15 de junho de 2026

A dívida líquida do setor público alcançou R$1.613,2 bilhões em janeiro (33,3% do PIB)

III – Dívida líquida do setor público
——A dívida líquida do setor público alcançou R$1.613,2 bilhões em janeiro (33,3% do PIB), reduzindo-se 0,5 p.p. do PIB, em relação ao mês anterior. Essa redução decorreu do da desvalorização cambial de 3,6% no mês, que contribuiu para reduzir a relação DLSP/PIB em 0,5 p.p.;
do superavit primário, que contribui para a redução com 0,4 p.p.;
e do crescimento do PIB nominal, com 0,2 p.p.
Em sentido contrário, os juros nominais apropriados contribuíram para elevar a relação em 0,6 p.p. e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida, em 0,1 p.p.

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A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.829,6 bilhões em janeiro, 58,5% do PIB, elevando-se 1,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse aumento decorreu, principalmente, da sazonalidade observada nas condições de liquidez no período, com reflexo no volume de operações compromissadas.
Banco Central do Brasil-NOTA PARA A IMPRENSA-28.2.2014

I – Resultados fiscais
O superavit primário do setor público consolidado alcançou R$19,9 bilhões em janeiro. O Governo Central apresentou superavit primário de R$12,5 bilhões; os governos regionais, superavit de R$7,2 bilhões; e as empresas estatais, superavit de R$131 milhões.
No acumulado em doze meses, o superavit primário atingiu R$81 bilhões (1,67% do PIB), comparativamente a R$91,3 bilhões (1,90% do PIB) em dezembro de 2013.

Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$30,4 bilhões em janeiro, comparativamente a R$24 bilhões em dezembro. Contribuiu para esse aumento o maior número de dias úteis e o resultado das operações de swap cambial, cuja despesa líquida aumentou de R$49 milhões em dezembro para R$3,9 bilhões em janeiro. Em doze meses, os juros nominais totalizaram R$256,6 bilhões (5,30% do PIB), comparativamente a R$248,9 bilhões (5,18% do PIB) nos últimos doze meses terminados em dezembro de 2013.
O resultado nominal, que inclui o superavit primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$10,5 bilhões em janeiro. No acumulado em doze meses, o deficit nominal alcançou R$175,6 bilhões (3,63% do PIB), comparativamente a R$157,6 bilhões (3,28% do PIB) no mês anterior.

O deficit nominal de dezembro foi financiado mediante expansão de R$76,2 bilhões na dívida mobiliária, contrabalançada parcialmente pelas reduções de R$37,9 bilhões na dívida bancária líquida, de R$25,5 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que inclui a base monetária, e de R$2,4 bilhões no financiamento externo líquido.

II – Dívida mobiliária federal
A dívida mobiliária federal interna, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$1.950 bilhões (40,3% do PIB) em janeiro, registrando decréscimo de R$78,1 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$100,7 bilhões; acréscimo de R$0,4 bilhão em razão da depreciação cambial; e incorporação de juros de R$22,2 bilhões.

Destacaram-se os resgates líquidos de R$63,2 bilhões em LTN, de R$46,1 bilhões em NTN-F e de R$2,2 bilhões em NTN-C; e as emissões líquidas de R$7,7 bilhões em LFT e de R$3,2 bilhões em NTN-B.
A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a dezembro: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,5%; a dos títulos vinculados à taxa Selic, passou de 15,6% para 15,5%; a dos títulos prefixados reduziu-se de 34,6% para 29,8%, influenciada pelos resgates líquidos de LTN e NTN-F; e a dos títulos indexados a índices de preços caiu de 28,9% para 28,5%. A participação das operações compromissadas elevou-se de 20% para 25,4%, apresentando vendas líquidas de R$149 bilhões.
Em janeiro, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$343,8 bilhões, 17,6% do total, com vencimento em 2014; R$346,6 bilhões, 17,8% do total, com vencimento em 2015; e R$1.259,7 bilhões, 64,6% do total, vencendo a partir de janeiro de 2016.

A exposição total líquida nas operações de swap cambial alcançou R$192,1 bilhões. O resultado dessas operações (diferença entre a rentabilidade do DI e a variação cambial mais cupom) foi desfavorável ao Banco Central em R$3,9 bilhões.

III – Dívida líquida do setor público
A dívida líquida do setor público alcançou R$1.613,2 bilhões em janeiro (33,3% do PIB), reduzindo-se 0,5 p.p. do PIB, em relação ao mês anterior. Essa redução decorreu do da desvalorização cambial de 3,6% no mês, que contribuiu para reduzir a relação DLSP/PIB em 0,5 p.p.; do superavit primário, que contribui para a redução com 0,4 p.p.; e do crescimento do PIB nominal, com 0,2 p.p. Em sentido contrário, os juros nominais apropriados contribuíram para elevar a relação em 0,6 p.p. e o ajuste de paridade da cesta de moedas que compõe a dívida externa líquida, em 0,1 p.p.

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.829,6 bilhões em janeiro, 58,5% do PIB, elevando-se 1,3 p.p. do PIB em relação ao mês anterior. Esse aumento decorreu, principalmente, da sazonalidade observada nas condições de liquidez no período, com reflexo no volume de operações compromissadas.

Glossário
Dívida líquida do setor público (DLSP): Consolida o endividamento líquido do setor público não financeiro e do Banco Central do Brasil junto ao sistema financeiro (público e privado), setor privado não financeiro e resto do mundo.

Ajuste patrimonial: Engloba:

i) o reconhecimento de dívidas do setor público geradas no passado (“esqueletos”) e que já produziram impacto macroeconômico;

ii) os efeitos do processo de privatização de empresas (receitas de venda e transferências de dívidas para o setor privado); e

iii) o ajuste metodológico da dívida do setor externo, devido à conversão dos saldos pela taxa de câmbio de final do período e dos fluxos pela taxa de câmbio média do mês.

Dívida fiscal líquida (DFL): Consiste na diferença entre a dívida líquida do setor público e os ajustes patrimoniais.

Necessidade de financiamento do setor público (NFSP) – conceito nominal: Calculada a partir da variação mensal da DFL.

Necessidade de financiamento do setor público (NFSP) – conceito operacional: É igual ao fluxo de NFSP no seu conceito nominal, excluída a atualização monetária incidente sobre a DLSP. Para o cálculo da atualização monetária mensal, utiliza-se como deflator o IGP-DI centrado ao final do mês (média geométrica do IGP-DI do mês e do mês subseqüente).

Necessidade de financiamento do setor público (NFSP) – conceito primário: É igual ao conceito nominal excluídas as despesas de juros nominais incidentes sobre a DLSP, calculadas pelo critério de competência, e incluídas as receitas de juros relativas às reservas internacionais. Utiliza-se a taxa média de câmbio de compra para converter os valores expressos em dólares para reais.

Necessidade de financiamento do setor público (NFSP) – juros reais: Representa a diferença entre os encargos financeiros totais (juros nominais) e a parcela de atualização monetária no mês.

Taxa de juros implícita: Resulta do quociente entre as despesas ou receitas de juros nominais e os saldos de dívidas ou de ativos, acrescidos dos fluxos primários ocorridos no mês de referência.
URL:
http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPOLFISC

ANEXO
Banco Central do Brasil-NOTA PARA A IMPRENSA-30.9.2011
III – Dívida líquida do setor público

A dívida líquida do setor público atingiu R$1.549,4 bilhões (39,2% do PIB) em agosto, reduzindo-se 0,2 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.

No ano, a relação DLSP/PIB registrou redução equivalente a 1 p.p. do PIB. O superávit primário acumulado contribuiu para essa redução com 2,4 p.p. do PIB; o efeito do crescimento do PIB corrente, com 2,8 p.p.; e a variação na paridade da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida, com 0,3 p.p. Essas reduções foram compensadas, parcialmente, pelo aumento de 4,1 p.p. do PIB nos juros nominais apropriados e pelo efeito da apreciação cambial de 4,7% registrada no período, com impacto de 0,5 p.p. do PIB.

A Dívida Bruta do Governo Geral (Governo Federal, INSS, governos estaduais e governos municipais) alcançou R$2.216,6 bilhões (56,1% do PIB) em agosto, reduzindo-se 0,1 p.p. do PIB em relação ao mês anterior.
URL:
http://www.bcb.gov.br/htms/infecon/notas.asp?idioma=p

ni201109pfp.zip—-(.txt .xls)

http://www.bcb.gov.br/ftp/notaecon/ni201109pfp.zip

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