Por Alexandre Tambelli

Acabei realizando este texto/análise particular, um apanhado dos últimos tempos da Política no Brasil e posto aqui.
A Política no Brasil dois meses depois de 15 de março de 2015
Para o Governo Dilma o silêncio é a arma mais eficaz dos tempos atuais, penso eu. Não temos como agir diante da doença a que se submetem a velha mídia e a oposição política de direita, tanto via Cunha/Renan como via PSDB de Aécio, oposição que caminha num grau de estupidez imenso e sem nenhum interesse com o desenvolvimento econômico e social do Brasil e que elegeu um número significativo de deputados e senadores no Congresso Nacional em 2014 através do antipetismo doentio que se instaurou na sociedade.
Não custa lembrar. Quem se mostrou ser o mais antipetista dos candidatos as classes médias e média-altas tradicionais votaram e se tornaram estes candidatos campeões de votos. Classes sociais muito afeitas ao voto classista e voto influenciado pela narrativa da velha mídia, em especial, Revista Veja e Globonews.
Claro ficou, ao menos para mim, que o erro fundamental do Governo eleito foi não bater a bola no peito, colocá-la na ponta dos pés e chutá-la para o gol assim que o PT venceu a Eleição em outubro de 2014. Ali, Dilma deveria ter ido à TV no dia seguinte e estabelecido o compromisso dela com os vencedores. Veio um silêncio inexplicável por semanas. A direita nesse vácuo de comunicação pôs as mangas de fora e fez aflorar todo o processo contestatório de uma massa ignara antipetista ao extremo, já engravidado no período pré-eleição via Internet e suas mensagens ou apócrifas ou de ódio incitados por colunistas de revistas como a Veja e pelas rádios de notícias + jornais e telejornais da velha mídia.
Aécio pensou que seus 50 milhões de votos poderiam se tornar uma corrente de aliados para derrubar o Governo eleito democraticamente, e no qual o próprio derrotado, se sentiu como o líder de um Golpe contra a Democracia brasileira com direito a tomar posse sem vencer aceitando que se fizesse qualquer coisa para mudar o resultado do pleito.
E depois vimos o resultado de toda essa irresponsabilidade do silêncio inicial do Governo eleito logo após vencer.
Eu tenho como imagem do momento atual que a sobriedade Política vencerá a raiva, as bravatas e o falar/ação violento de conjuntos inteiros de deputados, senadores, governadores, etc. da oposição. A Presidenta Dilma não deve se misturar a esta patifaria toda, ficar sóbria faz bem, porque o clima chegou ao limite. Ela preserva sua imagem assim.
Uma panela a menos a cada dia é o melhor remédio hoje. Um maluco a menos nas ruas é necessário! Imagino eu que Dilma respondendo a velha mídia e a oposição doente, só aumentaria a confusão, só traria mais inimizades para dentro dos lares brasileiros.
É preciso dizer e sem dar voltas. Esses políticos da direita estão doidos, partindo para agressões físicas, como o caso envolvendo a Deputada Jandira Feghali (agredida) e o Deputado Roberto Freire (agressor) e não recriminando situações vexatórias no Congresso Nacional, como a do sindicalista pelego da Força Sindical que colocou a bunda para fora da calça em pleno Parlamento.
Vivemos, atualmente, a doença da busca do Poder pelo Poder nas oposições custe o que custar ao Brasil e à Democracia. E da sobrevivência na base, também, do custe o que custar, vide a PEC da Bengala, que quer impedir que a Presidenta Dilma indique 5 ministros do STF que tem direito constitucionalmente, aumentando a idade de aposentadoria dos Magistrados de tribunais superiores para 75 anos e o embate sem freios entre os dois principais nomes do Legislativo brasileiro Eduardo Cunha e Renan Calheiros e o Procurador Geral da República Rodrigo Janot por este abrir investigações contra os dois políticos em decorrência da Lava-jato.
A PEC da Bengala impediria de serem aposentados alguns Ministros do STF que acreditam Eduardo Cunha e Renan Calheiros mais uma quantidade expressiva de deputados: a maioria do Partido Progressista (PP) votarem contra a possível cassação dos seus mandatos e prisão no julgamento que ocorrerá no STF.
O Governo Federal optou por realizar ações para além da comunicação por este tempo, o que se torna saudável frente à divisão crescente dos brasileiros que formatou parcelas sociais inteiras com ódio ao PT, Dilma e Lula insuflado e apoiado o ódio pela velha mídia e seus colunistas irresponsáveis do tipo Reinaldo Azevedo, Merval Pereira, Alexandre Garcia, Rodrigo Constantino, etc.
Nestes dias lemos sobre investimentos vultuosos no Brasil vindos da China e a busca de outros investidores, até sobre a visita da Presidenta Dilma em 30 de junho aos EUA. A Petrobrás batendo recordes no Pré-Sal e tendo lucros significativos no trimestre e o pacote de novas concessões de obras de infraestrutura do Governo Federal na ordem de mais de 150 bilhões de reais.
São dados concretos para além do discurso do caos, que parece ser a única bandeira da velha mídia e da maioria da oposição política. Aqui respostas concretas ao abstrato noticiário que o Brasil é submetido por serem a quase totalidade dos meios de comunicação brasileiros ferrenhos oposicionistas do Governo Federal. Problemas, temos. Como ignorar a inflação nos alimentos e o pequeno aumento na taxa de desemprego, vindos de problemas relacionados, principalmente, com a construção civil, afetada em muito, pela irresponsabilidade da Lava-jato e de alguns membros do Judiciário, aliados da oposição política, que sonham paralisar o Brasil dificultando o deslanchar de suas obras de infraestrutura necessárias, sonhando até quebrar nossas maiores empreiteiras e a Petrobrás por anseios de tirarem o PT do Poder em 2018.
Eu já passei do tempo de defender um embate direto com a velha mídia e a oposição política, essa gente parecem estar todos doentes, agravada a doença pela quarta vitória seguida do PT nas eleições presidenciais.
O que o Governo fizer de bom para os brasileiros vai ser detonado só por ser o Governo Dilma, e não adianta, se o Governo se comunicar muito a velha mídia e a oposição se enfurecem dobrados.
Em dando certo o plano Levy, a expectativa é de que até o final do terceiro trimestre as coisas entram nos eixos, o Governo Dilma vai recuperando aos poucos sua credibilidade, e para além de qualquer noticiário ou pesquisa de popularidade.
Sem contar que a Direita está em processo de brigas entre seus próprios membros. Eduardo Cunha e Renan X PSDB estarão disputando nestes tempos espaço de destaque na oposição para ser a candidatura/chapa de oposição a Lula em 2018. Presidente da Câmara dos Deputados que sonha ser o primeiro Presidente evangélico do Brasil X PSDB que sonha retornar ao Poder Federal, após 4 vice-campeonatos. Quem vai levar a melhor?
É preciso dizer, o PSDB deu um poder muito grande ao Deputado Eduardo Cunha e pode pagar caro, opinião minha. Um partido que teve 50 milhões de votos não deveria ser antagonista ferrenho nem ser apenas um coadjuvante no Congresso Nacional, comandado por Eduardo Cunha e Renan Calheiros. Porém, o antipetismo doentio lhes fez colocar Eduardo Cunha e Renan Calheiros como presidentes da Câmara e do Senado e o Governo Dilma + o PT como inimigos mortais.
A outra necessidade dos tempos atuais é vivenciada pelo compasso de espera para retornarem os pronunciamentos da Presidenta Dilma em rede nacional de rádio e TV, porque não se tem ao certo uma posição de como realizá-los e o momento de fazê-los. Faço uma explanação aqui.
Parece, impressão atual, que arrefeceu um pouco o clima que até o começo de abril era de extremismo dos políticos da direita e que apoiados pela velha mídia queriam ver o Brasil pegar fogo. Não teríamos como prever as reações da população antipetista se o Governo Federal se pronunciasse nestes dois meses que passaram pós 15 de março.
O eleitor da direita se desmobilizou aos poucos assustado com as ruas e os 10% de extremistas favoráveis ao Golpe Militar e à Ditadura, com os Skinheads e os simpatizantes do Fascismo que foram juntos com essa massa cooptada pela velha mídia e oposição às ruas protestar contra a derrota e mais tudo o que creem ser verdade, mesmo que sem ser plausível os seus desejos nem possíveis de serem realizados (aqui falo do impeachment), porque a realidade Jurídica dos fatos não permite.
O que aconteceu até abril com força deve se concentrar, penso eu, em parcelas menores da sociedade e o diálogo pode retornar.
Se vocês observaram das manifestações de março para a de abril ficaram nas ruas só os radicais da extrema-direita, a população de classe média e média alta tradicional em geral se recolheu e num primeiro instante manteve o antipetismo forte, só que com medo das ruas.
Daí houve uma substituição do chão da Avenida Paulista para o panelaço, que era uma manifestação segura (sem risco de vida e violência), bem ao estilo de um público que não é acostumado com embates mais corpo a corpo, e vive centrado na tríade família, trabalho e balada com amigos. Em maio no dia do Programa do PT na TV esboçaram mais panelaço, mas já estava fraco e desmobilizado.
Talvez a aprovação pela oposição política e de direita na Câmara dos Deputados do PL 4330 (das terceirizações) tenha sido a pá de cal.
Até o famigerado PL 4330 existiu um tempo de ausência de limites dos deputados federais oposicionistas, que creram poder votar qualquer Projeto de Lei, Proposta de Emenda Constitucional no Congresso Nacional porque consideraram as manifestações da direita nas ruas respaldo popular para qualquer decisão que tomassem.
Na semana que passou, vendo o erro brutal do PL das terceirizações (apesar deles quererem sua aprovação), a direita colocou em pauta e votou o fim do Fator Previdenciário para retomar uma possível existência de panelaços futuros com intensidade se a Presidenta Dilma vetá-lo. É a estratégia de não dar 1 minuto de fôlego ao Governo Federal.
E pensando aqui, o Fator Previdenciário tornou-se a moeda de troca da direita. Se Dilma vetar o PL das terceirizações, o que fará, no instante seguinte a Câmara dos Deputados, com seu viés de direita e anti-Governo Federal, aprova o fim do fator previdenciário.
O Governo Federal está trabalhando para modificar a realidade com índices econômicos positivos e ações favoráveis à população, penso eu, antes da Presidenta Dilma se pronunciar em rede de rádio e TV.
Lembremos que àquele pronunciamento do ajuste fiscal e das medidas anticorrupção foi uma gritaria só e reclamamos que dele surgiu um clima ainda mais hostil ao Governo e entre os brasileiros e que se deu o pronunciamento em hora errada. O Governo sentiu o baque ali e agora estuda o momento da Presidenta Dilma se pronunciar sem receios. Sabe que o discurso deve ser contundente e propositivo e mostrar dados positivos que beneficiam A, B e C, porque ai não haverá panelaço na próxima vez que Dilma for à TV.
A comunicação do Governo, aqui sempre sabemos, deve ir para além da velha mídia, mas chegar ao conjunto dos brasileiros de alguma forma.
Hoje, a velha mídia não faz mais Jornalismo, agora a moda é a invenção, vide reportagens de capa sem pé nem cabeça da Revista Época desmentidas em poucas horas; a absurda objeção à indicação feita pela Presidenta Dilma de Luiz Antonio Fachin, um dos maiores juristas brasileiros e unanimidade em sua Profissão, para ocupar a vaga de Joaquim Barbosa no STF; e o caso da entrevista da bolsista do Ciência Sem Fronteiras para TV Globo que inventaram partes de suas respostas com intuito de detonar o programa e o Governo Federal, aqui a Rede Globo pediu desculpas ao seu telespectador pelo erro cometido, tamanha a mentira propagada.
E o oportunismo grassa no universo político da direita. Mais desonestidade do que se fingirem defensores dos trabalhadores brasileiros e dos aposentados e votar o fim do fator previdenciário, que eles mesmos criaram, e que quando chegarem ao Poder podem recriá-lo não existe.
Tudo é apenas uma jogada para tirar o PT do Poder.
Deixo a pergunta:
Como solucionar a divisão de opinião entre as centrais sindicais e o Governo Federal que tem responsabilidade total sobre o orçamento do País na votação do fim do fator previdenciário?
É um jogo sujo demais.
Não se podem dar muitas pistas (o Governo), pensando bem!
Imagina Dilma indo na TV de antemão e dizendo que vai vetar a PL 4330 e que não tem como apoiar, atualmente, o fim do Fator Previdenciário, caem matando nela.
Vivemos uma situação muito difícil!
Por isto defendo que se for para Dilma se comunicar que seja um discurso que não caiba reprovação porque beneficia a todo brasileiro sensato e trabalhador.
Vá à TV e fale do Projeto de Taxação das grandes fortunas que o Governo irá enviar ao Congresso, então, quero ver alguém da classe média, média alta tradicional bater panela. Só o Reinaldo Azevedo e a Miriam Leitão teriam a pachorra de reclamar, certo?
Vivemos um tempo de profunda destruição das convivências entre diferenças, certo?
A oposição surtou. E a velha mídia também.
Vivem em mundo paralelo onde acreditam poder tudo. O que fosse respondido com veemência pelo Governo Federal nestes últimos meses só resultaria em mais violência. A poeira baixando se renovam os olhares, a população pode abrir-se a ouvir.
E, apesar de todo apoio da velha mídia a direita tem se queimado muito com Eduardo cunha, Renan Calheiros (nem tão oposição assim) e Aécio Neves e seus interesses particulares se sobrepondo aos interesses do Brasil. Esta exposição pelo lado negativo será, penso eu, boa para a Presidenta Dilma e Lula. É preciso dar tempo ao tempo.
A economia se acertará com ações. É preciso entender que a Política é um processo e visa o longo prazo. A direita no seu imediatismo foi além do limite e o PT sabe disto. Uma hora a máscara cai. E 2018 está longe.
Luis S
19 de maio de 2015 2:31 pmSilencio
Talvez o autor tenha razao. O silencio e’ a melhor estrategia para um governo que passou cinco anos sem dar valor a comunicacao. Querer aprender um skill novo no meio da crise nao adianta – tinham que ter feito isso ha muito tempo. Agora e’ aguentar o tranco e torcer para que a economia comece a se movimentar…
E deixar o Lula falar.
Alexandre Tambelli
20 de maio de 2015 1:02 amA Lei de Médios.
Como diz minha amiga Dê que vem aqui no Nassif também, em 2008 havia as condições para uma Lei de Médios com o Presidente Lula nas alturas em popularidade e um Congresso mais progressista e governista.
Hoje mudou o quadro e toda ação deve ser bem pensada. O silêncio hoje, ajuda mais do que atrapalha, opinião minha.
Abraço Luis,
Alexandre!
Ivan Pedro
19 de maio de 2015 2:52 pmTorço …
Espero que vc esteja certo, mas, ao que parece, este silêncio da Dilma dá enorme impressão de covardia; sem falar na inação do PT, que parece ter se apaixonado por cargos e ter esquecido das causas populares… Não se iluda !!! Quanto menos reage alguém que apanha, mais agredido será !!! Já passou da hora do PT parar de se comportar como quem merece as pancadas e começar a reagir à altura !!! O brasileiro não entendi este arzinho de superioridade passivo…
Marly
19 de maio de 2015 5:11 pmNão concordo …
Silenciar à críticas decentes é uma coisa. Mas quando os críticos num baixo nível, com calúnias e com reações esquisofrênicas nos ofendem, o melhor é calar, pois quem convive com porcos farelo come. A postura de Dilma foi correta, mostrando comportamento dígno e que está muito acima desses insanos e inconformados.
Alexandre Tambelli
20 de maio de 2015 12:58 amIvan!
Ivan!
Talvez possamos dizer que o excesso é o começo do fim.
É a curva descendente que se chega. Assim vejo a oposição, só tem descendente para ir do jeito que resolveram ser oposição.
Abraço,
Alexandre!
Álvaro Noites
19 de maio de 2015 3:27 pmTambém creio que nessas horas
Também creio que nessas horas não adianta de nada se rebaixar ao nível deles. É o mesmo que querer discutir com bêbados em bar.
Ainda creio que a direita e a mídia já estão se queimando sozinhas, mesmo para os anti-petistas está a olhos vistos o ridículo do Aécio Neves que teima em aceitar a derrota, a grosseira manipulação da Globo, Veja, Jovem Pan et caterva e, como grande desfecho, o assustador e insano comportamento dos que se convencionou a chamarmos de “midiotas” (vide este comportamento quase animalesco de demonstrar ódio a uma simples peça de roupa vermelha, como no caso do Guga Noblat).
Não por méritos do Governo, mas por um monumental demérito de seus opositores, ainda veremos uma situação favorável ao primeiro.
Alexandre Tambelli
20 de maio de 2015 1:05 amÁlvaro!
Valeu por comentar!
A oposição de direita e a mídia que ai estão perderam qualquer condição de pensar o Brasil para além do PT, opinião minha.
Abraços,
Alexandre!
Hcc
19 de maio de 2015 4:14 pmAnaálise com os erros de sempre
Quem vai dizer o que a Dilma deve ou não fazer? Ela adotou uma maneira de lidar com a crise e tem dado certo; trabalha com sempre fez. Ela se firma como estadista de primeira ordem por tudo que já fez e ainda continua fazendo. E o país avança e as coisas se aclaram a seu favor.
O pt já teve o testemunho de que nada fez de corrupto e a prova é a prisão da “cunhada” do vacari depositando em caixa eletronico. A petrobras petrobeia, os chineses estão aí com mais tutu, o mais médicos continua salvando vidas, as casinhas já vão para mais de 3 milhões, o Brasil sem miséria continua escandalosamente bom, etc, etc.
É um erro crasso de avaliação da posição da Dilma e uma covardia dizer que foi irresponsável o seu não confronto porque a Dilma nunca foi irresponsável. Nunca. Neste caso fica claro que a irresponsabilidade é do autor que não tem, ninguem tem, o direito de chama-la de irrersponsável. O nassif tem também batido irresponsavelmente nesta tecla de atacar a Dilma sem a mínima razão. Artigo assim ajuda muito o pig bandido e nazista.
Alexandre Tambelli
19 de maio de 2015 4:41 pmHcc!
Eu não estou indo contra a Presidenta Dilma em minha análise, apenas creio que no momento da vitória quem parece ter comemorado foi a oposição. Ali, se Dilma e sua equipe de comunicação tivessem se mostrado pró-ativa, talvez, as manifestações de 15 de março, 12 de abril nem saíssem do papel.
A comunicação ali era possível, porque acabava de vencer o PT. Pós este momento, com o silêncio, a direita insuflada e seus canais hegemônicos de comunicação fizeram qualquer coisa para desestabilizar os vencedores, como pedir até a recontagem dos votos no TSE, a impugnação das contas de campanha e a destituição da Presidenta, democraticamente eleita.
Ai, o Governo se viu acuado, e continua hoje seu trabalho governando o país, porém, sem saber ao certo o momento adequado para se comunicar com a população. Sabe, o Governo, que precisam arrefecer os ânimos golpistas e de ódio para reestabelecer um diálogo mais direto com a população, principalmente, as classes médias e média-altas tradicionais.
Estamos no mesmo barco e defendendo o Goveno Dilma. Só não podemos perder o contato com a realidade, no outubro vencedor de 2014 o Governo Federal se silenciou por semanas e ai foi que adentrou a direita e fez o clima que já era de confronto ficar pesado demais, a ponto dessas manifestações, como a de 15 de março, serem enormes.
Abraços,
Alexandre!
Marly
19 de maio de 2015 5:03 pmA hora de silenciar…
É importante saber a hora de falar e silenciar. Muitas vezes o silencio é mais eloquente que as próprias palavras. Ficamos aflitos Alexandre, mas penso que ela sabe o terreno que está pisando. Não cabe comparações, mas lembrei-me de uma história sobre um comandante de avião que sobreviveu a um acidente. Após as várias perícias, muitos analistas apontavam as mais diversas opções que ele poderia ter excutado.E o comandante respondeu: Vocês tiveram meses para chegar à essas conclusões e eu tive segundos para tentar sanar a pane.
edna baker
19 de maio de 2015 6:03 pmMuito bom Marly. Atingiu com
Muito bom Marly. Atingiu com poucas palavras, o alvo.
Alexandre Tambelli
20 de maio de 2015 12:55 amCom certeza Marly!
Um abraço,
Alexandre!
Severino Januário
19 de maio de 2015 5:09 pmJá acreditei que tínhamos
Já acreditei que tínhamos pela frente uma luta política, a ser travada com adversários capazes e muito bem escolados. Políticos experientes. Hoje, acredito que nosso maior inimigo é a canalhice. E ficamos muito sem jeito, porque para nós, que levamos a sério a política, torna-se muito difícil combater uma canalhice sem limites, empoderada por uma mídia super-canalha. Não será bom calar, mas será necessário juntar todas as forças progressistas para dar combate sem tréguas à canalhice e ao cinismo destrutivo.
Alexandre Tambelli
20 de maio de 2015 12:54 amE como é difícil…
E como é difícil conviver com uma oposição e mídia destas, Severino!
Dilma é uma vitoriosa. Manter-se assim altaneira e sóbria é para a gente se orgulhar e dizer que ela é uma grande Mulher!
Abraço,
Alexandre!
edna baker
19 de maio de 2015 6:06 pmExcelente texto Alexndre
Excelente texto Alexndre Tambelli. Parabéns!
Alexandre Tambelli
20 de maio de 2015 12:51 amObrigado!
Valeu Edna por gostar,
um abraço,
Alexandre!
Nicolas Crabbé
20 de maio de 2015 11:43 amErros
Concordo com a avaliação política, mas você esqueceu de levar em conta um aspecto importante, que é o desastre das medidas econômicas que o governo está tomando, para corrigir erros do passado.
Juros nas alturas e corte indiscriminado nas despesas (estão inclusive falando em voltar atrás na desoneração da folha), afetando o repasse para todos os setores da economia. As consequências estão aí para todo mundo ver: queda brutal do consumo, paralisação da construção civil, falência dos pequenos negócios, desemprego subindo, e que deve subir muito mais.
Pode ser (e pessoalmente espero) que Dilma sobreviva aos ataques insanos da oposição com a tática do silêncio, mas ela não tem nem ideia das consequências nefastas do seu plano fiscal sobre sua popularidade junto à parcela da população que a elegeu. Quando o desemprego voltar a subir e os beneficiários das políticas dos governos anteriores começarem a perder os ganhos que obtiveram nos últimos 12 anos, aí é que a popularidade da Dilma despenca de vez.
Essa população não vai se manifestar em panelaços ou passeatas junto com a minoria de extrema direita saudosa da ditadura, mas o resultado aparecerá nas próximas eleições, infelizmente com a derrota do PT, minado pela campanha sórdida da mídia mas também e sobretudo pelos efeitos deletérios de uma política econômica que bate de frente com tudo que o próprio PT sempre preconizou.