4 de junho de 2026

A nova Marina Silva é uma criatura de Lula, segundo o Estadão

As coisas podem não ser o que parecem
 
O ESTADO DE S.PAULO
 
07 Setembro 2014 | 02h 04
 
É cada vez menor o número dos que duvidam hoje da derrota de Dilma Rousseff nas urnas de outubro. Mas a probabilidade da vitória de Marina Silva poderá resultar em enorme decepção para quem acredita que o voto na ex-senadora é o melhor caminho para livrar o País do lulopetismo. Esta é a conclusão a que têm chegado, nos círculos políticos de Brasília, petistas e não petistas com algum acesso a Lula, a partir da análise de seu comportamento diante de um quadro eleitoral que era impensável pouco tempo atrás.
 
Não é de hoje, garantem seus seguidores mais chegados, que Lula perdeu a paciência com a campanha da reeleição de Dilma. E não se trata nem de discordar da estratégia, se é que se pode chamar assim, que a presidente e seu círculo de assessores diretos impuseram à disputa.
 
Aos mais íntimos o ex-presidente se tem permitido expressar irritada decepção com a falta de competência política e de carisma de sua criatura. Afirma mesmo, como se não tivesse nada a ver com isso, que ela “não é do ramo”.
 
Diante do provável revés, Lula se esforça para disfarçar o mau humor com um comportamento discreto que o tem levado, para usar uma expressão futebolística tão a seu gosto, a simplesmente “cumprir tabela” na campanha. Mesmo porque uma omissão ostensiva seria inadmissível e a estridência crítica seria contraproducente.
 
Lula, portanto, parou para pensar em si mesmo, entregar os anéis para salvar os dedos e se concentrar em 2018, quando ele próprio poderá tentar, com o prestígio popular que lhe tiver restado, uma volta triunfal ao Palácio do Planalto. E, pelo que dizem ser seus cálculos, a eleição de Marina Silva agora pode ser mais útil a esse objetivo do que a reeleição de Dilma.
 
Dilma Rousseff entregará a seu sucessor um país em situação muito pior do que aquele que recebeu de Lula há quatro anos. Os indicadores econômicos, financeiros e sociais revelam essa lamentável realidade. O próximo ocupante da cadeira presidencial receberá uma verdadeira herança maldita. Reeleita, Dilma terá de mostrar uma competência que já provou não ter para evitar que a inflação estoure, a recessão econômica se instale, os programas sociais definhem e a companheirada em desespero piore as coisas tentando “salvar o seu”. E aí provavelmente nem mesmo Lula seria capaz de operar o milagre de manter o PT no poder em 2018.
 
Já Marina Silva na Presidência, com um programa repleto de boas intenções, mas sem nenhuma perspectiva concreta de apoio parlamentar para aprová-lo e de uma ampla e competente equipe técnica para realizá-lo, seria presa fácil de um PT que, na oposição, estaria à vontade para fazer aquilo em que é especialista: atacar, destruir. E depois de devidamente demolida a imagem de Marina, Lula poderia surgir, mais uma vez, como salvador da pátria.
 
Mas haveria ainda, segundo essas maquinações, uma segunda hipótese: governar com o PT. Marina não ignora as dificuldades que terá pela frente e tentará garantir o apoio de forças políticas que possam fazer diferença em seu governo. Petistas ou tucanos dariam a Marina apoio decisivo semelhante àquele que o PMDB oferece hoje a Dilma. Mas PT e PSDB dificilmente comporiam juntos uma base de apoio confiável. E, mesmo que os tucanos venham a apoiar Marina num eventual segundo turno contra Dilma, toda a história política da ex-senadora dentro do PT e a aversão aos tucanos que ela não se preocupa em disfarçar indicam que seus parceiros preferenciais seriam os petistas.
 
Reforçaria essa hipótese o fato de que Marina tem feito acenos de boa vontade a Lula, como a reiterada manifestação de que não seria candidata à reeleição em 2018 e de que estaria disposta a não desalojar completamente o PT de seu governo, promessa implícita na garantia de que pretende governar “com todos os partidos”.
 
Seja como for, Lula parece estar assimilando bem – e talvez até desejando – uma vitória de Marina Silva, que trabalharia para caracterizar como uma derrota de Dilma e não do PT. E o PT estaria, tanto quanto seu líder máximo, preservado do inevitável desgaste de mais quatro anos de barbeiragens políticas e administrativas.
 
A ser isso verdade, votar em Marina com a intenção de cravar uma bala de prata no coração do lulopetismo seria comprar gato por lebre.
 

Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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30 Comentários
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  1. edna baker

    8 de setembro de 2014 1:34 pm

    A mídia se encontra na

    A mídia se encontra na seguinte situação “se correr o bicho pega se ficar o bicho come”. Agora pensando bem – que amigos íntimos mais safados o Lula tem.

  2. Alessandro

    8 de setembro de 2014 1:37 pm

    Risível

    O texto é risível. Ninguém com um tico e teco minimamente estável levará este texto a sério.

    É uma tentativa deseperada, e antiquada, de bater no PT e tentar indicar que Marina não resolveria. Até falou do PSDB. Só faltou citar nominalmente a ‘salvação’ Aécio.

     

     

    1. Daytona

      8 de setembro de 2014 1:50 pm

      Ninguém com um tico e teco

      Ninguém com um tico e teco minimamente estável leva Estadão e similares a sério.

      1. Ivan de Union

        8 de setembro de 2014 2:59 pm

        A reportagem eh tao

        A reportagem eh tao extremamente burra que afirma que seria interessante para Lula levar o pais para a beira do abismo com Marina pelos proximos 4 anos para se reeleger em 2018!!!

        Suponho que o leitor do estadao merece seu jornal…  mas eu nao!

    2. Jaide

      8 de setembro de 2014 2:10 pm

      É isso. Aécio reanimado com

      É isso. Aécio reanimado com doses de “delação”, viremos as baterias para Marina e o seu programa “recheado de boas intenções” mas sem chance de sucesso. O mote de FHC em seu artigo dominical na FSP. E o Estadão acrescentou, com a mentirada de praxe, o perigo petista disfarçado. Rídiculo.

       Algo deu errado no plano. Ao que tudo indica,  a cria de FHC foi além do combinado, gostou e ainda tá se achando. Bem feito. Não sabiam que a “ungida” é mestre na arte de não perder oportunidades? É o que dá  não examinar com atenção históricos pessoais, sem os penduricalhos embelezadores.

  3. alexis

    8 de setembro de 2014 1:43 pm

    Mais uma

    Da série: O Lula é meu, não da Dilma!

    (Marina)

    Até o Estadão está nessa campanha, de dissociar Dilma do Lula 

  4. Daytona

    8 de setembro de 2014 1:49 pm

    O texto é risível mesmo, mas

    O texto é risível mesmo, mas tempos atrás fiz um comentário sobre como uma eventual eleição de Marina, com tudo que ela representa com seu discurso de Nova Política, representaria uma ameaça grande demais para esses grupos de poder da direita brasileira. Esse artigo do Estadão confirma minha análise.

  5. Moraes

    8 de setembro de 2014 1:51 pm

    Já vi novelas mais criativas.

    Já vi novelas mais criativas. E depois meus amigos me dizem que eu tenho mania de estórias escabrosas e teorias conspiratórias. Perto dessa soma de imagens alucinatorias do Estadão eu sou um primor de sobriedade. 

  6. Miguel A. E. Corgosinho

    8 de setembro de 2014 1:52 pm

    O jornal não tem cara.
    Esse

    O jornal não tem cara.

    Esse post não tem quem o assina?

    Mostre a prova escrita ou gravada que esse invisível imbecil tem como fonte de que Lula disse essas compararações sobre Dilma.

    Ou são somente ilações sem procedência, como se nós fossemos todos idiotas em acreditar nesse julgamento moral em nome de uma certa concepção de Marina pelos seus patrocinadores – Bancos e investidores do mercado financeiro?

     

  7. Aline C Pavia

    8 de setembro de 2014 2:06 pm

    Estadão desesperado

    Como é bom começar o dia rindo… pelo amor de Deus, não votem na Marina, nem na Dilma!!

    E o tom do Estadão ao grafar “lulopetismo” é o mesmo do Bonner ao falar de “petistas” = leprosos…

  8. Pereira LF

    8 de setembro de 2014 2:19 pm

    Terrorismo eleitoral

    Ai…..ai…..essa imprensa……..ora é a Veja fazendo cozidão de boatos e vendendo o que não tem…..ora o Estadão, Folha e Globo com as divagações de sempre, sem rumo editorial, só desorientando…..todo mundo em cima do muro……esperando que o acaso encontre a solução……todos vendendo vento…….Dilma não serve…….Aécio é a volta do PSDB de triste memória….Marina é um tiro no escuro…cheque em branco, sei lá…..talvez a solução seja trazer Jesus Cristo para a disputa…..Essa tese da falta de apoio parlamentar é puro terrorismo. Nossos políticos são tão descaradamente fisiológicos que, se Marina vencer, voarão como um enxame para seu colo…..para votar com o Governo…..e garantir seus interesses paroquiais. 

  9. leonidas

    8 de setembro de 2014 2:23 pm

    O estado de Sao Paulo nao diz

    O estado de Sao Paulo nao diz que a Marina seja criatura do Lula

    Essa dedução é por conta e risco do autor do texto que inclusive excerce algo no estilo ” PIG” seguindo o conceito dos ditos progressistas.

    O que a materia alega ( com razao ) é que a derrota de Dilma pode indiretamente favorecer o presidente Lula.

    Isso pelo fato de herdar as constas publicas em situaçao dificil e para consertar anos de populismo sera obrigada a adotar corte de custos e nao tera muito o que mostrar , com isso ela alem de nao ter capital politico para apoiar o adversario de lula, ainda iria tirar do colo do PT a colheita de anos de má administraçao regada a muita ideologia barata as custas dos interesses comerciais do pais.

    Foi isso o que a materia disse, nada alem disso… 

    1. José Lidio Moura Pinho

      8 de setembro de 2014 2:58 pm

      Obrigado por interpretar prá

      Obrigado por interpretar prá mim, o que significou essa idiotice chamada reportagem prá vcs.

      Sempre segundo interlocutores. Esse estadinho já foi mais criativo, inclusive, nas receitas de bolo!

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  10. marcelo

    8 de setembro de 2014 2:33 pm

    Tentativa de resgatar os

    Tentativa de resgatar os votos tucanos que marinaram.

    1. José Lidio Moura Pinho

      8 de setembro de 2014 2:57 pm

      Sim e Não Marcelo;
      Mais Isso

      Sim e Não Marcelo;

      Mais Isso também se chama a fidelização da idiotice!

  11. CB

    8 de setembro de 2014 2:54 pm

    É sério? O jornal

    É sério? O jornal supostamente sério usa o termo “lulopetismo” igual ao que a trollagem usa na internet? Em todo caso, o jornla julga seu eleitor um lunático ao tentar passar pra frente a história de que Maria Osmarina seria a continuação do “lulpetismo”. Lulopetismo bancado pelo itaúúúú. Quaquaquaquaqua!

  12. Ivan de Union

    8 de setembro de 2014 2:54 pm

    O item eh fantasia.  Ou

    O item eh fantasia.  Ou palhacada mesmo.  Vejamos:

    “probabilidade da vitória de Marina Silva poderá resultar em enorme decepção para quem acredita que o voto na ex-senadora é o melhor caminho para livrar o País do lulopetismo. Esta é a conclusão a que têm chegado, nos círculos políticos de Brasília, petistas e não petistas com algum acesso a Lula, a partir da análise de seu comportamento”

    “Não é de hoje, garantem seus seguidores mais chegados, que Lula perdeu a paciência com a campanha da reeleição de Dilma”

    “Aos mais íntimos o ex-presidente se tem permitido expressar irritada decepção com a falta de competência política e de carisma de sua criatura. Afirma mesmo, como se não tivesse nada a ver com isso, que ela “não é do ramo””  (Eh, gente, Lula falou isso, viu?)

    “Lula se esforça para disfarçar o mau humor com um comportamento discreto que o tem levado, para usar uma expressão futebolística tão a seu gosto, a simplesmente “cumprir tabela” na campanha”

    “pelo que dizem ser seus cálculos, a eleição de Marina Silva agora pode ser mais útil a esse objetivo do que a reeleição de Dilma”

    Como eu disse, fantasia ou palhacada mesmo, nao da pra distinguir.

  13. maria rodrigues

    8 de setembro de 2014 2:59 pm

    Vez por outra tenho visto

    Vez por outra tenho visto Lula discursar no palanque de Dilma. A voz dele foi muito afetada após a cirurgia. Às vezes penso que esse foi um dos motivos porque Lula não flertou com sua candidatura agora. Vale dizer que só quem sabe qual a real situação da saúde de Lula são os seu médicos. O fato é que Dilma não consegue muito sem o apoio dele, que tem sido mínimo para o que seria necessário. 

  14. edisilva

    8 de setembro de 2014 3:01 pm

    Lula: maligno e

    Lula: maligno e maquiavélico.

    Ainda bem que temos o cavaleiro das Minas Gerais para nos salvar.

  15. saulogeo

    8 de setembro de 2014 3:07 pm

    Salve-se quem puder!

    O desespero chegou.

    Apostaram no apocalipse da Dilma e, com o “foguete” Marina, sem querer, abateram o Aécio…..

    Coisas da vida.

    Agora, estão desconfiados desse plano B que caiu sobre as suas cabeças.

    E, pelo jeito, estão tentando apagar o incêndio jogando mais gasolina.

    A conta está chegando…….

  16. mcn

    8 de setembro de 2014 3:22 pm

    Tico disse que Lula marinou.

    Tico disse que Lula marinou. Teco curtiu e compartilhou no Estadão.

    Absolutamente estúpido este editorial. Quem acredita em Mesquitas, acredida em qualquer coisa.

  17. Maria Luisa

    8 de setembro de 2014 3:38 pm

    Sonhaticos

    Vai entrar para os anais do Estadão (e do jornalismo): como criar um editorial sem pé nem cabeça !

  18. Juliano Santos

    8 de setembro de 2014 3:48 pm

    Essas “fontes próximas à

    Essas “fontes próximas à Lula” que esse cara do editorial ouviu, sequer existem, acredito eu. Esse texto é uma mistura de whisfull thinking, a de que Dilma é um fiasco total, com medo de que Lula volte em 2018, devido a um fiasco, aí certo, de um governo Marina.

    Um dos editoriais mais ridiículos já escritos pelo pig. Mas apesar disso, acerta no prognóstico, a vitória da Marina garante com quase certeza de 100% de que Lula volta em 2018. Aí recomeça-se mais um ciclo de várias adminsitrações petistas, em que o pig estará irremediavelmente relegado à insignificância.

    A unica chance que o Estadão enxerga de desmontar o projeto petista é com a vitória do Aécio. Aí no caso, devido a uma estrutura partidária (ainda forte) e com muito mais estratégias objetivas de permanecer no poder, a volta de Lula em 2018, deixa de ser uma certeza, ainda que provável. Passa de 100 para entorno de 70%. 

    PS: O Lula só descobriu agora que a Dilma não tem carisma! Hilário

  19. Sta Catarina

    8 de setembro de 2014 3:52 pm

    Propaganda

    Pura propaganda para o Aécio ou estou enganado? Realmente ou a Marina caiu na desgraça da mídia ou nos bastidores estão vendo que a presidente Dilma disparou na intenções de voto.

  20. morallis

    8 de setembro de 2014 4:24 pm

    KKKK
    Chupeta!
    Que texto

    KKKK

    Chupeta!

    Que texto horrivel !

    Creio que nem aqueles que torceram para que o cancêr

    de Lula  acabasse com ele engoliram essa. Se tudo é 

    cria do Lula..ok..oposição!

  21. Orlando Soares Varêda

    8 de setembro de 2014 7:15 pm

     
    Essa imprensa mequetrefe e

     

    Essa imprensa mequetrefe e suas idiotas armações. Então o caneta do estadão se pôs escondido debaixo da mesa de reunião do PT e ouviu a conversa dos amigos do Lula, relatando a irritada decepção “do criador,” com a falta de competência política e de carisma de sua criatura.

    É como se o Lula, fosse um zero em política, como o vaidoso e burro FHC, ao cristianizar o candidato do seu partido, para voltar por cima nos braços do povo quatro anos depois. Golpezinho fajuto a lá Jãnio Quadros. KKKK…KKKK só gargalhando desses mequetrefes analistas de merda.

    Orlando

     

  22. Hélio Floripa

    8 de setembro de 2014 7:31 pm

    É triste ver a que nível de
    É triste ver a que nível de ridículo chega um jornal…Fontes sem nome, análises que são puro wishful thinking, ilações, terrorismo eleitoral. Realmente eles estão desesperados

  23. altamiro souza

    8 de setembro de 2014 8:38 pm

    análise fossilizada do

    análise fossilizada do geriarca estadâo,

    o mais velho e matusalênico

    e brochantre

    veículo impresso

    de toda a história da impresa ocidental e quiçá do mundo.

    parece que acostumou-se a escrever equivocadamente

    e persisitr nesse erro por anos a fio,

    como ocorria na ditadura,

    onde um colunista cohecido manteve o emprego por mais de vinte anos

    dizendo as mesmas coisas,

     copidescando o seu próprio texto

    sempre igual durante todo esse tempo

    sem que os copidesques

    ou revisores – tem isso  lá?

    ou editores palermas

    e possivelmente semianalfabetos funcionais   do jornal

    notassem nadica de nada.  

    além de exercer a calhorda e canalha arte da premonição catastrofista

    junto com seus irmãos siameses destruidores do país,

    o feroz estadão agora resolveu penetrar na mente do ex-presidentre lula e extrair de lá as abomináveis criações da mente putrefata de  um escriba qualquer de seu aquário trubaronístico que se acha o dono de todas as  mentes o mundo.  

    desprezível.

     

     

  24. Roberto São Paulo-SP 2014

    9 de setembro de 2014 12:30 am

    Um momento de lucidez

    Caiu a ficha pelo menos para o Estadão.

    Em um regime democrático e com eleições regulares, o partido ou os partidos vitoriosos precisam realizar um governo melhor do que o anterior, para continuar no poder ou impedir a volta dos derrotados.

    Esta aliás foi a aposta de FHC em “Lula o breve”, já que havia deixado um enorme desemprego, um salário mínimo de R$ 200,00,  uma dívida pública atrelada ao dólar, um país endividado, sem reservas Cambiais, e de joelhos diante do  FMI, certamente imaginou que seria muito difícil governar nestas condições.

    Mas foi ao contrário do que imaginou FHC, estas condições facilitaram a tarefa do Presidente Lula, já que ser pior seria difícil, e bastaria ser um pouco melhor.

    Com um pouco de sorte e muita competência, o  Presidente Lula conseguiu ser muito melhor do que FHC, reduziu o desemprego, garantiu aumentos reais ao Salário Mínimo, quitou a dívida com o FMI, desdolarizou a dívida interna, ampliou o crédito, as políticas sociais e ainda gerou milhões de empregos com carteira assinada(férias remuneradas, FGTS, licença médica remunerada, licença maternidade remunerada, aposentadoria, 13o. salário, PIS e acesso ao crédito).

    Caso o PT seja derrotado nestas eleições, o próximo governo,  qualquer que seja ele,  terá que ser muito melhor do que o Governo da Presidenta Dilma, principalmente na questão do emprego e dos salários, mas também nas questão das estatais.

    Hoje a Petrobras, o Banco do Brasil a Caixa econômica Federal estão gerando grande lucros, em caso de redução dos lucros ou de prejuízo, a sombra do PT estará presente.

    Ao menor sinal de recessão e desemprego, ou de redução das politicas sociais,  o PT se tornará quase invencível nas próximas eleições, principalmente se Lula for o candidato a Presidente.

     

  25. Nilva de Souza

    9 de setembro de 2014 1:30 am

    O que é isso? 
    Parece um

    O que é isso? 

    Parece um panfleto bem vagabundo de centro acadêmico de secundaristas.

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