
Blog do Ancelmo Gois

O Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, fundado em 1838, no Rio, guarda preciosidades raramente expostas. A instituição cultural brasileira mais antiga depois da Biblioteca Nacional, com sede na Glória, vai ganhar, enfim, uma publicação à altura do seu acervo. Em março, sai, pela Editora Capivara, “Brasilianas IHGB”. Serão 720 páginas, com 2.000 ilustrações e 800 verbetes de telas, fotografias, cartas e documentos, muitos inéditos. “Um livro de arte normalmente tem 200 ilustrações. Este é um trabalho especial de uma coleção incomparável”, analisa Pedro Corrêa do Lago, editor da empreitada. É o mais completo trabalho já feito com o acervo do instituto. “O livro tem que ser ambicioso porque o acervo é muito grande”, diz Pedro.
Grande e cheio de raridades. Estarão lá a máscara mortuária de Machado de Assis (foto embaixo), quadros raros, como de Frans Post, Ruínas da Sé de Olinda, de 1666 (no alto). Entre os documentos, está o processo de condenação de Tiradentes. Há fotos de Augusto Malta e Marc Ferrez, além de obras de Debret, o pintor francês, e Rugendas, alemão, que viajaram pelo país no século XIX.
E tem uma curiosidade: a carta de Duque de Caxias reclamando dos generais argentinos durante a Guerra do Paraguai. Na época, o Exército Brasileiro queria condecorar os colegas aliados, ao que Caxias respondeu: “Não adianta nem dar medalha, eles só fazem reclamar.”
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