Jornal GGN – Depois de avançar por dois meses consecutivos, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) mensurado pela Fundação Getulio Vargas recuou 4,3% entre os meses de julho e agosto, passando de 106,9 para 102,3 pontos, o menor nível apurado desde abril de 2009 (99,7).
Em agosto, tanto as avaliações dos consumidores em relação à situação atual quanto as expectativas em relação aos meses seguintes se deterioraram. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 5,1%, para 107,2 pontos, o menor nível desde maio de 2009 (103,0). O Índice de Expectativas (IE) diminuiu 1,1%, passando a 100,1 pontos, menor desde março de 2009 (97,6).
O resultado do ICC no mês foi influenciado pela avaliação dos consumidores sobre a situação econômica geral, desta vez, contribuindo cerca de 60% para o resultado negativo do índice. O indicador que mede o grau de satisfação dos consumidores com a economia no momento recuou 13,6% em relação a julho, ao passar de 75,7 para 65,4 pontos, pior resultado desde abril de 2009 (56,5). A proporção de consumidores que avaliam a situação como boa diminuiu de 16,7% para 12,5%, enquanto a dos que a julgam ruim aumentou de 41,0% para 47,1%.
“A confiança do consumidor diminui e decepciona aqueles que esperavam a reversão da tendência de queda iniciada em 2012. Novamente o resultado foi influenciado pela insatisfação dos consumidores com o estado geral da economia”, diz a coordenadora da pesquisa da FGV/Ibre, Viviane Seda.
Com relação aos próximos meses, os consumidores tornaram-se novamente pessimistas em relação à economia. O indicador que mede o grau de otimismo com a economia caiu 3,9%, para 90,8 pontos. A parcela de consumidores projetando melhora diminuiu de 22,9% para 22,1%; a dos que preveem piora avançou de 28,4% para 30,3%.
A Sondagem de Expectativas do Consumidor é feita com base numa amostra com cerca de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. A coleta de dados para a esta edição foi realizada entre os dias 01 e 20 de agosto.
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