4 de junho de 2026

A proposta de Cristóvam Buarque de federalizar a educação básica

Por Arthur Taguti

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Comentário ao post “A racionalidade isolada de Sarney na discussão do Plano Nacional de Educação

Não sei o motivo que origina a implicância que o Nassif tem com o Cristóvam Buarque. Particularmente, penso que nunca foi suficientemente discutido (inclusive em editorial) sua proposta que é a melhor que temos no momento: federalizar a educação básica. O fato dos alunos de Institutos Federais muitas vezes terem desempenho melhor do que os da rede privada é uma mostra de como a União tem dinheiro para gerir e implementar educação de qualidade.

Realmente o ambiente ideal é que a educação básica esteja nas mãos de Estados e Municípios. Mas temos um federalismo à la EUA, em que a repartição das competências tributárias é real e os Estados são munidos de $$$$?

Aqui, fora a União e alguns Estados/Prefeituras ricos, a maioria vive de pires na mão, que o diga montar uma educação de qualidade..sem contar que, quando o Fundeb distribui dinheiro, dividindo-se por 26 Estados + DF e trocentos mil Municípios, quanto sobra para cada um?

Mesmo quando vemos educação básica em Estados ricos, como SP e RJ, como ter esperança que o quadro mude diante de políticos locais incompetentes e que possuem total desprezo pela matéria? O último resultado do PISA (em que ficamos entre os 10 últimos, entre 65 contendores) é uma mostra de como a melhora da educação anda a passos de tartaruga.

Como eu acho improvável que o Congresso decida promover uma completa alteração do quadro de arrecadação, dando maior poder financeiro a Estados e Municípios, a solução é federalizar mesmo, passar para a União que basicamente tem o grosso da grana.

Outra proposta do Cristóvam: deslocar ensino superior para o Ministério de Ciência e Tecnologia e o MEC só tratar de educação básica. Não sei se a melhor proposta é deslocar universidades pro MCT, mas se temos um Ministério que só cuida da pesca, e outro da micro e pequena empresa, qual a razão de não ter um que cuide EXCLUSIVAMENTE da educação básica? Educação básica é mais importante, para nosso desenvolvimento nacional, do que toda e qualquer medida que a Fazenda ou Banco Central venha a tomar.

Então, em que pese Sarney ter acertado uma ou outra ponderação, ele não pensa educação de modo sistemático (que o diga os índices educacionais no seu feudo). Falar de tecnologia é fácil, quero ver ele transformar a educação básica no Maranhão em coisa de Primeiro Mundo. Não conseguiria nem que quisesse, já que falta $$$$$$, e é uma conversa fiada esta história que gestão faz milagres.

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67 Comentários
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  1. Serralheiro 70

    12 de dezembro de 2013 2:21 pm

    Federalizarão do ensino básico .

    Cristóvão Buarque repete este tema como um mantra que não recebeu aceitação popular, nem aprovação de seus colegas do Congresso . Nunca deixará de ser ideia discutível  e sendo encarada como ideia fixa deixa de ter relevância  para nossa educação..

    1. Athos

      12 de dezembro de 2013 3:10 pm

      Pelo menos ele FALA em

      Pelo menos ele FALA em educação.

      Não me entenda mal, Cristovão é um idiota incompetente, mas fala em educação.

      Quer mais?

    2. ArthurTaguti

      12 de dezembro de 2013 3:51 pm

      “Aceitação popular”

      A Lei da Mídia também não foi aprovada.

      O destino de 10% do PIB para a educação, embora milhares tenham ido às ruas pedir, também não foi aprovada.

      A reforma política, embora a maioria esmagadora da população fosse a favor, também não foi aprovada.

      Que critério é este de condicionar uma “aceitação popular” a aprovação ou não de um projeto no Congresso?

       

  2. luiz valentim

    12 de dezembro de 2013 2:37 pm

    O grande engodo da “nota” dos alunos dos institutos federais.
    O Brasil colocou quaze todos na escola.
    Agora é hora da qualidade, aí é que muitas “sumidades”falam bobagens !
    A boa nota dos Institutos Federais de Educação é se simples explicação: Os alunos dessas instituições PASSARAM POR UMA PENEIRA. simples assim!
    Temos que ter a coragem e ousadia de educar com qualidade o cidadão comum das periferias,das regiões rurais e dos rincões destiPaís.

    1. Anarquista Lúcida

      12 de dezembro de 2013 3:19 pm

      E o argumento sobre o dinheiro é risível

      A uniao é responsável por umas 100, talvez 200 escolas de nível básico e médio. Se ela fosse responsável por todas, claro que o salário dos professores nao seria o mesmo que o das escolas federais agora, nem as condiçoes de trabalho. E salário e condiçoes de trabalho dos professores sao a segunda causa do maior sucesso das escolas federais. A federalizaçao, nesse sentido, em vez de estender o bom, acabaria com essa única ilha de excelência no ensino público. Mas para o Tagutti, o governo tem o baú do Tio Patinhas e a varinha mágica do Harry Potter, nao faz mais porque nao quer. Arre! 

      1. ArthurTaguti

        12 de dezembro de 2013 4:30 pm

        Pare de fingir que não sabe

        Pare de fingir que não sabe interpretar textos simples, Anarquista Lúcida, fica até feio você usar deste expediente.

        O que fiz neste texto foi uma provocação, assim como o é o projeto de federalização do ensino básico. É chamar a atenção que o problema da falta de verbas para o ensino básico é estrutural, e tem sua origem na repartição da arrecadação tributária que a CF/88 previu.

        Um levantamento da Confederação Nacional de Municípios mostrou que, em 2007, a União arrecadou 58,14% dos tributos, enquanto Estados e Municípios arrecadaram, respectivamente, 25,27% e 16,59%.

        Então, SE existe um ente político que tem dinheiro para melhorar alguma coisa, é a União. Considerando que o salário médio do servidor público federal é de R$ 7.690,00 (MTE/IBGE), MUITO ACIMA do piso salarial dos professores, eu acho que a proposta de federalização merecia uma consideração um pouco maior que o tradicional desprezo e arrogância que você devota a tudo que você não concorda..

        Você, sob a alegação de a arrecadação da União teoricamente não ser o suficiente, prega o imobilismo do ensino básico continuar nas mãos de Estados e Municípios, que têm menos MUITO MENOS recursos ainda. Não precisa ser nenhum gênio da matemática para perceber que a conta não fecha, e os poderes locais NUNCA conseguirão montar um ensino público de qualidade, caso o quadro da arrecadação tributária continue o mesmo.

        Mas ok, a União não tem o PIB per Capita da Finlândia, então vamos deixar por isto mesmo e não acabar com as “Ilhas de Excelência” dos IFES, é essa a sua lógica? Me espanta como uma autodeclarada “especialista” em educação reclama que não há recursos, mas ao mesmo tempo considera normal este estado de coisas. 

         

         

        1. Anarquista Lúcida

          12 de dezembro de 2013 5:43 pm

          Ah, vc quer q eu interprete n o q disse, mas o q quis dizer…

          Nao tenho bola de cristal nao. Você nao disse no comentário a que respondi nada disso que está dizendo AGORA (que era apenas provocaçao, etc.). E o que eu disse — e repito — é que o governo federal nao poderia manter o nível das escolas federais se fosse responsável por todas as escolas do país.

          E DEIXA DE SER DENONESTO, Tagutti. Eu NAO DISSE que acho normal esse estado de coisas.

          Agora, em princípio nao creio que a federalizaçao fosse mudar muito, até porque o governo federal nao tem como gerir diretamente milhoes de escolas pelo país todo. Você está defendendo um repasse maior de verbas? Acho que com isso eu concordo, desde que acompanhado de controles, inclusive sobre se o estado ou município está gastando o percentual legal com educaçao. A uniao só deveria complementar os gastos dos que nao têm condiçoes de garantir o necessário, nao distribuir verba a municípios ricos.

          E passe bem, cara, vê se consegue discutir com mais boa fé. 

      2. Chico Pedro

        12 de dezembro de 2013 4:30 pm

        Mas como é possível aos

        Mas como é possível aos estados e munícipios aumentarem o valor dos salários se o impacto em seus orçamentos é altíssimo.?

        Para avaliar essa questão é preciso ter conhecimento sobre finanças públicas, orçamento e divisão tributária.

        Porque o que acontece é o inverso do que você diz: o ente federativo com maior capacidade de recursos e orçamento é o que menos se compromete com os custos.

        1. Anarquista Lúcida

          12 de dezembro de 2013 5:47 pm

          Outro que atribui aos outros o que nao disseram…

          ONDE eu disse que o governo federal tem menos recursos que os outros níveis federativos? (ou que nao tem, nao disse isso nem aquilo). O que eu disse realmente é que ele nao tem condiçoes de garantir o mesmo nível das atuais escolas federais se tiver que gerir todas as escolas do país.

          Gente, se para defender uma posiçao vocês têm que distorcer o que os outros dizem, estao revelando muito pouca confiança na existência de argumentos reais, verdadeiros, que sustentem a posiçao de vocês…  

          1. Chico Pedro

            12 de dezembro de 2013 6:27 pm

            Você nao disse, eu apenas fiz

            Você nao disse, eu apenas fiz uma suposição. A resposta a suas dúvidas eu postei acima. 

    2. ArthurTaguti

      12 de dezembro de 2013 4:38 pm

      Olha, se existiu peneira, é

      Olha, se existiu peneira, é porque existiu concorrência.

      E se da peneira resultou a aprovação de alunos da classe média/alta altamente qualficados, é porque pesoas de tais classes procuram participar da peneira.

      A pergunta é: porque participaram? Só por que era “federal” e queriam uma “grife”, ou porque os Institutos conseguem recrutar ótimos professores e prover estrutura adequada?

      1. Anarquista Lúcida

        12 de dezembro de 2013 5:55 pm

        A ingenuidade de acreditar na ideologia do mérito

        Nem sou totalmente favorável a acabar com o exame introdutório de imediato, porque realmente isso acabaria com a diferença de qualidade das escolas federais (o salário e condiçoes dos professores ainda faria alguma diferença, mas nao a suficiente caso o ingresso fosse por sorteio universal). Sem dúvida seria mais justo, mas seria fechar uma das poucas portas para alguns alunos pobres mais estudiosos, e cujos pais tivessem investido mais na educaçao deles. Considero que seria melhor, a curto prazo, uma soluçao intermediária, como a das cotas para as universidades. 

        Agora muito me espanta um ultra esquerdista achar que ter vantagem em concorrência é questao de mérito. 

        1. ArthurTaguti

          12 de dezembro de 2013 8:07 pm

          Aiai..que cansativo discutir

          Aiai..que cansativo discutir com você, Anarquista Lúcida, quando que eu falei de meritocracia?

          Eu falei que os alunos mais qualificados que são aprovados nos Ife’s, eu menti?

          Em que parte do meu comentário eu disse que o fato deles serem qualificados se atribui à meritocracia?

          Pelo contrário, me referi a classe social (média/alta), o que deixou implícito que sua vantagem sobre os outros foi ter estudado em bons colégios privados, não acessíveis aos mais pobres.

          É difícil entender isto? Ou sua vontade quase adolescente de me vencer nos argumentos te leva a agir assim?

          Eu estou começando a acreditar que sua dificuldade em interpretar textos, apreender significados, é real, e não um expediente para trollar outros comentaristas, já que geralmente troll’s vivem de chupinhar comentário alheio, geralmente não formulando uma ideia, uma postagem própria, que é o que você faz.

          Ok, já que compreendi isto, não se preocupe. Eu vou começar a ser mais educado e gentil com você, ok?

          1. Anarquista Lúcida

            13 de dezembro de 2013 1:30 am

            Vê se se enxerga, cara. Nao passe seus problemas p/ mim

            Eu é que sou troll? Nao fui eu quem apareceu aqui só depois das manifestaçoes de junho, fazendo sempre comentários no sentido de avacalhar com o governo. Capaz até de ser pago para isso. Passa fora. 

  3. José Nivaldo

    12 de dezembro de 2013 2:51 pm

    Caro Arthur sua indagação tem

    Caro Arthur sua indagação tem resposta. O Cristóvão não é PTista de carteirinha. Sarney pensa tanto em educação que  o seu feudo Maranhão tem um dos piores IDH do Brasil. Viva o Sarneysão.

  4. gmello

    12 de dezembro de 2013 3:12 pm

    Ainda a desconcentração no séc. XXI

    O retorno de uma das questões políticas mais antigas do país: a descentralização. Mais especificamente traduzida em termos da “desconcentração” (centralização política com desconcentração administrativa). Pode ser argumentada sua e função na Era Vargas em estabelecer uma burocracia e identidade nacional, desarticulando as oligarquias regionais; embora usualmente permeada pela ideia de política transitória.

    O momento político atual é outro, voltado para equidade regional com base em decisões políticas regionais. Não faz sentido defender a centralização da educação nacional em Brasília com base em argumentos seculares da qualidade da gestão local e regional. Pergunte sobre a experiência administrativa esquizofrênica de um gerente público de serviços de caráter comunitário, como é o caso da educação básica, que tem entre seus quadros funcionários de diferentes esferas (municipais, estaduais e federais).

    A questão essencial pode ser resumida da seguinte forma: se a qualidade e prioridades das políticas locais/regionais são ruins, como reverter o quadro? Deixando a população atingida se organizar e cobrar ou através de tutela federal? Não há respostas matemáticas ou solucões sem efeitos colaterais. Assim como, muito provavelmente, resultados de curto prazo.

    Fico com o argumento central de Tavares Bastos, ainda no séc XIX: “A tutela prolongada produz infalivelmente uma certa incapacidade”.

    Apesar de uma trajetória questionável, o Sarney tem reconhecidas habilidade e experiência em análises políticas. O desconcertante é ter que tê-lo como referência no pensamento estratégico de educação nas casas lesgislativas.

     

  5. Pedro Luiz

    12 de dezembro de 2013 3:32 pm

    Cristovão Buarque

    Qualquer coisa vindo desse cidadão – CUIDADO!!!

    1. Nira

      12 de dezembro de 2013 11:37 pm

      Agora fiquei curiosa : por

      Agora fiquei curiosa : por que ?

  6. Flavio Martinho

    12 de dezembro de 2013 4:07 pm

    O pior não é falta de grana.

    O pior não é falta de grana. Esta existe. O pior é a contaminação da mão de obra e do ambiente escolar pela nomeação de cabos eleitorais como professore/as-substituto/as até mesmo com folha corrida e muito/as analfabeto/as e a maioria sem nenhum compromisso ou responsabilidade.

    Como educação é coisa séria e no Brasil para funcionar só federalizando, que se federalize o ensino básico. O ensino médio pode ser municipal/estadual pois o aluno já tem uma boa base para, inclusive, cobrar melhorias no ensino médio.

    1. Anarquista Lúcida

      12 de dezembro de 2013 5:59 pm

      Ah, o govern federal ia gerir todas escolas do país d Brasília..

      Gente, raciocina. O governo no máximo passaria verbas para os municípios. Nao mudaria nada nisso que você fala… 

      1. ArthurTaguti

        12 de dezembro de 2013 6:23 pm

        Não me venha com

        Não me venha com diversionismo, Anarquista Lúcida.

        Este seu discurso pode até iludir ingênuos e ignorantes, mas subestimar tanto assim a inteligência dos seus interlocutores, de novo, não pega bem.

        “A União no máximo mandaria dinheiro”

        Ora, o governo federal já tem know how para gerir grandes estruturas. O INSS e a Receita Federal estão na maior parte dos Municípios brasileiros, esqueceu?

        1. Anarquista Lúcida

          13 de dezembro de 2013 1:33 am

          Ah, vc quer q o pouco dinheiro da Educaçao sustente estruturas

          Parece que bebe, nao tem a menor noçao de realidade. Passa fora, Tagutti. 

    2. Chico Pedro

      12 de dezembro de 2013 6:28 pm

      Tá muito enganado sobre a

      Tá muito enganado sobre a “existência” de grana. 

      1. Anarquista Lúcida

        12 de dezembro de 2013 7:25 pm

        Vc tá certo, mas as pessoas nao querem q se diga o q nao desejam

        O pensamento mágico é tao mais confortante… 

    3. Emilio

      12 de dezembro de 2013 7:11 pm

      Cadê a grana?

      O PIB per capita é 25 mil reais. A carga tributária é 35% do PIB. Isso gera de arrecadação de cerca de 9 mil reais por ano, ou 750 reais por mês por habitante. Arrecadação total, União, Estados e municípios. Esse é o dinheiro para tudo, pagamento de juros, saúde, educação, segurança pública, investimento, custeio, tudo…

      Então é isso. 750 reais por mês por habitante. Para tudo. Que gestão miraculosa é essa que daria conta de fazer tanto com tão pouco?

  7. Flavio Martinho

    12 de dezembro de 2013 4:07 pm

    O pior não é falta de grana.

    O pior não é falta de grana. Esta existe. O pior é a contaminação da mão de obra e do ambiente escolar pela nomeação de cabos eleitorais como professore/as-substituto/as até mesmo com folha corrida e muito/as analfabeto/as e a maioria sem nenhum compromisso ou responsabilidade.

    Como educação é coisa séria e no Brasil para funcionar só federalizando, que se federalize o ensino básico. O ensino médio pode ser municipal/estadual pois o aluno já tem uma boa base para, inclusive, cobrar melhorias no ensino médio.

  8. Marcelo Maia Sobral

    12 de dezembro de 2013 4:08 pm

    Este argumento deve ser muito

    Este argumento deve ser muito relativizado:

    “O fato dos alunos de Institutos Federais muitas vezes terem desempenho melhor do que os da rede privada é uma mostra de como a União tem dinheiro para gerir e implementar educação de qualidade.”

    … uma vez que os alunos dos IF são selecionados em um tipo de vestibular. No IFSC, por exemplo, esses cursos têm 11 candidatos por vaga ou mais. Além disso, é mais fácil gerir uma estrutura pequena e concentrada, como são em geral os IF, do que uma rede enorme e capilarizada como as escolas municipais e estaduais. Então federalizar não garante essa melhoria …

     

    1. ArthurTaguti

      12 de dezembro de 2013 5:46 pm

      É, mas também é fato que, se

      É, mas também é fato que, se os IF’s não possuíssem bons quadros de professores e estrutura adequada, não haveria procura de tanta gente boa..

      E o problema é justamente este. A União, que tem muito mais grana que Estados e Municípios, monta meia dúzia de Ifes ‘centros de excelência’ para aparecer bonito na época das eleições, ou beneficiar meia dúzia de afortunados, enquanto a maioria da massa pena em colégios onde não tem grana nem pro papel higiênico.

      Discutir orçamento é importante pois, se a União, que arrecada quase 60% de todos os tributos recolhidos no país, não garante a qualidade do ensino básico, como é que a gente espera que Estados e Municípios tenham que arcar com o altíssimo custo do ensino básico?

      Se a ‘federalização’ não é capaz de universalizar o padrão IF, certamente alguma mehoria trará.

  9. Doney

    12 de dezembro de 2013 4:09 pm

    Grande parte dos municípios

    Grande parte dos municípios vive de pires na mão porque não possui relevãncia econômica nenhuma, bem ao contrário, foram criados para satisfazer interesses eleitorais – e só.

     

    Sobre Cristóvam Buarque, bem, é completa perda de tempo discutir as ideias de um alienado que já chegou a afirmar que era despedício criar novas vagas em universidades federais, pois as vagas no ensino superior no Brasil supostamente estariam “sobrando”. 

  10. Badeco

    12 de dezembro de 2013 4:14 pm

    Então
    acho que nem um dos que

    Então

    acho que nem um dos que aqui postaram os comentários dá aula ou deu aula em escola pública, antes de dar pitaco, em melhorias no sistema educacional tem que viver a realidade da escola pública:

    1 – A maioria da clientela não tem referência familiar de sucesso provocado pelo crescimento educacional são poucos o que tem e estes aproveitam muito, o pouco que lhes oferem.

    2 – Para muitos a única referência é o professor que ganha pouco e está cansado da falta de apoio governamental e pedagógico da escola.

    3 – O profesor na grande maioria das escola tem um pécimo ambiente de trabalho, as  instalações são insalubre tanto para eles quanto ao aluno.

    4 – O apoio pedagógico até tem, mas é de péssima qualidade devido a falhas na formação destes profíssionais que na grande maioria resolveram fazer pedagogia porque não tiveram outra opção em passado recente.

    têm muitas outras coisas que tem para se falar aqui, mas se foram falada , serei mandado embora da escola que dou aula.

     

     

    1. Luiz Antonio Caliman Nalin

      12 de dezembro de 2013 10:56 pm

      A educação está perdida!

      Meu Deus!

      1. Dudu Cartucho

        12 de dezembro de 2013 11:11 pm

        É Luiz…a coisa tá feia, e

        É Luiz…a coisa tá feia, e bota feia nisso…

  11. Luiz Eduardo Brandão

    12 de dezembro de 2013 4:19 pm

    Leviatã educacional

    Não sei o detalhe da proposta do senador. Mas se a União assumisse a educação básica em todo o Brasil, seria preciso criar uma máquina gigantesca para administrá-la. Não é mais sensato um modelo compartilhado, cada instância do Estado — municípios, Estados, União –, desempenhando um papel? Além do mais, o problema maior do nosso pífio sistema educacional será administrativo?

    1. Chico Pedro

      12 de dezembro de 2013 4:25 pm

      A máquina já existe e possui

      A máquina já existe e possui professores e corpo administrativo.

      A União apenas assumiria a estrura já existente.

      E digo mais, para o tanto que a União arrecada é bem mais fácil administrar a mencionada estrutura que delegar essa função aos municípios.

      Um dos temas mais importantes da atualidade no país sem dúvida alguma é a questão federativa.

      Incrivelmente muito pouco se comenta a respeito AQUI NO BLOG e qualquer outro lugar.

      1. Luiz Eduardo Brandão

        12 de dezembro de 2013 4:56 pm

        Das máquinas

        Chico, a máquina que existe, no caso do ensino básico, é municipal e estadual. Salvo engano, tirante o Pedro II do Rio, mantido por total aberração na esfera federal, não há escolas básicas federais. Esses funcionários e professores teriam de ser “federalizados”, e além disso teria de ser montada uma estrutura inexistente que os administrasse centralmente.

        1. Chico Pedro

          12 de dezembro de 2013 5:23 pm

          Caro Luiz, vamos nos

          Caro Luiz, vamos nos concentrar nisso aqui..:

           

          “….Esses funcionários e professores teriam de ser “federalizados”…”

          Sim., eles teriam que ser “federalizados”. Então logo de início já se tem um grande imbrólio jurídico-formal. Talvez nem seja possível tal construção legal.

          Mesmo assim, admitindo a imensa complicação e as consequências disso, mantenho meu ponto de vista pelo seguinte motivo:

          Esse novo arranjo institucional não se daria tão rapidamente. É coisa para dez, quinze, vinte anos. Aos poucos, paulatinamente.

           

          “…e além disso teria de ser montada uma estrutura inexistente que os administrasse centralmente…”

          Sim, teria. Novamente vc tem razão. Deveriam construir todo aparato de controle que não é barato e que também demandaria tempo.

           

          Agora, meus argumentos.

          1) o sistema federativo brasileiro concentra grande massa dos recursos na União. A desproporcionalidade aqui é gigantesca. Bastaria dizer que uma única empresa do governo, a Petrobrás, possui orçamento e capacidade de investimento maior que praticamente TODOS os estados com número BEM MENOR de funcionários.

          2) A União não só concentra esses recursos como também se livra de questões delicadas do ponto de vista político. Vou dar um exemplo.

          Por exemplo: ninguém duvida que as Forças Armadas são importantes para o planejamento estratégico do estado. Mas, paradoxalmente, a população não se importa com tanques e pelotões sucateados.

          Então a Dilma ou qualquer outro pode adiar eternamente a licitação bilionária de caças.

          O mesmo não acontece com a segurança pública. Basta uma greve dos militares ou civis para deixar qualquer governador de joelhos. Há o caso da recente greve da Bahia para refrescando nossa memória.

          3) Um pequeno aumento de – suponhamos – 200 reais no salário dos professores da rede municipal ou estadual tem o poder de desequilibrar seus orçamentos. Apenas a rede estadual de Minas conta com mais de 100 mil professores.

          Então, imagine o que seria estipular o salário atual (ridículo) no patamar apenas razoável de cinco mil reais. É simplesmente IMPOSSÍVEL.

          1. Anarquista Lúcida

            12 de dezembro de 2013 6:07 pm

            Chico, vc está argumentando contra a posiçao que tem…

            Porque se é impossível aos estados estabelecer esse patamar salarial (que, diga-se de passagem, nem os professores federais sem mestrado têm…) para 100.000 escolas, imagine o governo federal para as escolas de todos os estados. Por mais que ele aufira um percentual maior dos impostos, nao tem o baú do Tio Patinhas nao… Nem tem a varinha do Harry Potter. 

          2. Chico Pedro

            12 de dezembro de 2013 6:25 pm

            Anarquista, 
            Tá havendo um

            Anarquista, 

            Tá havendo um problema de construção lógica dos argumentos mas agora será possível compreender. 

            Primeiro, deve-se dizer o seguinte:

            Não é possível o governo federal assumir tal responsabilidade de uma hora para outra. Disso eu sei, é ponto inquestionável.  

            Entretanto, para esse problema aparentemente insolúvel o que se deve ter em mente é que tal remanejamento não acontece da noite para o dia, mas aos poucos. Por exemplo, o governo federal pode reforçar o salário dos professores um ano após o outro (o que inclusive parece que vão fazer a partir do proximo ano). 

             

            Agora, o cerne da questão:

            Se a União não é capaz de aumentar sua parcela de compromisso na educação até quem sabe a medida mais radical que seria federalizar o ensino básico, capacidae MUITO MENOR tem os estados e municípios por motivo de ordem financeira. 

            Ou seja, a União pode aos poucos remanejar a imensa montanha de recursos que movimenta no sentido de melhorias na educação.

            Já os estados e municípios NAO possuem essa alternativa porque a desproporção é gigantesca, seu orçamento está no limite e não se trata apenas do item financeiro, mas também de recursos humanos.

             

            Agora, um detalhe:

            Se houvesse uma divisão mais justa e equilibrada de recursos entre os entes federativos, aí realmente não seria necessário “federalizar” a educação.

            MESMO ASSIM, permaneceriam alguns problemas graves: precariedade municipal em termos políticos, administrativos e tecnológicos.

            Pense por exemplo que um pequeno município do Maranhão, mesmo se tivesse TODOS OS RECURSOS disponíveis, ainda assim nao conseguiria empreender uma grande transformação.  

            Tem questões culturais de monta aqui… E também de urgência. 

          3. Anarquista Lúcida

            12 de dezembro de 2013 6:38 pm

            Agora sua posiçao ficou mais clara

            E é um alívio discutir com alguém que discute sem distorcer… 

            Nao tenho informaçoes suficientes sobre a estrutura fundiária do país para saber se concordo totalmente com você, mas em pelo menos alguns pontos concordo. Em especial com essa idéia da complementaçao salarial para os professores, talvez vinculada a alguns condicionantes (para os municípios, nao para os próprios professores). Acho esse tipo de soluçao melhor do que a federalizaçao completa, e tb do que deixar a responsabilidade inteiramente para os municípios. 

            E quanto ao último ponto citado por você, creio que bastaria uma estrutura de apoio aos municípios, que auxiliasse na elaboraçao dos projetos, etc. (Isso no que toca aos aspectos administrativos e tecnológicos; quanto aos políticos, só a evoluçao política do povo dará jeito, com ou sem federalizaçao, até porque a Uniao nao tem como gerir diretamente todas as escolas, isso terá de qualquer modo que ser feito via os municípios). 

          4. Chico Pedro

            12 de dezembro de 2013 6:59 pm

            Anarquista, 
            Um grande motivo

            Anarquista, 

            Um grande motivo para defender a federalização está no sentido de urgência que particularmente desejaria ver no trato dessa questão. 

            Todos sabem – ou deveriam saber – que a educação é uma grande prioridade mas o que não se leva em conta é o “tempo” necessário para realizar as mudanças. 

            Geralmente se pensa que as coisas caminham num sentido de desenvolvimento contínuo, linear e afeito a apenas uma única dimensão. Mas não é bem assim… 

            Uma brincadeira dessas leva décadas para surtir os efeitos desejados ao passo que a lentidão faz problemas graves tornarem-se piores. 

            São dois pontos, então: tempo e gravidade dos problemas. 

            Foi um prazer ponderar tais questões com você..

          5. Anarquista Lúcida

            12 de dezembro de 2013 7:34 pm

            Sim, qq mudança levaria mto tempo p/ ter efeitos

            Melhorar os salários, por ex. É a coisa mais importante, mas nao faria muita diferença de imediato (a nao ser na medida que diminuísse o número de empregos por professor, e deixasse mais tempo para planejamento, estudo, etc). 

            Isso porque há anos mudou o perfil do professorado. Agora quase que só escolhem a profissao pessoas que nao têm outra opçao. O problema é que sao exatamente pessoas com má formaçao básica. Cursos de “treinamento” nao substituem grau de letramento, capacidade de leitura — e gosto de ler — , formaçao matemática básica (sem o que é muito difícil atuar no conhecimento dos níveis superiores, e nao só de Matemática, mas de Física tb), etc.

            O que é preciso é de novo tornar a profissao atrativa para jovens de melhor formaçao, e isso levaria MUITO TEMPO, porque para começar levará tempo para que mude a percepçao social sobre a profissao e para que os jovens confiem na mudança, e depois há o tempo que a própria formaçao leva. 

          6. Chico Pedro

            12 de dezembro de 2013 8:07 pm

            Eu concordo e acho que essa

            Eu concordo e acho que essa “nova percepção” sobre a importância da classe passa por iniciativa de conscientização a ser proposta e conduzida pelas personalidades do país, principalmente os políticos.  

            Porque a despeito de seu papel de “lideres sociais” nós NUNCA vemos um presidente, governador ou prefeito tirando fotos com um livro na mão ao lado de uma criancinha.

            NUNCA vemos uma inauguração de biblioteca pública, NUNCA vemos acenarem nem de modo brando que daqui em diante e para o futuro próximo valerá a pena tornar-se professor porque os salários vão melhorar junto com a estrutura física e todo o aparato administrativo das escolas.

            E aí até parece pedir muito que instituam condecorações especiais, honrarias, prémios… Que coloque esse povo todo nem que seja num único dia no ponto mais alto da rampa de acesso aos “palácios”. 

            Enfim, quem me dera saber o que pode ser feito independente da grana que vão receber, mas é fato que há quase completa falta de cuidado em torno do assunto. 

            P.s: os municípios nao tem dinheiro, é o que vejo e sei sobre o assunto.

            Mas até que ponto nao seria possível conceder abatimentos no IPTU.? Até que ponto nao seria possível permitir ingresso gratuito em salas de cinema e teatro.? E o passe livre no transporte.?

            O imobilismo e a falta de criatividade é que mata…

          7. Anarquista Lúcida

            12 de dezembro de 2013 9:04 pm

            Concordo com o q vc diz, mas era outra a percepçao de q falei

            O que eu disse é que, mesmo se os salários aumentarem e as condiçoes de trabalho melhorarem, vai levar tempo até que os jovens creiam nisso e vejam novamente a profissao como algo desejável. 

          8. evandro condé de lima

            12 de dezembro de 2013 9:13 pm

            Caro Chico, não sei se é o

            Caro Chico, não sei se é o caso (desconheço a realidade de corpo e alma) mas essa de federalizar me soa estranho pelo siples fato que, acredito, no mundo todo não é assim. Será que será o Brasil a lançar um novo paradigma em termos de ensino público.

        2. ArthurTaguti

          12 de dezembro de 2013 5:55 pm

          No projeto do Cristóvam

          No projeto do Cristóvam Buarque, os professores “antigos” ganhariam menos da metade do que os que entrariam por concurso federal.

          Isto é uma tolice, a inconstitucionalidade de diferenciar salários entre professores que trabalham em igual função é patente, e a União teria que arcar com o custo de pagar caro para Professores com instrução e qualidade duvidosa.

          O negócio iria passar a funcionar mesmo a partir do momento em que toda a rede pública fosse composta de Professores “federais”, o que certamente pode demorar uma geração.

          Mas já é um começo, já que no quadro atual de coisas, nem em um século Municípios e Estados pobres terão condição de fornecer educação com qualidade.

           

  12. Durvalino

    12 de dezembro de 2013 4:25 pm

    ….. a roda ja foi

    ….. a roda ja foi inventada.   P D C A  em todas as fases.

    o FEDERAL faz a regra.

    o ESTADO  verticaliza nos MUNICIPIOS, 

    o MUNICPIO implanta a regra mestra e 

    o ESTADO sumariza resultados e cobra os desvios.

    o FEDERAL atualiza a regra.   

     

    alias, nao sei porque  o ESTADO ainda tem escola nivel FUNDAMENTAL. ??

  13. dagoberto saraiva

    12 de dezembro de 2013 4:35 pm

    Educação Pública de qualidade

    Gostaria de ver experimentada uma federalização gradual e parcial. Por exemplo, a cidade do Rio de Janeiro tem umas 4 ou 5 unidades do colégio Pedro II, que atendem a uns 4 mil alunos. 

    Que tal implantar-se no Rio mais outras tantas unidades novas ?

    Além do Rio, podia-se experimentar essa iniciativa em outras capitais. Teríamos colégios do nível do Pedro II em Recife, Salvador, Porto Alegre, Belo Horizonte etc etc. 

  14. Arthemísia

    12 de dezembro de 2013 4:38 pm

    Se os municípios brasileiros

    Se os municípios brasileiros não são competentes nem para isso, então acabemos de vez com eles, ora bolas. Federalizar não pode ser a única solução para tudo, além de ser infinitamente pior para a democracia.

    Não é por falta de dinheiro que a educação nos municípios é ruim, vide o caso de Rio e São Paulo. É porque assim querem os governantes; é decisão política mesmo. E federalizar não vai resolver porque assim que assumir um governo como o do PSDB, eles acabarão com a educação no país inteiro. Lembro muito bem do ministro da Educação de FHC, o finado Paulo Renato, e também de Bresser Pereira que achavam que o governo só deveria investir em pesquisa nas universidades do sudeste.

    Acho que tá na hora de Cristóvam mudar o disco e propor coisas novas e melhores como Senador.

     

  15. Chico Pedro

    12 de dezembro de 2013 4:40 pm

    Mais uma ponderação bastante

    Mais uma ponderação bastante razoável desse camarada. Assino embaixo.

    E na minha opinião é um absurdo que desconheçam tanto a realidade de estados e municípios do ponto de vista histórico de sua evolução, interesses e necessidades.

    A União cuida das Forças Armadas.? ótimo.

    Mas qual foi a última vez que alguém aqui se preocupou com a compra de caças para a defesa do território.? Quando foi que discutiram essa questão numa mesa de bar.?

    A União cuida do ensino superior.? ótimo. Mas é relativamente fácil fosse montar um plano de investimentos de 300 milhões de reais e mandar uma barca para a europa fazer turismo.

    Quero ver a mesma União tendo que arcar com os pesados custos políticos das greves de professores e aumento irrisório em sua folha salarial que ao fim significa um montante que sacrifica seu funcionamento.

    Enfim..O assunto é complexo demais… Não é coisa fácil para se discutir. Ao menos tenham o bom senso de perceber isso.

     

  16. Filipe Rodrigues

    12 de dezembro de 2013 4:45 pm

    Até 1988, o governo Federal

    Até 1988, o governo Federal cuidava das universidades, os estados do ensino médio e os municípios do ensino fundamental.

    O resultado é que estados do Sul-Sudeste ofereciam um bom ensino (pelo menos até a ditadura piorar a escola pública) enquanto o pessoal do Norte-Nordeste não tinham escola e para ter acesso migravam para outra região.

    Apesar de colocar a educação como prioridade e determinar percentuais para estados e municípios investirem, os conservadores na constituinte impediram a federalização da educação (nos moldes do SUS).

    FHC criou o FUNDEF apenas para o ensino fundamental, somente com Lula (no 2º mandato) que o FUNDEB passou a atingir toda educação básica.

  17. ArthurTaguti

    12 de dezembro de 2013 4:48 pm

    Para subsidiar a discussão.
    A

    Para subsidiar a discussão.

    A Confederação Nacional de Municípios promoveu, em 2007, um estudo sobre arrecadação tributária (http://portal.cnm.org.br/sites/9000/9070/Estudos/Financas/EstudoBoloTributario.pdf), e lá vai os resultados:

    -União: 58,14%

    -Estados: 25,27%

    -Municípios: 16,59%

    Conclusão: nosso pacto federativo é torto, e os dois serviços mais importantes na mão dos poderes locais (assistência à saúde e educação básica) estão na UTI.

    1. Chico Pedro

      12 de dezembro de 2013 7:08 pm

      Uma questão que deve ser dita

      Uma questão que deve ser dita a respeito do assunto trata da ordem, organização e estabilidade do sistema político no país.

      Deita suas raízes na época que o fortalecimento do poder central significava – e ainda significa um pouco – a formação e consequente reconhecimento de um sentimento de unidade a partir de uma estrutura abrangente, homogênea e responsável por todo o vasto território.

      É lá com o Getúlio Vargas e o fim da “política de governadores” que se avança mais na montagem desse macro sistema de organização e daí se explicam os motivos e a razão – justificável – de se concentrar tantos recursos e poderes no centro em detrimento da periferia.

      Convém fazer a seguinte observação que escapa aos olhos da maioria: ao contrário da construção dos estados europeus com muita ênfase nas urbes, principalmente nas fases mais avançadas, e num ciclo que vai de baixo para cima, nosso caso é o oposto: primeiro as forças centrais no comando, posteriormente a divisão do poder para a periferia.

      Se fosse mesmo discorrer sobre o assunto é possível perceber que – na verdade – desde muito antes de Getúlio a questão centro x periferia já se insinua na história brasileira. Muitas revoltas locais guardam motivação – ao menos em parte – na penúria de recursos e falta de “sensibilidade” do poder central.

      Ocorre então que conceder recursos a estados e municípios é – como sempre foi – uma arma política de grosso calibre para quem é chefe do Estado. E desde sempre – ou quase sempre – a utilizam como prática para angariar apoios e alianças.

      Um modo muito simples de se ver o “problema” está nos pedidos de obras de infra-estrutura feito pelos governadores e prefeitos. Aí vem a Dilma, o Lula o FHC e quem quer que se seja, e será, e posa para fotos, acaricia um aliado, rejeita um adversário. É uma política da vassalagem.  

      Não haveria tanto problema nisso SE o governo federal fosse altamente eficiente e também houvesse uma divisão razoável das competências estatais entre os entes federados. Não é o que acontece.

      O governo federal é ineficiente em vários campos – por diversos motivos – e suas competências o isentam de problemas gravíssimos que requerem imensa disponibilidade de recursos humanos, econômicos e políticos. Educação e segurança pública, por exemplo.

  18. Luis Moreira de Oliveira Filho

    12 de dezembro de 2013 5:18 pm

    Federalização da educação pública

    p { margin-bottom: 0.21cm; }

    Paz e bem!

    Prezado(a)

    Não sei e no momento também não imagino como seria a administração da UNIAO para milhares de escolas publicas espalhadas por este pais se houvesse a federalização da educação pública proposta por Cristóvam Buarque, mas penso que é um caminho a ser melhor discutido aqui e em todos os espaços de informação e formação neste país. Por quê?

    Considero, com raras exceções, um desastre a administração do ensino fundamental pelas prefeitos que fazem dos diretores e funcionários em geral, cabos eleitorais de seus interesses partidários. Na maioria das vezes, quem controla as escolas são os vereadores, onde diretores e professores temporários são de sua cota. E a escolha de todos estes profissionais, cujo único critério é da politicagem eleitoreira, têm impactado negativamente nos resultados.

    Não acredito em municipalização do ensino fundamental porque na prática temos a “prefeiturização” porque os municípios conseguem desviar, com artifícios contábeis, recursos do Fundeb para outras despesas do município. E isso é só uma fato, quando se percebe nas receitas de um município do ano de 2012: do total de 88 milhões, 38 milhões foram provenientes do Fundeb. E o fato é que os municípios brasileiros são poucos auditáveis. E os prefeitos fazem o que querem com os recursos do Fundeb, até fazendo politicagem com rateios no final do ano, como se estivesse fazendo favores aos professores. E claro que existem os CACS/Fundeb, mas na pratica os prefeitos controlam os presidentes desses Conselhos de um lado, de outro, sao mais de cinco mil municipios para serem fiscalizados. E o fato, e que a auditagem nas prefeituras sao  quase inexistentes.

    Tenho acompanhado que está sendo feito no estado do Ceará que, seguindo rigorosamente a LDB, está entregando todas as escolas de ensino fundamental estaduais para os municípios, aprofundando uma “suposta” colaboração entre estado e municípios, que na prática isso precisa ser avaliado. O foco do governo CID é o ensino médio, particularmente o ensino profissionalizante e na base, a implementação com sucesso do melhor programa que este governo criou na educação no Ceará, que é o PAIC – Programa Alfabetização na Idade Certa, reproduzido por todo o Brasil pela presidente Dilma. Nesse exato momento, recebo a informação que mais uma escola do estado do Ceará,, deixará de ofertar as séries finais do ensino fundamental (9º ano). E tenho me perguntado, até onde esta decisão tem impactado ainda mais nos resultados negativos das escolas de ensino médio – avaliações externas.

    Por fim, entendendo que o x de todos os problemas está nos municípios, onde prefeitos são eleitos através de uma campanha eleitoral estúpida e regada com muito dinheiro, queima de fogos e combustível financiado para as carreatas. Os eleitores sao atingidos no emocional e vao para as batalhas dessa guerra estupida.

    E na maioria das vezes, dois grupos polarizam as eleições e agora, com o povo votando em números, não em nomes, criou-se a disputa despolitizada entre animais. Aqui foi uma estupidez a guerra entre coelhos e jacarés.

    E foi uma guerra, onde todas as armas foram utilizadas e maior delas – O VOTO – virou uma mercadoria. E parece que eleição virou um grande negócio entre eleitor e candidatos, com o voto uma mercadoria de alto valor agregado.

    E ganha o candidato que conseguiu arregimentar o maior número de cabos eleitorais, formando um grupo político, onde já está definido, ou seja, a prefeitura já foi fatiada, caso o prefeito consiga chegar lá

    E ao ser eleito, o prefeito para fazer a maioria na câmara, garante aos vereadores as indicações de diretores, professores e funcionários em geral. E garante ainda mais: aluguéis de motos, carros, máquinas pesadas, aluguéis de imoveis, etc. E tudo isso, com valores acima do mercado e para fechar o ciclo da falência das prefeituras, o aumento de gastos com custeios, principalmente com empreguismo, além de casos de corrupção, que são muitos.

    Na minha região, as prefeituras perderam a capacidade de investimento e os indicadores de aprendizagem são baixos. Muitos alunos chegam ao ensino médio com nível de crítico na leitura e escrita e dominando muito mal a competência de arimética.

    Por isso, pergunto: é possível e necessária a federalização da educação pública? Devemos deixar a educação nas mãos de prefeitos que fazem dos diretores cabos eleitorais?

    Então, qual a melhor solução?

    Atenciosamente,

    Luís Moreira

    http://olhosdosertao.blogspot.com.br/

    1. ArthurTaguti

      12 de dezembro de 2013 6:11 pm

      A solução ideal seria acabar

      A solução ideal seria acabar com os Municípios, mantendo apenas Prefeituras em cidades maiores, como Capitais e grandes cidades do interior.

      Dos trocentos mil Municípios, a maioria não serve para NADA, tem capacidade zero de investimentos e só beneficia os “coronés” e seus parentes e amigos comissionados.

      Se a Polícia Federal se ocupasse bastante a investigar desvios no Fundeb, teria trabalho até não acabar mais.

  19. DanielQuireza

    12 de dezembro de 2013 5:34 pm

    Estou de pleno acordo com o

    Estou de pleno acordo com o Cristóvam neste aspecto e também com o Arthur Tagutti. Federalizar já !!!

    Não sou da área, mas na minha opinião as principais medidas seriam:

    1) Melhoria da condição dos professores incluindo salários, capacitação, treinamento. Poderia se fazer um plano de uns 10 anos, de garantia de aumentos reais, acima de TODAS as outras áreas do funcionalismo público. Assim a carreira ficaria mais atraente.

    2) Melhoria da infra-estrutura da escola, dos prédios, das carteiras, das condições de higiene.

    Para que tudo fosse viabilizado, teria que haver um comando central e também aumento de recursos, por isso defendo a federalização da educação básica.

    Não adianta ficar de conversinha fiada, o Governo Federal tem que tomar a iniciativa da coisa.

    E não se pense que com a federalização, todas as escolas do país alcançariam os níveis das atuais escolas federais. Nâo é isso. Mas a união teria a responsabildiade de, aos poucos, ir melhorando as demais escolas.

  20. Calvin

    12 de dezembro de 2013 5:53 pm

    Arthur, eis a prova de que

    Arthur, eis a prova de que nem mesmo políticos que pregam há anos soluções interessantes para a saúde e educação brasileiros são ouvidos!!!

  21. André LB

    12 de dezembro de 2013 6:36 pm

      Acho engraçado que se fale

      Acho engraçado que se fale em federalização de uma série de coisas como se fosse a panaceia – e eis que, de tempos em tempos, políticos de diversos matizes ideológicos sustentem que deve-se dar mai$ poder às outras esferas (Estados e Municípios). Oras, ou uma coisa ou outra.

  22. luiz valentim

    12 de dezembro de 2013 6:52 pm

    tem que usar a lei contra trabalho escravo na fiscalização
    Temos que ter auditores federais pra fiscalizar as condiçõies precárias das Escola Públicas no Brasil.
    Tem que punir os administradores públicos que mantem escolas e professores em condições imprórias para um ensino adequado.
    Tem que haver parâmetro mínimo de funcionamento de uma Escola.
    Toda Escola tem que ter uma certificação pra garantir
    seu adequado funcionamento.
    Se uma padaria tem que ter alvará , certificado da vigilância Sanitária, do corpo de bombeiro, da coletoria municipal e estadual e federal porquê essa esculhambação com o Ensino Público?

  23. Alaor Chaves

    12 de dezembro de 2013 7:13 pm

    programa de Estado para a educação

    A afirmativa que acho realmente valiosa no discurso do Sarney é a necessidade de mirar um horizonte mais longínquo. Seria ainda mais valiosa se apontasse que o Brasil precisa formular um projeto educacional que se afirme como programa de Estado, não de governo. Nos anos 1960, o governo militar iniciou um projeto para a nossa ciência que foi encampado pelos governos democráticos com pequenas variações de ênfase, mas sem interrupção. Na reforma universitária de 1968, que era de fato ansiada pelos docentes progressistas, acabou-se com a cátedra, organizou-se a universidade pública em departamentos e criou-se o regime de tempo integral. Iniciou-se ao mesmo tempo um programa de formação pós-graduada, inicialmente principalmente pelo envio de bolsistas ao exterior, e cursos formais de pós-graduação começaram a ser criados no país. Em menos de meio século essa política, e mais os procedimentos de avaliação feitos pela Capes e pelo CNPq, geraram um salto gigantesco na dimensão da nossa ciência. Partimos de cerca de 200 pessoas com o grau de doutor para atualmente quase 200 mil. Um crescimento por um fator de mil! Se tivesse havido um programa equivalente para a educação em todos os níveis, estaríamos hoje no mesmo nível educacional da Coreia, que partiu naquela época de um patamar inferior ao brasileiro. Com políticas semelhante de fomento à tecnologia e à inovação, talvez hoje fôssemos uma Coreia com 200 milhões de habitantes.

    Como políticas de Estado só podem ser formuladas e postas em prática sob o comando do governo federal, não acho descabida a proposta do Cristovam, que na verdade já a apresentou há alguns anos. A execução da política poderia continuar sendo dos estados e municípios, mas o governo federal teria que liderar o proceso e avaliar os resultados, além de ajudar a financiá-lo. É também urgente rever os nossos métodos pedagógicos, que hoje são mais ideologia do que ciência. Basta apontar as 13 disciplinas obrigatórias no ensino médio, faculdades de educação que dão ênfase excessiva à pedagogia e quase nenhuma ao conteúdo que os futuros professores irão ensinar. É forçoso também reconhecer que educação de qualidade custa caro, pelo menos em um país capitalista. Sem bons salários para o professor, nada feito.

     

  24. Edney Resmer Vieira

    12 de dezembro de 2013 7:37 pm

    Federalização da Educação Básica

    Não gosto muito do Senador Cristóvão, todavia, devo admitir que ele está correto nesta questão, pois a Educação Básica é atualmente dever do MUNICÍPIO, porém, a grande maioria NÃO conseguém pagar nem a merenda, quisá os professores de maneira dígna, logo, não se tem mesmo da forma que se encontra os municípios, excetos aqueles que possuem arrecadação suficientes, para arcar com o ônus da Educação Básica, assim, penso que com os $$$$ do présal, terá a União – Governo Federal condições de dar uma Educação Básica com qualidade em todos os aspctos, tais como qualificação do professores, melhores salários, melhores condições de trabalho e etc, isso deveria ter acontecido já a mais tempo, logo no início do Governo Lula, pois estríamos hoje iniciando a colheita desses frutos. ASSIM SOU FAVORÁVEL FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO BÁSICA.

  25. Gão

    12 de dezembro de 2013 8:33 pm

    Schleicher: ” Brasil tem o maior crescimento com qualidade”

    Andreas Schleicher: ” Brasil tem o maior crescimento com qualidade na educação mundial”

    Andreas Schleicher: ” Brasil tem o maior crescimento com qualidade na educação mundial”

    Andreas Schleicher: ” Brasil tem o maior crescimento com qualidade na educação mundial”

    Andreas Schleicher: ” Brasil tem o maior crescimento com qualidade na educação mundial”

    Andreas Schleicher: ” Brasil tem o maior crescimento com qualidade na educação mundial”

     

    “Honestamente, estou bem impressionado. Há muito tempo não vejo um crescimento no número de alunos aliado a uma melhora na qualidade como no Brasil”.

    Quem fala é Andreas Schleicher, responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), a mais importante pesquisa mundial de educação.

    À reporter Marcelle Ribeiro, o especialista explicou que nenhum outro país obteve tanto progresso em educação como o Brasil, entre 2003 e 2012. O bom desempenho obtido pelo País foi divulgado esta semana.

    Schleicher destacou que a melhora na Educação foi impulsionada, entre outros fatores, pelo aumento dos investimentos no setor e pelo sucesso em atrair melhores professores para as salas de aula.

    Vai a matéria sobre o PISA

    “Há muito tempo não vejo um crescimento no número de alunos aliado a uma melhora na qualidade como no Brasil”, diz Andreas Schleicher, em entrevista ao jornal “O Globo”por Portal Brasil Itens relacionadosAvaliação internacional constata mais avanço do Brasil em matemáticaDocumentário mostrará evolução no sistema educacional do BrasilBrasil irá criar método de avaliação educacional para o Mercosul

    Principal responsável pelo Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), o vice-diretor de Educação da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Andreas Schleicher, elogiou os avanços alcançados pelo Brasil no setor de Educação e afirmou que nenhum outro país obteve tanto progresso no período compreendido entre 2003 e 2012. Em entrevista ao jornal O Globo, Schleicher destacou o aumento dos investimentos em Educação e o sucesso na atração dos melhores professores para as salas de aula como fatores que impulsionaram o desempenho do País.

    “O Brasil foi  bem-sucedido em levar mais crianças à escola e, ao mesmo tempo, aumentou a qualidade”, disse o responsável pelo Pisa ao jornal. Os resultados divulgados ontem pelo programa mostram que o País foi o que mais avançou no resultado de matemática entre todos os avaliados. O desempenho dos estudantes brasileiros na faixa etária de 15 anos passou de 356 para 391 pontos no período entre 2003 e 2012.

    De acordo com o relatório da OCDE, o Brasil teve destacado crescimento também em outras áreas avaliadas. Em leitura, por exemplo, o desempenho chegou a 410 pontos; na área de ciências, a 405. A OCDE destaca que o Brasil teve êxito em assegurar ambiente de ensino propício ao aprendizado dos estudantes. Além disso, a melhora no desempenho foi acompanhada da inclusão de mais de 420 mil estudantes na faixa dos 15 anos — a segunda maior taxa de inclusão, atrás apenas da Indonésia.

    O especialista recomendou a intensificação dos investimentos em educação e citou como medida de impacto positivo para o setor a aplicação do dinheiro do petróleo e da extração de recursos naturais em educação. “Isso é muito bom, é investir no futuro. Mais recursos serão fundamentais. Porém, não é uma questão de apenas gastar mais, mas, sim, de investir os recursos de maneira que façam a diferença, de modo que todas as crianças tenham acesso à educação”, afirmou Schleicher.

    “Honestamente, estou bem impressionado com o que tenho visto. Há muito tempo não vejo um crescimento no número de alunos aliado a uma melhora na qualidade como no Brasil”, disse o especialista.

    http://luizmullerpt.wordpress.com/2013/12/05/andreas-schleicher-brasil-tem-o-maior-crescimento-com-qualidade-na-educacao-mundial/

     

  26. Jérsão

    12 de dezembro de 2013 10:25 pm

    Federalizar

    Federalizar totalmente a educação básica me parece tarefa bastante complicada, além de deixar todo sistema mercê de decisões centralizadas em esfera federal. Não sou do ramo, mas entendo que algumas sugestões já dadas nesta discussão são bastante interessantes:

    a) Escolas federais de referência, como os Colégios Dom Pedro no RJ e os Colégios Militares espalhados pelo Brasil, que sempre apresentam desempenho muito bom no ENEM, poderiam ser utilizadas como centros de irradiação para as demais escolas;

    b) Universidades públicas formando professores com orientação para a educação básica pública;

    c) E o ponto que julgo o mais importante, por seus reflexos ao longo de todo o sistema: 100% das vagas em Universidades públicas para alunos de escolas públicas. Entendo que não se possa fazer isso repentinamente, mas também nem tão lentamente a ponto de inviabilizar a mudança, que traria como benefícios lógicos duas condições necessárias:

     1) a melhora no ensino público fundamental, para fornecer material humano de boa qualidade para as Universidades públicas (incentivo ao item “b” acima); e

     2) a melhora no nível das Universidades privadas, para atender às exigências daqueles alunos oriundos do sistema privado no ensino fundamental.

  27. Dudu Cartucho

    12 de dezembro de 2013 11:24 pm

    Se federalizar a educação

    Se federalizar a educação básica hoje, daqui dez anos outro senador inerte, por falta do que fazer, pediria a municipalização imediata das escolas.

    Ou melhora a administração municipal ou então feche-se as prefeituras.

    Esse papo de federalizar já deu, pra que existe 5500 prefeitos e 60 mil vereadores? Arre!!!!

    1. ArthurTaguti

      13 de dezembro de 2013 11:00 am

      O cenário ideal, na minha

      O cenário ideal, na minha opinião, era abolir as Prefeituras (com exceção das capitais e cidades maiores do interior), que, em sua maioria, não servem para NADA. E readequar a divisão das competências tributárias, aumentando o bolo dos Estados-membros.

      Aí, educação fundamental e média ficariam sob a guarda dos Estados, que teriam dinheiro para investir. Ainda não foi calculado quanto de dinheiro seria liberado para o Estado investir, se as milhares de Prefeituras e Câmaras Municipais, órgãos públicos completamente INÚTEIS, fossem extintos. 

      Isto vai acontecer? Adivinha! Se isto não vai acontecer, que se federalize já porque a educação está precisando de mais dinheiro urgentemente.

       

  28. joao

    13 de dezembro de 2013 1:48 am

    Se correr o bicho pega Se ficar o bicho come

    Nunca vi rastro de cobra
    Nem couro de lobisomem
    Se correr o bicho pega
    Se ficar o bicho come

    [video:http://www.youtube.com/watch?v=eVn8BZ7baqU%5D

    Se correr o bicho pega se ficar o bicho come

    A maioria dos problemas tem solução tão-somente imediatas, melhores  e definitivas em excelência, estar sujeito da situação. Resolvemos problemas a partir do momento em que abrimos os olhos até dizer basta! Ciências na interpretação e análise dos fatos e relações que ocorrem na sociedade, na educação sem entender o quê e o porquê estão se fazendo daquele modo, não sustentamos mais.  Para isso, resolvemos com os alunos, professores, administradores sobre alguns problemas, discutimos a educação e chegamos a conclusão que não é uma questão viúva de verbas, mas o sistema implantado para mérito de poucos e de estados. Os problemas sociais e políticos da federação não podem continuar com soluções pontuais e meia boca tem de encarar o sistema.  Fazer funcionar a igualdade de poder, de direito e deveres entre governos em nível local dos municípios ate ao federal, isto é politica social e votos na democracia representativa se não, quais as obrigações dos estados e federal na união. Assim sendo se alocar a educação, colocam-se escolas, polícias, bombeiros, estradas, carteiras de motoristas e enfim tudo no governo centralizado e quais as funções dos estados e municípios nestas responsabilidades, direitos e deveres dos brasileiros em suas comunidades perante politicas publicas e sociais do Brasil?

    Resolver um problema fugindo da solução não dá! É criar outros.

     

  29. Josaphat

    13 de dezembro de 2013 2:28 pm

    Se pessoas politizadas, com mais de 20 anos de escola

    e, digamos, civilizadas batem boca em uma caixa de comentários, quem conseguir representar textualmente aqui o que acontece em uma sala de aula de uma escola pública de uma periferia pobre de um médio ou grande centro urbano no Brasil ganha um pirulito. 

  30. Silvia Mara Barbosa

    5 de novembro de 2014 8:32 pm

    Estou na educação infantil a

    Estou na educação infantil a 7 anos, conseguimos migalhas até agora, creio com está proposta a educação poderá sim melhorar, não se transformar em um sonho de educação pois esta educação dos sonhos aqui no Brasil jamais haverá, pois a corrupção dos nossos governantes e extrema. Por isso penso que deixar nas mãos de prefeitos não seria correto, pois a educação infantil inclusive os CMEI, são tracas de votos e favores politicos em muitas prefeituras. 

    Peso que pensem nas novas gerações de adultos que estamos formando, pois são eles que cuidadram de nós no futuro.

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