Varejo ampliado cai 7,9% ante o visto em 2015

Menor crédito e restrição orçamentária das famílias afetou resultado, diz IBGE
 
Jornal GGN – O comércio varejista ampliado encerrou o mês de março com uma queda de -7,9% no volume de vendas em relação ao visto em 2015, segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Com o resultado, o total acumulado no ano aponta retração de -9,4%, ao passo que a variação em 12 meses está negativa em -9,6%.
 
Tal resultado foi afetado pelo desempenho negativo dos seus dois principais setores, veículos, motos, partes e peças e material de construção. Em relação ao setor de veículos, motos, partes e peças, a queda de -11,1% na comparação com março de 2015 registrou a 25ª taxa negativa consecutiva, acumulando nos três primeiros meses do ano variação de -13,5% e, em 12 meses, de -17,6%. 
 
Já o segmento de material de construção, com variação de -14,6% frente a março de 2015, assinala a nona taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, acumulando -14,7% no ano e -10,9% em 12 meses. Segundo o IBGE, a redução nas vendas nesses segmentos foram decorrentes, entre outros fatores, do menor ritmo na oferta de crédito e da restrição orçamentária das famílias, diante da diminuição real da massa de salários.
 
Em termos regionais, todos os 27 estados registraram resultados negativos, em termos de volume de vendas, na comparação com março de 2015, destacando-se Espírito Santo (-20,1%); Amapá (-18,6%); Maranhão (-17,7%) e Pernambuco (-16,7%). Os estados com maiores impactos negativos sobre o resultado global foram São Paulo (-3,6%); Rio de Janeiro (-6,4%) e Rio Grande do Sul (-11,6%).

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