atualmente testemunham o aprendizado musical de jovens de todo o Brasil
A Bituca – Universidade de Música Popular funciona desde 2004 e está instalada em um dos prédios da primeira fábrica de seda do Brasil, cuja história se embaraça com a imigração italiana em Minas Gerais, 1888, com o desenvolvimento industrial do início do século, com o trabalho feminino no Brasil.
A escola gratuita, que oferece formação com caráter profissionalizante, é um dos projetos desenvolvidos em Barbacena, no terreno da antiga Sericícola, restaurado pelo grupo Grupo Ponto de Partida.
O nome veio do apelido do padrinho do projeto, o músico mineiro Milton Nascimento. “Tanto que ele diz que deixou de ser o Bituca para ser a Bituca”, disse a diretora-administrativa da escola, Loló Mendes.
De acordo com Loló Mendes, a escola abre inscrições a cada dois anos, o que torna o processo competitivo. “A gente recebe uma média de 1.600 a 1.700 candidatos. Para a turma de 2012, se inscreveram representantes de 135 cidades de oito estados e quatro países”, afirmou.
De acordo com Loló Mendes, a escola abre inscrições a cada dois anos, o que torna o processo competitivo. “A gente recebe uma média de 1.600 a 1.700 candidatos. Para a turma de 2012, se inscreveram representantes de 135 cidades de oito estados e quatro países”, afirmou.
A seleção dos inscritos será realizada em fevereiro. “Temos cerca de 12 vagas para cada curso oferecido. Em fevereiro, cada candidato faz uma audição individual com o mestre. Dependendo do volume de inscrições podemos realizar uma segunda chamada antes de definir os aprovados”, explicou Loló Mendes.
Em 10 anos, Loló Mendes estima que em torno de mil alunos passaram pelas turmas das escola e são bem recebidos após a conclusão do curso, que dura dois anos. “Fizemos um levantamento e descobrimos que temos de 90% a 95% dos nossos alunos formados no mercado de trabalho”, destacou a diretora administrativa.
Loló Mendes destacou que a escola não apenas prepara, como apresenta estes alunos ao mercado sob a chancela do grupo. “Nós temos um projeto chamado “De olho no palco”, voltado para os alunos do segundo ano de curso. Eles formam bandas que passam por uma banca examinadora com os professores. A gente escolhe duas ou três para trabalhar acompanhando todo o processo do Ponto de Partida, com ensaios, montagens, produção, figurino, divulgação e a gente os lança no mercado”, explicou.
Método
No casarão do século passado, os alunos da Bituca passam pelo processo de formação integral e construção coletiva, método criado e aperfeiçoado desde 1980 pelo Ponto de Partida. Os aprendizes observam e acompanham os mestres, músicos em plena atividade profissional dividindo a experiência com os jovens artistas.
A Bituca trabalha com um repertório em comum voltado para a música brasileira: seus ritmos e seus compositores. É ensinada individualmente a prática de 10 instrumentos, canto, engenharia de som e produção, afinação e restauração de piano. As aulas de história da música, percepção musical, musicalização pelo método Kodály, improvisação e criação e prática de conjunto são comuns a todos os alunos. Todos os aprendizes também têm formação com o Ponto de Partida em preparação para o palco, produção, ética e formação de grupos.
As aulas são semanais, revezando entre a prática do instrumento e a formação complementar. A frequência é obrigatória. Durante o curso serão oferecidas aulas e atividades opcionais como arranjo, harmonia, piano complementar, leitura à primeira vista, prática de estúdio.
Estúdio sofisticado
O Ponto de Partida, com a parceria do Fundo Estadual de Cultura e de um amigo, construiu e equipou na Bituca: Universidade de Música Popular um estúdio dos mais sofisticados de Minas Gerais.
O estúdio abriga todos os equipamentos e instrumentos necessários e utilizados numa gravação, garantindo aos alunos o aprendizado prático de todo o processo.
Esses tempos vi um filme com ele, naquelas roupas androginas e grandes performances dos anos 60/70. Que presença, que estilo, elegante ainda que exorbitante. Um tipico outsider por detro de tudo de la swing London. Adeus, le blond.
“A vida é uma constante viagem…. A paisagem muda, as pessoas mudam, as necessidade se transformam, mas o trem segue adiante… o trem surge por detrás das montanhas azuis…”
jns
14 de janeiro de 2016 4:08 pmBITUCA
UNIVERSIDADE DE MÚSICA POPULAR
Uma escola livre, gratuita, que faz formação com caráter profissionalizante.
“A Bituca é uma das coisas mais sérias criadas no Brasil nos últimos anos. Tem que se prestar atenção.” – Milton Nascimento
As paredes que abrigaram instalações de uma fábrica de seda no Campo das Vertentes atualmente testemunham o aprendizado musical de jovens de todo o Brasil
A Bituca – Universidade de Música Popular funciona desde 2004 e está instalada em um dos prédios da primeira fábrica de seda do Brasil, cuja história se embaraça com a imigração italiana em Minas Gerais, 1888, com o desenvolvimento industrial do início do século, com o trabalho feminino no Brasil.
[video:https://youtu.be/EnxJw6FiXXo width:600]
A escola gratuita, que oferece formação com caráter profissionalizante, é um dos projetos desenvolvidos em Barbacena, no terreno da antiga Sericícola, restaurado pelo grupo Grupo Ponto de Partida.
O nome veio do apelido do padrinho do projeto, o músico mineiro Milton Nascimento. “Tanto que ele diz que deixou de ser o Bituca para ser a Bituca”, disse a diretora-administrativa da escola, Loló Mendes.
De acordo com Loló Mendes, a escola abre inscrições a cada dois anos, o que torna o processo competitivo. “A gente recebe uma média de 1.600 a 1.700 candidatos. Para a turma de 2012, se inscreveram representantes de 135 cidades de oito estados e quatro países”, afirmou.
De acordo com Loló Mendes, a escola abre inscrições a cada dois anos, o que torna o processo competitivo. “A gente recebe uma média de 1.600 a 1.700 candidatos. Para a turma de 2012, se inscreveram representantes de 135 cidades de oito estados e quatro países”, afirmou.
A seleção dos inscritos será realizada em fevereiro. “Temos cerca de 12 vagas para cada curso oferecido. Em fevereiro, cada candidato faz uma audição individual com o mestre. Dependendo do volume de inscrições podemos realizar uma segunda chamada antes de definir os aprovados”, explicou Loló Mendes.
Em 10 anos, Loló Mendes estima que em torno de mil alunos passaram pelas turmas das escola e são bem recebidos após a conclusão do curso, que dura dois anos. “Fizemos um levantamento e descobrimos que temos de 90% a 95% dos nossos alunos formados no mercado de trabalho”, destacou a diretora administrativa.
Loló Mendes destacou que a escola não apenas prepara, como apresenta estes alunos ao mercado sob a chancela do grupo. “Nós temos um projeto chamado “De olho no palco”, voltado para os alunos do segundo ano de curso. Eles formam bandas que passam por uma banca examinadora com os professores. A gente escolhe duas ou três para trabalhar acompanhando todo o processo do Ponto de Partida, com ensaios, montagens, produção, figurino, divulgação e a gente os lança no mercado”, explicou.
Método
No casarão do século passado, os alunos da Bituca passam pelo processo de formação integral e construção coletiva, método criado e aperfeiçoado desde 1980 pelo Ponto de Partida. Os aprendizes observam e acompanham os mestres, músicos em plena atividade profissional dividindo a experiência com os jovens artistas.
A Bituca trabalha com um repertório em comum voltado para a música brasileira: seus ritmos e seus compositores. É ensinada individualmente a prática de 10 instrumentos, canto, engenharia de som e produção, afinação e restauração de piano. As aulas de história da música, percepção musical, musicalização pelo método Kodály, improvisação e criação e prática de conjunto são comuns a todos os alunos. Todos os aprendizes também têm formação com o Ponto de Partida em preparação para o palco, produção, ética e formação de grupos.
As aulas são semanais, revezando entre a prática do instrumento e a formação complementar. A frequência é obrigatória. Durante o curso serão oferecidas aulas e atividades opcionais como arranjo, harmonia, piano complementar, leitura à primeira vista, prática de estúdio.
Estúdio sofisticado
O Ponto de Partida, com a parceria do Fundo Estadual de Cultura e de um amigo, construiu e equipou na Bituca: Universidade de Música Popular um estúdio dos mais sofisticados de Minas Gerais.
O estúdio abriga todos os equipamentos e instrumentos necessários e utilizados numa gravação, garantindo aos alunos o aprendizado prático de todo o processo.
[video:https://youtu.be/RC6K5jsVl94 width:600]
Os músicos e os cantores gravarão seus trabalhos, pesquisas, performances, arranjos, criações musicais e terão aulas regulares de prática de estúdio.
Os alunos de Engenharia de som & Produção aprenderão a gravar, editar, mixar e masterizar. Assim a cadeia da música estará completa.
Mais informações:
http://www.bituca.org.br/
http://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2014/12/bituca-universidade-de-musica-popular-abre-inscricoes-para-2015.html
Maria Luisa
14 de janeiro de 2016 8:02 pmBowie
Esses tempos vi um filme com ele, naquelas roupas androginas e grandes performances dos anos 60/70. Que presença, que estilo, elegante ainda que exorbitante. Um tipico outsider por detro de tudo de la swing London. Adeus, le blond.
jns
14 de janeiro de 2016 10:37 pmChegadas e partidas
“A vida é uma constante viagem…. A paisagem muda, as pessoas mudam, as necessidade se transformam, mas o trem segue adiante… o trem surge por detrás das montanhas azuis…”
– Rita Scaramuzzi