3 de junho de 2026

TJ-AL decreta falência do Grupo João Lyra

Enviado por antonio francisco

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Do Uol

Carlos Madeiro
Do UOL, em Maceió

O Tribunal de Justiça de Alagoas confirmou, nesta quarta-feira (19), decisão em primeiro grau e decretou a falência do Grupo João Lyra, de propriedade do deputado federal mais rico do país, João Lyra (PSD-AL).

Segundo a assessoria de imprensa do judiciário, a decisão ocorreu de forma unânime pela 1ª Câmara Cível do TJ-AL, em julgamento nesta manhã. Além da falência, o juiz da comarca de Coruripe tem 90 dias para convocar uma assembleia com os credores do grupo para definição dos próximos passos.

Dono de cinco usinas em Alagoas e Minas Gerais, o usineiro e presidente do grupo que leva seu nome foi eleito deputado federal pelos alagoanos em 2010 e chegou à Câmara, onde cumpre mandato até esta ano, com o status de parlamentar mais rico do país –seu patrimônio declarado é de R$ 240 milhões.

Segundo o Tribunal de Justiça, o grupo devia, há dois anos, pouco mais de R$ 1,2 bilhão (cinco vezes o patrimônio declarado de seu presidente) e teve falência das usinas e empresas associadas decretada, a pedido de credores, em setembro de 2012.

A estimativa é que o empresário deva, hoje, com as correções, juros e multas, em torno de R$ 2 bilhões. A maioria das dívidas é com grandes fornecedores, que cobram o pagamento judicialmente.

Segundo a decisão da primeira instância, o grupo não cumpriu o que estava previsto nos termos da recuperação judicial aprovada em 2008.

Além de dívidas com grandes credores, o grupo enfrenta problemas trabalhistas, com várias ações na Justiça e com pedidos de desapropriação de terras das usinas

Grupo João Lyra diz que vai recorrer da decisão

A assessoria de imprensa do Grupo João Lyra informou ao UOL que o grupo segue com suas atividades normais e vai recorrer da decisão.

A empresa informou que ainda vai aguardar a publicação do acórdão –que deve ocorrer em até 15 dias– para estudar o recurso que será impetrado, provavelmente no STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Ainda segundo a empresa, o grupo ainda tem viabilidade econômica, e os recursos que estão sendo arrecadados atualmente pela venda de cana, açúcar a álcool também estão sendo utilizados também para pagamento de débitos.

A assessoria de imprensa não soube informar qual o valor atualizado da dívida do grupo.

 

Redação

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3 Comentários
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  1. Heroi

    21 de fevereiro de 2014 5:15 pm

    Ate quando..

    Como que a empresa tem viabilidade economica se os funcionarios estão ha 04 meses sem receber e 13 salario, porque não pagou aos pobres funcionarios que trabalharam o ano todo, mas é claro que nao ,pegou o dinheiro e fez o que sempre faz ,vcs sabem…

  2. luciana silva

    21 de fevereiro de 2014 8:36 pm

    estamos passando fome

    sr: juiz pelo amor de DÚS eu sou de alagoas meu esposo trabalha a 4 anos aqui em minas na usina do grupo joão lira  faz 4 meses que não sabemos o que é pagamentos principalmente o decimo terceiro ainda não foram pagos estamos passando fome juntos com nossos filhos já fomos desperjados da casa estamos dormindo no quintal de um vizinho faço um apelo pra vcs de alagoas façam alguma coisa pra ele pagar oqui ele deve pra gente poder voltar pra nossa alagoas estamos em um pais de copa do mundo não podemos deixar isso acontecer isso é ruim pra gente  a televisão da qui já não aguenta mais de tanto mostrar trabalhadores desesperado passando fome por causa desse deputado  ele não tem coração ele vai prestar contas com o senhor jesus pelo que estar fazendo com nossas crianças ele aguarde q verar

  3. Marcos 12345

    22 de abril de 2014 6:02 pm

    Poder.

    O sr. João Lira com a idade que está não quer nem saber de R$, e sim de poder, ele está recorrendo até hoje não é porque ele quer ver a empresa dele bem, e sim para mostrar que aqui no Brasil quem tem R$ manda e não a justiça, porque se analizarmos toda a tragetoria do Sr. João Lira vamos ver muita gente que ele deu emprego mais não pagou, muitos empresarios que fecharam as portas porque não receberam, muitos donos de terra que não recebem e não conseguem pegar a terra de volta porque ele entra na justiça, que lei e essa que o cara usa, tem retorno, não paga,  e lei da ao cara o direito de ainda ficar apropriando se de uma mero contrato do qual o cara mesmo não cumpriu, espero que desta vez a justiça tenha pena destes pobres que trabalham para esse Sr; E encherguem o tamanho da besteira que é deixar essas empresas na mão de quem não quer nem saber.

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